segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Petrobras conta sua própria história

Nos cursos de storytelling que ministro por todo o Brasil sempre há um momento de colocar as mãos na massa. É nessa parte que os alunos devem criar uma história a partir de um objetivo de comunicação, podendo estar relacionado a alguma marca ou não.

Na edição de Bauru, que aconteceu em setembro desse ano, a aluna Stefania da Silva Cardoso resolveu criar uma história sobre a Petrobras, empresa onde trabalha.

Mais do que isso, é também a história da Petrobras, como se a empresa fosse uma personagem. Mais ou menos nos moldes do case Os Últimos Desejos da Kombi, lembram?

Enfim, foi uma daquelas histórias de arrepiar. Não só porque está muito bem escrita e desenvolvida, mas também porque contém uma sinceridade que toca o público. Confiram!


Eu nasci com a missão de ser o orgulho do meu país.

Meu pai era ciumento, conservador e autoritário, mas me deu condições de ser o que me tornei.

A época era outra e fui recebida de braços abertos e festejada por todos.

Me batizaram bem à moda brasileira, misturando dois pedaços de nomes que tem tudo a ver com quem sou.

Meu pai se foi e passei a ser tutelada por militares, que se mostraram ainda mais durões que meu criador.

Passamos por várias coisas, porém, o mais importante é que sobrevivi. Ah... e bati um bolão junto com um dos maiores times do mundo. Eu joguei no Flamengo.

Os anos se passaram, o mundo mudou e eu também. Atingi minha maturidade.

Houve a abertura política, e junto com a democracia veio a globalização. Precisei me adaptar.

Não queria fazer perante o mundo que agora me olhava. Eu precisava manter a fé do meu povo em mim.

Tentaram mudar meu nome para me apresentarem aos gringos, mas não deu certo. Eu sou a cara do Brasil.

Socializei com o mundo, me refinei, busquei investidores que acreditavam em mim, afinal de contas, assim como todos eu também preciso de dinheiro para sobreviver.

Meu país ficou enciumado, mas posso jurar que nem eu nem a Carmem Miranda traímos nossa pátria.

Voltei a estar em evidência de um jeito bom.

Teve até um cara que se apaixonou por mim. Só dizia meu nome, me levava para todo o lado, e em todo o canto eu poderia ser vista.

Patrocinei cinema, projetos sociais e voltei a ocupar o coração da minha gente.

Com ele tive bons momentos, e outros... bom, nem tanto. Mas sobrevivi.

Creio que agora esteja vivendo o momento mais decisivo da minha vida.

Tem muita coisa acontecendo e não pretendo esconder, omitir ou fazer vistas grossas perante nosso momento. Mas quero que passemos por isso juntos.

Caí na boca do povo, sofri por más companhias, mas afinal quem merece ser julgado pelas ações de seus amigos e pessoas próximas, como familiares?

Talvez você não me conheça direito.

Pode ser que eu tenha chegado até você por comentário alheio, associada a escândalos. Ou que você pense que eu existo apenas para tirar seu dinheiro.

Se eu pudesse falar diretamente contigo, deixar que me conhecesse de verdade.

Você veria que também é parte de mim.

Entenderia que nossa maior riqueza ninguém pode nos tirar.

Não, ela não está nas profundezas, quase inacessível.

Ela está em mim porque está em você.

Me conheça sem preconceitos e tire suas próprias conclusões.

Muito prazer: Eu sou a Petrobrás!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CURSO DE STORYTELLING E TRANSMÍDIA - Belém - 12/09

ATENÇÃO PESSOAL DE BELÉM E REDONDEZAS!

No dia 12 de setembro, sábado, ministrarei, pela primeira vez em Belém e na região norte, o Curso de Storytelling e Transmídia, que já levei a mais de 16 cidades e 10 estados diferentes.

O curso está sendo feito em parceria com a Life Social Web, uma das principais agências digitais da cidade.

O objetivo é entender como profissionais de comunicação, executivos de marketing, empreendedores e jornalistas podem se beneficiar das mesmas técnicas utilizadas por escritores, roteiristas e diretores de cinema para capturar a atenção do público e transmitir mensagens. O curso é composto por teoria, análise de casos e prática.

