sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gerador de Personagens de Bergen


Você é um escritor com dificuldade para criar personagens?

Seus problemas acabaram!

Ou vão acabar, assim que você acessar o Bergen Project Character Generator.

Acessando o link você já recebe um personagem pronto. Nome, idade, profissão e residência. Sempre algo estranho acabou de acontecer com ele e, depois de receber uma misteriosa mensagem, ele vai para Bergen investigar, levando consigo uma maleta com um objeto bizarro em seu interior.

Não gostou? É só dar reload e o site te mostra outra combinação.

Logo abaixo copiei três dos resultados mais interessantes que tive. Dá para imaginar muita coisa a partir dessa combinação surrealista de características e itens, não?


  • You are Alexander Pettersen. You are 30 years old. You are a race car mechanic from Duluth. Something strange has happened. You woke one morning to find that one your ears had disappeared. After receiving the message, you decide to go to Bergen to investigate. In your bag there is a Celtic amulet.
  • You are Martin Li. You are 48 years old. You are a belly dancer from London. Something strange has happened. You have never experienced such rain, all day for weeks straight, even though it is summer. After receiving the message, you decide to go to Bergen to investigate. In your bag there is a SmurfTM novelty flash drive.
  • You are Sara Pedersen. You are 50 years old. You are a deep sea diver from Tromsø. Something strange has happened. You woke with a tattoo of runes on your arm and no recollection of how it got there. After receiving the message, you decide to go to Bergen to investigate. In your bag there is a Japanese arrow.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O anti-case de storytelling da Selaria Texana

A intenção é boa, mas, na prática, use isso apenas para um dos dois motivos abaixo:

1) Para rir.

2) Como um guia do que não fazer.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Curso de Storytelling e Transmídia em Belo Horizonte-MG, 14/09


O Curso de Storytelling e Transmídia chega, pela primeira vez, na capital mineira, mais especificamente em 14 de setembro.

Tenho muitos amigos de lá (inclusive um sócio) e, por isso, o maior carinho pela cidade. Para mim é uma honra ter esse convite e, de quebra, poder comer alguns pães de verdade. :)

Quando? sábado, 14 de setembro de 2013
Que horas? das 9h00 às 18h00
Aonde?  Hotel San Diego Lourdes
Quanto? R$290,00
Inscrições? envie e-mail para contato@masterclassbrasil.com.br

Para mais informações veja o flyer do evento e programação abaixo.



Por que fazer um curso de storytelling?

As empresas estão redescobrindo o valor de contar histórias para capturar a atenção do público. Em um mundo com excesso de informações, criar uma história envolvente é fundamental para gerar o impacto de marca desejado.

O curso Storytelling e Transmídia ensina desde o conceito básico como técnica de comunicação, suas diversas vertentes, o processo autoral de criar histórias e as possibilidades de explorar todo esse potencial com a transmídia.

O Conteúdo está dividido em 4 módulos:


Módulo 1 – Introdução ao Storytelling


  • O desafio da comunicação nos dias de hoje

  • Afinal, o que é storytelling?

  • Breve histórico sobre o uso das histórias

  • Storytelling pelo prisma da psicologia, neurologia e antropologia

  • O poder do contexto



  • Módulo 2 – Storytelling aplicado à comunicação 



  • Branding

  • Branded Content

  • Product Placement

  • Apresentações

  • Aplicações para startups e ONGs



  • Módulo 3 – Processo Autoral 



  • Story Placement

  • A importância do conflito

  • Construção de personagens

  • Design de plot



  • Módulo 4 – Transmedia




  • Desvendando a transmedia

  • Criação de universos

  • Storytelling e novas mídias

  • Desafios para o futuro da comunicação



  • Ao final da aula os alunos saberão:


    • Conceito de storytelling e o que está por trás de seu uso como técnica de comunicação

    • Aplicar o storytelling às diversas vertentes da comunicação com embasamento de diversos cases

    • Criar histórias em formato de conto a partir de um processo de criação de histórias do ponto de vista do autor

    • Dominar o conceito de transmedia e seus desdobramentos

    Comunicando através de histórias (Ticket e Gestão PME)

    Recentemente dei uma entrevista para o blog Ticket e Gestão PME, a partir da qual fizeram um post sobre o tema storytelling. A matéria original, postada em 17/07/2013, está reproduzida aqui.


    Todo mundo tem uma história para contar e certamente também já ouviu muitas. Reais ou fictícias, a verdade é que elas ajudam a formar nossas ideias e valores ao longo da vida. De acordo com Jerome Bruner, renomado psicólogo e estudioso da psicologia cognitiva, um fato tem 20 vezes mais chance de ser lembrado se estiver relacionado a uma história.

    Essa motivação leva empresas de todo o mundo a utilizarem histórias em suas formas de comunicação com o público. Propagandas com personagem, pequeno roteiro e conflito a ser resolvido têm se mostrado eficiente para fixar a marca na memória do consumidor.

