domingo, 21 de setembro de 2014

Story Charts: Esqueletos de Filmes

Esse post foi originalmente publicado pelo Wagner Brenner no Update or Die, em 16 de setembro de 2014. Estou copiando aqui porque o conteúdo é bom demais para se perder pela internet. Mas visitem o post original também. :)


Como você sabe, a única coisa que não muda…é a mudança.

Tudo muda o tempo todo no mundo, como diria o Lulu Santos. Muda tanto que, pessoalmente, prefiro chamar de impermanência. E toda e qualquer história, em filmes por exemplo, tem sempre alguma coisa mudando (tirando “Duna” que que é parado do começo ao fim).

Story Charts é um site com gráficos que resumem a estrutura e dinâmica dos grandes filmes do cinema, criados pelos próprios leitores. Para quem curte estudar cinema, fazer roteiros ou trabalhar o “storytelling” de pessoas empresas e marcas, é um exercício muito legal. Logo de cara, o filme é resumido espartanamente em uma ou duas palavras. Titanic é “o amor vence medo”. Apocalipse Now é o “horror da guerra”. Tudo com função acadêmica mesmo, jornalístico e telegráfico, nada de assinaturas açucaradas dos cartazes.

COMO LEIO ESSES GRÁFICOS?


Os gráficos dividem os filmes em plots, ou, as histórias dentro da história.

Bolinhas são pontos de virada, alguma coisa importante acontece e o plot toma outra direção. Cada plot se movimenta em 2 eixos: tempo e valor. O valor é uma medida proposta por Robert McKee que dá uma nota positiva ou negativa para uma determinada experiência humana. Por exemplo, quando o pai do Nemo perdeu seu filho foi negativo. Quando se reencontraram foi positivo. Ou seja, é o eixo que fala se a coisa ficou boa ou ruim. Mais ou menos isso.

A última bolinha da direita é a resolução de cada plot, o final de cada um.

Cada plot também mostra as mudanças que vão acontecendo, que podem ser internas, externas ou de relacionamento.

Pronto! Agora que você aprendeu a ler os charts, você já pode se divertir no site. E contribuir, criando um desses gráficos para algum filme que ainda não esteja por lá.

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