quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Concurso Cultural valendo 1 vaga para o Curso de Storytelling e Transmídia em Brasília - 16/03


Quer participar do Curso de Storytelling e Transmídia que eu vou ministrar em Brasília no dia 16 de março?

Eu e o Ossobu.co preparamos um Concurso Cultural valendo 1 vaga!

Escreva 1 conto de até 500 caracteres (contando espaços) sobre a foto que está nessa arte, envie até o dia 06/03, quarta-feira, para brunoscarto@caldinas.com.br e comece a torcer! O resultado será divulgado no dia 07/03, quinta-feira, e o conto vencedor será publicado aqui.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

50 Tons de Storytelling - parte 2

Algum tempo atrás aconteceu um hangout sobre o fenômeno 50 Tons de Cinza, que foi publicado nesse post. Lembra?

Pois bem, se o assunto te interessa (o fenômeno comercial, não o BDSM necessariamente) deixo aqui uma pesquisa bem legal feita pelo Pedro Kastelic, com dados dos mais diversos.



Além disso o próprio Pedro também fez uma edição editada do hangout. Se você ainda não assistiu, prefira essa.



E, por último, o blog Stories We Like fez uma coletânea de posts sobre o assunto, incluindo a apresentação e o vídeo que acabei de publicar aqui em cima.

E não é que esse assunto dá o que falar mesmo?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Curso de Storytelling e Transmídia em Brasília - 16/03

ATENÇÃO PESSOAL DE BRASÍLIA E REGIÃO!

Em 16 de março estarei na cidade para ministrar o curso sobre Storytelling e Transmídia em parceria com o Ossobu.co, grupo que congrega algumas das pessoas mais bacanas que eu conheço, além do Projeto 767 e Epic Awesome.

Já estive em Brasília várias vezes, tanto para turismo quanto para trabalho, mas essa é a primeira vez que vou para dar aula e compartilhar meu conhecimento. Estou empolgadíssimo. :)

Data: 16/03/2013
Horário: 9h às 18h
Local: em definição
Valor: R$400,00
Formas de pagamento: PayPal ou PagSeguro
Inscrições: clique aqui e desça até o final da página
Dúvidas: escreva para sessions@ossobu.co ou brunoscarto@caldinas.com.br

Mais informações no flyer abaixo e na página do evento no Facebook.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Acme (empresa fictícia) vai ganhar um filme!


Não é pra já, mas, segundo esse post do io9, parece que a Warner Bros está mesmo com a idéia de fazer um filme sobre a empresa fictícia mais divertida de todos os tempos.

Caso você não lembre, a Acme é a marca de praticamente todos os produtos que aparecem nos desenhos animados do universo Looney Tunes, ou seja, Papa Léguas, Perna Longa, Patolino, Ligeirinho e companhia. A marca geralmente aparece estampada desde em coisas simples, como um vidro de cola, até na famosa bigorna que cai do nada para amassar os personagens.

Então aí você pensa "ah, o filme será uma animação que vai contar a história por trás dessa empresa, certo?". Não, o filme será com atores reais, sem a presença dos personagens animados, e terá como personagem principal o CEO da empresa, um desses inventores meio geniais e malucos ao mesmo tempo.

Respira fundo aí e conta até 10.

Passou a empolgação? Eu também tive, se não não estaria escrevendo esse post. Mas não vamos nos enganar, esse é o tipo de idéia que normalmente resulta em filmes bem ruins

Ainda assim isso tem tudo a ver com uma das coisas que mais me fascinam na intersecção entre o mundo corporativo e o mundo do storytelling, as marcas fictícias, que são criadas para dar profundidade e contexto às histórias e depois acabam ganhando alguma manifestação no mundo real.

Infelizmente a maioria desses casos acontecem pela via do puro licenciamento, longe de uma estratégia mais integrada de marketing. E aí fica a provocação. Seria possível alguma marca ser lançada dentro de uma boa história para então, logo depois, ganhar o mundo real?

Update: O leitor Paulo Henrique Storch deixou aqui o link com um trabalho bem legal, de sua autoria. São ilustrações 3D dos objetos e engenhocas da ACME. Veja aqui.

Debate sobre os filmes do Oscar 2013



Depois do polêmico hangout sobre 50 Tons de Cinza, resolvemos fazer mais um debate com o pessoal que participa do grupo de Storytelling e Transmídia do Facebook, agora tendo os filmes do Oscar 2013 como tema.

Além de mim e do Fernando Palacios, esse debate também teve a participação do Pedro KastelicEduardo Araújo e Pedro Albuquerque.

DICA: Nos primeiros minutos, pra varias, a gente está chamando outras pessoas para participar, procurando o link para divulgação e coisas do tipo. Então aconselho a pular para mais adiante.