    A prática de contar uma história, ou storytelling, tem se tornado rotina também como meio de gerar estratégias motivacionais dentro das empresas, baseado no princípio de que a mensagem a ser transmitida fica muito mais sedutora e convincente se aliada ao entretenimento, como cinema, literatura ou séries de TV.

    Bruno Scartozzoni, diretor de planejamento da Ativa Esporte e professor de storytelling e transmída da ESPM SP e ECA-USP, explica que vivemos hoje uma realidade em que as informações veem de muitos meios diferentes, e a atenção das pessoas fica cada vez mais dispersa. “Dessa forma, empresas que precisam comunicar algo para algum público, do lançamento de um novo produto a uma causa, têm se interessando pelas técnicas do storytelling”.

    A contação de histórias pode ser usada em diversas situações, como na identificação e na troca de conhecimento, ou ainda como forma de mostrar o funcionamento de áreas diferentes de uma mesma organização. É uma forma de expor os conceitos da empresa e criar uma visão coletiva que inspire e motive as pessoas, além de participar isso aos novos colaboradores.

    Um bom exemplo é o caso da Apple. Steve Jobs, ex-CEO e fundador da empresa costumava utilizar a narrativa em suas apresentações. Com isso, ele criava momentos de tensão, mostrava os obstáculos, envolvia o público e dava um desfecho ao produto apresentado, facilitando o entendimento de suas funções e benefícios.

    Embora uma história bem contada beneficie a comunicação dentro e fora da empresa, é preciso avaliar em quais situações o storytelling é viável e necessário. “Uma regra básica para se considerar a aplicação da técnica é a seguinte: cabe o uso da emoção na mensagem que você quer passar? Se não couber, então storytelling não é a ferramenta mais indicada”, orienta Scartozzoni.

    O professor adverte, no entanto, que planejar um storytelling que passe o conteúdo de forma eficiente é bem diferente da capacidade de contar histórias informais aos amigos. Além de certa habilidade em literatura ou roteiro, o profissional que conduzirá o projeto precisa entender a realidade da empresa. “Storytelling e marketing têm dinâmicas próprias e muito diferentes, podendo, às vezes, entrar em conflito. O maior desafio para um profissional que trabalhe nesses campos é saber equilibrar esses dois mundos. Em outras palavras, criar arte interessante e relevante, mas sem esquecer os objetivos corporativos.”

    terça-feira, 27 de agosto de 2013

    Content Summit 2013 - fotos e questões


    Em 13 de julho desse ano estive no Content Summit, evento bem legal sobre marketing de conteúdo, para participar do debate "Formatos: estratégia com criatividade, técnica e propósito", junto ao Pedro Gravena, Interactive Creative Director da Wieden+Kennedy, e Edson Sueyoshi, Diretor de Tecnologia da RG/A. A mesa seria mediada pela Bárbara Mota, da The Alchemists. Seria.

    Chegando lá, surpresa!, a Bárbara teve um problema pessoal e não pôde comparecer, e aí eu fui escalado para assumir o lugar dela na mediação. Uma honra, claro, que eu aceitei sem titubear. Mas também sem ter me preparado para tal.

    Tudo bem. No final essas que são as boas histórias para serem contadas, não é mesmo? Me esforcei para criar debates interessantes e fora dos clichês do mercado e tentei levar a discussão para algo que tem me incomodado bastante.

    A internet e depois, mais especificamente, as mídias sociais, chegaram ao mercado com a promessa de serem mídias que premiariam criatividade e interação. Mas, o que vemos de uns tempos para cá, é uma série de padrões sendo estabelecidos que mais atrapalham do que ajudam o resgate desses valores.

    Na hora comentei que recentemente estive em uma reunião com uma agência digital e o redator, antes mesmo da gente definir qual seria a estratégia da marca para aquele meio e a linha de comunicação, já queria saber quantos posts diários seriam feitos no Facebook. Eu, espantado, perguntei se antes a gente não deveria entender melhor a marca para ver se fazia sentido ela estar no Facebook.

    Mas o ponto é que, mesmo que não fizesse, ela estaria do mesmo jeito. Todas estão, independentemente do que tenham a dizer e de como pretendem utilizar a plataforma. Por esse prima, não parece que o Facebook se tornou a nova TV?

    Essa foi a minha primeira pergunta, pro Gravena, e depois o papo foi por aí. Aproveito o post para publicar as fotos que a organização tirou do evento. :)

    "Porra meu, tá de brincadeira né?"

    Momento sofá da Hebe.

    Momento #chatiado

    O mediador olhando para o horizonte ao invés de encarar o debatedor.

    Mediador, olha pros debatedores meu!!

    Ssshhhhhh, ele tá falando.

