sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Curta com Amor, case do Iguatemi Brasília

Muito bacana esse case que a Liz Campos, que foi minha aluna em Brasília, compartilhou.

Tenho visto cada vez mais shoppings fazendo promoções e campanhas que, de alguma forma, envolvem storytelling. Um outro clássico é esse aqui, do Shopping Parque D. Pedro.


Videocase - Curta Com Amor para o Iguatemi Brasília from Moringa Digital on Vimeo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Curso de Storytelling e Transmídia - Goiânia 11/10

Nesse próximo sábado, 11 de outubro, estarei em Goiânia para ministrar o Curso de Storytelling e Transmídia. É minha primeira vez na cidade e estou bastante feliz pela oportunidade! :)

Para mais informações e inscrições acesse o link: http://www.torodeparpite.com.br/curso-storytelling-transmidia/.


domingo, 5 de outubro de 2014

Storytelling: o que os publicitários têm a aprender com escritores e roteiristas? #SMWSP2014

A minha palestra na Social Media Week São Paulo, que aconteceu em 22 de setembro no MIS, foi gravada e já está no ar para vocês assistirem.

Mas tem uma pegadinha. O vídeo só começa de verdade depois de 20 minutos. Então avancem na barra e sejam felizes.

O link para o vídeo é esse aqui.

sábado, 27 de setembro de 2014

O último convite do Orkut

No final dos meus cursos de storytelling eu normalmente proponho que os alunos criem uma história a partir de um problema de comunicação que pode ser desde aumentar as vendas de um produto, conscientizar as pessoas sobre uma causa, divulgar um novo serviço etc.

Na minha última turma do DIGICORP, pós-graduação em comunicação digital da ECA-USP, o Gustavo Miller escreveu uma história para estimular as pessoas a entrarem no Orkut para fazer o backup de suas contas utilizando o serviço Takeout.

Nada mais propício do que publicar essa história aqui, poucas horas antes da rede sair for do ar para sempre. Fica como minha homenagem. :)


Há 10 anos eu queria apenas ter um milhão de amigos...

Quando meu pai, um engenheiro turco de nome engraçado começou a me programar, acho que nem ele tinha ideia do que estava criando. Era para ser um projeto pessoal, daquelas brincadeiras que fazem sucesso no meio da galera nerd da repartição. Vocês conhecem essa empresa, um tal de Google...

Quem imaginava quem em 2004 a internet seria assim tão democrática? Ninguém sabia o que eram redes sociais, apenas sites de amizade! O que fazia sucesso no celular daquela época era o jogo da cobrinha e as pessoas só trocavam mensagens de texto pelo computador. Mas os emoticons, hoje mais conhecidos por emojis, já existiam!

Eu comecei a minha aventura nos Estados Unidos, mas não dei muito certo por lá. Quem resolveu me abraçar foi esse país tropical, irreverente como as camisas de verão do meu pai, onde as pessoas guardam feijão no pote de sorvete e colocam areia com gosto de bacon no prato de comida.

Vocês, brasileiros, gostaram desse negócio da necessidade de um convite para me conhecerem. Teve gente que até pagou por um! Foi uma atitude arrogante minha na época, admito, mas funcionou. Todo mundo batia na minha porta e entrava na maior camaradagem. Era divertido ver o quanto vocês se divertiam com a brincadeira de categorizar seus amigos em “sexy”, confiável” ou “legal” – tinha de dar até três gelinhos de cubo nesse último, lembram?

E as frases inspiradoras que vocês colocavam em seus perfis? E os “testimonials” bregas, que deviam ser apagados, mas vocês esqueciam e deixavam no ar? Isso sem falar das comunidades, que tinham os nomes mais geniais. Minha predileta era aquela “não fui eu, foi meu eu-lírico”. Isso não é demais?

Mas o que eu mais gostava mesmo era o lance do “só add com scrap”. Rapaz, como eu me divertia com quem escrevia isso na descrição perfil, em caixa alta, com um monte de desenhos de peixes e corações formados pela organização de caracteres de texto.

A diversão era tanta que não percebi o momento que vocês começaram a parar de ficar comigo... Como imaginar que seria trocado por esse tal Facebook, mais sem graça que dançar com a irmã? Eu deixava vocês usarem GIFs, baixar música ilegal e não ficava pagando de fiscalizador e defensor da moral, como esse Zuckerberg. Aprontou comigo? Eu deixava na cadeia (de mentirinha), mas era por pouco tempo.

Eu tinha minhas limitações e vários problemas de segurança, OK, mas venham cá: não é melhor um mundo sem feed de notícias? Um mundo sem algoritmos, sem termos como “impulsionar publicação” e sem convites para milhares de joguinhos? Quando sua mãe queria falar contigo no Orkut, ela tinha de enviar um “scrap” e dava tempo de você ler e apagar rapidinho a mensagem. Nesse Facebook não: o mundo inteiro lê, compartilha e curte a vergonha alheia de ter a sua mãe nas redes sociais. Dureza.

Vejam, não quero ser nostálgico nem mal-humorado. Sou muito grato por esses dez anos que vivi com vocês, juntos ou separados, e tenho muito orgulho das conexões que surgiram a partir de mim. Quantos casais eu formei? Quantas amizades não surgiram por conta de mim? Quantas vezes não rompemos os limites da zoeira? Isso não é demais?

Se tem uma coisa que escutei muito na última década é que os brasileiros não têm memória e não valorizam o passado. Como assim, se até hoje sou assunto de mesa de bar? Isso quando não me citam por aí em forma de verbo: “orkutizar”. Falem mal, mas falem de mim, certo?

Sei que não deu para sair no auge como o “Seinfeld” fez no final dos anos 90, afinal, na internet a ascensão e a queda andam próximas demais e a Lei de Moore é pesada. Mesmo assim eu queria um último ato, um último suspiro: o Google vai me desligar no dia 30 de setembro e essa será a data que constará na minha lápide: “Orkut: 24-1-2004 / 30-9-2014”.

