terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma websérie que surgiu a partir de um jogo independente


Não sou muito ligado em jogos online, mas essa história me chamou atenção...

Recentemente um estúdio independente anunciou que estava criando um jogo de batalha entre robôs chamado Hawke. Eles lançaram o vídeo abaixo para mostrar o projeto e, semanas depois, tinham milhares de views no YouTube e 10 milhões em investimentos.

É impressionante, mas não é só isso.



Agora, pouco tempo depois, o estúdio já anunciou uma websérie baseada no jogo, cujo trailer você assiste aqui embaixo, que funcionará como um teaser antes do lançamento. Dá para ver que é super bem produzida  e tem o envolvimento de vários profissionais de Hollywood.



"Com 10 milhões no caixa, até eu". Isso é o que você deve estar pensando. Mas não é tão simples assim.

Ver um pequeno estúdio saltar de um jogo online independente para o raciocínio de criar uma websérie e, portanto, um universo transmídia, é bastante impressionante. Isso mostra como esse conceito está se espalhando rápido em tão pouco tempo.

via Nós Geeks

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Histórias de 10 segundos

No ano passado participei do 1º Festival de Grandes Histórias em 10 Segundos, realizado pelo Elemidia em parceria com o Update or Die. O desafio era criar histórias com duração de 10 segundos. Isso mesmo. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e fim.

Filmei duas histórias com a ajuda de amigos e um celular. Vocês podem assistir aí embaixo.

Ouça-te a ti mesmo


Atravessadoras

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Marvel apóia luta contra o câncer de mama

Vi nesse post do Danger! que, para ajudar na luta contra o câncer de mama, a Marvel vai lançar algumas de suas revistas do mês de outubro com capas na cor rosa, um dos símbolos da causa.

Essas edições terão edição limitada e circularão apenas em algumas lojas dos Estados Unidos, ou seja, coisa de colecionador.

Ah, e além da capa elas terão um publieditorial educativo de uma página. Sem dúvida é uma ação bem bacana da Marvel que abre precedente para outras iniciativas desse tipo.


Maaaaas impactante mesmo seria colocar uma personagem feminina lutando contra o câncer de mama. Uma história que mostrasse todos os espectros da doença, do paciente às pessoas em volta.

E não vale fazer isso com uma heroína insignificante. O legal é pegar alguém relevante nesse universo ficcional, para que os leitores realmente sintam o problema na pele.

Quem você escolheria?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dicas de storytelling na Você S/A

Eu e o Fernando Palacios saímos na Você S/A edição 168 de Junho de 2012, em reportagem da jornalista Alice Sosnowski. A edição tem uma capa vermelha e o título "Adeus, Trabalho Chato". Tudo a ver com o tema né?

Para ler a matéria é só clicar na figura abaixo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Qualquer marca pode ser relevante

Vi esse vídeo no blog do Ernesto Diniz e achei bem impactante. Ele fala com um público que curte tatuagem e eu, mesmo não tendo e não pretendendo ter nenhuma, ainda assim me senti identificado de alguma forma. Mas, até aí, para mim era só mais um desses vídeos com discursos impactantes que te fazem pensarna vida...certo?



Errado.

Essa é uma campanha da Intenze, uma marca de tinta para tatuagens.

O quão específico pode ser isso?

É meio perturbador pensar que uma marca totalmente fora do meu universo, da qual eu dificilmente teria contato em toda minha vida, pode chegar do nada e provocar tantas sensações.

Vou me lembrar disso da próxima vez que pegar um briefing de uma marca pequena e desconhecida. Vou me lembrar que, apesar disso, ela não precisa ser irrelevante. Não deve ser.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Hyundai cria carro anti-zumbi


Eu já era fã da série de TV Walking Dead desde a estréia, mas só comecei a ler a série de quadrinhos há uns 2 meses. Fazia tempo que uma leitura não me prendia desse jeito. Nesse tempo li simplesmente 99 edições, ou pouco mais de 6 anos de publicações. Em 2 meses! Eu simplesmente não conseguia parar.

Confissão feita, agora vem o assunto do post. Recentemente a Hyundai convidou o autor da série, Robert Kirman, a criar um carro anti-zumbi baseado no modelo Elantra Coupe da marca. O resultado está no vídeo abaixo, o carro real foi exposto na última Comi-Con e parece que vai aparecer na edição 100 da revista (a única que ainda não li).

