quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Wallace & Gromit promovem o Hanhgout



Wallace & Gromit, para quem não se lembra, são dois personagens fictícios, originados na Inglaterra, e que ganharam o mundo por meio de alguns curtas e dois longas de animação.

Recentemente o Google de lá usou os personagens para promover o Hangout, nesse vídeo que mostra como a ferramenta pode unir pessoas que estão distantes no Natal.

O vídeo é muito bem executado e segue o espírito da série, ponto para eles. Mas, ainda assim, está mais para um comercial do que para um curta, e é aí que me pergunto qual seria a viabilidade e potencial de transformar essa campanha em mais um curta da série, usando o Hangout para contar uma história completa.

Aliás, imaginem o Google fazendo isso com várias séries de TV, animação ou não. Daria uma belíssima campanha.

via Update or Die

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

The Journey, história da Mercedes-Benz




Está aí um exemplo de filme com um roteiro simples, sem grandes pirotecnias, mas capaz de provocar um grande impacto no espectador. Dá play e assiste.

Mas, antes disso, vale o registro de que isso não saiu de nenhuma campanha, mas sim do trabalho de final de curso de um estudante alemão. A Mercedes gostou tanto do resultado final que está até veiculando o filme nos cinemas de Stuttgart. Legal né?


via Update or Die

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Comunicação em 2013 (em 140 caracteres)

Fui convidado pela agência Virta para participar da edição especial da VIRTA PRESS, onde vários profissionais de comunicação deram seus palpites, em 140 caracteres, sobre o que esperar da área em 2013.



Foi uma honra participar de um "painel" com gente como o Sérgio Dávila, editor da Folha, Heródoto Barbeiro, âncora da BandNews FM, Erich Beting, sócio da Máquina do Esporte, dentre muitos outros.

Só faço uma mea culpa em relação ao fato de que qualquer previsão em 140 caracteres soa um pouco messiânica. Evitei esse tom ao máximo, até porque não sou guru, mas não teve jeito. :-)

Mas o que importa mesmo é...concorda comigo? Discorda? Deixe sua opinião aqui.

Para visualizar ou baixar o PDF completo, clique aqui.

Detalhe, essa é a segunda vez que contribuo para a Virta. Meses atrás escrevi o artigo Storytelling: o ser humano e as marcas para a Virta Blog Week.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fernando Palacios fala sobre Storytelling, Transmídia e muito mais

O Fernando Palacios, amigo, ex-sócio e companheiro de aula, deu uma entrevista bem legal para o programa Comunicar é Preciso, falando sobre storytelling, transmídia, branding e projetos pessoais. Vale dar uma olhada!



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Grandes Histórias, Pequenos Negócios

O post abaixo foi escrito para o blog da agência Goomark, a convite do meu ex-aluno Luís Felipe Cota. A publicação original ocorreu em 5 de dezembro de 2012, e pode ser encontrada nesse link.


Algum tempo atrás pude presenciar, aqui em São Paulo, o curioso fenômeno da proliferação das sorveterias especializadas em frozen yogurt.

Sim, o produto até que é gostoso, dizem que é saudável e, pelo que já ouvi falar, as margens de lucro são altíssimas. Com essa combinação “infalível” não é a toa que muita gente viu ali a oportunidade de montar seu negócio e ganhar um dinheiro relativamente fácil.

Hoje, poucos anos depois do início dessa onda, já perdi a conta de quantas vezes passei em frente a um lugar e pensei “olha, mais uma sorveteria de frozen yogurt fechada”.

Toda vez que isso acontece fico imaginando alguém que tinha um dinheiro guardado e o sonho de ser empreendedor. Um dia essa pessoa leu em alguma revista especializada, ou na seção de Economia do jornal, sobre a mina de ouro que representava o frozen yougurt. E aí veio a idéia de investir em um negócio assim. O problema, como vocês devem ter reparado, é que todo mundo teve essa idéia ao mesmo tempo.

Conheço uma loja, inclusive, que é um combo definitivo dos modismos de negócios. Na inauguração o conceito dela era vender frozen yogurt e cup cakes. Os cup cakes deixaram de existir no primeiro mês de operação, e o frozen, visivelmente aos trancos e barrancos (a loja está cada vez mais decadente), continua lá até hoje. Uma pena, porque o produto é bom e tem wifi grátis.

Um dos motivos para esse fechamento das lojas de frozen yogurt é simples: não há demanda suficiente para tanta oferta. Em outras palavras, analistas e empresários provavelmente não se deram conta que, por mais saboroso e saudável que seja o produto, ele dificilmente sairá do nicho. Em contrapartida, nesse exato momento, vemos uma nova onda de sorveterias à moda antiga (base de leite) e com qualidade premium florescendo na cidade. E as filas são enormes!

O outro motivo, que envolve questões mais subjetivas, é o fato de muitos desses negócios terem sido lançados, aparentemente, sem nenhuma paixão envolvida. Ou vocês acham que São Paulo tem dezenas, talvez centenas, de pessoas que sonharam a vida toda em abrir uma loja de frozen yogurt? Não, né?

Não me entendam mal. Sou administrador de formação e sei que, frente aos ativos e passivos de uma empresa, paixão é algo próximo do desprezível. Ou pelo menos é o que os livros dizem. Talvez esse fator, de fato, não seja essencial para o sucesso de uma empresa, Mas, depois de anos de observação, posso garantir, por experiência, que é sim uma baita vantagem competitiva.

Pensando nesse cenário de excesso de lojas de frozen yogurt um eventual dono realmente apaixonado pelo produto que vende certamente aumentará suas chances de sobrevivência por um apego maior aos detalhes, um faro de inovação que os competidores não tem e, se trabalhar bem, uma boa história para contar.

O fato é que paixões não brotam do nada, e sim de uma experiência marcante, um trauma na infância, uma herança cultural etc. Em outras palavras, paixões possuem origens em pessoas e suas histórias de vida. E alguém apaixonado por algo é, invariavelmente, mais interessante do que alguém que toma suas decisões por meros cálculos racionais (ou por causa de uma reportagem da revista especializada). Pessoas apaixonadas são mais críveis, assim como seus negócios. E é aí que eu queria chegar.

Existe um restaurante italiano aqui em São Paulo do qual sempre ouvi a seguinte história. O dono era um dos herdeiros de uma família muito bem sucedida, dona de uma indústria. Lá pelas tantas o cara vende a parte dele na empresa, pega o dinheiro, e resolve ir para a Itália estudar culinária, sua paixão. Depois de um tempo ele voltar para cá, abre seu primeiro restaurante (depois viriam outros) e começa uma muito bem sucedida carreira como chef e administrador.

Não sei o quanto dessa história é verdade e o quanto é ficção. “Quem conta conto aumenta um ponto”, e certamente há muitos pontos na versão que eu ouvi, e tantos outros na versão que eu estou contando. Mas, por outro lado, “onde há fumaça há fogo”, ou seja, alguma coisa deve ser verdadeira.

Aposto que só de ler a história alguns de vocês já estão muito curiosos para saber quem é o chef e quais são os restaurantes. E o motivo é simples. Qual a chance de um prato preparado por alguém que abre mão de uma vida confortável para aprender tudo sobre sua paixão ser bom? Qual o nível de cuidado que esse cara deve ter com seus restaurantes?