Pois é, vou morrer. Só que não tenho um corpo físico para ser enterrado ou cremado, apenas milhares de números codificados. Após essa data irei sumir e se alguém tentar me acessar vai acabar caindo naquela página de “erro”. Se pudesse, eu guardaria tudo o que vocês criaram dentro de um enorme HD externo, com terabytes até dizer chega, mas hoje existe essa tal de nuvem, e confesso que prefiro ser lembrado no céu, não debaixo da terra.

Por isso, se há dez anos eu exigia um convite para que vocês me conhecessem, hoje eu é quem faço um convite: vamos guardar com carinho a nossa história, a nossa memória. O Google criou um tal de Takeout, um serviço que faz o backup de suas fotos, scraps, atividades, testimonials, enfim, tudo o que existe em seus perfis. OK, deve ter muita coisa embaraçadora por ali, mas e daí?

Vamos guardar aquelas imagens vergonhosas de vocês com roupas estranhas ou cortes de cabelo desastrosos. Vamos guardar aqueles textos melosos escritos para amigos que nem são mais seus amigos. Vamos guardar aqueles testimonials pelo simples fato de serem testimonials.

Enfim, é isso. “Live fast, die young”. Não estou triste, mas muito feliz por tudo o que vivemos e compartilhamos. Eu queria apenas ter um milhão de amigos há dez anos e consegui ter 40 milhões só de brasileiros. Quem nesse mundo teve tantos amigos assim?

Isso não é demais?

domingo, 21 de setembro de 2014

Story Charts: Esqueletos de Filmes

Esse post foi originalmente publicado pelo Wagner Brenner no Update or Die, em 16 de setembro de 2014. Estou copiando aqui porque o conteúdo é bom demais para se perder pela internet. Mas visitem o post original também. :)


Como você sabe, a única coisa que não muda…é a mudança.

Tudo muda o tempo todo no mundo, como diria o Lulu Santos. Muda tanto que, pessoalmente, prefiro chamar de impermanência. E toda e qualquer história, em filmes por exemplo, tem sempre alguma coisa mudando (tirando “Duna” que que é parado do começo ao fim).

Story Charts é um site com gráficos que resumem a estrutura e dinâmica dos grandes filmes do cinema, criados pelos próprios leitores. Para quem curte estudar cinema, fazer roteiros ou trabalhar o “storytelling” de pessoas empresas e marcas, é um exercício muito legal. Logo de cara, o filme é resumido espartanamente em uma ou duas palavras. Titanic é “o amor vence medo”. Apocalipse Now é o “horror da guerra”. Tudo com função acadêmica mesmo, jornalístico e telegráfico, nada de assinaturas açucaradas dos cartazes.

COMO LEIO ESSES GRÁFICOS?


Os gráficos dividem os filmes em plots, ou, as histórias dentro da história.

Bolinhas são pontos de virada, alguma coisa importante acontece e o plot toma outra direção. Cada plot se movimenta em 2 eixos: tempo e valor. O valor é uma medida proposta por Robert McKee que dá uma nota positiva ou negativa para uma determinada experiência humana. Por exemplo, quando o pai do Nemo perdeu seu filho foi negativo. Quando se reencontraram foi positivo. Ou seja, é o eixo que fala se a coisa ficou boa ou ruim. Mais ou menos isso.

A última bolinha da direita é a resolução de cada plot, o final de cada um.

Cada plot também mostra as mudanças que vão acontecendo, que podem ser internas, externas ou de relacionamento.

Pronto! Agora que você aprendeu a ler os charts, você já pode se divertir no site. E contribuir, criando um desses gráficos para algum filme que ainda não esteja por lá.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como abraçar histórias reais?


Fiquei com essa aba aberta no meu navegador durante meses, desde a Copa, e só consegui dar play (e fechá-la) hoje. Belíssima a campanha da Coca-Cola argentina sobre o famoso abraço de 1978, entre dois jogadores da seleção e um torcedor que perdeu os braços em um acidente.



Campanhas feitas a partir de histórias de vida reais não são exatamente uma novidade, mas desconfio que tenham ficado mais populares de uns tempos para cá. Histórias, reais ou não, tem esse poder de capturar a atenção e engajar as pessoas.

O que me chama a atenção quanto isso é a necessidade das marcas (e agências) estarem continuamente abertas à receberem essas histórias, como uma grande esponja ou pára-raios (escolha a melhor metáfora). Mas será que estão?

Como uma marca capta essas histórias reais que eventualmente podem ser absorvidas por uma campanha? A burocracia do SAC, com certeza, não é uma boa ferramenta pra isso. Concursos culturais do tipo "conte sua história" são limitadas por um curto período de captação. O marketing das empresas costumam ficar distantes demais do público. A criação das agências pode enxergar isso como uma concorrência à seus brilhantes insights.

Desconfio que a melhor resposta esteja nas mídias sociais. Marcas que se relacionam bem com seus consumidores podem facilmente capturar essas histórias que são naturalmente contadas. Aliás, muitas já fazem, mas poucas tem a noção do potencial para que sejam transformadas em algo mais: conteúdo.

The Irresistible Power of Storytelling as a Strategic Business Tool

Esse é um dos melhores posts que já li sobre o assunto. Foi escrito por Harrison Monarth e publicado no blog da Harvard Business Review. Dei um copy/paste aqui para garantir que o conteúdo não será perdido, mesmo que o post original saia do ar. Boa leitura! :)

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It’s not often that you hear Budweiser and Shakespeare mentioned in the same breath. But according to new research from Johns Hopkins University, the Bard’s deft application of storytelling techniques featured prominently in the beer company’s Super Bowl commercial.

In “Puppy Love,” a perfectly adorable yellow lab becomes inseparable friends with a Clydesdale. Sneaking out of his pen, the pup and the horse “talk” in the stables and cavort on an idyllic farm –until someone comes to adopt the dog. The distressed puppy whines and places his paws against the window of the car set to take him to his new home. All seems lost until the Clydesdale rallies the other horses to stop the vehicle from leaving. Reunited, the two commence frolicking in the horse pasture and, we assume, live happily ever after.



