sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Como a Disney poderia (deveria) ser

Roy Disney, sobrinho de Walt Disney, faleceu em 2009 e deixou como herança uma visão bastante peculiar e interessante sobre a empresa de seu tio.

Ele lutava para que a empresa buscasse a excelência criativa antes do lucro. Chegou inclusive a fazer críticas abertas (e bastante duras) em relação ao rumo que a empresa estava tomando.

Sua visão sobre como deveria ser a hierarquia da empresa, totalmente voltada para a criação de histórias, você vê logo abaixo. Obviamente ele perdeu a briga e hoje a Disney é uma empresa como outra qualquer, piramidal, cheia de VPs disso e VPs daquilo.



E, como ele mesmo previu, a Disney perdeu sua magia há algum tempo. Não fosse pela Pixar não teria produzido mais nada culturalmente relevante nos últimos 10 anos. E por falar em Pixar...

...é especialmente interessante retomar essa notícia à luz do falecimento de Steve Jobs, que tinha a habilidade de fazer com que suas empresas, sobretudo Apple e Pixar, funcionassem orientadas para fazer real diferença na vida das pessoas, e não orientada para a egotrip e bullshitagem corporativa que usualmente vemos por aí.

Bem capaz que Roy Disney tivesse a visão e o potencial para ser um executivo tipo Steve Jobs, mas infelizmente o que tenho visto por aí são essas pessoas perdendo as batalhas dentro das empresas.

via Fast Company

Postado no Update or Die em 22 de dezembro de 2009. Original aqui. Essa versão foi modificada.

2 comentários:

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