quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Convocação aos Jovens Publicitários (os mais experientes também estão convidados)


Tenho uma notícia legal para contar!

Nesse ano o LinkedIn está patrocinando o Young Lions Brazil, prêmio que todo jovem publicitário almeja ganhar, e, ao invés de encherem o saco do público com ativações inúteis, eles criaram o grupo oficial do evento e me chamaram para ser o "embaixador" do prêmio por lá. Aliás, esse é o primeiro grupo "powered by LinkedIn" no Brasil.

Isso significa que daqui para frente estarei postando links interessantes, gerando debates e fazendo entrevistas com gente que é referência no mercado. Legal né?

Imaginem um grande evento para jovens publicitários terem acesso à conteúdos interessantes, palestras legais e networking. Essa é a idéia, só que com duração de alguns meses ao invés de apenas 1 dia, e acontecendo online ao invés de ser em um auditório.

Gostou? Então apareça por lá! É só clicar aqui.

PS: O crédito da ação é da agência Mojo, criadores de um projeto do qual sou fã, a Mojo Books. Mais informações aqui.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Curso de Roteiro Online

O roteirista Samuel Queles está com uma iniciativa muito legal no ar, um curso de roteiro via YouTube, totalmente gratuito.

Cada aula tem em média 10 minutos e aborta um assunto específico, de formatação à análise de diálogos.

Até o momento já existem 54 aulas no ar, e mais estão por vir. Para ver a lista completa, clique aqui.

Deixo para vocês a primeira aula, só uma introdução, incorporada no post.



via Dicas de Roteiro

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E se a Bíblia fosse analisada por um editor?

A cada dia fico um pouco mais fã de Porta dos Fundos, programa de humor exclusivo para a internet que está conquistando o coração do brasileiros (e portugueses também). Esse vídeo é do final do ano passado, mas estou publicando aqui porque, piadas à parte, tem tudo a ver com storytelling. :)

Ah, e veja até o final. Tem uma surpresa depois dos letreiros!



dica da Raquel Ravison

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tomorrow Project, vamos pensar no futuro por meio de histórias?


A Intel, em parceria com a Fiap, lançou a primeira edição brasileira do Tomorrow Project, um projeto muito bacana que tem como objetivo explorar as diferentes visões do futuro por meio de histórias de ficção científica!

As 200 primeiras pessoas que enviarem contos, desenhos ou vídeos falando sobre "um dia na sua vida em 2025" serão avaliadas e estarão concorrendo a 3 smartphones Motorola RAZR i (Android), um para cada categoria. A data limite para envio de trabalhos é 14 de abril.

O projeto já seria legal o suficiente para eu escrever sobre mesmo que não estivesse envolvido, mas acontece que fui convidado para ser um dos juízes do projeto, o que é uma enorme honra pra mim, e já estou avaliando os trabalhos que chegaram desde o início do ano. :-)

Se eu pudesse estaria trabalhando em um conto agora mesmo, mas, como não posso, só resta incentivar os leitores desse blog para que participem. Vamos lá pessoal!

Nesse link você encontra uma coletânea de contos escritos por grandes autores de ficção científica, disponibilizado de graça pela Intel (somente em inglês), e no vídeo abaixo, Brian David Johson, futurista da empresa, explica melhor o projeto:

 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Storytelling na Revista Voe


Só escrevendo para contar que fui entrevistado para um artigo da Revista Voe, que é a revista de bordo da Trip Linhas Aéreas.

A matéria está na edição de janeiro de 2013, número 55. Eventualmente ela vai aparecer nesse site mas, enquanto não acontece, deixo o scan do trecho onde eu apareço para quem quiser ler (mentira, é só pelo ego mesmo, eu sei que ninguém vai ler). :-)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

50 Tons de Storytelling


Ontem eu, o Fernando Palacios e alguns membros do grupo de Storytelling & Transmedia do Facebook nos reunimos em um Hangout do Google + para discutirmos o fenômeno "50 Tons de Cinza" do ponto de vista da literatura, cultura e também das várias marcas que aparecem explicitamente ao longo da história. Aliás, o Fernando Palacios fez um post bem legal sobre esse último tópico, aqui.

O resultado está no vídeo abaixo, que começa morno, com os participantes lidando com questões técnicas da transmissão, mas termina em alto nível e novos participantes que vão entrando na discussão durante a conversa.

E, antes que você me pergunte, sim, eu li os primeiros capítulos do livro até o momento desse post, e pretendo dar continuidade depois dele. Para além da modinha há coisas bastante interessantes na obra da E. L. James. Não é um clássico instantâneo da literatura, mas é um fenômeno cultural que vale ser observado mais de perto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

GUEST POST: "Storytelling na prática - uma história sobre o poder transformador da educação"

O post abaixo foi escrito pela Renata Rossi, que foi minha aluna no curso de Storytelling e Transmídia da ESPM, que terá uma nova edição começando agora em 28 de janeiro de 2013.

Sempre muito aplicada, terminando o curso a Renata resolveu colocar a mão na massa e ir da teoria à prática. O resultado vocês encontram logo abaixo. Mas, antes, como uma boa contadora de histórias, ela fez questão de explicar como chegou lá. :)

Ah, e vale lembrar que a Renata também tem um blog bem legal sobre contação de histórias.


