terça-feira, 11 de junho de 2013

Storytelling na luta contra o câncer



O que dizer sobre esse case? Além de ser uma dessas idéias simples e geniais que todo mundo gostaria de ter tido, não há muito o que acrescentar além do burburinho que já foi gerado.

Mas, agora que o impacto inicial já passou (se você ainda não viu, dá play logo!), vale a pena refletir sobre o poder do contexto na cultura e na nossa percepção da realidade. Já faz algum tempo que escrevi um post sobre o efeito de uma história sobre o valor de um objeto. Aqui a ideia é parecida. Colocar as crianças com câncer dentro do mundo dos super-heróis, tornando um ambiente hostil e triste em algo mais divertido.

Como estamos falando de criança não é preciso fazer muito esforço. Encapar a "fórmula" como se fosse daquele mundo já é mais do que o suficiente para colocar os pequenos pacientes dentro de outro universo. Mas aí deixo três questões pra gente pensar juntos:

1) Gostaria de saber se essas crianças chegaram a ter alguma melhoria perceptível no tratamento em relação às que não foram impactadas pela ação. Eu aposto que sim. Deve haver algum tipo de efeito placebo na Superformula. Explicando de uma forma mais científica, é bem capaz que a alegria e a esperança proporcionadas pela ação tenham impacto no sistema imunológico desses pacientes.

2) Até que ponto seria possível pensar em ações desse tipo para adultos? Para isso bastaria a Superformula ou nós, crescidinhos, precisamos de mais para sermos convencidos de que aquela já é outra realidade?

3) Se os super-heróis fossem da Marvel haveria alguma diferença no resultado? Brincadeira, só estou provocando os fanboys de ambos os lados. Mas vale lembrar que em um passado recente a editora coloriu algumas capas de revistas de rosa, como forma de apoiar a prevenção ao câncer de mama! Postei sobre isso aqui.


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