domingo, 17 de fevereiro de 2013

A arte moderna me intriga

Nesse último sábado estive na Pinacoteca, um dos meus lugares preferidos de São Paulo, e passei por uma exposição temporária com obras de arte moderna.

Antes de continuar é melhor fazer um disclaimer. O que sei sobre arte e, mais especificamente, sobre arte moderna? Porra nenhuma. Sendo assim, escrevo aqui baseado exclusivamente em minhas percepções e pensamentos. Se você é um fã de arte e não consegue lidar bem com isso, para de ler aqui.

está aí a prova de que estive lá

Qualquer pessoa que já parou 5 minutos para apreciar uma obra e refletir sobre a arte (qualquer uma) sabe do que eu estou falando. Antigamente você olhava um quadro, por exemplo, e tinha uma noção relativamente clara do que o artista queria mostrar. Uma pessoa, uma situação, uma paisagem etc. Você podia não gostar do estilo, da técnica ou do tema, mas a mensagem estava lá de alguma forma.

A sensação que tenho quase sempre que me deparo com uma obra de arte moderna é que se trata de uma piada. Pode ser uma piada inteligente, sem graça ou de mau gosto, mas, ainda assim, uma piada, uma brincadeira com a própria arte e, principalmente, com o público.

Quer ver? A foto abaixo é de uma das obras que vi nessa exposição.


Sim, é isso mesmo que você estão pensando. Trata-se de um aquário cheio de água, e só. O título da obra? Aquário Completamente Cheio. Se você duvida, olha a mesma obra no site da galeria de origem.

Você riu né? Aposto que sim. Eu também ri, ao vivo, e na sala ao lado tinha um senhor com a mão no queixo fazendo comentários como "hummm...isso é conceitual".

Um jeito de definir a arte é dizer que ela serve para provocar sensações. Se for assim, uma obra como essas se provou arte, e ponto para o artista!

Mas, ainda assim, o problema da arte moderna é que piada geralmente só tem graça da primeira vez que você conta. Na sala seguinte tinha uma outra obra que se tratava de um copo de leite dentro de um tubo de metal e um título descrevendo isso bem literalmente. Interessante, mas já não consegui achar tanta graça.

Antigamente, com a mesma técnica, o artista tinha infinitas possibilidades de representação da realidade, desde um mendigo na rua até um imponente rei. Agora minha impressão é que as possibilidades ficaram muito menores, e aí talvez esteja a graça da coisa.

A arte moderna é como uma carreira de stand up onde o comediante nunca pode repetir a piada de um show para o outro.

fotos tiradas por Raquel Ravison

4 comentários:

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