Até 30 de agosto há ingressos com valores promocionais, e também estabelecemos uma cota especial para estudantes. Clique aqui e corra antes que acabe!

Então, vamos repassar as informações:

Dia? 12 de setembro, sábado.
Horário? Das 9h00 às 18h00.
Local? Computer Hall
Valor? A partir de R$150,00, para estudantes, e R$199,00 para quem se inscrever rápido!
Como faz para se inscrever? Clique aqui: http://www.eventick.com.br/storytellingbelem


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Curso de STORYTELLING e TRANSMÍDIA - São José dos Campos - 29/08

ATENÇÃO JOSEENSES E PAULISTAS EM GERAL!

No dia 29 de agosto, sábado, ministrarei, pela primeira vez em São José dos Campos, o curso que já levei a mais de 15 cidades e 10 estados diferentes. E dessa vez haverá uma grande novidade!

Sempre quis fazer cursos em lugares diferentes, para sair daquele padrão de sala de aula, e essa edição acontece dentro do EduZushi, melhor restaurante japonês de São José dos Campos. Melhor ainda, o almoço com rodízio japonês está incluso no ingresso!

Você come bem, e ainda aprende. Ou vice-versa. Mas aprende o que?

O objetivo é entender como profissionais de comunicação, executivos de marketing, empreendedores e jornalistas podem se beneficiar das mesmas técnicas utilizadas por escritores, roteiristas e diretores de cinema para capturar a atenção do público e transmitir mensagens. O curso é composto por teoria, análise de casos e prática.

Também vale dizer que, além do EduZushi, o curso acontece em parceria com o Blog do Armindo, uma das grandes referências de comunicação da região.

Ah, e até 16 de agosto o valor de inscrição é promocional. Clique aqui e corra!

Então, vamos repassar as informações:

Dia? 29 de agosto, sábado.
Horário? Das 9h00 às 18h00.
Local? No próprio EdoZushi, COM ALMOÇO DE RODÍZIO JAPONÊS INCLUSO
Valor? A partir de 299,00, para quem se inscrever rápido.
Como faz para se inscrever? Clique aqui: http://www.eventick.com.br/storytellingsjc

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Curso de STORYTELLING e TRANSMÍDIA - Foz do Iguaçu - 8/8

ATENÇÃO IGUAÇUENSES E GALERA DA REGIÃO!

No dia 8 de agosto, sábado, ministrarei, pela primeira vez em Foz do Iguaçu, o curso que já levei a mais de 15 cidades e 10 estados diferentes.

Vamos entender como profissionais de comunicação, executivos de marketing, empreendedores e jornalistas podem se beneficiar das mesmas técnicas utilizadas por escritores, roteiristas e diretores de cinema para capturar a atenção do público e transmitir mensagens.

O curso acontece das 9h00 às 18h00, no Hotel Bella Italia, com promoção da ClickFoz.

Para mais detalhes e inscrições, clique aqui: http://www.eventick.com.br/storytellingfoz

terça-feira, 21 de julho de 2015

Robert McKee responde: é possível usar o storytelling no marketing?


Perguntam para o mestre Robert McKee se é possível usar o storytelling no marketing.

Sugiro dar o "play" no vídeo abaixo porque a resposta dele é boa. Mas vou adiantar aqui dois trechinhos.

Ele diz que, quando alguém vai ao bar encontrar os amigos, contar histórias é natural. Elas simplesmente aparecem. Diferentemente disso, no meio corporativo, fazer bullet points não é natural, dar o atributos emocionais a objetos não é natural e por aí vai.

Mais para frente ele comenta que listar fatos é a coisa fácil a se fazer, e precisa de pouco talento. Já contar uma história (ou "dramatizar dados", como ele se refere nesse trecho) requer algum talento, tempo pra processar e, além disso, envolve algum risco. Mas a segunda técnica é muito mais eficiente do que a primeira.

E não é que o velhinho tem razão? :)

domingo, 19 de julho de 2015

Uma regra simples para fazer conteúdo que valha a pena (traduzido)

Algumas semanas atrás publiquei aqui um texto retirado do blog do Umair Haique, um economista de Oxford que palpita sobre quase tudo. Era um texto que servia para um monte de coisas e, principalmente, como um "guia" para produção de conteúdo.