Se você não tem intimidade com histórias de zumbis e, portanto, ainda não captou a relevância disso, vou tentar explicar. Imagine um mundo pós-apocalíptico onde quase todo mundo morreu e se levantou como zumbi. Zumbis são lerdos e burros, mas são muitos, e aí está o problema. Eles funcionam como uma epidemia. Uma epidemia que tenta comer a carne dos poucos humanos que restaram vivos.

Nesse mundo toda a civilização foi pro espaço, ou seja, as pessoas pararam de produzir coisas, os sistemas de comunicação não funcionam mais etc. E andar por aí é muito perigoso. Por isso os personagens vivem pegando carros que foram abandonados, reabastecendo-os sempre que possível, com o combustível que restou por aí em postos ou outros carros.

Deu para se imaginar numa situação dessas? A Hyundai imaginou e acertou em cheio nesse product placement.



Aliás, recomendo esse post da Aline Vale sobre a série.

via Brainstorm #9

terça-feira, 17 de julho de 2012

Como a propaganda se transformou em infográfico

Calma, a propaganda não se transformou em infográfico. Só coloquei esse título aí em cima como referência a outro post que escrevi recentemente: como a propaganda se transformou em videocase. Naquele caso eu estava sendo menos sensacionalista e falando mais sério. :)

Mas o resumo da história é que, a partir do momento em que a indústria de comunicação começa a questionar o formato de 30 ou 60 segundos, é inevitável a procura por novas linguagens que dêem conta do recado.

Uma dessas linguagens é a do videocase. Outra que surge no horizonte, como podemos ver no vídeo abaixo, é a do infográfico. E atenção, isso não é uma crítica. Achei essa campanha muito boa, mesmo. Contextualização a partir de dados com um toque fun.



E a proveito para lembrá-los da ação recente de Ruffles, que respondeu à crítica de que a embalagem é um saco de ar com algumas batatinhas por meio de um infográfico.


Lembra de mais algum exemplo? Deixa aqui nos comentários.

o vídeo foi dica do Tega

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O conhecimento pode te levar para longe

No final de maio estive em Fortaleza para ministrar um curso sobre storytelling e transmídia a convite da Agência BeingEles fizeram um breve relato sobre o curso nesse post. As fotos eu copiei aqui embaixo, para fins de registro.

Sempre ouvi dizer que o conhecimento tem o poder de nos levar para novos lugares, mas nunca achei que isso poderia ser literal. :-)

Brincadeiras à parte, uma das coisas mais legais que tem me acontecido nos últimos tempos é justamente receber convites para dar aulas e palestras em lugares fora de São Paulo. Tenho conhecido cidades e pessoas muito legais, e a possibilidade de disseminar conhecimento é muito gratificante.

Enfim, agradeço o pessoal de Fortaleza pela receptividade, e que venham novas viagens!


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Storytelling em videogames

Esse vídeo de 20 minutos explica do jeito mais simples possível, usando Max Payne 3 como exemplo, toda a problemática de se contar histórias em videogames, ou, em outras palavras, histórias interativas.

O ponto principal é que quanto mais você deixa a história nas mãos do jogador sobra menos espaço para o autor, e vice-versa. Achar o equilíbrio pode ser uma tarefa bem complexa.



Caso o assunto te interesse recomendo muito esse post, sobre escritores de videogames.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Um mendigo te ensina a usar storytelling em apresentações


Uma das melhores (e mais curtas) apresentações que já vi sobre storytelling. A partir de um mendigo segurando um cartaz dá para entender todos os elementos de uma história e como usá-los para engajar pessoas. É isso aí.

A dica foi do Gabriel Gomes, um dos sócios do Escritório Cosmonauta, que publicou lá no grupo de Storytelling e Transmedia do Facebook.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Literatura, uma ciência exata

Esse artigo foi originalmente publicado no site do Valor Econômico em 22 de junho de 2012. O autor é Patrick Brock, de Nova York. Para ver o link original clique aqui.



