quarta-feira, 19 de outubro de 2011

App de Carros 2 para iPad extrapola a realidade


Nessa altura do campeonato esse vídeo já não é novidade para muita gente, mas pensando na audiência rotativa da internet, e também na minha vontade de comentá-lo, vamos lá.

Para quem ainda não viu, trata-se de um jogo para iPad que também é um brinquedo, ou vice-versa. Em posse de um carrinho real (leia-se, físico), feito especialmente para o jogo, é possível passear com ele pelos cenários da tela, inclusive interagindo com seus elementos. Veja o vídeo.



Comentários:

1) Fiquei procurando um nome para isso e não encontrei. Realidade Aumentada? Encaixa conceitualmente, mas já é utilizado para outra coisa. Realidade Expandida? Realidade extrapolada? Melhor.

2) Quero deixar registrado aqui para os meus netos, se um dia existirem, que viver em uma época em que coisas novas são inventadas todos os dias é simplesmente do caralho, e a dificuldade em definir essas coisas é apenas um interessante efeito colateral.


3) A primeira vez na vida que joguei um videogame de corrida, mais precisamente Enduro (para Atari), um amigo me atentou para o fato de que não era o carro que ia para frente, mas sim a pista que ia para trás. Claro, o carro está fixo na tela, mas na hora foi uma grande descoberta. Nesse app de "realidade extrapolada" isso não mudou.

4) Fico imaginando as infinitas possibilidades para brinquedos que usem essa tecnologia. Por exemplo, quando criança eu adorava criar histórias cinematográficas para os meus bonecos do Comandos em Ação. Os bonecos eram reais, mas os cenários ficavam na minha cabeça. Assim, a ponta de um armário se transformava em um penhasco, um filtro de água se transformava em uma usina nuclear e por aí vai. Com uma tecnologia dessas eu poderia ter o cenário que quisesse, e ainda fazer os bonecos interagirem com ele.

5) Assim como hoje em dia as empresas de videogame lucram não só na venda do jogo, mas também em conteúdo extra, está aí uma possibilidade de novos ganhos para a indústria de brinquedo. Vende o boneco/boneca/carrinho, e depois continua vendendo cenários, itens etc.

6) Também dá para imaginar mecânicas promocionais utilizando isso, não dá? :)

7) E por falar em imaginação, a falta dela é justamente o efeito colateral dessa brincadeira. Aliás, os tablets já estão sendo bastante criticados por causa disso, como escrevi aqui.

vi primeiro no Update or Die

Update: Acabei de encontrar outro aplicativo que mistura tecnologia e brinquedos "analógicos". Dessa vez com Lego. Veja aqui.

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