sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tubaína Cast 6 - Medo



Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano SpyerMariana OliveiraFabiola AmorimDaniel SouzaFábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.


A página oficial do programa é www.tubainacast.com.br

A sexta edição do Tubaína Cast foi sobre medo e teve as participações de Juliano Spyer e Fábio Bito Teles, além desse que vos fala, que fez o papel de host e ainda por cima levou um baita susto. Dá play aí para ver o mico. :)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Tubaína Cast 5 - Memórias




Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano SpyerMariana OliveiraFabiola AmorimDaniel SouzaFábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.


A página oficial do programa é www.tubainacast.com.br

A quinta edição teve o tema Memórias e, como você pode ver aí embaixo, fizemos o programa com os olhos vendados. Foi uma das experiências mais interessantes que já tive, uma vez que em poucos minutos esqueci completamente que estava em uma conversa online pública. A sensação era de absoluto conforto.

Mais do que isso, esse programa inaugurou de vez o caráter experimental do Tubaína Cast. Está aberta a temporada de testes de novos formatos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

The Mindscape of Alan Moore - legendado


Alan Moore é considerado um dos maiores escritores britânicos das últimas décadas. Entre suas obras estão V de Vingança e Watchmen, que, não por acaso, é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923. Em outras palavras, Alan Moore foi um dos responsáveis por elevar os quadrinhos ao status da literatura.

Um cara desses deve ter muito a dizer e, principalmente, merece ser ouvido. Pois bem, o documentário abaixo é um monólogo de 77 minutos onde ele fala sobre arte, ficção, sua própria vida e muito de outras coisas...fica meio maluco beleza demais da metade pra frente, mas mesmo assim vale a pena!



via Conector

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Qualy: branded content disfarçado de comercial nos anos 90


No início dos anos 90 a margarina Qualy fez uma série de comerciais que contavam a história de Marina e Marcelo. O primeiro "capítulo" mostra como eles se conhecem, no segundo eles já estão namorando, no terceiro...bom, melhor não dar spoiler, assiste aí.



Os mais críticos apontarão que, do ponto de vista da história, o roteiro é cheio de clichês e falta um conflito mais claro. Verdade. Mas, analisando pelo contexto da época, esse tipo de comunicação foi avançadíssima.

Aqui encontramos personagens fixos que vão evoluindo com o tempo. Cada comercial conta uma pequena história, mas juntos acabam formando um arco marco. Dá para imaginar o que era isso há 20 anos? Os envolvidos (e a Martha Terenzzo participou disso) estão de parabéns!

Aliás, esse post fala de cases parecidos na publicidade inglesa. E recentemente fiz um exercício de imaginar uma propaganda de margarina com uma história mais profunda e cativante, nesse outro post.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Top 10 filmes mais pirateados de todos os tempos

Não sei qual foi exatamente a metodologia para o cálculo desse ranking e, sinceramente, acho meio difícil medir algo desse tipo com muita precisão. Ainda assim os resultados parecem ser críveis. Se não é isso, deve ser quase isso. Publiquei aqui porque a informação vale alguns comentários rápidos:

- A maioria dos filmes desse ranking tiveram bilheterias igualmente expressivas, ou seja, a venda de ingressos não parece ter sido muito influenciada pela pirataria.

- Não deveria, mas ainda me surpreendo com o fato da maioria desses filmes estarem muito ligados à cultura pop e universos dos quadrinhos. Talvez minha memória esteja pregando uma peça, mas há 10 ou 20 anos esses filmes "geek friendly" não eram tão dominantes assim.

- Um jeito de encarar esses números é o quanto a indústria está deixando de ganhar com ingressos, vendas de DVD etc. Outro jeito é entender o estoque de atenção acumulado nesses downloads. Fazendo uma conta de padaria, digamos que cada download aí signifique 2 horas da vida de alguém investidas no consumo do filme.