Gostou? Então participe dos próximos com a gente!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Entrevista sobre Storytelling, Transmídia e muito mais

No ano passado o Fernando Martins Collaço, que foi meu aluno, perguntou se eu toparia dar uma entrevista para um projeto dele. Claro que topei, e respondi as perguntas de frente para a webcam, no vídeo totalmente caseiro que você encontra logo abaixo.

O projeto do Fernando está sofrendo algumas alterações e, por isso, o vídeo final e editado ainda não foi publicado. Mas, como gostei bastante da experiência, resolvi me adiantar e publicar o material original aqui.

ps: Logo no ínício eu até ajeito o cabelinho, no melhor estilo Marcelinho Lendo Contos Eróticos. :)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Storyteller, um jogo conceitual


Storyteller está mais para um conceito, talvez um experimento, do que um jogo comercial, do tipo que você está acostumado a ver em consoles e computadores.

Ao invés de tiro para todo lado e ação linear, Storyteller é mais um quebra-cabeça. Você tem uma sequência de quadros, para dar uma noção de começo, meio e fim, e conforme vai adicionando personagens e objetos aos quadros a história vai mudando. Simples assim.

Não entendeu nada? É complexo de explicar, mas assistindo o vídeo abaixo as coisas ficam bem mais simples.



Gostou? Então vai ter que aguardar. O jogo, infelizmente, ainda não foi lançado. Mas pelas últimas notícias do site oficial parece que ele será vendido pelo Steam.

PS: Consigo imaginar esse tipo de mecânica para muitas possibilidades, inclusive advergames. E vocês?

via Kotaku

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Entrevista com Matheus Siqueira, vencedor do Young Lions Brasil 2012


Nos próximos meses vou encarnar a Marília Gabriela. Em outras palavras, entrevistarei algumas pessoas do mercado publicitário como parte do projeto do LinkedIn para o Young Lions Brasil, que já contei para vocês nesse post.

A primeira entrevista foi com o Matheus Siqueira, vencedor do Young Lions Brasil de 2012 na categoria film. Ele também foi o idealizador do Flying Kebab, websérie independente e pioneira em muitos sentidos, lá pelos idos de 2008.

Essas entrevistas e outros conteúdos estão sendo publicados em primeira mão lá no grupo Young Lions Brasil powered by LinkedIn, do qual sou embaixador. Se eu fosse você iria para lá. :-)


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Você consegue me entregar um mito para amanhã?


Esse é o vídeo promocional de um livro chamado Winning the Story Wars. Não lembro quem me enviou ou onde vi, mas vale a publicação por alguns motivos.

Primeiro que é muito bem feito. Dá play aí e confira. Logo abaixo volto a falar sobre...


Winning the Story Wars - The Myth Gap from Free Range Studios on Vimeo.


A base desse livro (que não li, só vi o trailer) me parece estar bastante alinhada com uma noção de que, frente a queda de instituições tradicionais, como a Igreja, o Estado e a família, as marcas acabaram ocupando esse papel de aglutinar pessoas em torno de visões de mundo.

Em alguns casos, como na rivalidade entre fãs do iPhone e do Android, isso fica mais claro. Em outros, como Coca-Cola versus Pepsi, isso cheira a forçação de barra. No fundo essa é uma discussão complexa e eu tendo a entrar nela apenas com um pé. Talvez só com meio pé, pois acho que a publicidade não tem tooodo esse poder.

De qualquer forma é inegável que, embora numa frequência menor do que os publicitários gostariam, volta e meia algo que surge dessa indústria acaba ganhando um significado maior em nossa cultura, como o próprio Marlboro Man, citado no vídeo.

E quando marcas começam a ter a ambição de criar conteúdos (ou histórias) tão atraentes ou mais do que aquilo que a indústria do entretenimento já oferta, então está na hora da gente pensar sobre isso com muito carinho.

O problema de levantar essa bandeira é que não vai demorar para surgir clientes que liguem na agência pedindo "um mitinho", assim como hoje tem gente que pede "um viralzinho". Viral e mito são coisas que não se garantem. Por mais que você siga todas as regras dos gurus e compre todos os blogueiros disponíveis, ainda assim o resultado é incerto, pois depende de fatores que estão muito acima de qualquer possibilidade de controle. E incerteza, vocês sabem, é um conceito que muitos gestores não compreendem.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A arte moderna me intriga

Nesse último sábado estive na Pinacoteca, um dos meus lugares preferidos de São Paulo, e passei por uma exposição temporária com obras de arte moderna.