Por falta de tempo republiquei em inglês mesmo, sugerindo que algum leitor do blog fizesse a tradução. E não é que deu certo?

A Luísa Onofre viu, e pediu para a sua amiga Débora Schisler, sócia da Seven Idiomas, traduzir. Ai vai bio dela:

A Débora tem mestrado em linguística aplicada na PUC-SP e é uma professora e educadora muito experiente. Começou sua carreira na Associação Alumni, fundou a Seven Idiomas e hoje em dia dirige cursos e exames de professores na empresa. Além disso é líder do grupo Cambridge English, aqui no Brasil, que faz exames de proficiência em Inglês.

Chique né? Então fiquem com o texto traduzido.


As coisas que mais valem a pena fazer nem sempre são são fáceis, simples ou estão dentro da nossa zona de conforto. E isso você já sabe. Então, como saber se realmente compensam?

Aqui vai uma regra fácil: as coisas que valem a pena são paradoxos. Nos deixam tristes e felizes. Provocam dores e sorrisos. Nos fazem sonhar, enquanto nos fazem sofrer. Nos deixam agradecidos, enquanto também nos ensinam o significado da solidão.

Portanto, elas correspondem a um todo que faz parte de nós e não apenas porque contemos um turbilhão de sentimentos. Dessa forma, devemos vive-las para poder conhece-las de fato. As coisas nunca são meramente boas ou ruins, são relativas à perspectiva – afinal, uma característica não existe sem a outra. E isso se aplica a nós mesmos.

Você vê o homem na foto? Flutuando livremente no espaço, acima da Terra? Ele não sente apenas medo. Aposto que também sente s0lidão, terror, assombro, admiração, surpresa, paz, graça e compaixão. Essa experiência multidimensional é o que as coisas que valem a pena exaltam, não somente para nós, mas em nós. É por isso que elas são consideradas valiosas, enriquecedoras, inesquecíveis e notáveis.

Vou dar uma dica de ouro. Se o que você está fazendo não te movimenta como um todo, então não vale o sacrifício. Se faz com que você se sinta incompleto e unidimensional - ao invés de te fazer sentir conflitante, intrigado e dividido -, escolha algo diferente.

Porque é nessa tensão que tudo que há de melhor em você – perseverança, empatia, paixão , imaginação e garra – vai aflorar e emergir.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Tribo indígena desenvolve videogame sobre sua própria história no Acre


E se eu te falasse que uma tribo indígena do Acre está desenvolvendo um videogame enquanto escrevo esse post?

Bem, não é a tribo sozinha. Também há programadores, artistas e antropólogos envolvidos no projeto. Mas os índios da comunidade Huni Kuin estão ajudando no desenvolvimento.

A obra se chama Huni Kuin: os caminhos da jiboia e, pelo que dá para entender do vídeo, trata-se de um jogo de plataforma de 5 fases, onde cada fase conta uma antiga história da tribo.

De acordo com um dos idealizadores, o jogo fica pronto ainda no segundo semestre de 2015, e poderá ser baixado gratuitamente pela internet.

O objetivo desse projeto é levar um pouco da cultura dos Huni Kuin para a sociedade brasileira, através de uma mídia moderna.

Eu achei fantástico. E, se a gente for pensar bem, outros jogos de franquias mais populares já fazem esse trabalho para outras culturas. Por exemplo, God of War e a cultura grega. Assassin´s Creed e diversos períodos históricos. Civilization e as culturas das diversas civilizações.

Nesse sentido, dá para substituir um livro por um videogame? Ainda não. Mas com certeza é mais divertido e vai atingir muito mais gente.


Videogame Huni Kuin: os caminhos da jiboia from Beya Xinã Bena on Vimeo.

achado via Ricardo Bitencourt

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma regra simples para fazer conteúdo que valha a pena

O texto abaixo foi retirado do blog do Umair Haique, um economista de Oxford que palpita sobre quase tudo. Não sei exatamente qual teria sido sua intenção original, mas sei que o texto se aplica perfeitamente à produção de conteúdo para marcas.