Forget the fact that Anheuser-Busch’s 60-second spot (which cost north of $4 million) aired close to the end of a lopsided championship game that was over before halftime. The Budweiser ad scored top honors in USA Today’s Ad Meter and Hulu’s Ad Zone for being the most popular among viewers. How did it not get lost amid the tantalizing displays of shiny vehicles, CGI tricks, and David Beckham’s six pack?

The irresistible power of classic storytelling.

If Keith Quesenberry were a betting man, he would have cleaned up. The researcher at Johns Hopkins predicted that the Budweiser spot would be a winner after conducting a two-year analysis of 108 Super Bowl commercials. In a paper that will be published in the Fall 2014 issue of The Journal of Marketing Theory and Practice, Quesenberry and research partner Michael Coolsen focused on brands’ use of specific strategies to sell products, such as featuring cute animals or sexy celebrities. But they also coded the commercials for plot development.

They found that, regardless of the content of the ad, the structure of that content predicted its success. “People are attracted to stories,” Quesenberry tells me, “because we’re social creatures and we relate to other people.”

It’s no surprise. We humans have been communicating through stories for upwards of 20,000 years, back when our flat screens were cave walls.

“Especially in the Super Bowl, those 30-second ads are almost like mini movies,” he says. Quesenberry found that the ads that told a more complete story using Freytag’s Pyramid — http://en.wikipedia.org/wiki/Dramatic_structure a dramatic structure that can be traced back to Aristotle — were the most popular.



Shakespeare had mastered this structure, arranging his plays in five acts to include an exposition, rising action, climax, falling action, and a dénouement—or final outcome. The “Best Buds” story also uses these elements to great effect. The more of the acts each version of the ad had, the better it performed.

Storytelling evokes a strong neurological response. Neuroeconomist Paul Zak’s research indicates that our brains produce the stress hormone cortisol during the tense moments in a story, which allows us to focus, while the cute factor of the animals releases oxytocin, the feel-good chemical that promotes connection and empathy. Other neurological research tells us that a happy ending to a story triggers the limbic system, our brain’s reward center, to release dopamine which makes us feel more hopeful and optimistic.

In one experiment after participants watched an emotionally charged movie about a father and son, Zak asked study participants to donate money to a stranger. With both oxytocin and cortisol in play, those who had the higher amounts of oxytocin were much more likely to give money to someone they’d never met.

The implications for advertisers, who’d also like to part people from their money, are clear. But advertisers aren’t the only ones tapping into the trust-inducing power of storytelling.

Strategic storytelling has also been enlisted to change attitudes and behaviors. Two studies from the health care industry show its power: Penn State College of Medicine researchers found that medical students ’ attitudes about dementia patients, who are perceived as difficult to treat, improved substantially after students participated in storytelling exercises that made them more sympathetic to their patients’ conditions. And a University of Massachusetts Medical School study found that a storytelling approach has also been effective in convincing populations at risk for hypertension to change their behavior and reduce their blood pressure.

The most successful storytellers often focus listeners’ minds on a single important idea and they take no longer than a 30-second Superbowl spot to forge an emotional connection.

Widely recognized as the leading trial lawyer of his time, Moe Levine often used the “whole man” theory to successfully influence juries to empathize with his clients.

Seeking compensation for a client who had lost both arms in an accident, Levine surprised the court and jury, who were accustomed to long closing arguments, by painting a brief and emotionally devastating picture instead:

As you know, about an hour ago we broke for lunch. I saw the bailiff come and take you all as a group to have lunch in the jury room. Then I saw the defense attorney, Mr. Horowitz. He and his client decided to go to lunch together. The judge and court clerk went to lunch. So, I turned to my client, Harold, and said “Why don’t you and I go to lunch together?” We went across the street to that little restaurant and had lunch. (Significant pause.) Ladies and gentlemen, I just had lunch with my client. He has no arms. He has to eat like a dog. Thank you very much.

Levine reportedly won one of the largest settlements in the history of the state of New York.

Storytelling may seem like an old-fashioned tool, today — and it is. That’s exactly what makes it so powerful. Life happens in the narratives we tell one another. A story can go where quantitative analysis is denied admission: our hearts. Data can persuade people, but it doesn’t inspire them to act; to do that, you need to wrap your vision in a story that fires the imagination and stirs the soul.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Espátula e Bisturi - um curta metragem sobre a vida


De vez em quando alguém chega até mim pelo Facebook pedindo para que eu analise um texto, um conto, um curta etc. Sempre que tenho tempo, eu faço, pelo simples prazer de conhecer o trabalho das pessoas. E aí, se for muito, muito bom mesmo, eu publico.

Esse é o caso de Espátula e Bisturi, um curta metragem do André Filho, produzido no 5º semestre da faculdade Publicidade e Propaganda da UNAMA.

MUITO FODA!

Um curta cheio de verdades humanas. Vários momentos de pura identificação e um fechamento que mostra como a vida funciona de forma...de forma...bom, não achei uma palavra para colocar aqui que não desse algum tipo de spoiler. Então é melhor dar play logo.



Aproveitei o post para fazer uma breve entrevista com o André Filho, que me mostrou essa pérola. Contem spoilers:


André, de onde surgiu a ideia para esse curta? Qual foi a fagulha que originou todo o resto?

O curta foi produzido para participar do Festival Osga de Vídeos Universitários, em 2012, éramos um grupo de 7 pessoas e nos juntamos para produzi-lo em cima do tema do Festival: "É tempo de que?". Começou com a história de um discurso no dia do aniversário do personagem. Durante as nossas reuniões de brainstorm e brincadeira, acabamos lapidando a ideia e chegando a este resultado. A história de um aniversário sempre igual, até por se tratar de algo comum entre todos nós.

E o plot twist no final do curta? Vocês já sabiam que a história fecharia assim desde o início, ou a ideia apareceu depois?

Foi um momento delicadíssimo do curta. Nós filmamos até a última parte do personagem ainda jovem e finalizamos as gravações. Só que todos nós ficamos com a sensação de que a história não tinha acabado, que estava faltando alguma coisa. Então, em uma reunião via grupo de whatsapp, ficamos discutindo sobre isso até que a nossa diretora deu a ideia de mostrar ele mais velho, como seria? Como ele estaria? E começamos a construir o final. Tivemos que mudar a narração, alguns trechos, colocamos um senhor pra narrar. Mas, acho que isso que deu sabor ao curta, um final inesperado. Sorte nossa termos pensado nisso!