Quantas vezes você já ouviu falar sobre um novo negócio com um mito de origem desse tipo? Às vezes surge algo assim e, via de regra, costuma valer a pena. E aí eu me lembro de já ter ouvido muitas vezes aquela pergunta: como eu faço para contar a história da minha marca/negócio/empresa?

Em primeiro lugar, histórias nunca são sobre marcas, negócios e empresas, mas sim sobre pessoas e seus sentimentos, desejos e lutas pessoais. Então, a forma mais fácil de fazer isso, sobretudo no caso de pequenos negócios, é explorando a própria trajetória do dono, daquele que, no final do dia, vai zelar pela experiência e satisfação dos clientes. Uma boa história é a melhor garantia de um serviço bem prestado.

O problema (provavelmente o caso dos frozen yogurts) acontece quando não há sentimentos, desejos e lutas pessoais que levaram seus donos até lá. Quando não existe isso, não existe história a ser contada. E aí se perde a chance de criar algo muito maior do que a nova sorveteria do bairro, resultado de uma planilha fria e inanimada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Processo Criativo e Linguagem Publicitária: liberdades e limites

No meio desse ano fui entrevistado por um grupo de alunos do curso de Comunicação Social da PUC-MG, que conversaram com diversos profissionais do mercado para fazer o TCC cujo tema é o título desse post.

Logo abaixo dá para ler o trabalho final, que conta algumas citações pontuais da minha pessoa, além da transcrição de todas as entrevistas.

Sei que é bobagem, mas fico meio emocionado toda vez que vejo meu nome em alguma coisa desse tipo. :)

Versão divulgação - Processos criativos

Ah, e como produto desse TCC também foi feito um mini-documentário com uma montagem dos depoimentos. Eu apareço aí no meio com uma frase.


Processos criativos e linguagem publicitária: Liberdades e limites | Documentário Oficial from Processos Criativos PUC-MG on Vimeo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

10 indicações de filmes, livros, bandas e afins



Poses e Neuroses, do Adécio Moreira Jr., é um blog bem legal sobre cinema, onde o autor, além de resenhar os filmes que assiste, também convida pessoas para darem dicas culturais em geral.

Recentemente eu fui um dos convidados, e o meu post você pode encontrar aqui. E, nesse outro link, dá para ver todo mundo que já participou dessa série.

Quando você aceita o convite, o Adécio te manda uma lista de 30 perguntas e pede para que sejam escolhidas apenas 10. Eu resolvi quebrar o protocolo e respondi 23. Espero que gostem. :)

PS: a foto que ilustra o post é da minha indicação número 1

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Por trás do amor às marcas


Já faz um tempo que aconteceu, mas só lembrei de postar isso hoje.

Tive a honra de contribuir para uma matéria sobre Love Brands, que saiu na revista Pro News, edição de setembro desse ano.

Para dar uma espiada é só acessar aí embaixo. A matéria vai da página 19 até a 23, e eu apareço nas páginas 20 e 21.

A Pro News, para quem não conhece, é uma das maiores referências para o mercado de comunicação do Nordeste.

Aproveito o post para agradecer a jornalista Ivelise Buarque, que me entrevistou.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O guia definitivo para criar histórias

Algum tempo atrás eu postei aqui uma apresentação do roteirista Victor Piñeiro, uma das melhores que já encontrei sobre criação de histórias. Completíssima, sem bullshit e direto ao ponto. Mas estava em inglês...

Foi então que a Renata dos Passos, minha ex-aluna, teve a bondade de pegar o material e traduzir para português.

Três VIVAS para a Renata. VIVA! VIVA! VIVA!

Mas sério, se você não leu da outra vez, leia agora, com muita atenção.

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Conte sua história (só não espere que alguém vá ler)

Sempre que alguém pensa em fazer um projeto ou campanha envolvendo storytelling a primeira idéia que vem é pedir para o público em questão (consumidor, funcionários, parceiros etc.) contar sua história.


Já faz algum tempo que aconteceu lá no grupo de Storytelling & Transmedia do Facebook uma boa discussão sobre campanhas desse tipo.


Acabei dando uma resposta que, depois, o Fernando Palacios fez questão de transformar em um post para o seu blog, Stories We Like. Logo abaixo reproduzo o texto do post. O original está aqui.


É um fato: a vida de qualquer pessoa daria um bom romance. A vida de algumas pessoas daria até mesmo uma saga de vários volumes. Mesmo a mais tediosa das vidas seria capaz de gerar ao menos um conto intrigante. E o mesmo vale para as empresas e suas marcas. Mas chegou a hora do "porém, contudo, todavia, entretanto".


O "mas" é uma negação. Toda vez que essa palavrinha aparece, você praticamente pode desconsiderar tudo o que foi dito antes dela. Então agora começa o post de verdade e com uma verdade: todos têm uma história para contar, mas nem todo o mundo pode contar uma história.


Sim, é verdade que todos contamos histórias o tempo inteiro - para entreter amigos na mesa de bar, para convencer o chefe de alguma ideia no escritório, para atualizar a família no almoço de domingo - mas isso não quer dizer que todos nós saibamos bem contar. Mas vou deixar que o Professor Bruno Scartozzoni esclareça essa questão.


O Bruno já escreveu muito por aqui no passado e continua ministrando comigo e com a Martha Terenzzo os cursos de Inovação em Storytelling na ESPM e foi muito preciso em uma resposta no grupo de discussões que mantemos no Facebook.



"Deixar que as pessoas contem suas histórias é um erro em termos de storytelling. Esse tipo de mecânica pode funcionar para dar ao consumidor aquele sentimento de fazer parte, mas o buraco é mais embaixo... quantas vezes você investiu seu tempo vendo os vídeos e textos das pessoas que participam desse tipo de promoção "conte sua história"? Digo, você Leitor, como consumidor. Aposto que nenhuma.


O problema é que existe uma diferença enorme entre ter uma história para contar no dia a dia e contar uma história de um jeito que seja muito interessante. O problema aqui é ser interessante a ponto de capturar a atenção das pessoas, não é? E deixar que cada um grave seu vídeo ou escreva seu texto dificilmente terá esse efeito.



O conselho que eu dou nesse tipo de coisa é que a marca tenha alguém para trabalhar esse material e transformá-lo em histórias bem contadas. Pode ser um curta, um conto, um livro, um vídeo de 30 segundos, tanto faz.


Mas pense assim...se qualquer um pudesse contar sua própria história não existiriam biógrafos e ghost writers. As marcas também precisam de figuras assim para contar histórias reais, por melhor que sejam as suas histórias."

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Comunicado aos alunos da Belas Artes


Caros alunos do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, agora de manhã eu deveria estar palestrando para vocês.

Infelizmente houve um problema de comunicação com a organização do evento, que resultou em uma confusão de horários.

Essa é a primeira vez que não compareço à alguma palestra ou evento em que confirmo presença, mas, independentemente das culpas (e nesse caso acho que nem teve uma), estamos sempre sujeitos à falhas.

Como diria o velho clichê, "acontece nas melhores famílias".

Peço desculpas a você, que ficou aí me esperando, e já me coloquei à disposição da organização para palestrar em outro dia e horário.

Um abraço!

Como o Storytelling pode atuar no posicionamento e na lembrança de marca?

O TCC abaixo é da minha ex-aluna Amanda da Silva, que resolveu explorar o tema storytelling em sua pós-graduação de Administração Estratégica na FIA.