Até por isso tomei a liberdade de mudar um pouquinho o título desse post, baseado no original: "A Simple Rule For Doing Worthy Stuff". Também coloquei uma imagem aqui parecida com a qual ele se refere no texto. Não é exatamente a mesma, mas passa a ideia.

Esse é o tipo de texto para ler e ficar remoendo pelo resto da semana. Curtinho e poderoso. Aproveitem!

The things most worth doing aren’t easy, simple, or comfortable. That much you know. So what are they?

Here’s a simple rule. They’re paradoxes. They make us hurt while they make us smile. They make us laugh while they make us ache. They make us dream while they make us suffer. They leave us awed with gratitude while they teach us what loneliness means.

That is, they hold within them a fullness. Of us. Not just in the sense of that we “contain multitudes”. But in the truer sense that we must live the truth of a thing to know it. And the truth of a thing is not merely the good in it, or the bad in it — but the bad in the good, and the good in the bad. Even our own very selves.

See the guy in the picture? Floating free in space, above the glimmering earth? He doesn’t just feel awe. I’d bet he feels awe, fear, loneliness, terror, astonishment, surprise, peace, grace, compassion. That’s multidimensionality of experience is what worthy things produce not just for us — but in us. That’s why they feel worthy, enriching, unforgettable, remarkable.

So here’s a simple rule of thumb. If it doesn’t evoke all of you, it probably isn’t worth doing. If it just makes you feel one way — if it’s one-dimensional — instead of making you feel conflicted, puzzled, torn — choose something else.

Because it’s in that tension that all which is great within you — perseverance, empathy, passion, imagination, struggle — will emerge.


PS: Se algum leitor quiser traduzir, eu me comprometo a republicar a versão em português. Isso já aconteceu em outros posts. :)

dica do Daniel Souza

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Remake de Final Fantasy VII faz ações da Square Enix bombarem!

Quem acompanha o mundo dos videogames já deve estar sabendo que ontem foi anunciado o remake de Final Fantasy VII para Playstation 4, notícia que causou um grande alvoroço em jogadores do mundo todo.

Para quem não conhece, Final Fantasy VII é um jogo de RPG lançado originalmente em 1997 para o primeiro Playstation. Um clássico, sucesso absoluto na época e ainda hoje reverenciado por muitos jogadores. Mais do que inovações tecnológicas, Final Fantasy VII trouxe uma narrativa mais rebuscada para jogos desse tipo, contando uma história que foi capaz de arrancar lágrimas de muitos marmanjos.

Veja o trailer do remake anunciado:



Um remake era esperado há anos pela comunidade de jogadores e, quando finalmente aconteceu, adivinhem qual foi o resultado para as ações da empresa. Segundo a Bloomberg, o preço da ação chegou a seu maior valor desde 2008!

No gráfico abaixo vocês podem ver o que acontecia ontem, por volta das 10 da manhã.


Mais uma prova irrefutável de como boas histórias se traduzem em valores para as empresas. :)

o gráfico veio da comunidade Mrhappy Gaming, e a notícia da Ligia Muraro

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Lego de The Big Bang Theory mostra o futuro da indústria de brinquedos


Você já entrou em uma loja de brinquedo ultimamente? Eu não tenho filhos, mas, mesmo assim, entro de vez em quando. Pela nostalgia, sabe?

Na minha época de criança lembro de muitos brinquedos licenciados com personagens da TV ou dos quadrinhos, mas também havia uma infinidade de genéricos. Bonecos, carrinhos e outras coisas que não faziam parte de nenhuma franquia. Eles simplesmente estavam lá, como brinquedos, e a cabia à criança imaginar as aventuras.

Hoje em dia as lojas de brinquedos tem cada vez menos produtos desse tipo. Tudo é Marvel. Tudo é Star Wars. Tudo é Angry Birds. Tudo faz parte de alguma grande franquia. E eu não tenho nada contra isso.

Aliás, essa nem é a primeira vez que escrevo sobre o assunto. Falei sobre a Lego como produtora de conteúdo aqui e usando a Lego como metáfora aqui. Então vou falar sobre a Lego uma terceira vez.

