terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como abraçar histórias reais?


Fiquei com essa aba aberta no meu navegador durante meses, desde a Copa, e só consegui dar play (e fechá-la) hoje. Belíssima a campanha da Coca-Cola argentina sobre o famoso abraço de 1978, entre dois jogadores da seleção e um torcedor que perdeu os braços em um acidente.



Campanhas feitas a partir de histórias de vida reais não são exatamente uma novidade, mas desconfio que tenham ficado mais populares de uns tempos para cá. Histórias, reais ou não, tem esse poder de capturar a atenção e engajar as pessoas.

O que me chama a atenção quanto isso é a necessidade das marcas (e agências) estarem continuamente abertas à receberem essas histórias, como uma grande esponja ou pára-raios (escolha a melhor metáfora). Mas será que estão?

Como uma marca capta essas histórias reais que eventualmente podem ser absorvidas por uma campanha? A burocracia do SAC, com certeza, não é uma boa ferramenta pra isso. Concursos culturais do tipo "conte sua história" são limitadas por um curto período de captação. O marketing das empresas costumam ficar distantes demais do público. A criação das agências pode enxergar isso como uma concorrência à seus brilhantes insights.

Desconfio que a melhor resposta esteja nas mídias sociais. Marcas que se relacionam bem com seus consumidores podem facilmente capturar essas histórias que são naturalmente contadas. Aliás, muitas já fazem, mas poucas tem a noção do potencial para que sejam transformadas em algo mais: conteúdo.

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