Antes de continuar é melhor fazer um disclaimer. O que sei sobre arte e, mais especificamente, sobre arte moderna? Porra nenhuma. Sendo assim, escrevo aqui baseado exclusivamente em minhas percepções e pensamentos. Se você é um fã de arte e não consegue lidar bem com isso, para de ler aqui.

está aí a prova de que estive lá

Qualquer pessoa que já parou 5 minutos para apreciar uma obra e refletir sobre a arte (qualquer uma) sabe do que eu estou falando. Antigamente você olhava um quadro, por exemplo, e tinha uma noção relativamente clara do que o artista queria mostrar. Uma pessoa, uma situação, uma paisagem etc. Você podia não gostar do estilo, da técnica ou do tema, mas a mensagem estava lá de alguma forma.

A sensação que tenho quase sempre que me deparo com uma obra de arte moderna é que se trata de uma piada. Pode ser uma piada inteligente, sem graça ou de mau gosto, mas, ainda assim, uma piada, uma brincadeira com a própria arte e, principalmente, com o público.

Quer ver? A foto abaixo é de uma das obras que vi nessa exposição.


Sim, é isso mesmo que você estão pensando. Trata-se de um aquário cheio de água, e só. O título da obra? Aquário Completamente Cheio. Se você duvida, olha a mesma obra no site da galeria de origem.

Você riu né? Aposto que sim. Eu também ri, ao vivo, e na sala ao lado tinha um senhor com a mão no queixo fazendo comentários como "hummm...isso é conceitual".

Um jeito de definir a arte é dizer que ela serve para provocar sensações. Se for assim, uma obra como essas se provou arte, e ponto para o artista!

Mas, ainda assim, o problema da arte moderna é que piada geralmente só tem graça da primeira vez que você conta. Na sala seguinte tinha uma outra obra que se tratava de um copo de leite dentro de um tubo de metal e um título descrevendo isso bem literalmente. Interessante, mas já não consegui achar tanta graça.

Antigamente, com a mesma técnica, o artista tinha infinitas possibilidades de representação da realidade, desde um mendigo na rua até um imponente rei. Agora minha impressão é que as possibilidades ficaram muito menores, e aí talvez esteja a graça da coisa.

A arte moderna é como uma carreira de stand up onde o comediante nunca pode repetir a piada de um show para o outro.

fotos tiradas por Raquel Ravison

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A ficção domina a mente humana

A frase abaixo foi extraída do Elogio da Loucura, livro de Erasmo de Rotterdam.

Como já fiz alguns posts sobre esse assunto, não vou ficar me repetindo. Mas achei uma boa oportunidade para compartilhá-los novamente:

Realidade, Romance ou Ficção? (guest post do Fernando Palacios)


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um filme sobre o sonho de trabalhar no Google


Dois quarentões (Vince Vaughn e Owen Wilson) perdem seus empregos da "velha economia" e decidem aplicar para um estágio no Google, tendo chefes com praticamente metade da idade e conhecendo o estilo liberal de trabalho que grande parte das empresas do Vale do Silício seguem.

Reparem que eu não escrevi ali "uma empresa do Vale do Silício", mas sim Google. Em outras palavras, a empresa (e a marca) aparecem na história de forma bastante ativa. Confira no trailer abaixo:



Não sei se The Internship será bom, mas o que dá para sacar desde já é que ele vende não só os produtos, mas todo o estilo de vida que o Google representa.

E aí fica aquela questão que raramente é respondida nesses casos: teria o Google financiado o filme?

Se por um lado é bem provável, por outro não importa, desde que a história seja boa.

via B9

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Storytelling, Transmídia e Marcas

O Ale Santos, que foi aluno da turma de janeiro de 2013 do curso de Inovação em Storytelling da ESPM SP, gravou três vídeos curtos com os professores explicando, no modo "bem rapidinho", alguns conceitos aprendidos em aula.

Apesar da minha cara de acabado (fui a única gravação pós-aula), os três vídeos juntos formam uma série bastante didática sobre o assunto. :)

PS: Em abril, de 8 a 12, acontece uma nova edição do curso. Mais informações aqui.






terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sobre o exercício de imaginar uma história

Mais um vídeo genial do Porta dos Fundos que, novamente, tem tudo a ver com storytelling.

Um dos paralelos possíveis aqui é com a cabeça do escritor/roteirista enquanto uma história vai sendo imaginada.

Sabemos que as vezes o chroma key pode ser cruel para o ator, mas a única diferença disso para o processo de transpor idéias da imaginação para o papel é o fundo, que ao invés de verde está mais para o branco.

Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

Dica: o final é impagável.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mini-conto sobre o tempo


Postado originalmente no Facebook em 04/02/2013, a partir de uma conversa com o mestre Wagner Brenner.

Alfredo tinha uma carreira promissora e em ascensão, ou seja, não tinha tempo para fazer nada do que achava realmente importante.

Angustiado, um dia ele resolve perguntar para o tempo. Assim, de bate pronto, com atitude:
- Who´s your daddy?

E aí descobre uma verdade terrível. O pai do tempo não era ele, mas outra pessoa. O tempo era um filho bastardo.

:-(