- Uma forma de explorar essa atenção é justamente colocando as marcas dentro das histórias, de uma maneira natural, sem agredir o atento e, idealmente, com relevância e até tornando a experiência mais legal. Dois casos clássicos: O Náufrago (Fedex e Wilson) e Pulp Fiction (McDonald´s). Product placement bem feito pode ser vantajoso para o estúdio, as marcas e até para o espectador.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Como usar a timeline do Facebook para contar uma história

Logo que o Facebook criou o novo esquema de timeline logo surgiram várias pessoas falando que aquilo era storytelling, e aí eu fiz esse post explicando a diferença entre histórico e história.

Pois bem, agora eu encontrei alguém que realmente usa a timeline do Facebook para contar uma história. Ainda por cima em quadrinhos, veja:


Trata-se de O Segredo Social, uma aventura vivida por um estagiário de mídias sociais e que envolve situações de escritório, romance e, pelo que dá para sentir nesse comecinho, intrigas internacionais.

As ilustrações são bem legais e o roteiro é inteligente, mas o destaque mesmo fica para o modo maluco de ler, seguindo a lógica da timeline, ou seja, de trás pra frente. De certa forma é como se fosse um mangá 2.0.


A moral da história? Se você quiser contar uma história então conte, independentemente da plataforma. Qualquer uma vai servir se a história for boa. O que não dá é para se enganar achando que o simples uso dessa ou daquela tecnologia vai garantir o resto. Fosse assim as pessoas comprariam livros pelo papel, e não pelas palavras que estão nele.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Guia de storytelling: tudo o que você precisa saber para contar histórias de verdade


Caso você queira contar uma história e não tenha idéia por onde começar, pronto, é só dar uma espiada, com MUITA ATENÇÃO, nessa ótima apresentação de slideshare. Só 69 slides e todas as dicas básicas que você precisa saber. O único inconveniente é que está em inglês...

E, dentro do mesmo assunto, também vale dar uma revisitada nesse post: a estrutura da história em 8 passos

a dica é do Paulo Peres

terça-feira, 19 de junho de 2012

Como a propaganda se transformou em videocase


Um dos aspectos mais interessantes da comunicação de marcas de hoje em dia é que existe uma relação inversa entre o quão inusitada é uma ação e a necessidade de impactar o maior número de pessoas.

Há 10 anos, quando eu trabalhava em uma grande agência de eventos e promoção, a primeira pergunta do cliente era "mas quantas pessoas eu vou impactar com isso"? E ele não estava errado em pensar assim.

Mas, com a popularização da internet, da banda larga e principalmente do vídeo online, de repente ficou viável realizar aquelas ações impossíveis, super caras e/ou "taylor made" para algumas poucas pessoas. Em outras palavras, ficou viável realizar algo muito impactante para poucas pessoas. O motivo é simples: se não dá para impactar muita gente in loco, a solução é compensar isso embalando a ação em um vídeo bacana e mostrando para um público muito maior o quanto a marca é cool e banca coisas audaciosas.

E aí tanto faz se ação acontecer no país inteiro ou só naquele cantinho específico de uma única cidade, pois o que importa é mostrar uma situação que desperte o interesse das pessoas. Com um pouco de sorte, trabalho e dinheiro a coisa pode até "viralizar".

Um primeiro ponto é que há uma lógica de reality show nesse tipo de mecânica. Mostrar uma situação específica que gere identificação com os espectadores. Por isso precisa ser o mais próximo possível da realidade, embora em muitos casos a montagem fique óbvia.

Um segundo ponto é que esse tipo de ação é o encontro entre as várias áreas da comunicação: ATL, BTL e online (há controvérsias, mas a maioria das pessoas aceita assim). Ou seja, as barreiras estão caindo.


E, um terceiro e último ponto é que, talvez por falta de uma linguagem mais própria para esse tipo de comunicação fica óbvio, e até engraçado, o quanto esses vídeos se inspiram nos infames videocases que agências fazem para exibir seus trabalhos em festivais. A diferença é que agora os videocases são produzidos para as pessoas comuns.

Nessa ação recente da Camp, que, diga-se de passagem, é muito bem bolada, isso fica claro. Mas há outros exemplos por aí.