    Debate pegando fogo.

    Cara de bobo alegre.

    As pessoas da ponta estão se encarando, e o do meio está #chatiado.

    Câmera de programa de auditório.

    Zoom gradual do programa de auditório.

    Câmera pra encerrar o programa de auditório. Tchau!

    segunda-feira, 26 de agosto de 2013

    Guia de Estratégia Digital - nível básico


    Considerando que essa é uma apresentação de slideshare com cerca de 100 slides, e que esse tipo de formato tem uma série de limitações, digo que esse é um dos melhores guias para estratégia de publicidade digital que eu já vi. Mesmo.

    Sucinto, sem bullshit, tem tudo o que você precisa saber em meia hora e será mais útil a você do que muita palestra de guru, cursos rápidos de social media e, eventualmente, até do que algumas pós-graduações na área. Sério.

    Vale a pena inclusive para o caso de você ser um profissional sênior, já que resgatar alguns conceitos nunca é demais. Mas precisa entender inglês.


    sexta-feira, 23 de agosto de 2013

    Infovídeo explica o que é storytelling

    Está procurando um infovídeo que te explique, da forma mais básica e direta possível, o que é esse tal de storytelling que todo mundo fica falando? Então, parabéns, você chegou no post certo. :)

    Belo trabalho da MSL Group.



    não lembro que me enviou :(

    quinta-feira, 22 de agosto de 2013

    Eduardo e Mônica, da Vivo: um dos maiores cases de storytelling da publicidade brasileira



    A Vivo lançou essa campanha em junho de 2011 e agora estou eu, pelo menos 2 anos atrasado, fazendo um post para comentá-la. Sou como a justiça, tardo, mas não falho.

    Brincadeiras à parte, o motivo desse post é simples. Até hoje, mais de dois anos depois, muita gente me pergunta e pede para eu comentar sobre esse case. Para ser honesto eu mesmo comento sobre ele em praticamente todas as entrevistas que dou, sempre citando-o como um dos melhores exemplos de campanha nacional que usa o storytelling de forma bem sucedida.

    Mas por quê? Tomo a liberdade de comentar rapidamente em bullet points:

    - Para início de conversa essa campanha é conteúdo puro. Fundamentalmente ela é um clipe, e não um anúncio.

    - Um clipe de uma música famosa e amplamente conhecida, que originalmente não tinha um.

    - Portanto, de tabela, é também uma homenagem ao Legião Urbana, banda que possui uma legião de fãs por todo o Brasil e, consequentemente, uma base que estava imediatamente pronta para curtir e viralizar o vídeo da forma mais natural possível.

    - Acrescente aí o aspecto nostálgico, já que a música é relativamente antiga (1986).

    - Só isso já bastaria para explicar o sucesso da campanha, mas aí entra o aspecto do storytelling. Coincidentemente a música conta uma história, o que só multiplica o envolvimento emocional das pessoas impactadas.

    - Eduardo e Mônica é uma história de amor. Uma história muito bem contada, com seus altos e baixos, cheia de conflitos (no sentido de objetivos e obstáculos aos personagens), e bem executada em termos de produção e atuação. Em outras palavras, podemos encarar o vídeo tanto como um clipe quanto como um curta-metragem musicado.

    - Mais do que isso, é uma história de amor trazida à tona pela Vivo dias antes do Dia dos Namorados (de 2011), o que garante um contexto perfeito para algo que já seria sucesso.

    - Adicione aí o detalhe de que a Vivo consegue se inserir na história (product placement) algumas vezes ao longo do clipe, sempre de forma muito natural, sem tirar o espectador da história.

    - Os resultados na época foram fantásticos. Não se falava de outra coisa nas redes e chegou a atingir inclusive quem não estava conectado, ou seja, o tipo de coisa que todo mundo assistiu de uma forma ou de outra. Bom, eu escrevendo sobre isso 2 anos depois é um indício da qualidade, né?

    - Queria ver mais cases assim na publicidade brasileira. :)

    quarta-feira, 21 de agosto de 2013

    Breaking Bad é a melhor série que você vai assistir, com exceção de The Wire

    É isso. The Wire é rei. Breaking Bad está caminhando para o mesmo patamar.

    E essa intertextualidade entre séries e animações americanas é muito legal, não é?



    via Cris Chinchila

    Storytelling na publicidade: a evolução de 2008 para cá

    Em julho desse ano fui até Porto Alegre para dar uma das aulas do curso de Storytelling e Transmídia para as Marcas. Uma semana antes a organização do curso pediu para que eu escrevesse algo, em tom de "teaser", para ser publicado no blog da Escola de Criação da ESPM RS.

    Aproveito esse espaço para reproduzir o texto, agora em um novo contexto. Não há mais propósito em fazer teasers, mas o ponto é que aqui acabo contando um pouco de como foi abrir uma empresa focada em storytelling durante 2008-2009, e as diferenças de lá para cá no quesito percepção do mercado sobre o assunto.