Ontem saiu no Brasil Post a notícia de que a empresa estaria lançando, lá fora, uma caixa com o cenário de Big Bang Theory. A gente sabe que a Lego tem se associado com todos os tipos de franquias, de Simpsons à Harry Potter, e que isso é considerado um dos principais pilares para que a empresa tenha se tornado o maior fabricante de brinquedos do mundo.

Mas e daí? Daí que a associação com Big Bang Theory ainda me causa um certo estranhamento. Franquias como Marvel, Star Wars, Harry Potter etc. pressupõe algum tipo de ação e muita fantasia. Herói contra vilão. Magia pra cá, super-poderes pra lá. Tudo que uma criança precisa para se divertir.

Já Big Bang Theory é outra história. Uma sitcom de tons mais realistas onde, a princípio, nada além de diálogos engraçados acontece.

Em primeiro lugar, não tenho dúvida nenhuma de que vai vender, e muito. Talvez venda mais para os jovens pais do que para os filhos, mas, de um jeito ou de outro, será um sucesso.

Mas, ainda assim, entendo que essa notícia dê o tom de como será a indústria de brinquedos daqui pra frente. Uma sede cada vez maior por associar produtos à franquias, na lógica de que qualquer franquia será melhor do que algo genérico.

No fundo, isso mostra que brinquedos são feitos por algo que vai além das peças físicas. Brinquedos dependem cada vez mais de histórias associadas, além das histórias que as crianças podem imaginar. Ter um seriado ou um filme na TV, ajuda bastante nessa imaginação e aumenta o valor agregado.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Funcionários versus JBS: conteúdo também é arma de guerrilha


Imagine que você está se sentindo prejudicado de alguma forma e precisa chamar a atenção da opinião pública para pressionar seu adversário. O que fazer?

Um protesto na rua?
Um post no Facebook contando o que está acontecendo?
Um abaixo-assinado no Avaaz ou site semelhante?

Todas essas alternativas sempre são válidas. Mas os funcionários da JBS (gigante da carne, dona da Seara e da Friboi), que estavam insatisfeito com algumas políticas da empresa, foram além e apostaram no conteúdo.

Mais especificamente, em um vídeo parodiando e ironizando a famosa propaganda do Tony Ramos. Em outras palavras, eles usar o humor como arma para, logo depois, chegarem na mensagem principal. Você começa assistindo pela brincadeira, pela curiosidade (e também porque é um pouco mal feito) e, quando menos percebe, está recebendo as informações que eles queriam te passar.

Qual a novidade disso? Nenhuma. Já vi muitas ONGs e clientes decepcionados usando técnicas parecidas para chamar a atenção. Mas, pelo que eu me lembro, nunca tinha visto isso sendo aplicado por funcionários de uma própria empresa, sindicatos e afins.

Se a moda pegar, os alvos (empresas) terão arranjado uma bela dor de cabeça. Não quero entrar no mérito sobre quem está certo, até porque não conheço o caso de perto, mas, independentemente disso, qualquer empresa se sente acuada contra a opinião pública.

E qual a lição que fica aqui? Que qualquer um, qualquer um mesmo, pode utilizar conteúdo bem pensado a seu favor. Principalmente quando não se tem muito orçamento disponível.

Basta a história ser boa.



(para saber mais, leia a matéria do El País)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Noveleiros, uma retrospectiva dos personagens das novelas da Globo




A Globo lançou recentemente o projeto #noveleiros, que tenta dar uma linguagem mais pop e moderna ao seu principal produto (as novelas), além de fazer um resgate histórico dos personagens que mais marcaram. Em outras palavras, a emissora está valorizando aquilo que de melhor produziu nas últimas décadas. Super legítimo.

Segundo a matéria da PropMark ainda não se sabe muito bem qual será a extensão disso, já que o projeto nasceu na área de inovação e tem um caráter experimental. Já o artigo da própria Globo cita a venda de produtos temáticos e download de material digital.

Mas, a julgar pelo primeiro vídeo, que brinca com versões animadas dos personagens, já dá para imaginar o que mais pode vir por aí.
 

Vou chutar alguns possíveis desdobramentos aqui:

- Séries em animação feitas a partir de personagens de novelas que fizeram sucesso no passado. Imagine uma de Vamp, por exemplo. Caberia direitinho.