Só faltou mostrar quantos likes e tuítes foram gerados por causa do vídeo. :-)

Ah, em tempo, vale ressaltar que esse tipo de lógica também vale para aplicativos e outras estripulias digitais que claramente tem pouquíssima chance de vingar junto ao público, mas cuja idéia pela idéia muitas vezes já vale o investimento. O retorno vem pelo buzz e pela herança que a marca ganha por ter apostado em algo inusitado, ainda que, daqui um mês, ninguém mais saiba o que é.

a ação da Camp eu vi no B9

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Daybreak, a websérie da AT&T e HTC



Esse é o primeiro de 6 episódios de 10 minutos cada. A série é produzida por Tim Kring, de Heroes, e dirigida por John Cassar, de 24 Horas, ou seja, é uma super produção para o gênero. Disponível no Youtube e também no Hulu (indisponível para os brasileiros), além de um app para Android que te permite interagir com a história.

Vi o primeiro episódio, aí em cima. Na teoria tudo é fantástico, lindo e maravilhoso. Mas na prática não é bem assim.

É claro que há exceções, mas a regra desse tipo de série, pelo menos das que eu pude experimentar, é aquela sensação de que, por mais que a produção seja ultra profissional (e nesse caso é), ainda falta alguma coisa. Seguem algumas divagações à respeito:


- Falta alma à história. Parece que o roteirista, por mais liberdade que tenha liberdade, escreve com aquela pressão constante de estar trabalhando para uma marca e não um estúdio ou um canal, ou seja, para um pessoal que não entende direito os meandros de uma história.

- Personagens e tramas parecem rasas e comparação às séries que a gente assiste normalmente. Em algum momento alguém envolvido com o projeto pode até ter levantado essa bola, mas provavelmente alguém respondeu que "para os padrões da publicidade isso é fantástico". Ok, é mesmo, o problema é que as pessoas não dividem o pouco tempo que lhes resta de atenção nas caixinhas publicidade e não-publicidade. As histórias inevitavelmente competem entre si, e se você não está disposto a fazer a melhor, esqueça.

- Onde falta profundidade sobram cenas de ação e efeitos especiais. Nada contra, em tese quanto mais orçamento melhor mesmo, mas o orçamento não pode substituir a história. É muito raro eu me sentir realmente envolvido por essas campanhas de branded content, e esse Daybreak não foi exceção.

- É por isso que, por mais que alguns alunos sempre reclamem no final do curso, eu a Martha e o Palacios investimos tanto tempo em construção de histórias, incluindo aí personagens, arcos, cenários etc. Para aqueles que têm pretensão em se tornarem roteiristas e escritores, esse fica sendo um primeiro empurrão. Para quem não tem, é uma forma de ter uma boa base para poder avaliar um projeto desses.

Massss...tomara que eu esteja errado e me surpreenda com os próximos episódios!

vi no B9

sexta-feira, 15 de junho de 2012

10 lições que aprendi com vilões


Palestra do Nicolas Vargas com tema pra lá de inusitado. Aconteceu no Pecha Kucha São Paulo vol 10.

Resolvi publicar aqui pois, além do ineditismo, mostra que os bons vilões são aqueles que tem motivações tão humanas e legítimas quanto os heróis, ao ponto de muitas vezes a gente se pegar torcendo por eles.

Assim é o caso, por exemplo, do Magneto, vilão dos X-Men que luta pela mesma causa do Professor Xavier, só que com um ponto de vista diferente. Enquanto o segundo quer o caminho da paz, o primeiro acha que as coisas só vão funcionar na porrada. Uma boa analogia para o clássico embate entre Malcom X e Martin Luther King. E dá para falar que algum deles não tem razão?

Assite aí e responde. Apesar de que nem Magneto nem Malcom X estão na lista dele.


Vol.10 | 08_Nícolas Vargas from PechaKucha Night™ São Paulo on Vimeo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tudo o que eu quero falar pro meu filho (se um dia tiver um)



Esse vídeo, que conheci pelo Update or Die, é uma das coisas mais bonitas que já assisti.