Suponha que a literatura existe por um motivo biológico crucial: para permitir que o ser humano simule situações e aprenda com elas. Esse mecanismo cognitivo permite que você viva a experiência de seduzir a mulher de um homem poderoso sem correr nenhum risco, por exemplo, ou vivencie uma grande batalha sem se ferir. Mais que um universo imaginário onde nos lançamos por puro prazer, a narrativa pode ter um papel importante na evolução.
Essas e outras teorias do professor de literatura Jonathan Gottschall, do Washington & Jefferson College, a 48 km de Pittsburgh, na Pensilvânia, integram a mais nova investida das ciências exatas no campo das humanas. Esse casamento causou polêmica alguns anos atrás e ainda é alvo de críticas, como frequentemente ocorre no surgimento de tendências inovadoras na interpretação da subjetividade literária. Considerada por alguns uma ameaça ao progresso obtido por tendências contemporâneas como o pós-estruturalismo e o novo historicismo, essa tendência vem atraindo interesse crescente do público e das editoras.
Gottschall ficou mais conhecido no Brasil recentemente por sua experiência de imersão em esportes como o vale-tudo, numa tentativa de compreender a fascinação pela violência. Gottschall lançou em abril o livro "The Storytelling Animal: How Stories Make Us Human" (Houghton Mifflin Harcourt, 272 págs., US$ 14,45) em que emprega uma abordagem mais amigável ao leitor comum para explicar suas teorias sobre os efeitos da literatura e seu papel na evolução do homem. Para o público acadêmico, Gottschall lançou em maio "Graphing Jane Austen: The Evolutionary Basis of Literary Meaning" (Palgrave Macmillan, 318 págs., US$ 74,79), em que se uniu a outros pesquisadores para provar que os romances da britânica Jane Austen (1775-1817), seja por meio de suas personagens ou tramas, exibem características darwinistas importantes que podem ajudar a decifrar a verdadeira função da literatura.
Em "The Storytelling Animal", Gottschall procura explicar uma das grandes perguntas a que chegou em seus estudos: por que os seres humanos criam histórias? "A narrativa é tão básica para nossa existência, está tão presente em nossas vidas, que a maioria de nós não percebe. A narrativa, do ponto de vista puramente biológico, parece uma grande perda de tempo, passamos tanto tempo de nossas vidas em mundos imaginários. Então por que fazemos isso?", questiona.
Com base na teoria evolucionista, Gottschall propõe a hipótese da simulação para explicar a importância da narrativa. Enquanto alguns acham que a capacidade narrativa do ser humano é nada mais que um grande acidente da evolução sem nenhum benefício ao seu processo, o professor defende que há um benefício evolutivo oculto que ajuda a própria humanidade a sobreviver. Para isso, a narrativa seguiria uma estrutura habitual de problema e solução. Como um simulador que ensina alguém a pilotar, a literatura permite que enfrentemos possíveis problemas e achemos a solução. Assim, é possível viver a experiência e até aprender com ela, mas sem correr os riscos.
"Um exemplo é que a leitura nos permite viver a experiência de seduzir a mulher de um homem poderoso, algo perigoso, mas sem enfrentarmos os riscos. Isso ainda é uma teoria, mas me parece que é consistente com as evidências disponíveis", diz.
Como provar essa hipótese empiricamente é a questão crucial, admite o pesquisador. Gottschall cita estudos da Universidade de Toronto comandados pelo professor Keith E. Stanovich que tentam testar a hipótese da simulação. Também já existem estudos mostrando que as pessoas que leem mais se saem melhor em diversas tarefas e até ampliam a empatia. Um exemplo é a pesquisa conduzida pela professora da Universidade de Kentucky Lisa Zunshine.
Financiada pela Fundação Teagle, Lisa investigou como estudantes universitários processam a leitura. O estudo usou equipamentos de ressonância magnética funcional para observar em tempo real a atividade cerebral. "Esse é o tipo de pesquisa que eu gostaria de ver - é exatamente o que eu defendo há anos", Gottschall diz. "Precisamos derrubar esse muro entre as ciências exatas e as humanas para solucionar essa questões, precisamos que professores de humanas cruzem essa barreira e aprendam métodos científicos", acrescenta.
Gottschall argumenta que a ficção é poderosa - para o bem ou o mal. "Temos essa noção de que entramos nos mundos literários e é algo divertido, mas saímos deles da mesma maneira que entramos. Estamos exagerando nossa imunidade para a ficção, porque ela realmente muda as pessoas. Mas não devemos nos convencer de que a literatura é totalmente boa - ela é uma ferramenta que as pessoas podem usar para propagar qualquer tipo de ideia que queiram, pois quando você lê uma obra de ficção abandona o ceticismo e se torna mais maleável à mensagem da narrativa."
Gottschall admite que seus estudos sobre o poder da narrativa podem parecer uma grande invenção da roda, porque é evidente que as histórias sempre mudaram o mundo, do abolicionismo inspirado por "A Cabana do Pai Tomás", de Harriet Beecher Stowe, ao belicismo revanchista de "Minha Luta", de Adolf Hitler. Mas, com base em suas pesquisas, ele sustenta que "se você quer que uma mensagem realmente se enterre no cérebro humano, não mostre uma tabela ou uma apresentação de Powerpoint, mas conte uma história, porque é nesse momento que estamos vulneráveis".
Numa entrevista ao Valor no Riverside Park, próximo à Universidade Columbia, Lisa Zunshine diz acreditar que seu trabalho está sendo cada vez mais aceito e cita como exemplo a petição que ela e cinco colegas apresentaram há alguns anos à Modern Language Association, a principal associação americana de professores de literatura, sugerindo a criação de um novo grupo voltado à abordagem cognitiva. O pedido foi aceito e a discussão começou com 250 membros.
