terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Marketing de Conteúdo é dar algo em troca da atenção

Vi no Update or Die esse infográfico mostrando dados interessantes sobre Marketing de Conteúdo voltado para B2B. Republico aqui com alguns comentários:

- É importante entender o racicínio que está por trás do Marketing de Conteúdo, ou Branded Content, seja lá qual nome você prefira dar para isso. A idéia, como já diz o título do post, é dar algo em troca da atenção das pessoas. De preferência algo útil para suas vidas, seja um novo conhecimento, uma informação importante, um assunto curioso, algo para gerar boas risadas ou então um momento de reflexão mais profunda.

Fotos sobre gatos: difícil ser mais interessante do que isso

- Uma miopia comum no mercado é achar que, por exemplo, o post de um blog corporativo compete somente com outros posts de outros blogs corporativos. Em uma realidade onde nossas vidas são inundadas por conteúdos (corporativos ou não) vindo de todos os lados, essa competição na prática é de tudo contra tudo. Ou seja, para capturar a atenção de alguém um conteúdo corporativo precisa ser tão ou mais interessante do que conteúdos gerado por pessoas comuns, blogueiros, jornalistas, especialistas, escritores, roteiristas, cineastas etc. Nesse mundo não há mais espaço para o mais ou menos, o insosso, e esse é um pensamento que assusta.

- Nesse sentido, o bom marketing de conteúdo também é um marketing de serviço, no sentido de a marca deve SERVIR seu público de conhecimento, de momentos relevantes, de algo que torne a vida melhor.

- Achei curioso o infográfico tratar de marketing de conteúdo voltado para B2B, ou seja, aquelas ações que visam comunicar uma mensagem de empresa para empresa. A maioria das coisas que lemos a respeito é sobre o marketing B2C (para consumidores no final da cadeia de consumo).

- Claro que essas siglas, no fundo, só funcionam na teoria. O ponto é que toda comunicação é P2P, ou seja, de pessoa para pessoa. Nesse sentido o marketing B2B acaba sendo muito mais um marketing voltado para classes profissionais.

- O dado que mais me chamou atenção é que 62% das empresas terceirizam a produção de conteúdo. A princípio isso não deveria ser um problema se considerarmos que há gente especializada em fazer isso, mas tem um lado que pode ser negativo. No caso de um blog temático, por exemplo, ninguém deveria entender mais sobre um assunto do que as pessoas que trabalham com isso no dia a dia. Se você tem que contratar alguém para fazê-lo o conteúdo provavelmente será impessoal e sem sal. Pior ainda, esse pode ser um sintoma de um problema maior: funcionários desalinhados.


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