Tão bonito que, apesar de não ter muito a ver com os assuntos que trato aqui, não resisti e tive que publicá-lo.

Oras, o mundo precisa de coisas bonitas e de reflexões profundas, não precisa?

Enfim, se um dia eu tiver um filho aqui está basicamente tudo que eu gostaria de falar pra ele.

E, apesar de nunca ter usado nenhuma dessas palavras, acho que foi mais ou menos isso que o meu pai me ensinou enquanto estava vivo. Ele não era muito filosófico e nem andava de skate, mas sabia curtir cada segundo do jeito mais simples e verdadeiro possível. Teve bastante sucesso profissional, mas nunca deixou que isso o tornasse um babaca.

Ele apreciava um sujinho da esquina com a mesma intensidade que um restaurante sofisticado.

Essa lição não tem preço. Valeu pai!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Talkshow: Crowdfunding

O Talkshow foi um projeto do qual participei em 2011, quando trabalhava em outra agência, em parceria com @bilaamorim@danielsouza@marianarrpp e outros.

Era um podcast ao vivo, com periodicidade quase semanal, em que trazíamos convidados para falarem de temas que nos interessavam. Boa parte do programa era feita com a colaboração do público, que interagia pelo Twitter.

Foi uma das coisas mais bacanas que fiz na vida, e por isso estou republicando tudo aqui.

Para ouvir outros talkshows, clique nesse link

Relembrar é viver.

Esse é o último post da série Talkshow, até porque não há mais nenhum a ser publicado. Nele tivemos Luís Otávio Ribeiro, um dos fundadores do catarse.me, falando sobre crowdfunding. Só digo que foi muito bom.



E para deixar registrado, houve outros dois Talkshows que tiveram problema na gravação. Um com a Daniela Silva, sobre Governo e Participação Popular, e outro com o Maurício Saldanha, sobre Cinema e Mídias Sociais. Esses, infelizmente, ficarão restritos à memória de quem ouviu ao vivo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Qual o efeito de uma história sobre o valor de um objeto?

No melhor corporativês, histórias agregam valor às marcas. Mas quanto? Aí está a pergunta de um milhão de dólares.

Talvez histórias e marcas sejam conceitos amplos e abstratos demais para fazer algum tipo de medição, mas quando pensamos no efeito de uma história sobre o valor de um objeto ou produto, bem, aí a coisa pode ficar um pouco mais fácil.


Nas minhas aulas sempre falo da presença de artefatos nas histórias. Pense na varinha do Harry Potter, no escudo do Capitão América, no chicote do Indiana Jones ou até mesmo no sangue sintético de True Blood. Alguns autores também chamam essas coisas de "objetos mágicos", embora a magia não seja um componente obrigatório.


O fato é que esses são objetos importantes para o desenrolar da história. As vezes eles conferem poderes ao herói, as vezes dão apenas mais confiança a ele, mas também podem ser sua fraqueza (caso da kryptonita do Super Homem), ou então podem ser os tesouros que todos estão procurando.

Para nós, publicitários e marketeiros, o que importa é que grande parte do valor dos produtos que coloquei ao longo desse post não está na matéria prima, na embalagem e nem no processo de fabricação, mas sim no contexto criado por meio da história de onde eles vieram. Histórias são ótimas encubadoras de marcas e produtos, pense nisso.


Ainda sobre esse assunto, recentemente descobri o projeto Significant Objects, um experimento literário antropológico cujo objetivo é justamente medir o efeito de uma história sobre o valor de um objeto. Para isso foram comprados vários objetos na casa de US$1,25 e convidaram escritores para desenvolverem histórias a partir desses objetos, todas publicadas no site do projeto.

Em uma segunda fase esses objetos foram leiloados no ebay, e o valor arrecado chegou perto de US$8.000,00. Calcule o ROI. :-)

Aliás, o livro com o objeto e as respectivas histórias pode ser comprado na Amazon, aqui.

Tubaína Cast 4 - Livros



Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano SpyerMariana OliveiraFabiola AmorimDaniel SouzaFábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.