Nas últimas páginas você encontrará entrevistas feitas comigo, com o Fernando Palacios e com a Martha Terenzzo. A minha começa na página 42. E, além disso, somos citados um monte de vezes, em várias referências. Em outras palavras, garantia de qualidade.

Brincadeira, mas não posso negar que fico vaidoso vendo essas coisas. :)


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A jornada de um pai em aceitar sua filha lésbica

Se você chegou a esse post por causa do título eu já posso imaginar o que está passando pela sua cabeça. Resolvi colocar aqui uma campanha da causa LGBT, ou então um curta que fez sucesso em algum festival do gênero. Certo?

Errado!

A história de um pai que precisa superar suas expectativas e preconceitos para aceitar sua filha lésbica é parte de uma campanha americana da Expedia, e-commerce de passagens aéreas, diárias em hotéis e afins.

Esse vídeo faz parte do conceito "Find Yours", ou seja, a Expedia quer que as pessoas contem com ela para acharem o que estão procurando (em outras cidades e países). Nesse caso o pai vai ao casamento da filha em outra cidade, e nessa viagem procura entendê-la e aceitá-la.

A história é bastante ousada e a Expedia está de parabéns!



via Agência Crie

Update em 11/10/2012: A minha ex-aluna Renata dos Passos avisou que as personagens dessa história realmente se casaram. E antes elas tinha participado do reality show The Real L Word, ou seja, de certa forma isso é transmídia também.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O dia em que uma rede de farmácias me fez chorar (no sentido positivo)

Recentemente a rede de farmácias Panvel, líder na região Sul do Brasil, lançou dois curta-metragens capazes de encher os olhos de lágrimas de qualquer pessoa que tenha coração.

Tanto o "Filme do Lilinho" quando a "História de Sofia" foram baseados em crônicas de José Pedro Goulart, publicadas no livro "A voz que se dane", da Editora L&PM. O próprio José, que além de escritor é cineasta e publicitário, dirigiu os curtas.

Veja-os aqui, e logo depois continuamos a conversa.





Impressionante como eles conseguiram entregar ao público algo que tivesse uma qualidade artística suficiente para ser mais cinema do que propaganda, e, ainda por cima, refletindo o posicionamento da marca, ligado à cuidado e bem-estar.

No momento em que eu escrevo esse post a soma de visualizações dos dois vídeos já passa de 1 milhão. Vamos pensar que são 1 milhão de pessoas que escolheram assistir essas histórias. 1 milhão de pessoas que apertaram o play de forma ativa, e não receberam isso em casa de forma passiva, enquanto faziam outras coisas.

Todos chegaram até o final do vídeo? Provavelmente não. Todos gostaram? Claro que não, já que é impossível agradar 100% das pessoas. Mas o ponto é que muitos, na casa das centenas de milhares, se importaram, se emocionaram e, eventualmente, compartilharam e quiseram falar sobre. Eu mesmo fiquei sabendo disso pelo Daniel Souza.

Eu poderia ter um blog só sobre cinema e ainda assim ambos os vídeos seriam candidatos naturais à aparecerem por lá. Poderia querer enviar um e-mail motivacional para um amigo que estivesse precisando, e esses vídeos seriam candidatos naturais à reforçarem minhas palavras. Isso é conteúdo de verdade.

Aliás, é tão de verdade que até pensaram em uma sessão de making-of e extras, por onde dá para se aprofundar mais na história por trás da história. E no começo do marking-of o diretor fala uma frase que pode servir bem para fechar o post: 

"As pessoas aceitam a propaganda desde que a propaganda entregue alguma coisa pra elas".


Mas calma aí que o post ainda não acabou!

Esses vídeos ainda servem para reforçar um concurso cultural, e vice-versa. Nesse concurso a Panvel pede para que seus clientes contem histórias pessoais de cuidado e bem-estar com quem ama. As 5 melhores foram premiadas com um ano de cuidados Panvel para sua família (na prática é um vale mensal de R$300,00 para cada ganhador, durante 12 meses).

Como eu sempre digo, esses concursos do tipo "conte sua história" servem muito mais para fazer o consumidor se sentir parte do que para capturar a atenção do público. Nesse caso a diferença entre as respostas e os vídeos fica bastante clara. Mas cada qual com seu papel, um reforçando o outro, sempre pode funcionar bem.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vivo faz propaganda contextualizada com novela

Confesso que não estou acompanhando a novela Avenida Brasil. Tudo que sei é pelo que leio de comentários nas redes sociais. Sendo assim, não vou me meter a explicar os pormenores dessa ação.

Só sei que existe um personagem chamado Tufão, interpretado pelo Murilo Benício, e que a Vivo aproveitou uma situação da novela para fazer uma propaganda contextualizada, usando o próprio.

Fica o registro para quem ainda não viu. E o palpite de que isso será mais comum.

Aliás, já tinha feito um post sobre o assunto aqui, na época em que surgiram vários comerciais baseados em De Volta para o Futuro.

vídeo via Stela Guimarães

Update em 10/10/2012: A Vivo não tinha autorização para usar um personagem da novela e, por isso, teve que retirar o vídeo do ar. Roberto Justus, representando a agência que fez a ação, comunicou à imprensa que ficou envergonhado pela lambança. Eu pessoalmente acho que, mesmo assim, a marca mais ganhou do que perdeu com essa ação. Para entender os desdobramentos veja esse link.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Storytelling: de arte a metodologia

A professora e amiga Martha Terenzzo deu uma entrevista bem legal para o canal de vídeo da HSM.

Aqui ela toca em vários pontos sobre os quais falamos no curso da ESPM.



Aliás, a próxima edição intensiva já está confirmada para janeiro de 2013. Tradicionalmente comigo, com a Martha e com o Fernando Palacios. Mais informações aqui.

Não existe espontaneidade em São Paulo


Não é que não haja amor em São Paulo. Amor tem de sobra aqui. O que são não tem é espontaneidade.

A coisa mais difícil em São Paulo é marcar um almoço/jantar/café/chopp pra agora. Agora não existe aqui. É sempre para daqui alguns dias, talvez algumas semanas.

Duas coisas explicam isso: 1 - necessidade de planejar tudo com antecedência por causa do trânsito e das distâncias 2 - excesso de oportunidades em uma cidade com 20 milhões de habitantes (grande São Paulo)

Minha meta atual é deixar minha agenda mais livre e dar espaço para o agora.

postado originalmente no Facebook

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O futuro da economia brasileira


Em 18 de setembro estive na palestra do Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú, organizada pela exSanta, Associação dos Ex-Alunos do Colégio Santa Cruz.

Por acaso tive o prazer de participar da mesa, selecionando as perguntas da platéia na segunda metade do evento. A foto acima foi tirada dali.
Fiz um resuminho para um amigo, nas minhas próprias palavras, tomando várias liberdades poéticas, e aí resolvi publicar aqui no melhor espírito de compartilhar conhecimento. Vamos lá:

- o Brasil cresceu muito nos últimos anos por vários fatores externos (principalmente crescimento da China) e porque colocamos 10% de desempregados trabalhando. Só que isso chegou ao limite. Os fatores externos agora estão desacelerando e todo mundo já está empregado.

- Para crescer mais é preciso melhorar a mão de obra (com educação) e investir em infra-estrutura no geral. Só assim dá para aumentar a produtividade.

