quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Eduardo e Mônica, da Vivo: um dos maiores cases de storytelling da publicidade brasileira



A Vivo lançou essa campanha em junho de 2011 e agora estou eu, pelo menos 2 anos atrasado, fazendo um post para comentá-la. Sou como a justiça, tardo, mas não falho.

Brincadeiras à parte, o motivo desse post é simples. Até hoje, mais de dois anos depois, muita gente me pergunta e pede para eu comentar sobre esse case. Para ser honesto eu mesmo comento sobre ele em praticamente todas as entrevistas que dou, sempre citando-o como um dos melhores exemplos de campanha nacional que usa o storytelling de forma bem sucedida.

Mas por quê? Tomo a liberdade de comentar rapidamente em bullet points:

- Para início de conversa essa campanha é conteúdo puro. Fundamentalmente ela é um clipe, e não um anúncio.

- Um clipe de uma música famosa e amplamente conhecida, que originalmente não tinha um.

- Portanto, de tabela, é também uma homenagem ao Legião Urbana, banda que possui uma legião de fãs por todo o Brasil e, consequentemente, uma base que estava imediatamente pronta para curtir e viralizar o vídeo da forma mais natural possível.

- Acrescente aí o aspecto nostálgico, já que a música é relativamente antiga (1986).

- Só isso já bastaria para explicar o sucesso da campanha, mas aí entra o aspecto do storytelling. Coincidentemente a música conta uma história, o que só multiplica o envolvimento emocional das pessoas impactadas.

- Eduardo e Mônica é uma história de amor. Uma história muito bem contada, com seus altos e baixos, cheia de conflitos (no sentido de objetivos e obstáculos aos personagens), e bem executada em termos de produção e atuação. Em outras palavras, podemos encarar o vídeo tanto como um clipe quanto como um curta-metragem musicado.

- Mais do que isso, é uma história de amor trazida à tona pela Vivo dias antes do Dia dos Namorados (de 2011), o que garante um contexto perfeito para algo que já seria sucesso.

- Adicione aí o detalhe de que a Vivo consegue se inserir na história (product placement) algumas vezes ao longo do clipe, sempre de forma muito natural, sem tirar o espectador da história.

- Os resultados na época foram fantásticos. Não se falava de outra coisa nas redes e chegou a atingir inclusive quem não estava conectado, ou seja, o tipo de coisa que todo mundo assistiu de uma forma ou de outra. Bom, eu escrevendo sobre isso 2 anos depois é um indício da qualidade, né?

- Queria ver mais cases assim na publicidade brasileira. :)

13 comentários:

  1. Bruno,
    Parabéns pelo post.
    Pergunta: podemos replicar seu post no blog da Movioca (www.movioca.com/blog), com os devidos créditos e referência para este site?
    Temos mesmo unir forças para trazer, cada vez mais, as marcas para o Storytelling. :)

    Daniel Fonseca (daniel@movioca.com)

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  2. Bruno, não seria um exemplo de branded content?

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    Respostas
    1. Também. É um case tão completo que podemos encaixá-lo em mais de uma definição. :)

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