    Olá pessoal!
    Amanhã, no sábado, estarei aí com vocês para a aula de
     Criação de Universos Ficcionais II do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas. Essa é a primeira vez que vou a Porto Alegre para dar uma aula e estou bastante animado com a possibilidade de trocar experiências com vocês.
    Mas, afinal, o que esperar de uma aula chamada Criação de Universos Ficcionais II? Esse é daqueles nomes que podem significar qualquer coisa, não é mesmo? O programa já estava montado quando a Sheron Neves fez o honroso convite para integrar o time de professores do curso, então não me culpem.
     :)

    Independentemente do nome, prometo que será legal. Então, pensando nisso, combinei com a editora do blog da Escola de Criação que escreveria um pequeno teaser aqui para vocês. Então contarei uma breve história pessoal…

    Esse interesse da indústria da comunicação pelo storytelling nada mais é do que uma tentativa de se aproximar de algo que, desde o início dos tempos, desperta naturalmente a atenção das pessoas: as histórias. Se as pessoas estão perdendo o interesse pela publicidade, então é natural que a publicidade vá beber em outras fontes, como o cinema ou a literatura. Mas ter essa sacada não é tão difícil.

    Então, é disso que se trata a aula
     Criação de Universos Ficcionais II. Vamos discutir como esse storytelling corporativo pode ganhar o tempero das grandes histórias, do tipo que as pessoas estão dispostas a dedicar tempo e dinheiro para se envolver. Mas sem esquecer que existem objetivos de negócios por trás.
    Lá por volta de 2008, eu e mais dois amigos, depois de alguns anos transitando por agências de comunicação, resolvemos empreender criando a
     Storytellers, uma agência com cara de coletivo (uma boa desculpa para vender modernidade e ainda justificar a falta de estrutura de um pequeno negócio) especializada em criar histórias para empresas.
    Hoje em dia
     storytelling é a palavra da moda. Todas as revistas e sites de negócios e comunicação já fizeram matérias sobre isso, o assunto é trending topic de Cannes e outros festivais há algumas edições e, talvez, alguns de seus chefes até tenham financiado a inscrição do curso para vocês. Ainda assim pouca gente sabe do que se trata de fato, e menos pessoas ainda conseguem aplicar isso na prática.
    Agora imaginem como era vender coisas como storytelling e transmídia 5 anos atrás. Pois é, olhando pra trás posso dizer que foi muita loucura. Mas uma loucura boa. Uma loucura pautada no desejo de fazer uma comunicação não só diferente, mas melhor. Pautada na crença de que a propaganda pode ser importante para as pessoas. Pautada em uma paixão dos três sócios por bons filmes, livros e hqs. Creio que a maioria de vocês fez inscrição nesse curso pautada por sentimentos muito semelhantes. A diferença é que, 5 anos depois, eu já adianto que ninguém está louco.

    Difícil mesmo é entender que o mundo das histórias segue suas próprias regras, ou seja, tem uma lógica que, muitas vezes, é diferente, e até conflitante, com a lógica do storytelling. Não é a toa que, constantemente, encontramos marcas fazendo esse tal de “branded content” que até pode ser bem produzido, até pode ter atores famosos, mas que, no final das contas, parece faltar algo. Falando o português claro, parece insosso. Aposto que já sentiram isso.

    É um equilíbrio complicado, obviamente que eu não tenho todas as respostas, mas quanto mais vocês vierem com a cabeça aberta para pensarmos juntos sobre isso, melhor.

    Então, até sábado!

    terça-feira, 20 de agosto de 2013

    A história dos videogames - parte 1


    Storytelling + Saúde: o dia em que Homer Simpson fez colonoscopia



    Esse é um dos cases mais interessantes de storytelling voltado para saúde. Aconteceu em 2008 ou 2009, se não me engano, mas muita gente não conhece e vale o registro aqui.

    Em resumo, a organização StandUp2Cancer, em parceria com os criadores dos Simpsons, fizeram um mini-episódio em que Homer Simpson, o macho número 1 dos Estados Unidos, é levado por Marge para fazer uma colonoscopia, que é basicamente a inserção de uma câmera pelo ânus para detectar certos tipos de câncer.

    Curioso para ver Home Simpson passando por essa situação? Então dá play.

    segunda-feira, 19 de agosto de 2013

    A Jornada do Herói para videogames


    Extra Credits é aquela série de vídeos super didáticos, bem humorados e com animações pra lá de toscas (mas que dão uma identidade ímpar) sobre aspectos da indústria dos videogames. Já publiquei outros vídeos da série por aí (sobre roteiristas de videogame e transmídia para videogames).