A página oficial do programa é www.tubainacast.com.br

Esse programa contou com a participação de todos os integrantes fixos, além da escritora Laís Eiras, menos esse que vos fala. Ainda assim (ou por causa disso?) o programa foi ótimo!

Aos poucos o Tubaína Cast, que nasceu quase por acidente, está tomando corpo e se tornando um projeto muito bacana. Na próxima edição estarei lá com vocês.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tubaína Cast 3 - Colaboração


Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano Spyer, Mariana OliveiraFabiola AmorimDaniel Souza, Fábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.

Não pude participar do programa 3, que teve colaboração como tema, mas foi muito bom! Recomendo.

domingo, 10 de junho de 2012

Tubaína Cast 2 - Eleições e Internet


Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano Spyer, Mariana OliveiraFabiola AmorimDaniel Souza, Fábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.

O programa 2, que você pode assistir aí embaixo, teve como tema Eleições e Internet.

Tubaína Cast 1 no #100hangouts


Tubaína Cast é um videocast do qual eu faço parte junto com Juliano Spyer, Mariana OliveiraFabiola AmorimDaniel Souza, Fábio Bito Teles e Soraya Coelho, basicamente a equipe mais talentosa e genial com quem já trabalhei, entre 2009 e 2011.


Esse projeto é uma justa desculpa para voltarmos a fazer coisas juntos, toda semana (ou quase), sempre às segundas-feiras, 21h00, pelo Hangouts on Air do Google +. Idealmente cada programa deve ter um tema a ser discutido e, eventualmente, traremos convidados para a conversa. Por enquanto estamos em beta, ou seja, nada disso é uma promessa. :)


Para assistir outras edições do Tubaína Cast clique aqui.

O programa 1, que você pode assistir aí embaixo, fez parte do #100hangouts, iniciativa do Google para promover o Hangouts on Air. Mais informações aqui.

 

sábado, 9 de junho de 2012

As 22 regras do storytelling segundo a Pixar


O site io9 publicou recentemente essa lista que, por sua vez, fui tuitada por Emma Coat, uma funcionária do estúdio mais cobiçado do mundo. Reproduzo aqui, por enquanto em inglês mesmo, negritando os itens que me parecem ser mais interessantes. Quando tiver um tempo prometo traduzir.

Ah, e não deixe de assistir essa aula de storytelling dada por um dos roteiristas de Toy Story.

#1: You admire a character for trying more than for their successes.

#2: You gotta keep in mind what's interesting to you as an audience, not what's fun to do as a writer. They can be v. different.

#3: Trying for theme is important, but you won't see what the story is actually about til you're at the end of it. Now rewrite.

#4: Once upon a time there was ___. Every day, ___. One day ___. Because of that, ___. Because of that, ___. Until finally ___.

#5: Simplify. Focus. Combine characters. Hop over detours. You'll feel like you're losing valuable stuff but it sets you free.

#6: What is your character good at, comfortable with? Throw the polar opposite at them. Challenge them. How do they deal?

#7: Come up with your ending before you figure out your middle. Seriously. Endings are hard, get yours working up front.

#8: Finish your story, let go even if it's not perfect. In an ideal world you have both, but move on. Do better next time.

#9: When you're stuck, make a list of what WOULDN'T happen next. Lots of times the material to get you unstuck will show up.

#10: Pull apart the stories you like. What you like in them is a part of you; you've got to recognize it before you can use it.

#11: Putting it on paper lets you start fixing it. If it stays in your head, a perfect idea, you'll never share it with anyone.

#12: Discount the 1st thing that comes to mind. And the 2nd, 3rd, 4th, 5th – get the obvious out of the way. Surprise yourself.

#13: Give your characters opinions. Passive/malleable might seem likable to you as you write, but it's poison to the audience.

#14: Why must you tell THIS story? What's the belief burning within you that your story feeds off of? That's the heart of it.
#15: If you were your character, in this situation, how would you feel? Honesty lends credibility to unbelievable situations.

#16: What are the stakes? Give us reason to root for the character. What happens if they don't succeed? Stack the odds against.

