segunda-feira, 22 de abril de 2013

sábado, 20 de abril de 2013

Palestra sobre Storytelling em Brasília


Recentemente participei de um evento bem legal, organizado pelos alunos do curso de comunicação social da Universidade Católica de Brasília. Todo ano eles trazem palestrantes de todo o Brasil para falarem sobre temas de seu interesse, e tive a honra de ser convidado para falar sobre storytelling.

Acabei montando uma palestra bem diferente das que eu normalmente faço, contando uma história pessoal e, logo depois, usando-a para ilustrar os conceitos do storytelling. Acho que ficou bem legal, e agora vocês podem assistir a gravação. :)



Os vídeos das outras palestras estão disponíveis no canal da Matriz Comunicação, agência júnior da UCB.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A good story comes from love

Post originalmente publicado em Canalside View e copiado integralmente aqui, inclusive com o título em inglês. Preferi não traduzir para manter o impacto.

A dica veio do Guilherme Guimarães.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Existe espaço para mais heroínas na nossa cultura?


Donkey Kong é o jogo favorito de Pauline, filha pequena de um programador. Pauline ama o jogo, mas acha injusto o fato de que é sempre o Mario que resgata a Princesa, e nunca o contrário. Na cabeça de Pauline, que já nasceu em um mundo (ou pelo menos em um parte do mundo) em que os gêneros possuem uma certa igualdade, isso não faz o menor sentido.

Então seu pai usa as madrugadas para hackear o jogo, e o resultado é Donkey Kong: Pauline Edition, uma versão modificada em que a Princesa assume o papel de protagonista e Mario vira a vítima indefesa.

Essa história circulou pela internet já faz algumas semanas, mas se você ainda não viu dá play aí, e logo abaixo vão meus comentários...



Por causa de questões culturais, que resultam em questões comerciais, a maioria dos heróis de nossa cultural são homens branco e heterossexuais. Nada contra, eu também sou homem, branco e heterossexual. Mas, mesmo assim, seria divertido ver mulheres, negros, gays e representantes de outros grupos sociais salvando o mundo de vez em quando.

Já ouvi por várias fontes que, por mais que se tente criar histórias de aventura onde mulheres são protagonistas, heroínas não vendem. Nem para homens, nem para mulheres. E não duvido disso. Quebrar uma cultura é algo que pode demorar algumas gerações mesmo.

Por outro lado, histórias como essas do Donkey Kong podem ser um sinal de que essa nova geração pensa diferente. Os últimos filmes do Tarantino também, colocando mulheres, judeus e negros como protagonistas.

PS: Esse post está bastante relacionado com outro que escrevi recentemente, sobre personagens da literatura brasileira.

notícia via O Globo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A batalha que nós não escolhemos (storytelling + fotografia)


Angelo conhece Jennifer. Eles se apaixonam, vão morar juntos e, meses depois, ela descobre que está com câncer de mama. Ele, um fotógrafo, tem a idéia de registrar os principais momentos dessa jornada. A foto que está em cima é a primeira. Para ver tudo até o final vá até o site do projeto: The Battle We Didn´t Choose.

É um ótimo exemplo de como é possível contar uma história só com fotos. Veja na sequência que você vai entender (e provavelmente chorar também).

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Toy Story e Walking Dead são a mesma história?



Isso deve ser encarado mais como uma brincadeira do que uma verdade fundamental. A única verdade fundamental é que as histórias são sempre as mesmas, contadas e recontadas só trocando os elementos que as compõe.

Cada estudioso do tema vai dar um número mágico para quantificar as estruturas existentes de histórias, mas o fato é que esse número é finito. Nesse link, por exemplo, você encontra os 7 plots básicos. Mas há quem diga que são 20, e até 36.

No caso dessa brincadeira tratam-se mais de coincidências do que de estruturas idênticas. Mas vale para dar risada.

via Lucas Benetti

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A fórmula mágica do storytelling

Mais uma vez estou copiando aqui um post do mestre Wagner Brenner, publicado originalmente no Update or Die em 12 de março desse ano. Só mudei o título e troquei a palavra "estória" por "história", que é mais correto do ponto de vista da língua portuguesa. :)


A Coca-Cola tem duas fórmulas.

A primeira é para fazer Coca-Cola.

A segunda é contar a primeira.

Sinceramente, não sei qual das duas é mais importante, a fórmula do fazer ou a fórmula do contar. Uma coisa é certa: quem tem as duas, tem tudo.

A literatura e o cinema obviamente sabem disso como ninguém, afinal esse é o nome do jogo.

(Sim, storytelling, mas prometo não usar esse termo até o final do post).

A Disney tem sua fórmula de fazer e de contar. A Pixar tem. A Bíblia tem. O Shakespeare tinha. Alguns produtos têm. E poucas e boas campanhas publicitárias têm (cada vez menos, mas têm).

Acabei de ler um post fantástico lá no Open Culture (que por sua vez leu no Boing Boing), que reúne as “fórmulas” de grandes contadores de estórias como o Kurt Vonnegut, o Ernest Hemingway, a Emma Coates (da Pixar) e Tolstoy (que dizia que existem apenas 2 tipos: “a man on journey or a strange comes to town”).