- Venda de bonecos tipo toy art.

- Games online.

- Uma grande história ou game crossover, juntando vários desses personagens. E vocês, o que vislumbram a partir dessa iniciativa?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A influência de Sideways no mercado de vinhos


Vocês se lembram daquele filme Sideways - entre umas e outras? Se não, vou tentar resumir sem muitos spoilers. Dois amigos partem por uma viagem pelos vinhedos da Califórnia. Um é expert em enologia, e o outro só quer se divertir antes do casamento. Pronto.

O filme é de 2004 e teve um bom sucesso na época. Mas esse post não é exatamente sobre isso.

Alguns dias atrás li um artigo bem interessante da Vox sobre avaliação de vinhos. Ele mostra uma série de estudos e pesquisas sobre a influência do rótulo na avaliação de um vinho. Explicando com outras palavras, se a pessoa sabe quanto o vinho custa, há uma tendência a avaliá-lo melhor. Mas quando perde-se esse fator, a avaliação muda completamente.

Em resumo, o preço de um vinho influencia a percepção dos consumidores sobre sua qualidade.

E o que Sideways tem a ver com isso?

No vídeo que acompanha o artigo há um dado bem interessante. A partir do lançamento do filme o mercado de Pinot Noir disparou, enquanto o de Merlot estagnou. Para quem não se lembra, eram justamente essas uvas que o protagonista do filme mais elogiava e criticava, respectivamente.

Eis uma prova real da influência das histórias no consumo.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Zing 8 - A Vida É Transmídia


No final de março eu fui convidado pelo Alexandre Maron e pela Luciana Obniski a participar do Zing!, uma série de podcasts que a dupla está fazendo sobre assuntos relacionados à cultura pop.

Participei do oitavo episódio, cujo assunto foi transmídia.

Para ouvir basta dar play aqui embaixo, ou então acessar esse link para fazer download ou assinar no iTunes.

Para conhecer melhor o programa e ouvir outras edições, clique aqui.

Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas - ESPM Sul


Boa notícia para porto alegrenses e gaúchos em geral!

No dia 27 de junho estarei em Porto Alegre para ministrar uma das aulas do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas, que chega em sua terceira edição na ESPM Sul.

Esse é um dos cursos mais completos do país sobre o tema, e tive novamente a honra de ser convidada pela coordenadora e professora Sheron Neves para contribuir.

Ao todo são 6 aulas aos sábados, começando em 13 de junho. Estarei presente no terceiro encontro.

Mais informações e inscrições nesse link. Corra enquanto dá tempo!

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Boticário - uma história sobre um casal separado


Estava aqui fazendo uma pesquisa sobre a nova campanha do Boticário, que está gerando a maior polêmica (desnecessária) por mostrar casais gays, quando encontrei essa outra, um pouco mais antiga, que falava sobre casais separados.

Resolvi postá-la aqui porque trata-se de uma campanha com estrutura de história. E que história!

Está esperando o que? Dá play logo. :)



domingo, 31 de maio de 2015

Hangout com o pessoal do Carlotas


Carlotas é uma ONG que tem como objetivo levar conceitos de inclusão e auto-estima para crianças, usando para isso produtos culturais como animações, quadrinhos, oficinas etc. É um projeto MUITO LEGAL, que vem ganhando cada vez mais reconhecimento.

Periodicamente eles organizam hangouts com profissionais relacionados às atividades da ONG e, na última sexta-feira, tive a honra de participar de uma dessas conversas. O papo foi sobre storytelling como ferramenta para o trabalho que eles desenvolvem.

A gravação está disponível aí embaixo. Basta dar play. São cerca de 30 minutos de uma conversa fluída e divertida.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Curso de Storytelling e Transmídia - SANTOS - 20/06

No final de 2013 estive em Santos dando um curso para o TIP, que significa Treinamento, Inovação e Pesquisa. Trata-se de uma plataforma / escola / espaço localizado em Santos, que tem a missão de trazer tudo o que há de mais inovador para a cidade.