Sorte mesmo! E me diz uma coisa. O narrador do curta chorou ao ler o texto? Eu choraria.

Não! A sorte que não! Um senhor de 80 anos, avô de uma amiga nossa. Mas todos choramos ao ver o curta. Eu, principalmente, nunca senti um texto meu tão vivo.
O senhor que atua no filme não é o mesmo que narra. O ator é meu avô.

Sensacional! Vocês estão de parabéns.

Os curta metragens da Victorinox Swiss Army


A marca de relógios suíça criou um projeto bem interessante para apresentar seus produtos por meio de pequenas histórias e personagens que mostram um pouco mais da cultura desse país.

Mais do que atributos técnicos, essa campanha vende o ambiente no qual os relógios são concebidos, e as pessoas que estão por trás deles. Em outras palavras, impossível não se sentir na Suiça depois ver os vídeos.

Mas, apesar de muitíssimo bem produzidos, ainda falta alguma coisa para que eles se transformem em curtas completos do ponto de vista de arte e entretenimento. O que quero dizer com isso? Que dentro de um festival de curtas esses teriam nota, no máximo, 6.

Já como propaganda a nota é maior, porque o esforço é muito interessante. Mas a questão que fica é: faz sentido separar essas categorias quando a ideia é justamente o oposto disso?

Curta 1 - A Troca



Curta 2 - A Aposta



No total são 3 curtas, sendo que o último deles ainda não tinha sido publicado quando esse post foi feito. Para saber mais do projeto, clique no site oficial.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Palestra sobre Storytelling na AmCham Brasília

Agora, em 10 de setembro, estarei falando sobre storytelling na AmCham de Brasília.

O evento é gratuito, porém só para associados.

Se for o seu caso, te vejo lá. :)

Mais informações e inscrições aqui: http://www.amcham.com.br/comites/agenda/tpl_evento?event_offer_id=3162150&organization_id=107

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FIAP Shift: Workshop de Storytelling e Transmídia 13 e 20/09

Mudei de casa.

Depois de 13 edições do Curso de Inovação em Storytelling, de 2011 a 2014, estou deixando a ESPM-SP para apostar em um novo projeto na FIAP.

Fiz uma conta de padaria e vi que, durante esse tempo, passaram por mim mais de 450 alunos. Gente pra caramba. Mas acredito muito que as coisas da vida funcionam em ciclos, e esse ciclo chegou ao fim.


A partir de agora começo um novo ciclo de cursos dentro da plataforma FIAP Shift, que pretende reunir professores de peso em assuntos inovadores. Eu estarei lá para falar de storytelling e transmídia.

Talvez você ainda não conheça a FIAP, mas ela é a instituição responsável por trazer a Singularity University e a Hyper Island pro Brasil. Só isso!

Enfim, o 1º Workshop de Storytelling e Transmídia acontece em 2 sábados, respectivamente nos dias 13 e 20 de setembro. Espero encontrar vocês por lá.

Para mais informações e inscrições:http://www.fiap.com.br/shift/curso/beyond/storytelling-e-transmidia

registro de minha última aula no ciclo anterior :)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O bê-a-bá do Marketing Esportivo



Meio off-topic para o tipo de post que eu costumo fazer por aqui, eu sei, mas se você se interessa por marketing esportivo vale a pena assistir a entrevista que o José Borbolla Neto (meu ex-aluno) deu para a TV Câmara de Campinas. Ficou bem didático.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Jornada do Herói: o infográfico definitivo

Alguns posts atrás critiquei um infográfico sobre storytelling publicado pelo Viver de Blog, mas, como o mundo dá voltas, agora chegou a vez de elogiar. :)

O infográfico abaixo, publicado pelo mesmo site, dá uma ótima noção do que é a Jornada do Herói e, ainda por cima, mostra como ela foi aplicada à última trilogia do Batman.

Aproveitem.

infografico jornada do heroi 600px [Infográfico] A Jornada do Herói: Transformando sua audiência em heróis através de histórias memoráveis
» Clique Aqui para baixar uma versão em Alta Resolução desse infográfico «

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

20 livros ótimos com menos de 200 páginas

20 livros. Menos de 200 páginas.

Talvez haja outras listas desse tipo por aí, mas essa foi a primeira vez que vi algo do tipo.

É preciso coragem. Não devem faltar radicais pensando que um livro nunca deveria ser escolhido por esse critério.

Claro que há muitos livros com 500, 700, 1.000 páginas que merecem ser lidos. Mas sejamos honestos. Todo mundo já desistiu de um livro por ser muito longo. Pelo menos em algum momento da vida.

Em uma realidade onde as pessoas tem cada vez menos tempo, será que não vale a pena escritores pensarem em histórias mais curtas? Ou, quem sabe, em capítulos que venham em pequenos fascículos?

Não é o jeito ideal de se pensar, mas penso que é mais realista.

 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

6 estruturas clássicas de histórias

Como fazer quando a gente se depara com um infográfico que traz algumas informações interessantes e outras nem tanto?

Esse é o caso do infográfico publicado pelo site Viver de Blog, que fez um trabalho legal juntando várias informações sobre storytelling. O problema é que, na minha humilde opinião, há muita coisa desencontrada ali, de forma que mais atrapalham do que ajudam. Por exemplo, ele começa falando de conceitos gerais, depois vai para consumo de mídia, depois volta para estrutura de história. É uma confusão que pode levar muita gente à conclusões erradas.

Maaaas, por outro lado, há um trecho do infográfico que merece ser compartilhado. Então resolvi recortar só esse trecho e publicar aqui. :) São 6 estruturas possíveis de história. E muito populares. Aproveitem.


O resto das informações você encontra nesse post, mas aí é por sua conta e risco. E lembrem-se, não é porque está num infográfico que é verdade!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O curta de Roman Polanksi para a Prada



Nenhuma novidade nesse post, já que o curta foi feito em 2012. Mas eu queria deixar o registro no blog e, bem, possivelmente há muitos leitores que não viram na época.

