quinta-feira, 29 de março de 2012

Ninguém fica impune diante de uma verdade humana


A Mariana sabe que eu adoro cachorro e me enviou o vídeo abaixo. Um soldado americano voltando da guerra e sendo recebido por seu cão. Depois de sei lá quanto tempo fora de casa dá para imaginar a alegria do animal.

Se você tem ou já teve um cachorro, você vai chorar.

Se você já sentiu a falta de alguém que demorou a voltar (ou nem voltou), você vai chorar.

Se você já foi a pessoa que sumiu e retornou, você vai chorar.



Não é a toa que o vídeo tem um milhão e meio de acessos, e quando você chegar ao final vai descobrir que existem dezenas de vídeos com a mesma temática. O cão recebendo o soldado de volta é praticamente um novo meme no contexto da sociedade americana.

Para nós aqui do Brasil talvez isso não faça tanto sentido assim, afinal é raro conhecer algum brasileiro que já foi para uma guerra. Ainda assim o vídeo emociona, e o motivo é simples: ele é recheado de verdades humanas.

Verdade humana é um dos ingredientes mais fundamentais para uma história dar certo. É aquilo que não pode ser explicado em bullet points. É aquilo que faz a gente ficar perplexo perante uma situação, real ou ficcional.

Ninguém fica impune diante de uma verdade humana, e isso acontece porque é impossível não se projetar ali em algum nível e não compartilhar de pelo menos uma parte daqueles sentimentos.

Com a popularização da banda larga e as facilidades que existem hoje em dia para publicar basicamente qualquer coisa, de um romance a um vídeo caseiro, a internet está inundada de verdades humanas. E, na batalha pela atenção das pessoas, esse tipo de conteúdo sempre leva a melhor. A neurociência está aí para confirmar.

Normalmente eu terminaria o post falando que se o seu conteúdo não possui verdade humana, então é um conteúdo morto. Mas isso seria chover no molhado. Chegamos ao ponto em que sua verdade precisa ser mais verdadeira que a dos outros.

Quanto mais profundo melhor, afinal, a métrica do engajamento é a quantidade de lágrimas. Ou sorrisos.


E tem como não se render à esse pout pourri de soldados reencontrando seus filhos? Mais de 8 milhões de pessoas não se renderam.

2 comentários:

  1. Bruno, eu já tive cachorro, mas não achei nenhum dos filmes tão emocionantes a ponto de chorar.

    Por pura coincidência, enquanto assistia o último vídeo entraram vários ciscos no meu olho. Ventou sem parar, com muita poeira e ciscos!

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