É com muita felicidade que agora, 2 anos depois, venho anunciar a segunda edição do curso. Estou muito feliz de poder voltar para uma cidade tão simpática, onde já tive uma ótima experiência.

O curso ocorrerá na versão intensiva, com 8 horas de duração, em 20 de junho, sábado.

Para mais informações, como programa e valores, clique aqui. Corra antes que as vagas acabem!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

5 dicas para usar storytelling no marketing e publicidade

Confesso que tenho dois pés atrás com posts que listam coisas, do tipo "10 dicas para sei lá o que", "20 coisas que você não pode perder", "30 tendências para sei lá quando" e por aí vai. A vida é mais complexa que isso e tem muita gente que começa a se achar especialista em um assunto depois de ler algo assim.

Mas, por outro lado, posts assim são mais rápidos e gostosos de ler e, se bem escritos, podem funcionar como um empurrão inicial para leigos. Por essas e outras resolvi fazer uma lista com 5 dicas úteis para quem quer usar storytelling, mas, por favor, usem com muito bom senso e moderação. Para aqueles que estiverem realmente interessados, repetirei aqui as sábias palavras do ET Bilu: "busquem conhecimento".


1) Entenda o que é (e o que não é)




Sabe o seu plano de marketing? Ele tem uma caixinha para TV, outra para promoção, uma para mídias sociais e por aí vai. Então, storytelling NÃO é uma dessas caixinhas justamente porque não se trata de uma ferramenta, mas sim de uma "tecnologia", que pode ser aplicada nas ferramentas existentes.

Storytelling é basicamente contar histórias, que por sua vez é a arte de ordenar fatos em um tipo de sequência que é capaz de entreter e transmitir conhecimento ao mesmo tempo. Essa tecnologia é bastante usada no cinema, TV, literatura, teatro e, mais recentemente, também na indústria dos videogames. Esse pessoal sabe entreter. O desafio dos publicitários que querem usar storytelling é aprender a entreter e, ao mesmo tempo, transmitir uma mensagem.


2) Entenda para o que serve



Nos últimos anos storytelling virou a buzz word do momento no mundo do marketing e da publicidade. Se você quer usar isso porque leu em uma revista e achou bonito, you are doing it wrong. Criar uma história é um processo complexo e que exige um grande investimento de tempo, bem cada vez mais escasso em nossa sociedade. Aliás, o motivo para o storytelling estar tão em voga é justamente esse.

Na realidade em que vivemos, onde a informação é abundante, o resultado é que a atenção das pessoas é cada vez mais escassa. Se você tem aquela sensação de que está impossível acompanhar tudo que acontece, é justamente disso que eu estou falando.

Quanto mais a mídia, as marcas e até seus amigos lutam por um espacinho da sua atenção, mais seletivo você fica e, no final do dia, acabará desenvolvendo a habilidade de olhar só para aquilo que realmente importa. Nesse sentido nós, seres humanos, contamos histórias há milhares de anos. Não há alguém que não consuma histórias de uma forma ou de outra (cinema, novela, literatura, bar com amigos etc.). É como se o nosso cerébro, depois de anos de evolução, estivesse melhor adaptado à receber informações por essa tecnologia.

Em outras palavras, contar uma boa história é o caminho mais curto para conseguir a atenção de alguém. O problema é que quando você (como marca, empresa, profissional etc.) se propõe a contar uma boa história, você deixa de concorrer com propagandas tradicionais e passa a concorrer com escritores, roteiristas e por aí vai. É preciso estar pronto para esse desafio!


3) Histórias são sobre pessoas e seus sentimentos



Qualquer relato um pouco mais interessante pode ser considerado uma história? NÃO! Para ser uma história faz-se necessário alguns elementos que veremos adiante, e o primeiro deles é um personagem.

Toda história precisa de um personagem, pelo menos um, para desempenhar o papel de protagonista. É por meio dos olhos do protagonista que o público se ambienta naquele mundo ficcional e cria empatia.

E pouco importa esse personagem é humano, extra-terrestre ou robô, o importante é que ele tenha sentimentos de uma pessoa, a ponto de conseguir a identificação do público. Um exemplo? Wall-e. É um robô que não fala, mas que age e sente como se fosse um de nós, e isso já basta.

