terça-feira, 5 de junho de 2012

TV, assistir ou não assistir? Eis a questão.


Tenho muitos amigos publicitários. Óbvio. Assim como médicos tendem a ter amigos médicos e engenheiros tendem a ter amigos engenheiros. Não que a predominância de um ofício no pool de amizades de alguém seja uma coisa boa, mas é assim que funciona.

Parte desses amigos quase não assistem mais TV. Alguns falam isso com orgulho, outros foram simplesmente mudando de hábito e mal tomaram consciência disso. Eu sou um pouco do segundo caso. Em ambos os casos costumamos dizer que hoje em dia ter banda larga em casa é muito mais prioritário do que ter um televisor.

Volta e meia nós somos confrontados por publicitários que, por qualquer que seja o motivo, ainda assistem TV. E aí somos julgados.

"Como assim você não assiste TV? É sua obrigação como publicitário. Você tem que saber o que está acontecendo."

"Você não conhece a nova musa pop Ivete Leite? Mas ela está em todos os programas! Meu Deus, é isso que dá não acompanhar TV."

Ok, eles realmente têm um ponto, e as vezes faz falta mesmo.

Mas aí tem o outro lado moeda.

Sabemos que as gerações mais novas cada vez menos assistem TV. A forma como os jovens se relacionam com o ecossistema midiático é muito mais complexo do que as gerações passadas, e fazer comunicação para esse pessoal demanda outro tipo de raciocínio.

Exemplo: não adianta fazer um filme super bonito e colocar no intervalo do Fantástico se o filme não for relevante e se não houver uma estratégia para disseminá-lo na internet. Certo?

Sendo assim, se não ver mais TV pode limitar em referências por um lado, por outro pode ser um bom exercício para começarmos a pensar igual ao público que já nasce dando muito menos atenção pra ela do que a nossa geração deu.

4 comentários:

  1. meu problema com a tv é a falta de paciência. sou do tipo que tem, sei lá... 60, 70 canais (!?) e não consegue ver nenhum programa inteiro. com exceção de séries que eu goste muito.
    penso que a tv tem deixado de ser a mídia mor para ser uma opção, como deveria ser desde o início.
    simpatizantes continuarão assistindo, haters continuarão criticando. para mim, não é de todo mal nem de todo bem, desde que o controle (em todo sentido que possa ser denotado a palavra aqui) esteja na mão de quem consome e não de quem produz. ;)

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  2. Justamente por ter 60 canais e não assistir nenhum que resolvi cancelar a TV a cabo. Hoje uso canais abertos + netflix + torrent e, por enquanto, estou bem assim. :)

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