segunda-feira, 4 de março de 2013

Histórias colaborativas garantem a audiência?

A Lincoln Motor Co. fez um comercial para o último Super Bowl materializando uma história criada por consumidores no Twitter, que enviavam sugestões com a hashtag #SteerTheScript (em português, dirija o roteiro). O comediante Jimmy Fallon participou dessa ação, ajudando a coletar e escolher os melhores tuítes, que foram costurados em uma única história.

Assista abaixo e tire suas conclusões. As minhas vão depois do vídeo.



Toda a ação, do começo ao fim, até pode ser conceitualmente interessante para a marca. A possibilidade de participar na construção da história certamente deixou algumas pessoas bem felizes, sobretudo as escolhidas. Mas, quando o produto final, ou seja, a história, é analisada, fica faltando alguma coisa.

Temos uma boa história quando nos identificamos e nos importamos com o protagonista, quando nos emocionamos com o que está acontecendo e quando temos algum nível de dúvida sobre o final daquela jornada. Quantos itens desse checklist você acha que esse vídeo preenche?

O problema aqui é uma certa noção de que hoje em dia, com o "advento da internet", ser interativo é uma obrigação. Fazer esse tipo de mecânica chamando pessoas para contarem uma história pode funcionar no sentido da marca gerar uma sensação de pertencimento, mas o resultado geralmente não se sustenta.

Esse investimento milionário de 1 minuto e 30 segundos durante o Super Bowl poderia ter sido muito melhor usado com uma história de verdade. Quando o espectador escolhe investir ou não 1 minuto e 30 segundos de sua atenção pouco importa pra ele se a história foi criada pelo Twitter ou por um roteirista profissional.

via B9

3 comentários:

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