- Isso significa que o prognóstico para os próximos anos é um crescimento de 3 a 4% ao ano, no máximo. Até resolvermos esse gargalo, ou até os fatores externos mudarem de novo, de forma imprevisível, pra cima.

esse post foi adaptado de algo que escrevi no Facebook, aqui

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Como fazer storytelling? - minhas dicas na Info Exame

Fiz uma pequena (bem pequena mesmo) contribuição para a Info Exame, edição de agosto de 2012. A cada foi essa...


Eu fui um dos 35 especialistas a explicar "como fazer" várias coisas. Exemplos: como desmascarar mentirosos, como zerar sua caixa postal, como fazer reuniões mais produtivas e, no meu caso, como fazer storytelling.

O meu quadrinho está na parte inferno da página 63. Mas você também pode ver aqui:



Transmídia Storytelling - raciocínio, convergência e histórias!

Recentemente dei uma entrevista bem legal para o blog Quick Drops, a convite da Gisele Baciano, que já foi minha aluna. Eles queriam saber mais sobre transmídia storytelling e também minha jornada profissional para ter chegado até aqui. Acabou sendo uma entrevista com perguntas fora do padrão, e por isso mesmo muito legal de responder!

Abaixo reproduzi o texto, mas para acessar o link original clique aqui.



Quando pesquisamos o tema citado no título dessa matéria no Google, a maioria dos resultados são do tipo: O que é Transmídia Storytelling?, Entenda Transmídia Storytelling!, Para que serve? e por aí vai...

Apesar de ser um tema relativamente novo, já tem muita gente interessada e especializada no assunto.

Um deles é Bruno Scartozzoni. Considerado umStoryteller, ele ministra cursos e palestras em todo o país sobre o assunto e mantém o blog Caldinas, também relacionado ao tema. Bruno é nosso entrevistado dessa semana e o que você confere a seguir é um pouco sobre o termo Transmídia Storytelling, mas é mais do que isso, é um exemplo de caminho a seguir se quiser ser também um Storyteller!

Bora contar mais essa história?

QD- Poucas pessoas são familiarizadas com o termo Transmídia Storytelling, como você explicaria o conceito em poucas palavras?

Bruno Scartozzoni - Storytelling é um conjunto de técnicas de comunicação que consistem, basicamente, em organizar fatos em uma determinada sequência que, por vários motivos, da neurologia à antropologia, capturam a atenção do público de uma maneira especial e, por isso, transmitem conhecimento de uma forma mais natural e assertiva. Essa sequência, na essência, envolve uma pessoa (protagonista) enfrentando desafios (conflito) para atingir um objetivo que mudará sua vida.

QD- Quando procuramos sobre o tema no Brasil, são poucos os profissionais que dominam o assunto e/ou falam de Transmídia Storytelling. Você considera isso uma oportunidade pessoal ou uma dificuldade para o crescimento do mercado? Ou os dois?

Bruno Scartozzoni - Quando em 2008 eu co-fundei a Storytellers, primeira agência brasileira focada em criação de histórias para empresas, o assunto era totalmente vanguarda, e há vantagens e desvantagens nisso.

Começando pelo lado ruim, o nosso maior problema era a fragilidade do negócio. Primeiro era muito difícil convencer as pessoas do que estávamos fazendo. Segundo que, mesmo convencidas, na primeira faísca de crise são justamente os fornecedores de vanguarda que acabam sendo preteridos. E nessa época, vocês devem lembrar, houve uma grande crise. Esse foi um dos principais motivos para o negócio não ter sobrevivido. Em contrapartida quem sai na frente acaba construindo conhecimento e virando referência para o mercado. Então, para o bem e para o mal, essa experiência acabou me abrindo outras portas, e graças à isso hoje eu dou aula e palestras em todo o Brasil, além de trabalhar como consultor em projetos que envolvam storytelling.

Nesse sentido dar aula é interessante porque a gente acaba formando a massa crítica do mercado. Calculo que mais de 250 alunos já passaram por mim. São publicitários, executivos, jornalistas e toda uma gama de profissionais que agora já conhecem essa tecnologia, e eventualmente alguns deles até saem dos cursos querendo se dedicar a isso.

QD - Excluindo você, Fernando Palacios e Martha Terenzzo, quais outros profissionais brasileiros são indicados para tratar do tema? Já existem agências especializadas nesse conceito de Transmídia Storytelling?

Bruno Scartozzoni - Essa é uma pergunta perigosa. Há muita gente talentosa que eu provavelmente vou esquecer de citar. E também há muita picaretagem, mas esses com certeza não estarão na minha lista. Então vamos lá:

Sheron Neves - referência em transmídia no Rio Grande do Sul e Brasil, sobretudo no que se refere à TV

Leão Carvalho - brasileiro que trabalha com a indústria de games nos Estados Unidos, super antenado

Aline Valek - escritora talentosíssima e publicitária nas horas vagas (ou o contrário), referência em Brasília

Marco Franzolim - referência em storytelling para apresentações, por acaso dá aula com a gente

Camila Queiroz - roteirista especializada em transmídia e conteúdo para crianças, uma das pioneiras da área

Guilherme Verzoni - produtor transmídia pioneiro no Brasil, também do Rio Grande do Sul

Com certeza esqueci de alguém, então já deixo o pedido de desculpas aqui...

QD - Sobre o Caldinas, como é criar e manter um blog que trata de um assunto pouco explorado no país?

Bruno Scartozzoni - O Caldinas é um blog de nicho. Eu falo de comunicação em geral, mas principalmente de storytelling e transmídia. Não tenho milhares de acesso por dia e também não pretendo tirar dinheiro de banners ou coisas parecidas. O que acontece é que ele acaba me dando muito prestígio pela qualidade dos leitores que atrai. Volta e meia recebo convites por causa do conteúdo que posto por lá.

O QD agradece ao Bruno pela entrevista =D

E já fica a dica: Tell a Story!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Conteúdo bom é conteúdo autoral

Esse post foi originalmente publicado no Facebook, aqui. Sim, estou testando esse tipo de ligação entre plataformas.

Muito se fala sobre conteúdo. O que não se fala é que conteúdo não funciona se for gerado em reuniões intermináveis com pessoas palpitando. Esse tal de conteúdo precisa ser minimamente autoral para soar como vindo de uma pessoa, e não de uma organização de bullshiteiros.

É isso.


charge via Fabricio Teixeira

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Herói e o Fora-da-Lei: resumo parte 3

Recentemente publiquei a parte 1 e a parte 2 do resumo do livro O Herói e o Fora-da-Lei, feito pela minha ex-aluna Samantha Col Debella.

Agora ela lançou a parte 3, que eu publico aqui em primeiríssima mão.

Lembrando que o livro está esgotado e que, portanto, é muito difícil encontrá-lo para vender.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tudo é ficção


Recentemente o escritor Keith Ridgway escreveu um artigo bem interessante na The New Yorker, sobre o trabalho do autor e o papel da ficção na sociedade e na vida das pessoas. Se eu fosse você, eu lia inteiro, nesse link.

Mas, caso esteja com preguiça, esses dois parágrafos que eu selecionei já bastam para uma boa reflexão:
And I mean that—everything is fiction. When you tell yourself the story of your life, the story of your day, you edit and rewrite and weave a narrative out of a collection of random experiences and events. Your conversations are fiction. Your friends and loved ones—they are characters you have created. And your arguments with them are like meetings with an editor—please, they beseech you, you beseech them, rewrite me. You have a perception of the way things are, and you impose it on your memory, and in this way you think, in the same way that I think, that you are living something that is describable. When of course, what we actually live, what we actually experience—with our senses and our nerves—is a vast, absurd, beautiful, ridiculous chaos.