A história em si não é nada demais. Há vários detalhes interessantes, como o figurino, a situação e os personagens, mas a soma deles, na minha opinião, não produz uma peça de entretenimento digna de Roman Polanski. O mais interessante é a declaração que ele deu na época sobre o processo de criação:

When I was asked to shoot a short movie for Prada, I did not think that I could really be myself, but the reality is that in the total freedom I was given, I had the opportunity to reunite my favorite group of people on set and just have fun. The chance to dwell on what the fashion world represents nowadays and the fact that it is accompanied by so many stereotypes is fascinating and at the same time a bit upsetting, but you definitely cannot ignore it. It’s very refreshing to know that there are still places open to irony and wit and, for sure, Prada is one of them.
A Prada não foi a primeira (e nem será a última) marca a convidar um diretor renomado para dirigir um curta com liberdade artística. Mas isso, sem dúvida, é uma tendência lá fora e, eventualmente, acabará aparecendo por aqui também.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Histórias reais não existem

Estava revisitando algumas coisas perdidas aqui no meu computador e me deparei com esse post do meio gênio (no bom sentido), meio guru (no mal sentido), Seth Godin.


Aí vai a minha tradução livre.

UMA HISTÓRIA VERDADEIRA

Claro que isso é impossível.

Uma história verdadeira é algo que não existe. Quando você começa a contar uma história, tornando-a relevante e interessante para mim, enganchando-a em minhas visões de mundo e gerando emoções e memórias, ela deixa de ser verdadeira. Pelo menos se definirmos a verdade como toda a verdade, todos os fatos, independente da localização e cultura.

Já que você vai contar uma história, fique bom nisso e conte de um jeito que te dê orgulho.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Matemática, emoções e storytelling

Já disse várias vezes que o storytelling tem uma lógica própria. Uma lógica que é especialmente difícil de ensinar para quem vive outras lógicas em seu dia a dia, como, por exemplo, a do marketing.

Um dos maiores desafios é fazer as pessoas entenderem que histórias são sempre sobre emoções humanas. Emoções que sentimos e vivemos a partir de situações de desvantagem. Esse é o núcleo de qualquer narrativa.

E foi justamente com esse espírito que algum anônimo genial da internet fez o quadro abaixo, enxergando a matemática por meio dessa lógica.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Workshop de Storytelling em Londrina!

Atenção pessoal de LONDRINA E REGIÃO:

No dia 11 DE AGOSTO acontece, pela primeira vez na cidade, o WORKSHOP DE STORYTELLING.

Horário: 8h30 às 18h00.
Local: SESI Londrina (Rua Deputado Fernando Ferrari, 160)
Inscrições GRATUITAS e limitas!

Mais informações aqui e inscrições nesse link.

O evento faz parte do 2º Open Forum de Criatividade na Indústria, promovido pela Cifal.

Vejo vocês por lá!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Celebridades brasileiras que usaram o storytelling a seu favor (ou não)

Talvez você seja novo demais para ter visto alguma dessas preciosidades nas bancas de jornal, mas houve uma época em que celebridades da TV brasileira lançavam suas próprias revistas em quadrinhos como forma de fidelizar um público mais infantil.

Esses dias encontrei um link do BuzzFeed que faz um resgate bem legal dessa época. Querem alguns exemplos?

Gugu viajando no tempo.


Faustão vivendo altas aventuras.


E os Trapalhões fazendo paródias de filmes. Essa eu tinha em casa. Lembro de comprar na banca e tudo mais. E na época gostava bastante.


No link do BuzzFeed ainda tem Angélica, Ana Maria Braga, Xuxa e até Leandro e Leonardo! Clica lá.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Jornada do Herói: um passo a passo ilustrado

Quer entender melhor o que é essa tal de Jornada do Herói?

O vídeo abaixo dá o passo a passo de uma forma bem simples, só com ilustrações e narração.



(alguém me passou esse vídeo tempos atrás, mas, infelizmente, não lembro quem foi para dar os créditos)

Há outros posts sobre esse assunto nesse blog:
Referências sobre Campbell e a Jornada do Herói
A Jornada do Herói para Videogames
Uma Animação que Explica a Jornada do Herói


segunda-feira, 24 de março de 2014

Lego: fabricante de brinquedos educativos ou produtora de conteúdo?

post originalmente publicado no Facebook em 24/03/2014


Alguns anos atrás, vendo o declínio de seu negócio como brinquedo, a LEGO resolveu licenciar todo tipo de universo ficcional, de Star Wars à Harry Potter, mudando completamente a percepção da marca.

Pessoalmente não vejo muita graça em reviver uma história que já conheço, só que com o visual de LEGO, mas agora entendo que isso, dentro da estratégia deles, isso é o de menos.

Associando à marca à tantos personagens legais:

1) eles deixam de ser percebidos como brinquedos educativos e passam a ser percebidos como ícones pop

2) isso, paradoxalmente, aumenta a percepção de que a criança pode transformar os LEGOs dele em QUALQUER COISA, ou seja, o brinquedo dá asas à imaginação

3) além de fabricante de brinquedos, eles também viraram uma produtora de conteúdo

Ainda não vi o LEGO: THE MOVIE, mas estou assistindo o LEGO: MARVEL MAXIMUM OVERLOAD, curta metragem de 22 minutos com os super-heróis da Marvel, que tem no Netflix. Em uma das cenas, seguindo a tradição de todo filme grande da Marvel, surge um boneco LEGO do Stan Lee (criador dos personagens) fazendo uma ponta no filme.

Pra mim essa é a prova definitiva de que eles realmente sabem brincar de entretenimento.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Orange conta uma história para o Dia dos Namorados


A Orange, empresa francesa de telecomunicações que está presente em vários países, lançou essa belíssima história em vídeo para comemorar o dia dos namorados desse ano. Cheia de poesia e, ao mesmo tempo, completamente conectada com o negócio da empresa.

dica do Chico Bela


Orange - The Flower from Troublemakers.tv on Vimeo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mitt

texto originalmente postado no Facebook - para acompanhar a discussão clique aqui


Acabei de assistir MITT, documentário produzido pela Netflix (e disponível por lá) sobre Mitt Romney tentando se eleger presidente dos Estados Unidos.