Esqueça a idéia de transformar um produto ou uma marca em um personagem. Desculpem o jeito como vou falar isso, mas as pessoas da vida real (ou seja, seus clientes) estão cagando para CNPJs. A gente chora, ri, ama e odeia os CPFs, e é disso que as histórias tratam.



4) Histórias são sobre eventos extraordinários


Em brainstormings de agências e empresas para criação de histórias a primeira idéia que normalmente surge é "vamos mostrar um dia típico da família Silva". A menos que a Família Silva seja a versão brasileira dos Excêntricos Tenenbaums, isso não vai dar certo.

Sobre quais dias da sua vida você fala para seus amigos no bar? Aquele dia típico onde nada aconteceu, ou aquele dia onde aconteceram coisas extraordinárias? Pois é. Intuitivamente a maioria das pessoas sabe muito bem contar histórias e cativar seus públicos. A gente já sabe que tipo de coisa captura a atenção das pessoas, mas, quando levamos isso para o marketing e a publicidade, as vezes é preciso abandonar um pouco o que você aprendeu com Kotler e companhia. O storytelling segue uma lógica própria.

Já tem um personagem para gerar empatia? Ótimo. Agora faça algo totalmente fora da rotina acontecer em sua vida para que as pessoas comecem a prestar atenção nisso.



5) Histórias mostram do que as pessoas são feitas


O escritor americano Kurt Vonnegut escreveu uma lista com 8 regras para escrever uma história curta, e a sexta é essa aqui: Seja sádico. Não importa quão simpáticos e inocentes sejam seus personagens principais, faça coisas terríveis acontecer com eles para que o leitor perceba do que eles são feitos.

Ok, não precisamos exagerar. Mas o ponto é que toda história é sobre um personagem tentando vencer obstáculos para conquistar um objetivo que decorre de uma quebra de rotina (esse é o máximo que consigo resumir para chegar na essência da coisa).

Sem esses obstáculos (que convencionou-se chamar de "conflito") as histórias ou ficam chatas ou se resolvem rapidamente, e não é isso que a gente quer, certo? Lembrem-se que o objetivo é capturar e manter a atenção das pessoas. Para isso é preciso sempre haver uma dúvida se o personagem vai conseguir chegar lá ou não. Aquela sensação de "Oh meu deus! E agora?".

Aliás, lembre-se das histórias pessoais que você compartilha com seus amigos no bar. Certamente você tem alguma na manga com uma loooonga sequência de tropeços, trapalhadas e dificuldades, até chegar em um final feliz (ou não). Essas não são só as melhores de serem contadas, mas também as de serem ouvidas. São essas histórias que você vai querer compartilhar com outros amigos, em outros bares: "Vocês não vão acreditar. Eu tenho um amigo que outro dia me contou que...".

Se sua marca, empresa ou cliente contar uma história realmente boa, é assim que seus consumidores vão reagir.


Quer saber mais sobre o assunto?



Daqui alguns dias começa mais uma edição do Workshop de Storytelling e Transmídia da FIAP Shift.

As vagas estão acabando, mas ainda dá para se inscrever!

Quando? 28 de fevereiro e 7 de março (dois sábados seguidos)
Que horas? As aulas vão das 9h às 16h (total 12 horas)
Programa do curso e inscrição? clique aqui

A FIAP é uma das mais inovadoras instituições de ensino de São Paulo, sendo a responsável por trazer ao Brasil cursos bacanudos da Singularity University e da Hyper Island.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Curso STORYTELLING e TRANSMÍDIA na AmCham Brasília - 20 e 21/jan



Amigos de Brasília,

Recebi um convite bem legal da AmCham de Brasília para montar um curso de Storytelling e Transmídia em Brasília. É a primeira vez que abro uma turma na capital do Brasil desde que passei a morar aqui.

Serão 2 aulas nos dias 20 e 21 de janeiro, terça e quarta-feira respectivamente. Cada aula terá duração de 4 horas, das 18h00 às 22h00.

O valor da inscrição é de R$500,00 para associados AmCham e R$1.000,00 para não associados.

Para mais informações e inscrições, acesse o site do evento.

Para baixar o programa do curso, clique aqui.