    Na última semana o Guilherme Genestreti, que foi meu aluno no último Curso de Inovação em Storytelling da ESPM (agosto de 2013), me mostrou dois vídeos da série que explicam o que é a Jornada do Herói, e como ela também se aplica a essa área do entretenimento.

    Aliás, também já fiz posts sobre a jornada do herói outras vezes, aqui (alguns comentários e um podcast) e aqui (uma animação auto-explicativa).

    Enfim, os vídeos abaixo valem cada minuto, e não só para quem trabalha com videogames. No final das contas são ótimos tutoriais para qualquer um que queira se inteirar sobre o tema. Dá play aí.



    O Show das Poderosas que vale a pena!

    :-) Adoro esse tipo de edição que casa música e imagem de universos supostamente distantes.

    A partir desse vídeo o hit Show das Poderosas ganhou outro significado pra mim. Isso não é mágico?



    via Tarcizio no Facebook

    quarta-feira, 14 de agosto de 2013

    O gol não pode esperar

    Escrevi uma coluna para a edição de junho de 2013 da revista Info Exame, sobre transmídia e esportes. O texto também foi publicado no site, em 4 de junho, nesse link. Reproduzo aqui o texto na íntegra.


    Em tempos de programação sob demanda, o esporte preserva a transmissão ao vivo e isso precisa ser aproveitado pelas marcas Com a escolha do Brasil como sede da próxima Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, as oportunidades de negócio ligadas ao esporte ficaram em grande evidência. Até dá a sensação de que ao final desses dois eventos o marketing esportivo no Brasil irá simplesmente acabar. Na prática, o que vemos é o contrário disso. Existe hoje um novo ecossistema midiático, resultante da popularização da internet móvel e das mídias sociais, que transformou a lógica do consumo de conteúdo. As pessoas têm um poder de escolha sem precedentes, mas a emoção do esporte é capaz de superar e ampliar a relação entre a TV e o telespectador. Se antes as grades de programação da TV pautavam nossos hábitos, nesse novo cenário somos nós quem escolhemos o que, onde e como consumir. Ainda assim, o esporte desafia essa lógica. Uma partida de futebol é diferente de um seriado, em que cada um acompanha os episódios no seu ritmo. 
    A experiência do esporte só tem emoção se acompanhada no momento em que está acontecendo. Em outras palavras, o esporte é um dos últimos redutos da programação ao vivo e por isso é cada vez mais importante para as marcas. Em um ambiente no qual o intervalo comercial tradicional perde relevância a cada dia, os poucos momentos que obrigam o consumidor a estar atento à tela da TV ficam cada vez mais valiosos. Mas esse não é o único valor do esporte. É quase impossível estar na internet sem saber em tempo real sobre cada gol marcado em uma partida. Experimente entrar no Facebook ou no Twitter no horário de um jogo e veja quantos de seus amigos estão falando sobre jogadas, vitórias e derrotas. Isso mostra que estamos desenvolvendo o hábito da multitarefa, navegando na internet ao mesmo tempo que assistimos TV. Esse é o fenômeno da segunda tela, que tem tudo para ser muito bem aproveitado no âmbito esportivo. É fácil criar conteúdos complementares à transmissão dos jogos. Aplicativos nas SmartTVs, tablets e smartphones podem exibir estatísticas, permitir a publicação de comentários, mostrar imagens de câmeras exclusivas e até aproximar a pessoa dos amigos que não estão por perto na hora dos jogos. Entre outros exemplos, vale destacar os games em tempo real, como o Star Player, desenvolvido pela Heineken (abr.io/starapp). Com ele no smartphone, o telespectador precisa adivinhar o que vai acontecer após lances importantes dos jogos da Champions League. A bola saiu para escanteio? É preciso tocar na tela e dizer se a jogada resultará em gol ou em defesa do goleiro. Depois do lance, quem acerta ganha pontos. Outra empresa que explorou bem a relação entre telas foi o Royal Bank of Scotland, que criou dois aplicativos especiais para os fãs de rúgbi que fossem assistir às partidas da Copa das Seis Nações. O primeiro transformava o smartphone em uma central de conteúdo do popular torneio, com estatísticas, vídeos, notícias e análises pós-jogos. O segundo aplicativo tinha uma mecânica de game em tempo real semelhante ao criado pela Heineken. E ainda existe o caso em que a segunda tela vira a primeira tela, quando a pessoa está no estádio assistindo ao jogo com um smartphone na mão, postando textos, fotos e vídeos sobre aquela experiência. Esse é um terreno ainda menos explorado pelas marcas, ou seja, mais uma enorme oportunidade de associar a paixão do esporte à onipresença da internet. 
    *Bruno Scartozzoni, 32 anos , é sócio da consultoria especializada em marketing esportivo Ativa Esporte, cofundador do serviço de queixas coletivas Zaanga e professor de storytelling e transmídia da ECA-USP e da ESPM.

    quinta-feira, 8 de agosto de 2013

    Mural.ly - um app bem legal para construir histórias


    Quando estou escrevendo qualquer coisa, de histórias à apresentações corporativas, o computador acaba sendo meu melhor amigo em praticamente todas as tarefas, mas tem algo, bastante específico, que, pelo menos até agora, era impossível de ser batido por uma folha de papel e caneta ou, melhor ainda, uma parede e muitos post-its. Organizar as ideias de forma espacial no computador ainda é treta!