Se você curte política, assista. É bem interessante porque registra as conversas mais íntimas entre Romney e sua família, nos momentos bons e ruins da campanha.

Conforme o filme passa você vai vendo que, independentemente da gente concordar ou não com suas ideias, ele parece ser um cara legal e honesto, que está tentando presidir seu país porque acredita poder fazer melhor.

Mas o momento mais interessante fica para o final. Derrotado pelo Obama (não é spoiler, todo mundo sabe o que aconteceu) ele está discutindo o discurso de derrota com a esposa e filhos quando alguém sugere que seu adversário seria uma aberração.

Nesse momento Mitt fica visivelmente perturbado e, quase chorando, diz que Obama não é uma aberração, e que o povo americano o elegeu porque está buscando o que acha melhor, ou seja, taxar os mais ricos e garantir mais benefícios, resultando em dívidas cada vez maiores para o país. Aí ele continua falando que hoje essa é uma tendência em todos os países do mundo, mas que ele enxerga aí, de coração, um problema no médio prazo: o país quebrar.

Cair no maniqueísmo de tratar Obama como um inimigo a ser abatido seria bem fácil, ainda mais em um momento de derrota. Mas é aí que Romney prova ser um cara bacana.

E, se a gente pensar bem, essa fala mostra um ângulo bem interessante sobre o embate esquerda versus direita. Há várias formas de enxergar o que significam essas duas forças sociais, mas, para Romney, a esquerda é o curto prazo e a direita é o longo prazo. Faz sentido. E as duas coisas são igualmente necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Qual o melhor filme já feito em cada país europeu e latino-americano?

Agora não sei qual veio primeiro, mas, depois de ter publicado aquele infográfico com o melhor filme já feito em cada estado dos Estados Unidos, também encontrei esses outros dois, com os melhores filmes já feitos em cada país Europeu e da América Latina.

Mais uma vez, isso abre uma boa discussão sobre histórias que vendem lugares. O quanto governos deveriam estimular a criação de histórias que se passem em seus territórios?


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Qual o melhor filme já feito em cada estado americano

Alguém teve a brilhante ideia de fazer o cruzamento entre filmes que se passam em estados americanos específicos e as avaliações do IMDB, produzindo, a partir disso, o mapa abaixo.

Detalhe para Fargo, que se passa entre dois estados e, aparentemente, é o melhor filme dos dois. Também é curioso notar que alguém estados são representados por clássicos incontestáveis, enquanto outros possuem filmes totalmente desconhecidos. Em outras palavras, alguns lugares inspiram histórias memoráveis, outros não. Isso deveria ser uma preocupação das respectivas secretarias de turismo, não acham?

Seria bem legal alguém fazer isso com o mapa do Brasil e, eventualmente, até com o mapa múndi mesmo.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Qual a maior propaganda da Apple de todos os tempos?


Muitos vão dizer que é 1984, uma superprodução com direção do Ridley Scott e tudo mais. Custou uma fortuna e foi ao ar uma única vez, como é de praxe na tradição americana dos comerciais veiculados no intervalo do Super Bowl. Nesse caso, na final de 1984.



Outro falariam que é a clássica Think Different, praticamente um manifesto da marca. Ousado na época e, a julgar pelo estado das coisas, ainda mais ousado para os tempos de hoje. Um comercial, sem dúvida, brilhante.



Mas eu tenho uma opinião diferente. Pra mim, a maior propaganda da Apple de todos os tempos é o discurso do Steve Jobs, já em seus últimos anos de vida, para os formandos de Stanford.



Empresas com bons discursos e campanhas milionárias a gente encontra com alguma facilidade. É claro que essas coisas são legais e ajudam a tornar marcas mais conhecidas, mas, efetivamente, não adianta falar e não fazer. Em outras palavras, na propaganda a mentira tem perna curta.

Quantas vezes você já viu alguma campanha falando de coisas maravilhosas e, de fato ou metaforicamente, revirou os olhos? "Puuuuf...até parece!" - aposto que comentou isso com quem estava ao lado, ou, no mínimo, pensou.

Estou bem longe de ser um applemaníaco (inclusive tenho um PC), mas não dá para negar que os produtos da Apple são acima da média e, mais do que isso, seu fundador, dono e guru, enquanto vivo, realmente viveu e colocou em prática aquilo que acreditava e, depois, de alguma forma, isso foi transmitido para os valores da empresa.

Já devo ter escrito isso em algum lugar desse blog, mas, pra mim, a Apple é um grande product placement na vida do Steve Jobs. Quando alguém compra um Mac ou um iPhone, ele está comprando sua história, sua filosofia de vida, e a marca acaba sendo só uma expressão disso, um detalhe.

Steve Jobs não foi só um gênio da computação, mas também um gênio do marketing. E uma de suas grandes sacadas, na minha humilde opinião, foi justamente escancarar e explorar as partes mais controversas de sua vida pessoal. Afinal, todo mundo sabe que ele foi adotado, que abandonou a faculdade, que teve uma fase hippie loucona etc. Quando 10 em 10 CEOs do mundo dos negócios fariam questão de esconder esse tipo de coisa, Steve Jobs soube, como ninguém, transformar suas fraquezas em fortalezas. Fazendo isso, passou de presidente para mito.

Enquanto Steve Jobs levava sua experiência mais pessoal para dentro da marca que criou, seus concorrentes faziam discursos bem construídos, mas vazios. E foi, justamente por estar ancorada em significados reais, que a Apple pôde fazer campanhas tão memoráveis e verdadeiras, como as duas primeiras que selecionei. Mas nada disso teria sido possível sem a história de vida de Steve Jobs por trás.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

35 anos e solteira: divida suas próprias experiências e vire referência para o mundo


Esse curta da diretora argentina Paula Schargorodsky foi publicado recentemente pelo New York Times e, a partir daí, viralizou rapidamente pela internet.