So I love hearing from people who have no time for fiction. Who read only biographies and popular science. I love hearing about the death of the novel. I love getting lectures about the triviality of fiction, the triviality of making things up. As if that wasn’t what all of us do, all day long, all life long. Fiction gives us everything. It gives us our memories, our understanding, our insight, our lives. We use it to invent ourselves and others. We use it to feel change and sadness and hope and love and to tell each other about ourselves. And we all, it turns out, know how to do it.

E não é?

Agora, trazendo um pouco mais pra realidade do publicitário, fico pensando que as marcas, e tudo aquilo que conhecemos por "branding", também não deixam de ser peças de ficção. E, vejam bem, essa constatação é feita sem juízo de valor.

Ficção aqui não necessariamente significa que estamos enganando os consumidores, embora muitas vezes isso seja verdade. Estou falando da Ficção com F maiúsculo (se é que isso existe). Aquela que ajuda as pessoas a significarem os fatos. E, nesse sentido, nos ajuda a significar aquilo que consumimos, seja um produto, um serviço, uma causa etc.

E algo me diz que nossas vidas seriam bem mais chatas sem essas coisas...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Política, storytelling e o documentário do Marcelo Freixo


Eu até torço para que o Marcelo Freixo ganhe as eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro, mas política não é o assunto desse post.

A notícia aqui é que estão fazendo, ao longo da campanha, um documentário sobre o candidato.

Documentários sobre campanhas não são uma novidade, mas a prática é que eles sejam lançados depois do pleito, geralmente como forma de celebrar a vitória. Mas nesse caso a história é diferente.

A jornada de Marcelo Freixo será contada e veiculada durante a campanha, sem certeza nenhuma do resultado. A promessa é que trechos do documentário estejam disponíveis na internet daqui até outubro.

Vejam o trailer.



Campanhas políticas podem parecer um universo paralelo no mundo da comunicação, mas, na essência, não tem muita diferença entre vender um candidato e uma pasta de dente, fora o impacto que cada um deles pode ter em nossas vidas. Já estive nos dois mundos e falo com conhecimento de causa.

O ponto é que, independentemente do que você esteja vendendo, a comunicação interruptiva vai fazendo cada vez menos efeito. Quer capturar a atenção de alguém? Faça um conteúdo que provoque o interesse das pessoas, fazendo-as ir atrás.

É nesse contexto que entra essa idéia do documentário praticamente em tempo real. E, pensando bem, quando a gente vê candidatos tuitando e fazendo posts sobre o que se passa em suas respectivas rotinas, esse já não é um tipo de registro documental?

Mas também é preciso lembrar que o conteúdo é mais importante do que a forma. Não adiantaria nada um documentário super bem produzido sem uma mensagem clara para passar. E a história de vida do Freixo ajuda bastante nesse sentido. O personagem é bastante interessante e sua motivação é muito clara. O conflito está aí, escancarado, em tempo real, presente em todo o seu discurso. Se a vida de Freixo fosse um filme você até poderia sair do cinema sem gostar do resultado final, mas ainda assim elogiaria o roteiro muito bem amarrado.

E aí está o cerne da questão. Quantos políticos hoje em dia têm uma história de vida que daria um roteiro bem amarrado? Quantos tem suas motivações claras e conflitos definidos? Poucos né?


Ideologias à parte,.Lula era o cara do povo que lutou contra a pobreza. Fernando Henrique Cardoso tinha a inflação como conflito. Dilma se elegeu com muito marketing mas "sem storytelling", e agora, aos poucos, vai construindo sua narrativa de mulher de pulso firme. Quase uma Dama de Ferro da esquerda.

Na minha opinião aí está o caminho para que os candidatos de hoje consigam construir histórias fortes, e conteúdos que derivem disso. Na verdade sempre foi assim, mas as opções de truques e subterfúgios diminuem a cada eleição. E, em um sistema democrático mais justo, só sobra a história para contar mesmo.

o vídeo foi dica do Eduardo Shor

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Google Sandbox é da hora!

Uma das coisas bacanas de escrever no Update or Die, fora a honra de ocupar um dos espaços mais bem frequentados da blogosfera brasileira, é poder participar direta e indiretamente de projetos legais, como é o caso do Gooogle Sandbox, que conta com o apoio do nosso coletivo não-jornalístico.

Pediram para eu fazer um depoimento sobre esse projeto, e aqui está. Da forma mais sincera possível. :)


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Herói e o Fora-da-Lei: resumo parte 2

Recentemente publiquei aqui a parte 1 do resumo do livro O Herói e o Fora-da-Lei, feito pela minha ex-aluna Samantha Col Debella.

Agora ela lançou a parte 2, que eu publico aqui em primeiríssima mão.

A parte 3 virá em breve, aguardem!

 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Curso de Storytelling e Transmídia na ESPM SP - edição intensiva Agosto 2012


Agora, na última semana de agosto, acontece mais uma edição intensiva do famoso curso de Storytelling e Transmídia da ESPM-SP, que está de volta com o trio de professores: eu, Fernando Palacios e Martha Terenzzo.

Venha entender, afinal, o que é storytelling e transmídia, e como esses conceitos e técnicas podem fazer diferença na comunicação de sua marca, produto, serviço, causa, candidatos e até do seu marketing pessoal.

Esse curso acontecerá entre os dias 27 de agosto e 01 de setembro de 2012. Segunda a sexta-feira das 19h30 às 22h30 e sábado das 09h00 às 12h00.

Será a primeira vez que o curso intensivo terá uma aula no sábado, especialmente para desenvolver a parte prática.

Para mais informações e inscrição, acesse o SITE OFICIAL.

foto tirada do Stories We Like, que, por sua vez, tirou do Facebook

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Herói e o Fora-da-Lei: resumo parte 1


Samantha Col Debella, que já foi minha aluna de Storytelling e Transmídia na ESPM, fez um belo resumo do livro O Herói e o Fora-da-Lei, que está na bibliografia do curso.

Aqui você encontra a parte 1, mas ela já prometeu que publicará o resto em breve.

Boa leitura!


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Storytelling e Transmídia - curso em SP 11 e 12/08


No próximo final de semana, dias 11 e 12 de agosto, ministrarei um curso sobre Storytelling e Transmídia pela trespontos, em São Paulo.

Essa é uma edição super compacta, de um final de semana, que eu geralmente faço em outras cidades.

As aulas, que acontecem sábado e domingo, vão das 9h00 às 17h00 e acontecem fisicamente no espaço de coworking MyJOB Space.

Ainda há algumas poucas vagas, então corre logo e se inscreve!

Mais informações no site oficial.

Ah, e recentemente dei uma entrevista para o blog da trespontos. É curtinha, mas fala dos conceitos básicos, leia aqui.

A garota que podia voar

Vídeo inspirador e cheio de poesia da Dell.

Em outras palavras, dá para contar uma bela história no formato de 1 minuto sim senhor!



via Anna Paula Castanha

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Marketing 2.0 - Content, Mobile & Games


O evento Marketing 2.0 - Content, Mobile & Games, promovido pela Universidade Federal do Paraná, acontece agora em 31 de agosto e 1 de setembro.