#17: No work is ever wasted. If it's not working, let go and move on - it'll come back around to be useful later.

#18: You have to know yourself: the difference between doing your best & fussing. Story is testing, not refining.

#19: Coincidences to get characters into trouble are great; coincidences to get them out of it are cheating.

#20: Exercise: take the building blocks of a movie you dislike. How d'you rearrange them into what you DO like?

#21: You gotta identify with your situation/characters, can't just write ‘cool'. What would make YOU act that way?

#22: What's the essence of your story? Most economical telling of it? If you know that, you can build out from there.
E fica aqui meu muito obrigado pra Fabiane Secches e pro Juliano Spyer, que me deram a dica.

Update: O blog Comunicadores traduziu as 22 regras, nesse post.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Imaginaria: um foursquare para lugares fictícios

Todo mundo que você pode imaginar me enviou essa notícia na semana passada. Resumindo para quem deixou passar, a Livraria da Vila (aqui de São Paulo) lançou um aplicativo de iOs que funciona basicamente como um Foursquare de lugares fictícios. O nome é Imaginaria.

Está lendo um livro que se passa em um lugar imaginário? Corre lá no app e faça seu check in. Só pela brincadeira já seria legal, mas ainda por isso sua pontuação pode ser convertida em desconto na própria livraria. Genial não?



Aproveito para dividir uma idéia que tive faz tempo: um check in para viajantes no tempo. Imaginem só as possibilidades. ;-)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Storytelling é sobre coisas complicadas


Nesse vídeo Ken Burns, famoso diretor de documentários, fala um pouco sobre sua visão das histórias.

Ele diz estar interessado por histórias nas quais os heróis possuem falhas e os vilões são convincentes. Concordo plenamente. :)

Aliás, é interessante notar que duas das figuras do mundo dos negócios mais admiradas dos últimos tempos, Steve Jobs e Mark Zuckerberg, sempre foram explorados como personagens complexos, tendo suas falhas escancaradas e volta e meia reconhecendo a força dos concorrentes. O ponto é que, por causa disso, ambos são vistos como figuras mais humanas, e só ganham em admiração.

Bem diferente da "velha cartilha", que prega não mostrarmos nenhuma fraqueza na vida profissional. Eu realmente não acredito mais nisso.

Mas chega de papo furado. Dá play aí e assiste.



via Brain Pickings

PS: Esse mesmo Ken Burns é conhecido por ter inventado aquele efeito onde a câmera vai deslizando e dando zoom em imagens estáticas, bastante usado em documentários. O nome disso é "efeito Ken Burns".

terça-feira, 5 de junho de 2012

TV, assistir ou não assistir? Eis a questão.


Tenho muitos amigos publicitários. Óbvio. Assim como médicos tendem a ter amigos médicos e engenheiros tendem a ter amigos engenheiros. Não que a predominância de um ofício no pool de amizades de alguém seja uma coisa boa, mas é assim que funciona.

Parte desses amigos quase não assistem mais TV. Alguns falam isso com orgulho, outros foram simplesmente mudando de hábito e mal tomaram consciência disso. Eu sou um pouco do segundo caso. Em ambos os casos costumamos dizer que hoje em dia ter banda larga em casa é muito mais prioritário do que ter um televisor.

Volta e meia nós somos confrontados por publicitários que, por qualquer que seja o motivo, ainda assistem TV. E aí somos julgados.

"Como assim você não assiste TV? É sua obrigação como publicitário. Você tem que saber o que está acontecendo."

"Você não conhece a nova musa pop Ivete Leite? Mas ela está em todos os programas! Meu Deus, é isso que dá não acompanhar TV."

Ok, eles realmente têm um ponto, e as vezes faz falta mesmo.

Mas aí tem o outro lado moeda.

Sabemos que as gerações mais novas cada vez menos assistem TV. A forma como os jovens se relacionam com o ecossistema midiático é muito mais complexo do que as gerações passadas, e fazer comunicação para esse pessoal demanda outro tipo de raciocínio.

