segunda-feira, 18 de junho de 2012

Daybreak, a websérie da AT&T e HTC



Esse é o primeiro de 6 episódios de 10 minutos cada. A série é produzida por Tim Kring, de Heroes, e dirigida por John Cassar, de 24 Horas, ou seja, é uma super produção para o gênero. Disponível no Youtube e também no Hulu (indisponível para os brasileiros), além de um app para Android que te permite interagir com a história.

Vi o primeiro episódio, aí em cima. Na teoria tudo é fantástico, lindo e maravilhoso. Mas na prática não é bem assim.

É claro que há exceções, mas a regra desse tipo de série, pelo menos das que eu pude experimentar, é aquela sensação de que, por mais que a produção seja ultra profissional (e nesse caso é), ainda falta alguma coisa. Seguem algumas divagações à respeito:


- Falta alma à história. Parece que o roteirista, por mais liberdade que tenha liberdade, escreve com aquela pressão constante de estar trabalhando para uma marca e não um estúdio ou um canal, ou seja, para um pessoal que não entende direito os meandros de uma história.

- Personagens e tramas parecem rasas e comparação às séries que a gente assiste normalmente. Em algum momento alguém envolvido com o projeto pode até ter levantado essa bola, mas provavelmente alguém respondeu que "para os padrões da publicidade isso é fantástico". Ok, é mesmo, o problema é que as pessoas não dividem o pouco tempo que lhes resta de atenção nas caixinhas publicidade e não-publicidade. As histórias inevitavelmente competem entre si, e se você não está disposto a fazer a melhor, esqueça.

- Onde falta profundidade sobram cenas de ação e efeitos especiais. Nada contra, em tese quanto mais orçamento melhor mesmo, mas o orçamento não pode substituir a história. É muito raro eu me sentir realmente envolvido por essas campanhas de branded content, e esse Daybreak não foi exceção.

- É por isso que, por mais que alguns alunos sempre reclamem no final do curso, eu a Martha e o Palacios investimos tanto tempo em construção de histórias, incluindo aí personagens, arcos, cenários etc. Para aqueles que têm pretensão em se tornarem roteiristas e escritores, esse fica sendo um primeiro empurrão. Para quem não tem, é uma forma de ter uma boa base para poder avaliar um projeto desses.

Massss...tomara que eu esteja errado e me surpreenda com os próximos episódios!

vi no B9

Um comentário:

  1. "se você não está disposto a fazer a melhor, esqueça" ---> fato. Sem uma história realmente boa, vira só publicidade disfarçada. E não tem nada que irrite mais as pessoas que isso.

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