segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Espátula e Bisturi - um curta metragem sobre a vida


De vez em quando alguém chega até mim pelo Facebook pedindo para que eu analise um texto, um conto, um curta etc. Sempre que tenho tempo, eu faço, pelo simples prazer de conhecer o trabalho das pessoas. E aí, se for muito, muito bom mesmo, eu publico.

Esse é o caso de Espátula e Bisturi, um curta metragem do André Filho, produzido no 5º semestre da faculdade Publicidade e Propaganda da UNAMA.

MUITO FODA!

Um curta cheio de verdades humanas. Vários momentos de pura identificação e um fechamento que mostra como a vida funciona de forma...de forma...bom, não achei uma palavra para colocar aqui que não desse algum tipo de spoiler. Então é melhor dar play logo.



Aproveitei o post para fazer uma breve entrevista com o André Filho, que me mostrou essa pérola. Contem spoilers:


André, de onde surgiu a ideia para esse curta? Qual foi a fagulha que originou todo o resto?

O curta foi produzido para participar do Festival Osga de Vídeos Universitários, em 2012, éramos um grupo de 7 pessoas e nos juntamos para produzi-lo em cima do tema do Festival: "É tempo de que?". Começou com a história de um discurso no dia do aniversário do personagem. Durante as nossas reuniões de brainstorm e brincadeira, acabamos lapidando a ideia e chegando a este resultado. A história de um aniversário sempre igual, até por se tratar de algo comum entre todos nós.

E o plot twist no final do curta? Vocês já sabiam que a história fecharia assim desde o início, ou a ideia apareceu depois?

Foi um momento delicadíssimo do curta. Nós filmamos até a última parte do personagem ainda jovem e finalizamos as gravações. Só que todos nós ficamos com a sensação de que a história não tinha acabado, que estava faltando alguma coisa. Então, em uma reunião via grupo de whatsapp, ficamos discutindo sobre isso até que a nossa diretora deu a ideia de mostrar ele mais velho, como seria? Como ele estaria? E começamos a construir o final. Tivemos que mudar a narração, alguns trechos, colocamos um senhor pra narrar. Mas, acho que isso que deu sabor ao curta, um final inesperado. Sorte nossa termos pensado nisso!

Sorte mesmo! E me diz uma coisa. O narrador do curta chorou ao ler o texto? Eu choraria.

Não! A sorte que não! Um senhor de 80 anos, avô de uma amiga nossa. Mas todos choramos ao ver o curta. Eu, principalmente, nunca senti um texto meu tão vivo.
O senhor que atua no filme não é o mesmo que narra. O ator é meu avô.

Sensacional! Vocês estão de parabéns.

Um comentário:

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