Eu estarei lá no segundo dia, um sábado, às 17h15, para falar sobre games e storytelling.

Para saber mais sobre a programação, outros palestrantes, inscrições e informações gerais, é só ir no site do evento.

Queridos leitores curitibanos, vejo vocês por lá!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma websérie que surgiu a partir de um jogo independente


Não sou muito ligado em jogos online, mas essa história me chamou atenção...

Recentemente um estúdio independente anunciou que estava criando um jogo de batalha entre robôs chamado Hawke. Eles lançaram o vídeo abaixo para mostrar o projeto e, semanas depois, tinham milhares de views no YouTube e 10 milhões em investimentos.

É impressionante, mas não é só isso.



Agora, pouco tempo depois, o estúdio já anunciou uma websérie baseada no jogo, cujo trailer você assiste aqui embaixo, que funcionará como um teaser antes do lançamento. Dá para ver que é super bem produzida  e tem o envolvimento de vários profissionais de Hollywood.



"Com 10 milhões no caixa, até eu". Isso é o que você deve estar pensando. Mas não é tão simples assim.

Ver um pequeno estúdio saltar de um jogo online independente para o raciocínio de criar uma websérie e, portanto, um universo transmídia, é bastante impressionante. Isso mostra como esse conceito está se espalhando rápido em tão pouco tempo.

via Nós Geeks

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Histórias de 10 segundos

No ano passado participei do 1º Festival de Grandes Histórias em 10 Segundos, realizado pelo Elemidia em parceria com o Update or Die. O desafio era criar histórias com duração de 10 segundos. Isso mesmo. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e fim.

Filmei duas histórias com a ajuda de amigos e um celular. Vocês podem assistir aí embaixo.

Ouça-te a ti mesmo


Atravessadoras

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Marvel apóia luta contra o câncer de mama

Vi nesse post do Danger! que, para ajudar na luta contra o câncer de mama, a Marvel vai lançar algumas de suas revistas do mês de outubro com capas na cor rosa, um dos símbolos da causa.

Essas edições terão edição limitada e circularão apenas em algumas lojas dos Estados Unidos, ou seja, coisa de colecionador.

Ah, e além da capa elas terão um publieditorial educativo de uma página. Sem dúvida é uma ação bem bacana da Marvel que abre precedente para outras iniciativas desse tipo.


Maaaaas impactante mesmo seria colocar uma personagem feminina lutando contra o câncer de mama. Uma história que mostrasse todos os espectros da doença, do paciente às pessoas em volta.

E não vale fazer isso com uma heroína insignificante. O legal é pegar alguém relevante nesse universo ficcional, para que os leitores realmente sintam o problema na pele.

Quem você escolheria?

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dicas de storytelling na Você S/A

Eu e o Fernando Palacios saímos na Você S/A edição 168 de Junho de 2012, em reportagem da jornalista Alice Sosnowski. A edição tem uma capa vermelha e o título "Adeus, Trabalho Chato". Tudo a ver com o tema né?

Para ler a matéria é só clicar na figura abaixo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Qualquer marca pode ser relevante

Vi esse vídeo no blog do Ernesto Diniz e achei bem impactante. Ele fala com um público que curte tatuagem e eu, mesmo não tendo e não pretendendo ter nenhuma, ainda assim me senti identificado de alguma forma. Mas, até aí, para mim era só mais um desses vídeos com discursos impactantes que te fazem pensarna vida...certo?



Errado.

Essa é uma campanha da Intenze, uma marca de tinta para tatuagens.

O quão específico pode ser isso?

É meio perturbador pensar que uma marca totalmente fora do meu universo, da qual eu dificilmente teria contato em toda minha vida, pode chegar do nada e provocar tantas sensações.

Vou me lembrar disso da próxima vez que pegar um briefing de uma marca pequena e desconhecida. Vou me lembrar que, apesar disso, ela não precisa ser irrelevante. Não deve ser.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Hyundai cria carro anti-zumbi


Eu já era fã da série de TV Walking Dead desde a estréia, mas só comecei a ler a série de quadrinhos há uns 2 meses. Fazia tempo que uma leitura não me prendia desse jeito. Nesse tempo li simplesmente 99 edições, ou pouco mais de 6 anos de publicações. Em 2 meses! Eu simplesmente não conseguia parar.

Confissão feita, agora vem o assunto do post. Recentemente a Hyundai convidou o autor da série, Robert Kirman, a criar um carro anti-zumbi baseado no modelo Elantra Coupe da marca. O resultado está no vídeo abaixo, o carro real foi exposto na última Comi-Con e parece que vai aparecer na edição 100 da revista (a única que ainda não li).

Se você não tem intimidade com histórias de zumbis e, portanto, ainda não captou a relevância disso, vou tentar explicar. Imagine um mundo pós-apocalíptico onde quase todo mundo morreu e se levantou como zumbi. Zumbis são lerdos e burros, mas são muitos, e aí está o problema. Eles funcionam como uma epidemia. Uma epidemia que tenta comer a carne dos poucos humanos que restaram vivos.

Nesse mundo toda a civilização foi pro espaço, ou seja, as pessoas pararam de produzir coisas, os sistemas de comunicação não funcionam mais etc. E andar por aí é muito perigoso. Por isso os personagens vivem pegando carros que foram abandonados, reabastecendo-os sempre que possível, com o combustível que restou por aí em postos ou outros carros.

Deu para se imaginar numa situação dessas? A Hyundai imaginou e acertou em cheio nesse product placement.



Aliás, recomendo esse post da Aline Vale sobre a série.

via Brainstorm #9

terça-feira, 17 de julho de 2012

Como a propaganda se transformou em infográfico

Calma, a propaganda não se transformou em infográfico. Só coloquei esse título aí em cima como referência a outro post que escrevi recentemente: como a propaganda se transformou em videocase. Naquele caso eu estava sendo menos sensacionalista e falando mais sério. :)

Mas o resumo da história é que, a partir do momento em que a indústria de comunicação começa a questionar o formato de 30 ou 60 segundos, é inevitável a procura por novas linguagens que dêem conta do recado.

Uma dessas linguagens é a do videocase. Outra que surge no horizonte, como podemos ver no vídeo abaixo, é a do infográfico. E atenção, isso não é uma crítica. Achei essa campanha muito boa, mesmo. Contextualização a partir de dados com um toque fun.



E a proveito para lembrá-los da ação recente de Ruffles, que respondeu à crítica de que a embalagem é um saco de ar com algumas batatinhas por meio de um infográfico.


Lembra de mais algum exemplo? Deixa aqui nos comentários.

o vídeo foi dica do Tega

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O conhecimento pode te levar para longe

No final de maio estive em Fortaleza para ministrar um curso sobre storytelling e transmídia a convite da Agência BeingEles fizeram um breve relato sobre o curso nesse post. As fotos eu copiei aqui embaixo, para fins de registro.

Sempre ouvi dizer que o conhecimento tem o poder de nos levar para novos lugares, mas nunca achei que isso poderia ser literal. :-)

Brincadeiras à parte, uma das coisas mais legais que tem me acontecido nos últimos tempos é justamente receber convites para dar aulas e palestras em lugares fora de São Paulo. Tenho conhecido cidades e pessoas muito legais, e a possibilidade de disseminar conhecimento é muito gratificante.