Atualmente, o grupo conta com mais de 2 mil integrantes e também consegue emplacar todo ano uma mesa de debates na altamente competitiva reunião anual da MLA. Lisa, que foi agraciada com uma bolsa da Fundação Guggenheim de 2007 a 2009 para passar um semestre como professora visitante no departamento de psicologia da Universidade de Yale, também diz que várias editoras têm demonstrado interesse em publicar livros sobre abordagens cognitivas dos estudos literários, sua especialidade, e que o campo ganha cada vez mais vertentes, como a narratologia cognitiva e a neuroestética.
Lisa acredita que o estudo cognitivo da literatura pode ser útil para o mundo dos negócios. Isso porque, segundo ela, os psicólogos cognitivos buscam compreender a maneira como as pessoas interpretam diferentes estados da mente, seja por meio da observação ou por outros indícios. Para entender qualquer obra de ficção, por exemplo, é preciso compreender o estado mental dos personagens, num jogo complexo em que buscamos adivinhar o que outras pessoas acham que os outros estão pensando e assim por diante, até o quinto nível desse relacionamento, quando a compreensão se torna impossível. "Se você quiser tornar um modelo empresarial mais convincente, pode incorporar o conhecimento sobre esses diferentes estados mentais na sua explicação", afirma.
Na literatura, conta Lisa, o processo é o mesmo, pois "quando falamos de emoções ou pensamentos, essa narrativa se torna mais interessante do que se fosse contada com uma simples descrição."
Keith Gandal, professor de literatura da Universidade da Cidade de Nova York, integra a facção de pesquisadores que questiona o uso de teorias científicas para explicar acontecimentos na literatura ou na história. "Minha crítica ao evolucionismo na literatura não é que ele usa a ciência, mas que ele o faz de maneira anticientífica ou contra o método científico. Ele trabalha pela dedução e não pela indução. Assim, o evolucionismo na literatura me parece tão 'leviano' quanto os estudos literários que quer substituir", comenta o professor.
Gandal alerta para um possível perigo do uso do evolucionismo na interpretação de obras de ficção: o de uma teoria ser usada para explicar tudo. Ele cita um exemplo do pensamento do filósofo francês Michel Foucault, seu mentor na Universidade de Berkeley, para suscitar o que considera ser o problema.
Num ensaio chamado "Two Lectures", na coletânea "Power/Knowledge" (Vintage, 288 págs., US$ 10,44), Foucault questiona o uso do marxismo e da teoria da dominação da classe burguesa como ferramenta para explicar todos as questões, inclusive a repressão da sexualidade infantil. "Essas deduções sempre são possíveis. Elas são simultaneamente corretas e falsas. Acima de tudo, elas são superficiais demais, porque sempre é possível fazer o oposto e mostrar precisamente pelo apelo do princípio da dominância da classe burguesa que as formas de controle da sexualidade infantil jamais poderiam ser previstas", escreveu o filósofo francês.
Para Gandal, o mesmo problema se apresenta na aplicação da teoria evolucionista à literatura ou à história. O darwinismo sempre pode explicar o surgimento e as características do modernismo americano ou da mobilização americana para a Primeira Guerra, um dos temas pesquisados por Gandal, mas também pode provar exatamente o oposto, de que a teoria evolucionista poderia ter previsto um tipo diferente de mobilização para a guerra e um tipo diferente de literatura. "Aplicar uma teoria ou usar a dedução não me parece esclarecedor ou interessante. É 'bobo' precisamente porque pode ser feito sem pesquisas históricas e sem rigor", observa.
O professor defende a ideia de que um dos principais objetivos dos estudos literários é descobrir coisas que ainda não sabemos para tentar responder a perguntas reais. E a única maneira de fazer isso seria pela indução, começando com um questionamento real cuja resposta ainda não é conhecida. Assim, o pesquisador estabelece o que considera as regras do jogo para os estudos literários: "Por que essas obras-primas do modernismo americano surgiram nesse período? Por que têm similaridades na trama e nos personagens? Por que compartilham algumas características estilísticas parecidas? E a partir daí tentar responder a essas perguntas por meio da pesquisa histórica, tentando recriar o contexto da história para reconstruir a imprevisível confluência de acontecimentos e forças históricas que moldaram um conjunto de obras".
Gottschall diz que, apesar de ainda haver estudiosos que rejeitem suas teorias, há interesse crescente do público por novas abordagens dos estudos literários. A forte reação dos acadêmicos de literatura "é a história mais antiga do mundo", reflete. "Hoje em dia, elas [as críticas] são mais no sentido de que eu quero voltar no tempo e apagar todo esse progresso que fizemos. Dizem até que eu odeio a literatura - pois, para eles, se você leva a biologia para a literatura, quer destruir a literatura, você só quer triturá-la em sua máquina científica. É basicamente uma ideia supersticiosa de que se você consegue explicar algo acaba com a mágica que faz aquilo funcionar."
Por outro lado, Gottschall conta que recebeu um apoio muito forte dos estudiosos da ciência e da psicologia, "pessoas que têm uma mente mais empírica, que se decepcionaram com o pós-modernismo meio louco das humanidades".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estudos indicam que criatividade dá resultado

