segunda-feira, 16 de abril de 2012

Falta criatividade em Hollywood?

A provocação é válida, e lá fora eu sei que há uma enorme discussão sobre esse assunto. Ainda assim, quero colocar em pauta uma outra visão.

Independentemente dos prós e contras desses dados, a força que as sequências estão ganhando provavelmente não têm relação só com uma suposta falta de criatividade e com o lucro fácil, mas também com universos mais bem construídos, que permitem com que sejam contadas várias histórias dentro de uma mesma franquia.

Do ponto de vista do espectador essa é uma jogada que também interessa, pois assim o cinema se aproxima mais do seriado de televisão. A vantagem é poder ter uma experiência cinematográfica sem ter que se acostumar com um universo novo, processo que exige um certo esforço de atenção.

Se é bom ou ruim? Não sei. Só sei que não é tão simples quanto parece.




2 comentários:

  1. Não vejo problema em uma franquia / sequência de filmes, que como vc bem disse, também está relacionada a universos mais bem construídos que podem ser explorados por mais de um filme. A questão é que a maioria dos filmes é BASEADA em um livro, ou quadrinhos. Ou seja, a história não foi escrita exclusivamente para o cinema. E, diferente do que entendemos por transmídia, quando a história vai para o cinema, ela apenas está replicando uma história que está em outra mídia (isso quando não é um remake de um filme já feito), em vez de apresentar algo novo ou complementar... Ou seja, será que a questão não vai um pouco além da falta de criatividade, já que o cinema (nesses casos específicos) está indo na contramão dos conceitos de transmídia e das novas formas de contar histórias?

    bjs!

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  2. Aline, você está corretíssima. Adaptação de uma mídia para outra não é transmídia. Mas também não é uma réplica, e sim uma tradução, pois a mudança de mídias exige adaptação. O nome técnico disso é tradução intersemiótica.

    De qualquer forma existe sim uma certa "preguiça" de se fazer histórias especialmente para o cinema, de forma que a literatura e os quadrinhos acabam funcionando como uma "segunda divisão" da economia da ficção. Os que são bem sucedidos ganham acesso à "primeira divisão" (cinema e tv).

    Mas o ponto é que muitos autores de livros e quadrinhos já entenderam essa mecânica e já criam suas obras com essa influência, pensando em como fazer para vender ao cinema. E isso incluir criar universos grandes e interessantes o suficientes para gerar muito $$$ para todo mundo. :)

    Não sei se respondi direito. Eram muitos conceitos para uma resposta só. hehe

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