quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O dia em que uma rede de farmácias me fez chorar (no sentido positivo)

Recentemente a rede de farmácias Panvel, líder na região Sul do Brasil, lançou dois curta-metragens capazes de encher os olhos de lágrimas de qualquer pessoa que tenha coração.

Tanto o "Filme do Lilinho" quando a "História de Sofia" foram baseados em crônicas de José Pedro Goulart, publicadas no livro "A voz que se dane", da Editora L&PM. O próprio José, que além de escritor é cineasta e publicitário, dirigiu os curtas.

Veja-os aqui, e logo depois continuamos a conversa.





Impressionante como eles conseguiram entregar ao público algo que tivesse uma qualidade artística suficiente para ser mais cinema do que propaganda, e, ainda por cima, refletindo o posicionamento da marca, ligado à cuidado e bem-estar.

No momento em que eu escrevo esse post a soma de visualizações dos dois vídeos já passa de 1 milhão. Vamos pensar que são 1 milhão de pessoas que escolheram assistir essas histórias. 1 milhão de pessoas que apertaram o play de forma ativa, e não receberam isso em casa de forma passiva, enquanto faziam outras coisas.

Todos chegaram até o final do vídeo? Provavelmente não. Todos gostaram? Claro que não, já que é impossível agradar 100% das pessoas. Mas o ponto é que muitos, na casa das centenas de milhares, se importaram, se emocionaram e, eventualmente, compartilharam e quiseram falar sobre. Eu mesmo fiquei sabendo disso pelo Daniel Souza.

Eu poderia ter um blog só sobre cinema e ainda assim ambos os vídeos seriam candidatos naturais à aparecerem por lá. Poderia querer enviar um e-mail motivacional para um amigo que estivesse precisando, e esses vídeos seriam candidatos naturais à reforçarem minhas palavras. Isso é conteúdo de verdade.

Aliás, é tão de verdade que até pensaram em uma sessão de making-of e extras, por onde dá para se aprofundar mais na história por trás da história. E no começo do marking-of o diretor fala uma frase que pode servir bem para fechar o post: 

"As pessoas aceitam a propaganda desde que a propaganda entregue alguma coisa pra elas".


Mas calma aí que o post ainda não acabou!

Esses vídeos ainda servem para reforçar um concurso cultural, e vice-versa. Nesse concurso a Panvel pede para que seus clientes contem histórias pessoais de cuidado e bem-estar com quem ama. As 5 melhores foram premiadas com um ano de cuidados Panvel para sua família (na prática é um vale mensal de R$300,00 para cada ganhador, durante 12 meses).

Como eu sempre digo, esses concursos do tipo "conte sua história" servem muito mais para fazer o consumidor se sentir parte do que para capturar a atenção do público. Nesse caso a diferença entre as respostas e os vídeos fica bastante clara. Mas cada qual com seu papel, um reforçando o outro, sempre pode funcionar bem.


7 comentários:

  1. Que isso, os vídeos são maravilhosos.
    Me emocionei também, tive que me segurar pra não escorrer uma lágrima em plena agência.
    Fodão.

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  2. Realmente, os publicitários tem muito o que aprender com o cinema. A primeira coisa é: MENOS PIEGUICE. Pieguice não é sinônimo de emoção.

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  3. Sujeito Anônimo, você não tem coração. ;)

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