    Ou era, né? Olha que legal esse novo Mural.ly que descobri que na semana passada! É um app (desktop e iOs) em que você pode criar murais, colando anotações tipo post-it, mas não só isso...documentos de praticamente todos os tipos, imagens, vídeos e por aí vai.

    Serve para um monte de coisas, mas recomendo especialmente para aqueles que escrevem histórias começando por montar a linha do tempo dos personagens, também conhecido como "escaleta".

    quarta-feira, 7 de agosto de 2013

    Milo Manara entrevistado por Jô Soares


    E não é que o Milo Manara, mestre dos quadrinhos eróticos, foi entrevistado no Programa do Jô? Aparentemente aconteceu em 2010, mas eu só soube disso agora!

    A parte boa é que o Jô falou bastante da relação do Manara com o Fellini. A parte ruim é que ele praticamente só falou da relação do Manara com o Fellini.

    Mas é o Manara falando, então vale o play! Nesse link aqui.

    dica da Lívia Daniela

    terça-feira, 6 de agosto de 2013

    Um mundo com menos bullshitagem é possível

    Post originalmente publicado no Facebook em 18/07/2013



    Ontem aconteceu uma coisa que me deixou muito, muito feliz!

    Fui sondado para fazer um trabalho e, lá pelas tantas, a pessoa diz que fez uma pesquisa a meu respeito e concluiu que eu tinha linha de pensamento e discurso bastante coerentes, sem oba obas, sem falsas promessas, e por isso decidiu falar comigo.

    Ao longo do tempo várias pessoas já vieram me falar que eu deveria me vender mais, que eu deveria envelopar o que faço de um jeito mais marketeiro, que deveria dar títulos de impacto para cursos etc. Mas eu acho isso um horror.

    Nos últimos 5 anos venho me especializando em dois assuntos da área da comunicação (storytelling e transmídia), mas nunca falei que essas coisas eram a resposta para todos os problemas da humanidade, que revolucionariam a indústria, que responderiam o sentido da vida etc. Também me nego a dizer que há uma fórmula mágica para aplicar o conceito, e volta e meia nego trabalhos que pagariam bem porque, lá no fundo, sei que não é disso que o cliente precisa. Ele só ouviu dizer que é bacana, e quer fazer sem saber do que se trata.

    Sou um profissional de comunicação, e não um guru de auto-ajuda. Muita gente faz, mas eu me nego a cruzar essa linha. Depois desse tempo todo alguém me sondar justamente por causa disso, é uma grande vitória. Um mundo com menos bullshitagem é possível. :-)

    segunda-feira, 5 de agosto de 2013

    Como os filmes constroem a marca de um país?

    Fui convidado para participar do projeto 100 Degrees of Brazil, da Daniela Novaes, que é mestranda em design na School of Visual Arts em Nova York. Todo dia, durante 100 dias, ela convida um profissional de comunicação para responder a mesma pergunta: Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?

    Minha resposta, publicada em 9 de julho de 2013, foi a 87ª e aqui está o post original, em inglês e português.


    Qual é a sua impressão de uma marca chamada Brasil?
    Tom Jobim, o famoso compositor brasileiro, disse que “o Brasil não é para principiantes”. Franklin Roosevelt, o ex-presidente americano, disse que “onde chegam nossos filmes, chegam nossos produtos”.
    Quando fico diante de uma pergunta dessas imediatamente sou tomado pela sensação de que explicar a marca Brasil é uma tarefa complexa. Por outro lado, o desafio me pareceria um pouco mais fácil se fosse com a marca Estados Unidos. Talvez a explicação esteja na frase de Roosevelt: existem muito mais filmes sobre a cultura e os costumes americanos do que brasileiros.
    É claro que filmes trazem uma infinidade de temas e narrativas que tem mais a ver com a existência humana de uma forma geral do que com uma sociedade específica. Ainda assim, de alguma forma eles também refletem culturas e, considerando que há algumas décadas o cinema é a mais popular mídia para troca de histórias em nível global, aí existe uma possibilidade interessante para investigar a questão.