Exemplo: não adianta fazer um filme super bonito e colocar no intervalo do Fantástico se o filme não for relevante e se não houver uma estratégia para disseminá-lo na internet. Certo?

Sendo assim, se não ver mais TV pode limitar em referências por um lado, por outro pode ser um bom exercício para começarmos a pensar igual ao público que já nasce dando muito menos atenção pra ela do que a nossa geração deu.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Storytelling é sobre a imperfeição humana



Recentemente o Brain Pickings publicou uma ótima resenha de um livro que eu não li, mas que parece ser bem interessante: The Spirituality of Imperfection: Storytelling and the Search for Meaning.

Pelo que vi não existe em português, mas dá para comprar na Amazon em versão papel ou eletrônica.

Permitam-me copiar aqui uma citação que encontrei na resenha:
Without imperfection’s ‘gap between intentions and results,’ there would be no story.

[…] Listening to stories and telling them helped our ancestors to live humanly — to be human. But somewhere along the way our ability to tell (and to listen to) stories was lost. As life speeded up, as the possibility of both communication and annihilation became ever more instantaneous, people came to have less tolerance for that which comes only over time. The demand for perfection and the craving for ever more control over a world that paradoxically seemed ever more out of control eventually bred impatience with story. As time went by, the art of storytelling fell by the wayside, and those who went before us gradually lost part of what had been the human heritage— the ability to ask the most basic questions, the spiritual questions.
É isso. Histórias refletem a imperfeição humana. Uma história só existe a partir do gap entre a expectativa e a realidade, como já mostra o famoso gráfico do Robert Mckee, guru dos roteiristas de Hollywood.


Também não é a toa que as boas histórias são cheias de dilemas e escolhas impossíveis. A vida não é fácil. E como as histórias servem para preparar as pessoas para a vida, os autores não podem facilitar as coisas para os seus personagens. Esse é o tal do conflito.

Aí, inclusive, está uma das principais diferenças entre o storytelling e a publicidade tradicional. Os famosos "brand books" exigem que tudo saia perfeito, que haja sincronia e harmonia em toda superfície, analógica ou digital, onde a marca seja projetada. Nada pode sair do controle. NAS HISTÓRIAS TUDO DEVE SAIR DO CONTROLE.

São dois raciocínios opostos. E esse embate, de certa forma, representa a sinuca em que a comunicação se encontra. Fazer as coisas do jeito antigo não dão o mesmo resultado de antes. Já o jeito novo...bem, a maioria não está confortável com isso, mas os poucos que estão possuem uma enorme vantagem competitiva.

Me permitam usar o exemplo da propaganda de margarina para fechar o post.

Algum tempo atrás o raciocínio era mostrar a família perfeita, onde o marido e a esposa acordam de bem, as crianças dão trabalho em nível suportável, o cão da família sorri latindo (essa expressão eu tirei de uma música do Roberto Carlos) e a mesa de café está posta. Ninguém é assim, mas todo mundo gostaria de ser, ou seja, essa cena gera inspiração, mas não identificação.

É exatamente por isso que em um ambiente de excesso de informações, onde tudo compete com tudo pela atenção das pessoas, a chance dessa cena ganhar a guerra é baixa. Do ponto de vista prático uma cena irreal dessas não oferece nenhum tipo de informação, conhecimento ou sentido para a vida de ninguém. Mesmo nas histórias com finais muito felizes o caminho até lá é recheado de problemas. Sem contar a expectativa gerada que, mais cedo ou mais tarde, será convertida em sofrimento.

Com tanta coisa mais interessante disponível é óbvio que a publicidade vem perdendo a batalha pela atenção. Mas então, como uma cena dessas poderia se transformar em uma história?

O despertador toca mas o casal já está acordado faz tempo. Mais uma noite de insônia. Na noite anterior Ricardo havia recebido uma promoção importante no trabalho, mas teria que se mudar de cidade mais um vez, justo quando suas duas filhas já estavam se adaptando ao colégio. Silvia, sua esposa, é freelancer e sempre conseguiu se virar razoavelmente bem com essas mudanças, mas dessa vez ela queria priorizar as meninas. Então passaram a noite toda discutindo até chegar em um consenso. Mas isso era o de menos, porque eles sempre brigavam mas depois se resolviam na cama. O que tirou-lhes o sono de verdade era a conversa que teriam com Vitória e Mariana na manhã seguinte.