Além de ser muito bem feito e da história ser boa, creio que ele toca as pessoas devido ao momento que a sociedade ocidental vive, de pessoas se casando cada vez mais tarde (as vezes não se casando nunca), e não tendo muitos modelos nos quais se basear para esse tipo de escolha.

Em outras palavras, todo mundo se sente perdido, e quando uma cineasta resolve dividir sua experiência com o mundo, booooom, ela vira referência imediata.

Ah, esse é outro detalhe interessante. O curta é autobiográfico. A personagem da história é ela mesma. E as imagens são de seu arquivo próprio. Diz a diretora, nesse artigo do La Nacion, que começou a filmar trechos de sua vida em 2002, quando terminou um relacionamento, mas não sabia exatamente porque. 10 anos depois ela resolve montar o curta a partir desses trechos e aí a coisa explode.

Curtas autobiográficos com toques de documentário e reality show. Será que isso vai virar uma escola? Eu aposto que sim.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Retromix, um novo olhar sobre a nostalgia



O retrô já é uma realidade no mercado dos videogames, certo? Hoje em dia todas as principais plataformas (Playstation, Xbox e Nintendo) ganham um bom dinheiro vendendo seus jogos clássicos online a preços módicos. A nostalgia é lucrativa.

Mas aí vem a Nintendo e lança NES Remix para seu novo console, o Wii U. Na vídeo-análise abaixo, que tirei desse post do Kotaku, dá para ver como a empresa foi hábil em pegar todos os jogos clássicos e remixá-los, criando novas dinâmicas e desafios.

Talvez no mundo da moda, por exemplo, isso não seja exatamente uma novidade, já que as tendências vão e voltam repaginadas, mas no meio dos videogames isso é notícia. E, se a gente começar a pensar bem, as possibilidade são infinitas.

Não gosto muito de ficar inventando termos para essas coisas, mas, nesse caso, Retromix define bem.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A internet é traiçoeira




quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Retrospectiva 2013 do Papo de Marketeiros

Em 2013 tive a honra de ser um dos entrevistados do projeto Papo de Marketeiros e, no final do ano, o site aproveitou para lançar um vídeo-retrospectiva com algumas das principais frases das pessoas que tiveram esse privilégio. Tem uma minha lá. :)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Universos compartilhados, você ainda vai ouvir falar disso


Outro dia saiu um artigo bem interessante no The Hollywood Reporter sobre 2014 ser o ano dos Universos Compartilhados, conceito que estaria, em muitos casos, se sobrepondo ao das Franquias.

Isso, de certa forma, começou com a experiência da Marvel em entrelaçar filmes de 4 personagens (Homem de Ferro, Hulk, Capitão América e Thor), com referências e pequenas histórias ligando uns aos outros, e depois a junção de todos em Vingadores.

Segundo o artigo a Sony, que detém os direitos do Homem-Aranha, estaria pensando em expandir o universo do personagem com filmes de seus principais vilões e aliados. Já a Fox estaria trabalhando em um projeto para unir os universos de X-Men e Quarteto Fantástico, duas propriedades da Marvel cujos direitos estão com o estúdio há tempos. A Universal, por outro lado, parece que está matutando a ideia de unir monstros clássicos como Drácula, Múmia e Frankenstein em um único universo. E ainda tem a Warner, que está juntando Batman e Superman.

O que o artigo não fala é que um movimento muito parecido aconteceu lá pra trás, na primeira metade do século passado, quando os dois maiores conglomerados de quadrinhos, DC e Marvel, começaram a se formar a partir da compra de várias pequenas editoras, que tinham seus respectivos personagens e universos. Em um dado momento essas empresas tinham em mãos títulos pertencentes a muitos universos diferentes, e aí, principalmente por motivos comerciais, houve o movimento de fazer todas as histórias se conectarem. Eles queriam que levar públicos de um título para o outro, além de facilitar a bagunça na cabeça do leitor. Deu certo, e agora vemos esse raciocínio indo para o cinema.

De certa forma essa é também a lógica por trás da transmídia, apesar de que, nesses casos (*), estamos falando de universos que se desenrolam somente em uma mídia. Editoras e estúdios criarão universos realmente transmidiáticos quando os acontecimentos de um filme, por exemplo, impactarem o título mensal do mesmo personagem. Mas isso, acho eu, ainda vai demorar um pouco para acontecer.

notícia original via Augusto Velazquez de Brito

(*) Atualização em 15/01/2014: o mesmo Augusto me lembrou que o universo compartilhado da Marvel no cinema também possui desdobramentos em séries, internet (sites promocionais) e quadrinhos (que são diferentes das publicações mensais da editora). Portanto a  Marvel, nesse caso, é transmídia sim. Nos outros casos ainda não.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A estratégia de marketing de Anchorman 2


Anchorman 2 é a continuação da comédia pastelão Anchorman estrelada pelo Will Ferrell. No Brasil o primeiro filme veio como O Âncora, e o segundo irá estrear no cinema como Tudo por um Furo, sem nenhuma referência ao antecessor.

A apresentação abaixo mostra a estratégia de marketing utilizada para divulgar o filme nos Estados Unidos e outros mercados (ainda não sabemos se haverá algo parecido por aqui).

São ações bacanas e acima da média, mas nada de revolucionário. Mesmo assim achei que valia a pena postar aqui pela clareza do raciocínio. Basicamente uma aula sobre content marketing.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Entrevista com Vince Vader, Professor da ESPM


O LinkedIn me convidou para ser o embaixador oficial da empresa no Young Lions Brasil 2013, prêmio pela primeira vez patrocinado por eles, e isso incluiu, dentre uma série de atividades, o desafio de entrevistar alguns dos profissionais de comunicação mais renomados do país.

Nessa série de posts estou republicando as entrevistas, que podem ser encontradas em primeira mão, junto de outros conteúdos exclusivos, no Grupo Young Lions Brasil powered by LinkedIn.



Entrevistas anteriores:
João Ciaco
Mariana Stanisci
Guilherme Guimarães
Paola Colombo
Luciana Stein
Alessandro Cauduro
Tania Savaget
Cecília Troiano
Bruno Ponzini
Eduardo Camargo
André Kassu
Marcelo Jesus
Matheus Siqueira

sábado, 11 de janeiro de 2014

Outras pessoas cometem erros. Desacelere.


