quinta-feira, 15 de setembro de 2011

De onde vêm as boas idéias?



Eu sei que essa palestra do Steven Johnson já circulou bastante em outros blogs, mas quando a Lívia Cunha me enviou a versão traduzida eu achei que valia publicar aqui acrescentando um ou dois comentários.

Para mim, um dos momentos mais legais no dia a dia de agência são os brainstorms, mas conheço gente que, por não gostar muito do contato com os outros humanos, prefira fazer o "selfstorm", uma versão #foreveralone do ato de criar idéias em grupo.

A idéia do "selfstorm" está basicamente em dialogar consigo mesmo. Uma parte de você joga uma idéia qualquer na mesa, a outra diz que a idéia é ruim e que nunca daria certo, mas que dá para aproveitá-la e, modificando um pouco aqui e ali, chega-se em algo minimamente consistente.

Isso não funciona muito bem comigo por dois motivos. Primeiro que o meu filtro de bom senso é baixo. Para o bem e para o mal sou o tipo de pessoa que costuma apostar nas idéias mais absurdas, enxergando ali o embrião de algo interessante. Em outras palavras, minha outra parte dificilmente fala não.

O segundo motivo é que no meu processo de criação é essencial a presença daquele que, de repente, interrompe tudo e faz aquele comentário sobre um assunto que não tem nada a ver com a discussão. É justamente aí que dá o click, porque juntando o que já foi falado com esse novo e estranho elemento muitas vezes surge uma terceira idéia inusitada.


O vídeo explica como funciona esse processo, mas se você quiser entendê-lo de uma forma mais divertida, ou seja, por meio de uma história, recomendo assistir alguns episódios de House. O médico sempre tem um problema cabeludo para resolver e a solução, depois de muito debatida, com frequência surge a partir de um input totalmente desconexo do assunto em questão.

Me falta a genialidade do personagem, mas na essência é mais ou menos assim que acontece comigo (e, segundo o vídeo, com todo mundo).

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