terça-feira, 9 de abril de 2013

Existe espaço para mais heroínas na nossa cultura?


Donkey Kong é o jogo favorito de Pauline, filha pequena de um programador. Pauline ama o jogo, mas acha injusto o fato de que é sempre o Mario que resgata a Princesa, e nunca o contrário. Na cabeça de Pauline, que já nasceu em um mundo (ou pelo menos em um parte do mundo) em que os gêneros possuem uma certa igualdade, isso não faz o menor sentido.

Então seu pai usa as madrugadas para hackear o jogo, e o resultado é Donkey Kong: Pauline Edition, uma versão modificada em que a Princesa assume o papel de protagonista e Mario vira a vítima indefesa.

Essa história circulou pela internet já faz algumas semanas, mas se você ainda não viu dá play aí, e logo abaixo vão meus comentários...



Por causa de questões culturais, que resultam em questões comerciais, a maioria dos heróis de nossa cultural são homens branco e heterossexuais. Nada contra, eu também sou homem, branco e heterossexual. Mas, mesmo assim, seria divertido ver mulheres, negros, gays e representantes de outros grupos sociais salvando o mundo de vez em quando.

Já ouvi por várias fontes que, por mais que se tente criar histórias de aventura onde mulheres são protagonistas, heroínas não vendem. Nem para homens, nem para mulheres. E não duvido disso. Quebrar uma cultura é algo que pode demorar algumas gerações mesmo.

Por outro lado, histórias como essas do Donkey Kong podem ser um sinal de que essa nova geração pensa diferente. Os últimos filmes do Tarantino também, colocando mulheres, judeus e negros como protagonistas.

PS: Esse post está bastante relacionado com outro que escrevi recentemente, sobre personagens da literatura brasileira.

notícia via O Globo

9 comentários:

  1. Olhem o ultimo Tomb Raider (jogo). A Lara nao apnha que nem um homem, apanha que nem um cachorro.

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  2. Cris, e você gostou disso? (pergunta maliciosa)

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