Então Ricardo e Silvia põe a mesa do café da manhã com todo o cuidado e esperam a hora das crianças acordem, sempre um pouquinho mais tarde. Elas chegam, como em uma manhã qualquer, e em um primeiro momento estranham a organização e fartura da mesa. Uma delas brinca: "mãe, vão filmar uma propaganda aqui?".

Os pais se dão as mãos embaixo da mesa e esperam, apreensivos, as crianças comerem. Vitória devora sua tigela de cereais com leite e Mariana é adepta do pão com margarina e café com leite. Ambas dão as últimas colheradas e mordidas, respectivamente, e aí chega a hora de abrir a boca e dar a notícia. "Filhotas, a gente vai ter que se mudar de novo" - Vitória olha feio para o pai - "Mas calma, dessa vez a culpa é da mamãe tá?".

E o pai prossegue "Eu posso imaginar o quanto é chato pra vocês se mudarem de novo, mas tudo na vida tem o lado bom. Vocês vão conhecer uma outra cidade, fazer novos amigos. Agora tudo parece ruim, mas essas coisas a gente vai acumulando, e mais tarde isso as fará mais especiais do que já são".

"Mas e a Dalila mãe? Podemos levar a Dalila?", pergunta Mariana. Nessa hora a cadela Dalila, sentindo a situação, vem triste para perto da mesa. "Claro que pode", responde Silvia. "E tem mais, não importa onde estivermos sempre seremos a mesma família. Isso é o que mais importa. Eu, o papai, vocês e a Dalila". Dalila late.

Nisso o ônibus da escola chega e as meninas saem correndo. Silvia e Ricardo se olham e ele diz "Bom, acho que vamos ter que fazer mais cafés da manhã especiais para compensar a notícia". Silvia responde "Querido, eu falei sério sobre aquele papo de família unida. Daqui pra frente todos os cafés terão que ser especiais". O casal se abraça.

Fim

a dica da resenha veio da Fabiane Secches

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As Traumáticas Aventuras do Filho do Freud


Primeira confissão de divã: ando bastante interessado por quadrinhos de web, ou, como chamam por aí, webcomics. Estou me prometendo fazer uma série de posts sobre isso faz algum tempo e, então, por que não começar pelas traumáticas aventuras do filho do Freud?

Essa série de tirinhas geniais são publicadas no filhodofreud.tumblr.com, em três línguas: português, inglês e espanhol. Não descobri quem é o autor, mas adoraria saber mais sobre Fui informado pelos comentários do post que o autor é Pacha Urbano. Isso estava bem claro no Tumblr, mas comi bola. Acontece. :)

Segunda confissão de divã: faço psicanálise há alguns anos e hoje, depois de levar muita porrada (mais de mim mesmo do que do psicanalista) posso me dizer um entusiasta da coisa. Ainda assim não impede com que eu dê risada toda vez que Freud é ridicularizado de alguma maneira. Algo me diz que ele acharia graça dessas coisas se estivesse vivo.

Mas, por outro lado, acho curioso como a cultura pop atual absorveu essa coisa de bater em Freud. De alguma forma pega super bem falar mal do pai da psicanálise em rodas onde as pessoas, no mínimo, sabem quem ele é.

Um fator que talvez explique esse fenômeno é que Freud é bastante caricato. A barba, o charuto, as expressões sisudas da foto e, claro, as teorias "absurdas". E aí vem o outro fator. Penso que ridicularizamos Freud como uma forma de culpá-lo por suas descobertas.

A natureza humana está mais ligada ao sexo do que gostaríamos? Culpa dele.

Não temos tanto controle sobre o que nós somos quanto gostaríamos? Culpa dele.

Os problemas humanos são mais internos e menos externos do que gostaríamos? Culpa dele.