    Uma das formas de entender uma marca é por meio das narrativas que a ela estão associadas. A marca Estados Unidos, por exemplo, compreende elementos como o caubói, a ideia de uma sociedade livre e empreendedora, o american way of life, a ameaça constante de inimigos e catástrofes naturais e por aí vai. Ainda que muitas vezes essas coisas não reflitam a realidade, ainda assim é nisso que a maior parte das pessoas pensa quando a marca do país vem à mente.
    Já no caso do Brasil as histórias associadas ao país são mais difusas. Para o bem e para o mal a sociedade brasileira, e nossos contadores de histórias, não foram capazes de construir uma narrativa mais coesa e fechada. Sem dúvida que há elementos muito presentes no imaginário popular, como praia, futebol, mulata, samba, carnaval, malandragem e, infelizmente, o tal do “jeitinho” e cada vez mais violência. Mas esses são elementos estáticos que, quando colocados em movimento, não fecham um arco narrativo claro, com começo, meio e fim.
    Aliás, ouso dizer que o gênero que melhor abarca esses elementos de brasilidade é a pornochanchada, que, por mais divertido que fosse, não era reconhecido por grandes narrativas, não é mesmo?
    A parte boa é que, assim como uma obra do governo inacabada (outro elemento comum), ainda dá tempo de construir essa marca. Uma marca jovem, atual, sintonizada com as demandas desse século e sem necessidade de uma consultoria de branding para modernizá-la e reaproxima-la do público.
    Escrevo esse texto em julho de 2013, poucos dias depois dos protestos que pararam o Brasil em junho de 2013, levando, dizem, cerca de 2 milhões de pessoas para as ruas. Impossível saber o que acontecerá daqui para frente, mas posso especular que esses fatos estejam claramente ligados à maturação dessa narrativa brasileira.
    Daqui para frente há um tanto de especulação da minha parte, mas acredito que essa narrativa englobe valores como:
    - a nossa criatividade (um “jeitinho” repaginado para o bem)
    - um poder único de acolhimento do diferente (claro que há exceções e problemas, mas de uma forma geral é uma boa herança do colonizador português)
    - o remix de elementos diferentes e, às vezes, até opostos (do sincretismo religioso ao “quilinho” onde é possível experimentar três culinárias diferentes no mesmo prato)
    - uma sociabilidade que encontrou uma poderosa válvula de escape nas mídias sociais (afinal, somos campeões em tempo de conexão)
    O resultado disso vai depender de um esforço conjunto da sociedade, além de um tempo de maturação para que a gente possa se entender antes de mostrar algo mais coeso ao mundo. Mas, seja como for, deixo aqui dois exemplos de como marcas de lugares podem ser construídas por meio de narrativas. Para usar palavras da moda, é o storytelling sendo aplicado ao place branding.
    Na última década vimos o Woody Allen fazendo vários filmes em parceria com cidades europeias que financiaram as obras com o objetivo de se promoverem. Meia Noite em Paris, por exemplo, vende uma cidade ligada ao passado, base de seu charme atual. Já Vicky Cristina Barcelona é, por um lado, mais descarado ao mostrar os pontos turísticos da capital catalã, mas, por outro, também vende algo mais atitudinal.
    Já o governo do Peru optou por contar uma história própria, criando um belíssimo vídeo, com cara de curta-metragem, que faz parte de um esforço maior, e bastante consistente, de reforçar a marca do país no âmbito do turismo. O ponto final da minha resposta será o play do vídeo aí embaixo.

    domingo, 4 de agosto de 2013

    Vendo o mundo com o Google Glass


    O artigo abaixo, publicado na Revista Cidade Nova Edição Julho 2013, contou com uma pequena participação minha, como um dos entrevistados.

    Apesar de não ser exatamente um expert em Google Glass, adorei ser entrevistado sobre isso por um motivo: pensar nas respostas me fez pensar sobre o assunto.

    Em outras palavras, gostaria de ser entrevistado mais vezes sobre assuntos sobre os quais não necessariamente domino. #ficaadica

    Deixo aqui pra vocês o artigo mais do que competente da Cibele Lana e, logo abaixo, a entrevista original, que aconteceu por e-mail, no final de maio. :)



    ENTREVISTA

    1. Primeiro, pode me dizer sua idade, profissão e nome que posso utilizar na entrevista?

    Bruno Scartozzoni, publicitário, 32 anos. Se quiser colocar onde eu trabalho fala que sou sócio-diretor da Ativa Esporte e professor de storytelling e transmídia da ESPM e da ECA-USP.

    2. O Google Glass deve chegar ao mercado em 2014, de acordo com as previsões do Google. As mídias sociais trouxeram mudanças significativas ao mercado publicitário. E um dispositivo literalmente ligado ao corpo, pode trazer mudanças também? Pode ficar mais fácil criar histórias para ganhar a atenção do consumidor?