Leia o post original, vale por alguns anos de experiência para qualquer profissional que crie estórias, ou seja, todos.

Mas separei o item mais divertido de ser comprovado, que é a seguinte fórmula genial:

Era uma vez um _________.
Todo dia, _____________.
Um dia, ______________.
Por causa disso, _________.
Por causa disso, _________.
Até que finalmente _______.

Sim, parece (e é) simples, mas quer ver o que essas linhas fazem?

Olha com funciona.

Era uma vez um menino. Todo dia ele brincava com seu boneco cowboy. Um dia ele ganhou um boneco astronauta. Por causa disso seu interesse no boneco cowboy diminuiu. Por causa disso o boneco cowboy e o boneco astronauta juraram vingança um contra o outro. Até que finalmente os dois se pegaram numa batalha sangrenta em que nenhum dos dois saiu ileso.

Toy Story, obviamente.

Claro que essas fórmulas não são receitas. São apenas estruturas que se repetem em todas as boas estórias. O que vale é justamente como preencher os espaços vazios. Assim como o meu esqueleto é bem parecido com o do Brad Pitt, mas eu não.

Mas você só consegue dar a real dimensão dessas frases quando começa a brincar e botar à prova a tal fórmula. E descobre, por exemplo, que quase todas as religiões encaixam alí. Ou as justificativas de cortes em empresas. Ou a insanidade de grandes ditadores.

E se você quiser arrepiar de vez e economizar uma grana de terapia, complete você mesmo esses espaços, com a SUA história. Já aviso de cara que esse exercício pode trazer grandes consequências, siga por sua conta e risco.

Vai, respira fundo e faz.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

As histórias das pessoas importam mais do que as das marcas


Recentemente foi noticiado o lançamento de uma história em quadrinhos contando a trajetória de Howard Schultz, fundador do Starbucks. A mesma editora já havia lançado uma HQ com a história de Steve Jobs, e parece que outras biografias de executivos estão vindo por aí.

A partir dessa notícia, pensem comigo. Se a história de uma marca, empresa ou produto fosse algo realmente interessante, a ponto de despertar a atenção de um grande público, essa editora faria um quadrinhos sobre o Starbucks em si, e não sobre seu fundador.

Como eu sempre repito, e continuarei repetindo, histórias são sempre sobre pessoas. Sempre. Se você não tem um personagem e esse personagem não tem algo pelo que lutar, então você não tem uma história.

Quer forçar a barra? Ok. Você tem uma história. Mas é uma história tão ruim que ninguém vai prestar atenção nela. Satisfeito?

notícia e imagem via Exame

terça-feira, 2 de abril de 2013

O que acontece por dentro de uma BIC 4 cores?


Lembra da caneta BIC 4 cores? Na época de escola ela fascinava crianças e adolescentes devido à versatilidade de ter todas as cores de caneta em uma só. Como não amar um produto desses?

Mas isso era de uma época em que escrever no papel ainda era uma tecnologia importante. Hoje em dia com tablets, smartphones e notebooks talvez isso não seja mais tão bacana assim para a criançada...

Pensando em traduzir essa diversão analógica para os novos tempos, a BIC dos Estados Unidos criou uma divertidíssima campanha humanizando o mecanismo da caneta. Cada cor é representada por um personagem, quatro ao todo, que ficam em uma sala de relaxamento esperando o momento em que serão acionados pelo usuário da caneta.

O resultado é engraçadíssimo e lembra um pouco o último quadro de Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo (mas tinha medo de perguntar), filme do Woody Allen.

Além disso o conteúdo tem uma espécie de continuidade na fanpage da marca, exemplo raro de campanha realmente interligada por vários canais.

A partir daqui consigo imaginar dezenas de desdobramentos possíveis, explorando melhor as personalidades das cores, brincando também com animação, fazendo um jogo retrô para celulares e por aí vai...quando o conceito da campanha é claro e divertido, a imaginação vai longe.









via Exame (parte 1, parte 2)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sem Parar faz campanha com Papa-Léguas



Vocês viram que o Sem Parar fez uma campanha com o Papa-Léguas? Outro dia estava vendo TV e me deparei com a propaganda acima. Vamos aos comentários:

- É cada vez mais raro eu ficar sabendo de uma campanha pela TV, como consumidor, e não lendo blogs e sites especializados. Deu até uma nostalgia de como era ser surpreendido por um bom comercial...

- O personagem é totalmente aderente à marca, ou seja, ponto mais do que positivo para quem teve a idéia de resgatá-lo. Não preciso explicar os motivos né?

- Os 30 segundos de comercial acabam funcionando como um mini-episódio do desenho animado. Eu realmente me entretive nessa experiência.

- Está aí a prova de que é possível fazer "branded content" com 30 segundos. Aliás, como sempre defendo em aula, qualquer expressão de marca deveria ser considerada branded content, afinal, eles estão disputando a mesma atenção do consumidor.


- Para mais detalhes sobre a campanha em si, veja essa matéria da Exame.

- Beep! Beep!