Enfim, agradeço o pessoal de Fortaleza pela receptividade, e que venham novas viagens!


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Storytelling em videogames

Esse vídeo de 20 minutos explica do jeito mais simples possível, usando Max Payne 3 como exemplo, toda a problemática de se contar histórias em videogames, ou, em outras palavras, histórias interativas.

O ponto principal é que quanto mais você deixa a história nas mãos do jogador sobra menos espaço para o autor, e vice-versa. Achar o equilíbrio pode ser uma tarefa bem complexa.



Caso o assunto te interesse recomendo muito esse post, sobre escritores de videogames.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Um mendigo te ensina a usar storytelling em apresentações


Uma das melhores (e mais curtas) apresentações que já vi sobre storytelling. A partir de um mendigo segurando um cartaz dá para entender todos os elementos de uma história e como usá-los para engajar pessoas. É isso aí.

A dica foi do Gabriel Gomes, um dos sócios do Escritório Cosmonauta, que publicou lá no grupo de Storytelling e Transmedia do Facebook.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Literatura, uma ciência exata

Esse artigo foi originalmente publicado no site do Valor Econômico em 22 de junho de 2012. O autor é Patrick Brock, de Nova York. Para ver o link original clique aqui.



Suponha que a literatura existe por um motivo biológico crucial: para permitir que o ser humano simule situações e aprenda com elas. Esse mecanismo cognitivo permite que você viva a experiência de seduzir a mulher de um homem poderoso sem correr nenhum risco, por exemplo, ou vivencie uma grande batalha sem se ferir. Mais que um universo imaginário onde nos lançamos por puro prazer, a narrativa pode ter um papel importante na evolução.
Essas e outras teorias do professor de literatura Jonathan Gottschall, do Washington & Jefferson College, a 48 km de Pittsburgh, na Pensilvânia, integram a mais nova investida das ciências exatas no campo das humanas. Esse casamento causou polêmica alguns anos atrás e ainda é alvo de críticas, como frequentemente ocorre no surgimento de tendências inovadoras na interpretação da subjetividade literária. Considerada por alguns uma ameaça ao progresso obtido por tendências contemporâneas como o pós-estruturalismo e o novo historicismo, essa tendência vem atraindo interesse crescente do público e das editoras.
Gottschall ficou mais conhecido no Brasil recentemente por sua experiência de imersão em esportes como o vale-tudo, numa tentativa de compreender a fascinação pela violência. Gottschall lançou em abril o livro "The Storytelling Animal: How Stories Make Us Human" (Houghton Mifflin Harcourt, 272 págs., US$ 14,45) em que emprega uma abordagem mais amigável ao leitor comum para explicar suas teorias sobre os efeitos da literatura e seu papel na evolução do homem. Para o público acadêmico, Gottschall lançou em maio "Graphing Jane Austen: The Evolutionary Basis of Literary Meaning" (Palgrave Macmillan, 318 págs., US$ 74,79), em que se uniu a outros pesquisadores para provar que os romances da britânica Jane Austen (1775-1817), seja por meio de suas personagens ou tramas, exibem características darwinistas importantes que podem ajudar a decifrar a verdadeira função da literatura.
Em "The Storytelling Animal", Gottschall procura explicar uma das grandes perguntas a que chegou em seus estudos: por que os seres humanos criam histórias? "A narrativa é tão básica para nossa existência, está tão presente em nossas vidas, que a maioria de nós não percebe. A narrativa, do ponto de vista puramente biológico, parece uma grande perda de tempo, passamos tanto tempo de nossas vidas em mundos imaginários. Então por que fazemos isso?", questiona.
Com base na teoria evolucionista, Gottschall propõe a hipótese da simulação para explicar a importância da narrativa. Enquanto alguns acham que a capacidade narrativa do ser humano é nada mais que um grande acidente da evolução sem nenhum benefício ao seu processo, o professor defende que há um benefício evolutivo oculto que ajuda a própria humanidade a sobreviver. Para isso, a narrativa seguiria uma estrutura habitual de problema e solução. Como um simulador que ensina alguém a pilotar, a literatura permite que enfrentemos possíveis problemas e achemos a solução. Assim, é possível viver a experiência e até aprender com ela, mas sem correr os riscos.
"Um exemplo é que a leitura nos permite viver a experiência de seduzir a mulher de um homem poderoso, algo perigoso, mas sem enfrentarmos os riscos. Isso ainda é uma teoria, mas me parece que é consistente com as evidências disponíveis", diz.
Como provar essa hipótese empiricamente é a questão crucial, admite o pesquisador. Gottschall cita estudos da Universidade de Toronto comandados pelo professor Keith E. Stanovich que tentam testar a hipótese da simulação. Também já existem estudos mostrando que as pessoas que leem mais se saem melhor em diversas tarefas e até ampliam a empatia. Um exemplo é a pesquisa conduzida pela professora da Universidade de Kentucky Lisa Zunshine.
Financiada pela Fundação Teagle, Lisa investigou como estudantes universitários processam a leitura. O estudo usou equipamentos de ressonância magnética funcional para observar em tempo real a atividade cerebral. "Esse é o tipo de pesquisa que eu gostaria de ver - é exatamente o que eu defendo há anos", Gottschall diz. "Precisamos derrubar esse muro entre as ciências exatas e as humanas para solucionar essa questões, precisamos que professores de humanas cruzem essa barreira e aprendam métodos científicos", acrescenta.
Gottschall argumenta que a ficção é poderosa - para o bem ou o mal. "Temos essa noção de que entramos nos mundos literários e é algo divertido, mas saímos deles da mesma maneira que entramos. Estamos exagerando nossa imunidade para a ficção, porque ela realmente muda as pessoas. Mas não devemos nos convencer de que a literatura é totalmente boa - ela é uma ferramenta que as pessoas podem usar para propagar qualquer tipo de ideia que queiram, pois quando você lê uma obra de ficção abandona o ceticismo e se torna mais maleável à mensagem da narrativa."
Gottschall admite que seus estudos sobre o poder da narrativa podem parecer uma grande invenção da roda, porque é evidente que as histórias sempre mudaram o mundo, do abolicionismo inspirado por "A Cabana do Pai Tomás", de Harriet Beecher Stowe, ao belicismo revanchista de "Minha Luta", de Adolf Hitler. Mas, com base em suas pesquisas, ele sustenta que "se você quer que uma mensagem realmente se enterre no cérebro humano, não mostre uma tabela ou uma apresentação de Powerpoint, mas conte uma história, porque é nesse momento que estamos vulneráveis".
Numa entrevista ao Valor no Riverside Park, próximo à Universidade Columbia, Lisa Zunshine diz acreditar que seu trabalho está sendo cada vez mais aceito e cita como exemplo a petição que ela e cinco colegas apresentaram há alguns anos à Modern Language Association, a principal associação americana de professores de literatura, sugerindo a criação de um novo grupo voltado à abordagem cognitiva. O pedido foi aceito e a discussão começou com 250 membros.
Atualmente, o grupo conta com mais de 2 mil integrantes e também consegue emplacar todo ano uma mesa de debates na altamente competitiva reunião anual da MLA. Lisa, que foi agraciada com uma bolsa da Fundação Guggenheim de 2007 a 2009 para passar um semestre como professora visitante no departamento de psicologia da Universidade de Yale, também diz que várias editoras têm demonstrado interesse em publicar livros sobre abordagens cognitivas dos estudos literários, sua especialidade, e que o campo ganha cada vez mais vertentes, como a narratologia cognitiva e a neuroestética.
Lisa acredita que o estudo cognitivo da literatura pode ser útil para o mundo dos negócios. Isso porque, segundo ela, os psicólogos cognitivos buscam compreender a maneira como as pessoas interpretam diferentes estados da mente, seja por meio da observação ou por outros indícios. Para entender qualquer obra de ficção, por exemplo, é preciso compreender o estado mental dos personagens, num jogo complexo em que buscamos adivinhar o que outras pessoas acham que os outros estão pensando e assim por diante, até o quinto nível desse relacionamento, quando a compreensão se torna impossível. "Se você quiser tornar um modelo empresarial mais convincente, pode incorporar o conhecimento sobre esses diferentes estados mentais na sua explicação", afirma.
Na literatura, conta Lisa, o processo é o mesmo, pois "quando falamos de emoções ou pensamentos, essa narrativa se torna mais interessante do que se fosse contada com uma simples descrição."
Keith Gandal, professor de literatura da Universidade da Cidade de Nova York, integra a facção de pesquisadores que questiona o uso de teorias científicas para explicar acontecimentos na literatura ou na história. "Minha crítica ao evolucionismo na literatura não é que ele usa a ciência, mas que ele o faz de maneira anticientífica ou contra o método científico. Ele trabalha pela dedução e não pela indução. Assim, o evolucionismo na literatura me parece tão 'leviano' quanto os estudos literários que quer substituir", comenta o professor.
Gandal alerta para um possível perigo do uso do evolucionismo na interpretação de obras de ficção: o de uma teoria ser usada para explicar tudo. Ele cita um exemplo do pensamento do filósofo francês Michel Foucault, seu mentor na Universidade de Berkeley, para suscitar o que considera ser o problema.
Num ensaio chamado "Two Lectures", na coletânea "Power/Knowledge" (Vintage, 288 págs., US$ 10,44), Foucault questiona o uso do marxismo e da teoria da dominação da classe burguesa como ferramenta para explicar todos as questões, inclusive a repressão da sexualidade infantil. "Essas deduções sempre são possíveis. Elas são simultaneamente corretas e falsas. Acima de tudo, elas são superficiais demais, porque sempre é possível fazer o oposto e mostrar precisamente pelo apelo do princípio da dominância da classe burguesa que as formas de controle da sexualidade infantil jamais poderiam ser previstas", escreveu o filósofo francês.
Para Gandal, o mesmo problema se apresenta na aplicação da teoria evolucionista à literatura ou à história. O darwinismo sempre pode explicar o surgimento e as características do modernismo americano ou da mobilização americana para a Primeira Guerra, um dos temas pesquisados por Gandal, mas também pode provar exatamente o oposto, de que a teoria evolucionista poderia ter previsto um tipo diferente de mobilização para a guerra e um tipo diferente de literatura. "Aplicar uma teoria ou usar a dedução não me parece esclarecedor ou interessante. É 'bobo' precisamente porque pode ser feito sem pesquisas históricas e sem rigor", observa.
O professor defende a ideia de que um dos principais objetivos dos estudos literários é descobrir coisas que ainda não sabemos para tentar responder a perguntas reais. E a única maneira de fazer isso seria pela indução, começando com um questionamento real cuja resposta ainda não é conhecida. Assim, o pesquisador estabelece o que considera as regras do jogo para os estudos literários: "Por que essas obras-primas do modernismo americano surgiram nesse período? Por que têm similaridades na trama e nos personagens? Por que compartilham algumas características estilísticas parecidas? E a partir daí tentar responder a essas perguntas por meio da pesquisa histórica, tentando recriar o contexto da história para reconstruir a imprevisível confluência de acontecimentos e forças históricas que moldaram um conjunto de obras".
Gottschall diz que, apesar de ainda haver estudiosos que rejeitem suas teorias, há interesse crescente do público por novas abordagens dos estudos literários. A forte reação dos acadêmicos de literatura "é a história mais antiga do mundo", reflete. "Hoje em dia, elas [as críticas] são mais no sentido de que eu quero voltar no tempo e apagar todo esse progresso que fizemos. Dizem até que eu odeio a literatura - pois, para eles, se você leva a biologia para a literatura, quer destruir a literatura, você só quer triturá-la em sua máquina científica. É basicamente uma ideia supersticiosa de que se você consegue explicar algo acaba com a mágica que faz aquilo funcionar."
Por outro lado, Gottschall conta que recebeu um apoio muito forte dos estudiosos da ciência e da psicologia, "pessoas que têm uma mente mais empírica, que se decepcionaram com o pós-modernismo meio louco das humanidades".

