quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Storytelling na publicidade: a evolução de 2008 para cá

Em julho desse ano fui até Porto Alegre para dar uma das aulas do curso de Storytelling e Transmídia para as Marcas. Uma semana antes a organização do curso pediu para que eu escrevesse algo, em tom de "teaser", para ser publicado no blog da Escola de Criação da ESPM RS.

Aproveito esse espaço para reproduzir o texto, agora em um novo contexto. Não há mais propósito em fazer teasers, mas o ponto é que aqui acabo contando um pouco de como foi abrir uma empresa focada em storytelling durante 2008-2009, e as diferenças de lá para cá no quesito percepção do mercado sobre o assunto.


Olá pessoal!
Amanhã, no sábado, estarei aí com vocês para a aula de
 Criação de Universos Ficcionais II do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas. Essa é a primeira vez que vou a Porto Alegre para dar uma aula e estou bastante animado com a possibilidade de trocar experiências com vocês.
Mas, afinal, o que esperar de uma aula chamada Criação de Universos Ficcionais II? Esse é daqueles nomes que podem significar qualquer coisa, não é mesmo? O programa já estava montado quando a Sheron Neves fez o honroso convite para integrar o time de professores do curso, então não me culpem.
 :)

Independentemente do nome, prometo que será legal. Então, pensando nisso, combinei com a editora do blog da Escola de Criação que escreveria um pequeno teaser aqui para vocês. Então contarei uma breve história pessoal…

Esse interesse da indústria da comunicação pelo storytelling nada mais é do que uma tentativa de se aproximar de algo que, desde o início dos tempos, desperta naturalmente a atenção das pessoas: as histórias. Se as pessoas estão perdendo o interesse pela publicidade, então é natural que a publicidade vá beber em outras fontes, como o cinema ou a literatura. Mas ter essa sacada não é tão difícil.

Então, é disso que se trata a aula
 Criação de Universos Ficcionais II. Vamos discutir como esse storytelling corporativo pode ganhar o tempero das grandes histórias, do tipo que as pessoas estão dispostas a dedicar tempo e dinheiro para se envolver. Mas sem esquecer que existem objetivos de negócios por trás.
Lá por volta de 2008, eu e mais dois amigos, depois de alguns anos transitando por agências de comunicação, resolvemos empreender criando a
 Storytellers, uma agência com cara de coletivo (uma boa desculpa para vender modernidade e ainda justificar a falta de estrutura de um pequeno negócio) especializada em criar histórias para empresas.
Hoje em dia
 storytelling é a palavra da moda. Todas as revistas e sites de negócios e comunicação já fizeram matérias sobre isso, o assunto é trending topic de Cannes e outros festivais há algumas edições e, talvez, alguns de seus chefes até tenham financiado a inscrição do curso para vocês. Ainda assim pouca gente sabe do que se trata de fato, e menos pessoas ainda conseguem aplicar isso na prática.
Agora imaginem como era vender coisas como storytelling e transmídia 5 anos atrás. Pois é, olhando pra trás posso dizer que foi muita loucura. Mas uma loucura boa. Uma loucura pautada no desejo de fazer uma comunicação não só diferente, mas melhor. Pautada na crença de que a propaganda pode ser importante para as pessoas. Pautada em uma paixão dos três sócios por bons filmes, livros e hqs. Creio que a maioria de vocês fez inscrição nesse curso pautada por sentimentos muito semelhantes. A diferença é que, 5 anos depois, eu já adianto que ninguém está louco.

Difícil mesmo é entender que o mundo das histórias segue suas próprias regras, ou seja, tem uma lógica que, muitas vezes, é diferente, e até conflitante, com a lógica do storytelling. Não é a toa que, constantemente, encontramos marcas fazendo esse tal de “branded content” que até pode ser bem produzido, até pode ter atores famosos, mas que, no final das contas, parece faltar algo. Falando o português claro, parece insosso. Aposto que já sentiram isso.

É um equilíbrio complicado, obviamente que eu não tenho todas as respostas, mas quanto mais vocês vierem com a cabeça aberta para pensarmos juntos sobre isso, melhor.

Então, até sábado!

Um comentário:

O espaço é aberto para críticas, sugestões e até elogios. Só, por favor, não venha com spam.