    Acho bastante difícil prever de uma forma séria o real impacto de uma tecnologia tão nova. O passado está recheado de exemplos de coisas que pareciam promissoras e simplesmente não pegaram, assim como outras cujas apostas iam contra, mas que, por algum motivo, foram para frente e revolucionaram tudo. Eu realmente não sei em qual grupo o Google Glass está. Pode até ser que o produto não dê tão certo agora, em 2014, mas certamente essa tecnologia causará um grande impacto. Dando um exemplo análogo podemos citar os tablets, que já existiam há pelo menos 2 décadas atrás, mas só foram viabilizados como produto comercial de sucesso mais recentemente.

    Se com os dispositivos móveis (celulares e tablets) as pessoas já sentem a onipresença da internet e das redes sociais, o que o Google Glass promete é levar isso para um próximo nível. E isso pode ser tão bom quanto ruim. A parte boa são as inúmeras possibilidades de como isso pode nos ajudar no dia a dia. Por exemplo, eu sou uma pessoa que tenho grandes dificuldades em me localizar nos lugares, portanto ficaria bastante feliz com uma camada de GPS se sobrepondo à minha visão quando fosse preciso. E essa é uma das promessas desse produto.

    Por outro lado odeio receber chamadas e torpedos promovendo alguma coisa que eu não pedi. Já pensou você andando na rua e de repente aparece uma janela anunciando algo e tampando sua visão? Pode apostar que coisas desse tipo também vão acontecer. Fundamentalmente o Google Glass é uma ferramenta,e o que vai importar de verdade é o uso que as pessoas farão dela.

    Ah, e ainda existe uma outra questão. Para além da parte tecnologia há também o fator do estilo. Até que ponto algo que se sobrepõe aos óculos vai pegar como acessório de moda? Isso não é só uma tecnologia, mas também uma nova forma de expressão. Será que todo mundo quer se expressar dessa forma? E as pessoas que, assim como eu, raramente usam óculos (nem de lente nem escuros)?

    3. Acredita que o Glass terá uma boa aceitação entre os brasileiros? Ou teremos dificuldades de nos adaptar?

    Tenho certeza que um determinado grupo, os chamados "earlier adopters", terão uma aceitação imediata. São aquelas pessoas que estão na crista da onda da tecnologia e absorvem rapidamente as novidades. Mas esse é um número insignificante em relação à população brasileira. Esse tipo de pergunta passa por fatores incalculáveis: o uso que as pessoas darão à tecnologia, a questão do estilo, o custo do produto (que aqui tende a ser mais caro), as redes das operadoras (que, todo mundo sabe, estão deficientes), a estratégia de lançamento, o surgimento ou não de cópias mais baratas e "alternativas" (provavelmente vindas da China) e por aí vai...

    4. Na sua opinião pessoal, como um possível usuário, quais são os benefícios da tecnologia para pessoas comuns e quais seriam os perigos (privacidade, segurança..)?

    O maior benefício são as novas e infinitas possibilidades que teremos ao sobrepor uma camada virtual à realidade que enxergamos. Se nos últimos 20 anos temos construído a idéia de que as pessoas têm uma identidade real e outra virtual, o Google Glass é, de certa forma, a tecnologia que pode unir essas duas coisas. Um dos exemplos é do GPS, que eu já citei. Mas também imagine que você poderá olhar para um objeto, saber quanto ele custa e optar por comprar ou não. Ou então olhar para uma pessoa cujo nome você não está lembrando, e logo fazer um reconhecimento facial para saber não só essa informação, mas também o que ela faz, onde mora e quais são seus interesses pessoais. Nesse sentido talvez fique muito mais fácil flertar com uma pessoa desconhecida, e por aí a gente já tem uma dimensão de como isso pode influenciar o comportamento.

    Por outro lado alguém mal intencionado também poderia olhar para alguém e logo encontrar informações que podem ser usadas contra a vitima. Ou então as malditas janelas de propaganda tapando sua visão. Sinceramente não sei o que é pior. ;-)

    5. Deixo este espaço em aberto para você acrescentar algum argumento que possa me ajudar!

    Não sei mais o que falar. :)

    quinta-feira, 1 de agosto de 2013

    Sobre se reconhecer no outro

    postado originalmente no Facebook em 01/08/2013


    Não é bizarro quando você está andando na rua e cruza com alguém que é fisicamente semelhante? Não precisa ser um sósia, mas ter traços em comum o suficiente para se reconhecer ali. Uma versão sua um pouco mais jovem, mais velha, mais magra, mais gorda...mais destruída pelas drogas e pela bebida...ou menos.

    Pior ainda é quando, não bastasse isso, os olhares se cruzam e, por alguns segundos, ambas as partes reconhecem e reafirmam as semelhanças. Como se um falasse para o outro "eu me vejo em você".

    Acabou de acontecer algo assim comigo, na rua. Me senti parte de um sonho estranho, ou de um filme fantástico, ou de uma trama de ficção científica envolvendo clonagem. Arrepiado até agora.

    A parte boa é que o outro, nesse caso, era uma versão claramente piorada. Ufa.