Ano após ano publicitários de todo o mundo discutem sobre a relação entre campanhas criativas e resultado de causa e efeito. Há quem defenda a relação de causa e efeito, mas também há quem negue sua existência.

Essa apresentação, dica do @pedropsicomostra uma série de estudos que mostram a correlação positiva entre publicidade criativa e resultado para os clientes. A partir daí faço algumas considerações, logo depois do ppt:
The Case for Creativity
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- Definir e medir criatividade é uma tarefa bem complicada. Na maior parte desses estudos o critério adotado é que campanha criativa é campanha premiada em festivais de publicidade. Ok, isso é alguma coisa, e alguma coisa é melhor que nada, mas não podemos nos enganar achando que toda campanha premiada é criativa e vice-versa.

- Mesmo sem dados concretos acho bastante razoável imaginar que campanhas criativas tenham mais chance de chamar e segurar a atenção das pessoas, e esse é o primeiro passo para qualquer bom resultado. O problema é que só isso não é o suficiente. Existem campanhas que chamam a atenção do público mas não transmitem nenhuma mensagem sobre a marca. É só ligar a TV e você vai achar vários desses.

- Nesses tempos de profundas mudanças na nossa indústria me parece certeiro acreditar que a criatividade é um componente cada vez mais importante. A consequência de estarmos inundados de dados por todos os lados é que vamos nos treinando a ignorar o que não é importante. E aí surge uma questão: o que é importante para o ser humano?

- Por essas e outras aquela visão romântica do publicitário como artista nunca esteve tão próxima de se tornar realidade. Mas não vamos nos enganar, o objetivo final dessa indústria ainda será vender, vender e vender. A diferença é que o caminho poderá ser bem mais prazeroso para aqueles que acreditam na criatividade humana.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Recordar é viver: meu TCC de 10 anos atrás


Aí está o meu TCC de quando me graduei, há 10 anos. Sim, estou velho.

Não sei se alguém vai se interessar por isso, mas publico aqui mais como curiosidade.

Dois comentários rápidos:

1) Me formei em administração pública e na época, dezembro de 2002, não imaginava que meu trabalho tivesse alguma relação com mídias sociais. Nessa época o Orkut ainda nem tinha surgido... Mas, por uma dessas coincidências bizarras da vida, o tema escolhido tinha relação com redes sociais, e na bibliografia do trabalho tem Manuel Castells.

2) O tema é basicamente um business plan do que, pouco tempo depois, veio a se tornar a exSanta (Associação dos Ex-Alunos do Colégio Santa Cruz), uma organização de ex-alunos que eu ajudei a fundar e que está ativa até hoje. Tive sorte de poder fazer um TCC que teve aplicação prática na vida real.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A crise dos 30

Webcomic genial que a Mariana me apresentou.

Resolvi dar a esse post o título de "a crise dos 30" pois as vezes me sinto exatamente como o personagem dessa história. E também para causar um impacto.

Mas a verdade verdadeira é que essa é uma crise para a vida toda, para qualquer idade, em qualquer tempo  ou lugar.

Ter esse tipo de dúvida é inerente à vida, e invejo aqueles que conseguem seguir sem pensar muito sobre isso. Mas logo depois desconfio que talvez eles não estejam vivendo.

Para ver outras do mesmo artista, clique aqui: Stuff No-One Told Me