quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Marvel não faz quadrinhos, mas sim personagens

Pessoas ligadas à indústria de quadrinhos dizem que há 1 ou 2 décadas o negócio das grandes editoras deixou de ser a venda de gibis. Essa parte, aliás, parece que muitas vezes dá prejuízo. Com os consumidores modificando seus hábitos de leitura as tiragens estão cada vez menores, sendo que o esforço para criar histórias de qualidade continua o mesmo.

Nesse modelo os gibis acabam funcionando mais como um espaço para incubar novos personagens e capturar a atenção de um público fiel e formador de opinião. O pulo do gato está em transformar esses personagens e fenômenos culturais de massa, licenciando-os para cadernos, lancheiras, camisetas, brinquedos, videogames, filmes etc. Em outras palavras: o segredo está na multiplicação.

O boletim semanal da Marvel de 17 de agosto, cuja imagem você vê aí embaixo, deixa isso muito claro. Dos 3 principais destaques nenhum deles tem a ver com revistas em quadrinhos. A manchete diz respeito ao Marvel vs Capcom 3, jogo de videogame. Os outros dois falam do filme dos Vingadores e de uma versão em audio da primeira história do Demolidor, um personagem que é cego (idéia genial, né?).


O curioso é notar que esse raciocínio está cada vez mais presente em outras empresas que criam personagens e universos, mas que não são editoras de quadrinhos. Por exemplo, a Rovio, criadora de Angry Birds, afirmou recentemente que não é uma empresa de games, mas sim de franquias de entretenimento.

4 comentários:

  1. Recomendo a leitura do livro As Incríveis Aventuras de Kavalier e Clay, de Michael Chabon. Um mergulho na fábrica de quadrinhos americana, no auge dos anos 30.

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