quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Transmídia Storytelling - raciocínio, convergência e histórias!

Recentemente dei uma entrevista bem legal para o blog Quick Drops, a convite da Gisele Baciano, que já foi minha aluna. Eles queriam saber mais sobre transmídia storytelling e também minha jornada profissional para ter chegado até aqui. Acabou sendo uma entrevista com perguntas fora do padrão, e por isso mesmo muito legal de responder!

Abaixo reproduzi o texto, mas para acessar o link original clique aqui.



Quando pesquisamos o tema citado no título dessa matéria no Google, a maioria dos resultados são do tipo: O que é Transmídia Storytelling?, Entenda Transmídia Storytelling!, Para que serve? e por aí vai...

Apesar de ser um tema relativamente novo, já tem muita gente interessada e especializada no assunto.

Um deles é Bruno Scartozzoni. Considerado umStoryteller, ele ministra cursos e palestras em todo o país sobre o assunto e mantém o blog Caldinas, também relacionado ao tema. Bruno é nosso entrevistado dessa semana e o que você confere a seguir é um pouco sobre o termo Transmídia Storytelling, mas é mais do que isso, é um exemplo de caminho a seguir se quiser ser também um Storyteller!

Bora contar mais essa história?

QD- Poucas pessoas são familiarizadas com o termo Transmídia Storytelling, como você explicaria o conceito em poucas palavras?

Bruno Scartozzoni - Storytelling é um conjunto de técnicas de comunicação que consistem, basicamente, em organizar fatos em uma determinada sequência que, por vários motivos, da neurologia à antropologia, capturam a atenção do público de uma maneira especial e, por isso, transmitem conhecimento de uma forma mais natural e assertiva. Essa sequência, na essência, envolve uma pessoa (protagonista) enfrentando desafios (conflito) para atingir um objetivo que mudará sua vida.

QD- Quando procuramos sobre o tema no Brasil, são poucos os profissionais que dominam o assunto e/ou falam de Transmídia Storytelling. Você considera isso uma oportunidade pessoal ou uma dificuldade para o crescimento do mercado? Ou os dois?

Bruno Scartozzoni - Quando em 2008 eu co-fundei a Storytellers, primeira agência brasileira focada em criação de histórias para empresas, o assunto era totalmente vanguarda, e há vantagens e desvantagens nisso.

Começando pelo lado ruim, o nosso maior problema era a fragilidade do negócio. Primeiro era muito difícil convencer as pessoas do que estávamos fazendo. Segundo que, mesmo convencidas, na primeira faísca de crise são justamente os fornecedores de vanguarda que acabam sendo preteridos. E nessa época, vocês devem lembrar, houve uma grande crise. Esse foi um dos principais motivos para o negócio não ter sobrevivido. Em contrapartida quem sai na frente acaba construindo conhecimento e virando referência para o mercado. Então, para o bem e para o mal, essa experiência acabou me abrindo outras portas, e graças à isso hoje eu dou aula e palestras em todo o Brasil, além de trabalhar como consultor em projetos que envolvam storytelling.

Nesse sentido dar aula é interessante porque a gente acaba formando a massa crítica do mercado. Calculo que mais de 250 alunos já passaram por mim. São publicitários, executivos, jornalistas e toda uma gama de profissionais que agora já conhecem essa tecnologia, e eventualmente alguns deles até saem dos cursos querendo se dedicar a isso.

QD - Excluindo você, Fernando Palacios e Martha Terenzzo, quais outros profissionais brasileiros são indicados para tratar do tema? Já existem agências especializadas nesse conceito de Transmídia Storytelling?

Bruno Scartozzoni - Essa é uma pergunta perigosa. Há muita gente talentosa que eu provavelmente vou esquecer de citar. E também há muita picaretagem, mas esses com certeza não estarão na minha lista. Então vamos lá:

Sheron Neves - referência em transmídia no Rio Grande do Sul e Brasil, sobretudo no que se refere à TV

Leão Carvalho - brasileiro que trabalha com a indústria de games nos Estados Unidos, super antenado

Aline Valek - escritora talentosíssima e publicitária nas horas vagas (ou o contrário), referência em Brasília

Marco Franzolim - referência em storytelling para apresentações, por acaso dá aula com a gente

Camila Queiroz - roteirista especializada em transmídia e conteúdo para crianças, uma das pioneiras da área

Guilherme Verzoni - produtor transmídia pioneiro no Brasil, também do Rio Grande do Sul

Com certeza esqueci de alguém, então já deixo o pedido de desculpas aqui...

QD - Sobre o Caldinas, como é criar e manter um blog que trata de um assunto pouco explorado no país?

Bruno Scartozzoni - O Caldinas é um blog de nicho. Eu falo de comunicação em geral, mas principalmente de storytelling e transmídia. Não tenho milhares de acesso por dia e também não pretendo tirar dinheiro de banners ou coisas parecidas. O que acontece é que ele acaba me dando muito prestígio pela qualidade dos leitores que atrai. Volta e meia recebo convites por causa do conteúdo que posto por lá.

O QD agradece ao Bruno pela entrevista =D

E já fica a dica: Tell a Story!

2 comentários:

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