terça-feira, 9 de agosto de 2011

A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística

A frase que dá título ao post é do ditador soviético Joseph Stalin, um cara que entendia muito bem de mortes, tragédias e estatísticas.

Ela é perfeita para ilustrar o vídeo que publico logo abaixo, um trecho de 9 minutos da animação Barefoot Gen, adaptação de um mangá com o mesmo nome cuja história se baseia na experiência do próprio autor, Keiji Nakazawa, um sobrevivente da bomba de Hiroshima.

Esse trecho corresponde exatamente ao momento em que a bomba é lançada e todos os terríveis efeitos subsequentes. Já assisti um documentário sobre isso no History Channel e sei que, descontando o fato de que se trata de uma animação, não há nada de fantasioso aí. E mesmo sendo uma animação já digo que as cenas são fortes.

Mas, imagens à parte, o que toca aqui não é tanto a surpresa, a destruição e as pessoas sendo desintegradas. Tampouco os olhos saltando para fora dos corpos (deve haver uma explicação científica para isso, mas prefiro nem saber).

O que toca de verdade é ver tudo isso através dos olhos do protagonista, o próprio autor, uma criança que não tem a menor idéia do que está acontecendo e que, antes mesmo de poder respirar, é colocado frente a um dilema impossível. Uma tragédia particular que humaniza o problema, tornando a estatística irrelevante.

Quantos exatamente morreram em Hiroshima? Sei lá. Só sei que se alguém passou por isso, e mesmo que tivesse sido só ele, já basta para entender que esse triste episódio nunca deveria ter acontecido.



Post relacionado: Como eu Compreendi o Medo Nuclear na Cultura Pop Japonesa

PS: Achei esse vídeo no Facebook de alguém que resolveu postá-lo devido ao aniversário de 66 anos da bomba, que aconteceu no último sábado. Como não lembro quem foi infelizmente não posso dar os créditos.

2 comentários:

  1. Seria FODA se eles fizessem também um anime sobre o Massacre de Nanking.

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  2. Ah, tantos massacres aí para registrar né? E as prisões comunistas na Sibéria? Quantos não morreram lá?

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