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estudos indicam que criatividade dá resultado

Ano após ano publicitários de todo o mundo discutem sobre a relação entre campanhas criativas e resultado de causa e efeito. Há quem defenda a relação de causa e efeito, mas também há quem negue sua existência.

Essa apresentação, dica do @pedropsicomostra uma série de estudos que mostram a correlação positiva entre publicidade criativa e resultado para os clientes. A partir daí faço algumas considerações, logo depois do ppt:
The Case for Creativity
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- Definir e medir criatividade é uma tarefa bem complicada. Na maior parte desses estudos o critério adotado é que campanha criativa é campanha premiada em festivais de publicidade. Ok, isso é alguma coisa, e alguma coisa é melhor que nada, mas não podemos nos enganar achando que toda campanha premiada é criativa e vice-versa.

- Mesmo sem dados concretos acho bastante razoável imaginar que campanhas criativas tenham mais chance de chamar e segurar a atenção das pessoas, e esse é o primeiro passo para qualquer bom resultado. O problema é que só isso não é o suficiente. Existem campanhas que chamam a atenção do público mas não transmitem nenhuma mensagem sobre a marca. É só ligar a TV e você vai achar vários desses.

- Nesses tempos de profundas mudanças na nossa indústria me parece certeiro acreditar que a criatividade é um componente cada vez mais importante. A consequência de estarmos inundados de dados por todos os lados é que vamos nos treinando a ignorar o que não é importante. E aí surge uma questão: o que é importante para o ser humano?

- Por essas e outras aquela visão romântica do publicitário como artista nunca esteve tão próxima de se tornar realidade. Mas não vamos nos enganar, o objetivo final dessa indústria ainda será vender, vender e vender. A diferença é que o caminho poderá ser bem mais prazeroso para aqueles que acreditam na criatividade humana.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Recordar é viver: meu TCC de 10 anos atrás


Aí está o meu TCC de quando me graduei, há 10 anos. Sim, estou velho.

Não sei se alguém vai se interessar por isso, mas publico aqui mais como curiosidade.

Dois comentários rápidos:

1) Me formei em administração pública e na época, dezembro de 2002, não imaginava que meu trabalho tivesse alguma relação com mídias sociais. Nessa época o Orkut ainda nem tinha surgido... Mas, por uma dessas coincidências bizarras da vida, o tema escolhido tinha relação com redes sociais, e na bibliografia do trabalho tem Manuel Castells.

2) O tema é basicamente um business plan do que, pouco tempo depois, veio a se tornar a exSanta (Associação dos Ex-Alunos do Colégio Santa Cruz), uma organização de ex-alunos que eu ajudei a fundar e que está ativa até hoje. Tive sorte de poder fazer um TCC que teve aplicação prática na vida real.