Sempre gostei de histórias, tanto é que escolhi ser uma contadora de histórias, mas aquelas de fatos reais. De uns tempos para cá, começou a pipocar um novo termo para mim: storytelling. Ouvi todo tipo de gente dizer o que era isso, mas não entendia como é possível uma história trabalhar a favor de uma marca. Tá, não entendia até assistir a um pocket do Curso de Storytelling na ESPM. Saí de lá com a cabeça fervilhando de ideias. Fiz a inscrição no curso e fui me meter no meio de publicitários, planners e profissionais de marketing. As ideias começaram a clarear diante de exemplos brilhantes de como histórias podem fazer marcas chegarem até o consumidor. Um case emblemático para mim foi o The Hire.

No curso recebemos a missão de fazer um exercício prático, trabalhando o storytelling em uma marca que escolheríamos logo na primeira aula. Escolhi o Albert Einstein, que se divide em Hospital, Ensino e Pesquisa e Responsabilidade Social. O ponto forte é – sem dúvida – o hospital. Quer lugar melhor para conflito e transformação? Aprendi que esses são os ingredientes primordiais de uma boa história. Mas, não era do hospital que eu queria falar. Queria falar do ensino, que para mim é a chance que as pessoas têm para mudar sua realidade.

O Instituto de Ensino e Pesquisa do Einstein oferece formação, atualização e aprimoramento para profissionais da saúde, de médicos a técnicos de enfermagem. O portfólio conta com cursos técnicos, graduação em enfermagem, pós-graduação, residência médica, cursos de atualização e aprimoramento, além de eventos científicos. Cada um dos públicos que consomem esses produtos têm uma característica, é fato, mas o que todos têm em comum é querer a marca Einstein no currículo.

Algumas particularidades devem ser destacadas:

Antes de entrar na rotina de um hospital as pessoas acreditam que é mais importante ter o melhor médico. Entretanto, se você for internado, reze para ter o melhor enfermeiro. É esse o profissional que está em contato direto com o paciente 24 horas e o responsável pelo cuidado. O melhor médico com o pior enfermeiro pode não dar um resultado muito feliz para o paciente.

Os enfermeiros têm um estigma que me dá a impressão de fazer parte do imaginário coletivo. Acredita-se que quem fez enfermagem é porque não passou em medicina. Isso não é uma regra! Há muitos enfermeiros que realmente têm o dom de cuidar e estudaram para isso, como primeira opção.

Não é apenas de médicos e enfermeiros que se faz um hospital. O paciente se depara também com fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. Todos eles são fundamentais para o atendimento integral.

Digamos que o primeiro estágio das profissões na área da saúde é o técnico, seja em enfermagem, farmácia ou radiologia entre outros. Esses cursos são a porta de entrada para o mercado de trabalho, uma vez que são destinados a quem está concluindo ou já concluiu o Ensino Médio e ainda são uma alavanca real para mudar de vida. Muitos alunos passaram de situações financeiras complicadas para a estabilidade depois de concluir o curso e começar a trabalhar na área. Com dois anos de estudo eles recebem o que muita gente depois de formado em comunicação não recebe. (Inclua-se nesta lista os jornalistas, categoria da qual já fiz parte e falo com conhecimento de causa)

Terminadas as observações, vamos à narrativa.

Eu queria contar uma história de transformação pela educação. Escolhi falar do curso técnico por ter a maior capacidade transformadora em curto prazo. Minha ideia governante era “a educação é a alavanca para transformar a vida”. E a partir dessa ideia nasceu minha protagonista, com base em depoimentos de alunos e ex-alunos dos cursos técnicos. Um detalhe que se repetia nas falas era como a oportunidade de estudar mudou a vida dessas pessoas. Usei isso em favor da minha personagem, a Maria do Socorro.

A protagonista

Maria do Socorro, diarista que veio de Minas Gerais para São Paulo e nunca pode estudar - Grande ambição: ser "alguém" na vida - Super poder: estar pronta para ajudar - Fraqueza: ser rejeitada por sua condição de ignorante - Arquétipo: prestativo

O arquétipo escolhi para representar a profissão. Quem se dedica a esse tipo de trabalho é prestativo por natureza. Já vi profissionais que estão fora do atendimento ao paciente há anos correrem para socorrer alguém que caiu, como que por instinto. Para quem não é da área da saúde, essa reação instintiva impressiona.

Mas, eu tinha um problema: o ativo da marca é o conhecimento, portanto o arquétipo que reflete esse posicionamento é o sábio. Se o protagonista tem de refletir o arquétipo da marca, o que fazer? Para sair dessa contradição, a dica foi utilizar um personagem ausente. Com arquétipo que reflete a marca, essa personagem influenciou a protagonista de forma positiva. Para dar mais tempero, coloquei um perrengue e o resultado final você confere a seguir.

A história de Maria do Socorro


Nota: embora a ideia não tenha sido implantada, o exercício foi fundamental para entender como trabalhar uma história para uma marca. Terminei o curso com a cabeça mais fervilhante ainda. Agora estou pesquisando maneiras de usar storytelling na educação.