Campanha brilhante do governo da Nova Zelândia para conscientizar os motoristas sobre a importância de dirigir mais devagar e, assim, evitar acidentes que dependem só do erro dos outros.

Situação tensa, extremamente emocional e com uma pitada de surrealismo, no melhor estilo pausa no tempo. O vídeo foi lançado há algum tempo e já teve milhões de visualizações no mundo todo, prova de que conteúdo bom não necessariamente precisa ser interativo, engraçadinho e outros clichês defendidos no mercado.

Histórias simples que tocam o coração das pessoas fatalmente viralizam.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Marcelo Rezende conta a história de Breaking Bad


Sensacional o jeito que a Record encontrou para promover Breaking Bad, série que estréia na emissora em janeiro desse ano.

Marcelo Rezende, icônico apresentador do Cidade Alerta, vai narrando a história como se fosse verdade e, de repente, pimba, vem ao ar imagens exclusivas do trailer promocional que está sendo usado para divulgar a série.

Não duvido que alguém tenha ficado ofendido por ele não ter revelado, de cara, que se tratava de um anúncio. Mas, por outro lado, essa brincadeira entre realidade e ficção, jornalismo e seriado, dá muito pano pra manga. Tomara que usem de novo!



Clique aqui para ler mais detalhes sobre a ação.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Personagem da novela entra no BBB14. Isso é transmídia?

O Vinícius Werner me enviou essa notícia e me perguntou se isso poderia ser classificado como transmídia. Como a notícia é legal e a dúvida é pertinente, resolvi fazer um post sobre o assunto.

O resumo da notícia é que Tatá Werneck fará uma breve participação no próximo BBB14 interpretando Valdirene, sua personagem da novela Amor à Vida. O autor da novela passará orientações de como a personagem deve agir, mas nenhuma fala pronta. Se alguém chamar a atriz por Tatá, ela deverá corrigir a pessoa, falando que seu nome é Valdirene.


Abaixo faço alguns comentários:

1) Penso que isso é, no mínimo, um experimento bastante interessante de como dramaturgia e realidade se entrelaçam. Aliás, um experimento com um fundo poético. As novelas imitando a vida real e os reality shows cada vez mais novelescos.

2) Segundo o script divulgado a atriz deve passar pelo menos uma semana na casa, devendo ser eliminada depois desse período. Mesmo que esteja claro para os participantes que se trata de uma brincadeira da Globo, possivelmente temporária, imaginem só o nó que isso vai causar na cabeça deles.

3) Muito corajosa a atriz Tatá Werneck por topar uma brincadeira dessas.

4) Mas, afinal, como classificar uma ação dessas? Bom, antes de tudo é uma ação de divulgação da novela dentro do BBB14. Ou, dependendo do ponto de vista, uma ação de divulgação do BBB14 para o público que já assiste a novela. Há um grande potencial de um programa emprestar público para o outro.

5) Ok, mas é transmídia ou não? Depende. Transmídia pressupõe mais de uma mídia. Alguns autores dizem que é preciso 3 ou mais. Se a gente considerar que a novela e o BBB14 fazem parte da mesma mídia (TV), não é. Se a gente quiser ter uma interpretação um pouco mais aberta, levando em consideração que o BBB14 já é multiplataforma por excelência, estando presente não só na TV, então pode ser que seja transmídia.

6) Vamos consider uma interpretação mais aberta. Daí é transmídia, né? Depende. Haverá alguma conexão entre esses dois episódios? A experiência da personagem no reality show terá algum reflexo, por mínimo que seja, na novela? A personagem realmente viveu aquilo dentro da ficção ou foi uma mera peça de marketing para promover a novela? Em última instância, essa experiência no BBB14 agregou alguma coisa à experiência dramática de quem acompanha a novela? Isso contribuiu de alguma forma para o arco do personagem, ou, pelo menos, para construí-lo melhor? Se as respostas aqui forem SIM, então podemos considerar isso transmídia (*).

(*) alguns teóricos e acadêmicos discordariam de mim, para vocês verem como o conceito é novo e ainda um pouco difuso.

7) E isso aí é storytelling também? No mínimo é uma ação de marketing que usa recursos de storytelling, afinal, usa uma personagem em uma determinada situação para promover a história de qual ela faz parte. Mas precisaremos assistir essa primeira semana de BBB14 para ver se a história da Valdirene no reality show será boa mesmo.

8) Uma coisa que eu falo muito para os meus alunos é que, independentemente de ser storytelling ou não, transmídia ou não, o importante é fazer sentido e agregar valor à experiência do público. Nesse caso, tem tudo para preencher todos os quesitos.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Obama apresenta seu próprio filme (mas era brincadeira)


Nunca na história do mundo houve um presidente tão capaz de brincar com a cultura pop e tirar sarro de si mesmo como Obama. Não saberia opinar muito sobre o andamento de seu governo por lá, mas vejo muito valor em um presidente que sabe trabalhar tão bem com o humor. Penso que isso, no mínimo, aproxima o político aos eleitores.

Mas o que ele aprontou dessa vez? No jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca Obama teve a pachorra de fechar seu discurso com um vídeo falso onde Steven Spielberg fala sobre seu novo projeto, um filme sobre a vida do presidente.

Isso, por si só, já seria fantástico. Mas, no meio do vídeo, Obama aparece interpretando Daniel Day-Lewis interpretando Obama. Hilário!

Vi a notícia no site da BBC.

O que aconteceu com os pôsteres de cinema?



Esse vídeo me lembra muito desse TED Talk sobre o design de capas de livros.

Minha entrevista o TIP

No final do ano passado estive em Santos para dar um curso de Storytelling & Transmídia no TIP, espaço para troca de experiências comandado pela agência Mkt Virtual.

Eles fizeram uma entrevista comigo, no vídeo abaixo...



E aqui um clipe institucional do TIP. Se você é de Santos ou região, vale a pena conhecer!



Fotos da minha viagem para Santos aqui.