segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cultura Pop no Mundo Árabe

Postado no Update or Die em 15 de dezembro de 2009. Original aqui.


Se você pensa que o mundo árabe se limita ao Corão, terrorismo e belas mesquitas, muito cuidado.

Lá eles possuem suas próprias versões de ícones da cultura pop ocidentais, como Barbie,  MTV e X-Men. Existem diferenças sim, mas são mais parecidos do que você imagina.


Atualização: Cada vez mais penso que faltam heróis brasileiros que, além de "combater o crime", também nos ajudem a formar uma identidade brasileira. Lembrando que identidades são, em grande parte, formada por histórias, reais ou não.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O som é a nova imagem

Postado originalmente no Update or Die em 10 de dezembro de 2009


Reflexão atualizada 1: qualquer exercício de futurismo resulta em um potencial fracasso, mas pode valer a pena pelo processo de fazer pensar.


Reflexão atualizada 2: há tempos quero fazer uma história em formato de rádio-novela, algo me diz que é um tesouro esquecido.





Desde sempre, ou pelo menos desde quando me considero um ser alfabetizado, jornais e revistas são os meus melhores amigos para a hora do aperto. Em outras palavras, a imprensa escrita sempre foi minha fiel companheira de trono, do famoso número 2. Mas isso começou a mudar.

Não, não aconteceu do dia para a noite. Certa vez não achei nada de interessante por perto para ler e então lembrei daquele podcast que tive que pausar antes do fim. Pensei que ali seria uma boa oportunidade de continuar escutando-o. A partir daí comecei a substituir gradualmente o papel pelo iPod. Antes que alguém faça uma má interpretação, continuo me limpado com papel higiênico. O que mudou foi a mídia que uso para me distrair nessas horas.

Esse singelo momento abriu minha cabeça para algo que está relacionado ao tema e vem ocorrendo nesses tempos modernos: o crescimento do som em detrimento da imagem.

Oras bolas, quando nasci, em 1980, a TV reinava absoluta em nossas vidas. Depois, com o tempo, lembro de ter presenciado a radicalização do ditado “uma imagem vale por mil palavras”. Sempre que podiam substituir a palavra escrita por uma foto, ilustração ou gráfico, faziam. Essa era a fronteira do futuro, pensavam. Mas estávamos todos enganados.

Uma das vantagens de ter quase 30 anos é que, mais ou menos nessa idade, a gente começa a perceber que o mundo funciona de forma cíclica. Quando você acha que alguma coisa está consolidada é porque falta pouco para mudar tudo de novo. E é assim a relação dos seres humanos com som e imagem.

Não peguei o tempo onde as famílias se reuniam em volta do rádio, como você já deve ter visto em filmes e novelas de época, e acho que esse fenômeno não vai se repetir tão cedo. A cada dia que passa consumimos mais som, mas quase sempre individualmente. Enquanto a imagem demanda muito de nossa atenção, o som cabe como uma luva em outras atividades do dia a dia: uma caminhada da casa até o trabalho, a hora de lavar louça, a hora do rush no trânsito etc. E daí? O que podemos esperar disso? Abaixo listo alguns palpites:

- o rádio ganhará importância
- videoclipes perderão importância
- a volta das radio-novelas
- o novo jornal de grande expressão será um podcast
 o  novo programa de entrevista de grande expressão será um podcast
- aparelhos domésticos se adaptarão a essa nova realidade (veja o vídeo abaixo, que veio daqui)

 

E quando você achar que esse novo mundo estiver consolidado, lembre-se, a imagem certamente dará o troco!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A HQ animada da Honda



Honda 'Cannonball Run' from Passion Pictures on Vimeo.

Essa campanha da Honda, que vi em um post do Brainstorm#9, me chamou atenção por vários motivos. Vamos a eles:

- Segundo o post original a animação é um artifício cada vez mais usado por montadoras para driblar a proibição de mostrar veículos em alta velocidade, o que incentivaria a violação das leis de trânsito. Concordo, mas há algo além disso.

- A animação é muito bem feita, mas claramente houve uma tentativa de se criar uma história. Mesmo sem explicar direito o que está acontecendo há uma tensão no ar (o tal do conflito), algum tipo de disputa entre pilotos em um cenário futurista. É a ficção funcionando como uma ferramenta de "realidade aumentada", como já escrevi aqui.

- O que ficou faltando para uma imersão mais completa foi explicar quem são esses personagens e quais suas motivações. Afinal, por que raios eles estão correndo com carros Honda em um futuro onde parece haver automóveis muito mais invocados?

- Interessante notar a clara homenagem à linguagem dos quadrinhos (os retângulos amarelos denunciam isso), assim como o fato de que esse formato se assemelhar muito ao de um videoclipe. Em outras palavras, aí está uma empresa que entendeu que faz muito mais sentido pensar em conteúdo do que campanha.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Transmídia e Storytelling na TV Senado

Em julho desse ano o meu amigo Fernando Palacios, que vai participar comigo no debate sobre transmídia no Circuito 4x1, deu uma entrevista muito legal sobre o assunto na TV Senado. O entrevistador não tem a menor noção do tema, mas mesmo assim ele foi hábil em explicar didaticamente. :)





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Transmedia Storytelling no Circuito 4x1


Nesse próximo sábado, 27 de agosto, estarei na edição paulista do evento Circuito 4x1, promovido pelo Sebrae.

Eu e o Fernando Palacios, grande amigo e ex-sócio, participaremos do debate Transmedia Storytelling nas empresas. Como começar? A mediação fica por conta de outra grande amiga e parceira, a Martha Terenzzo.

O debate acontece na Arena Transmídia / Marketing e vai das 9h30 às 10h15. Clique aqui para ver a programação do evento.

Ah, uma última informação importante: a inscrição é gratuita.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O marketing da pirataria só serve para as boas histórias



Está ficando cada vez mais comum artistas comercialmente relevantes que fazem declarações públicas pró-pirataria. Ou melhor, para ser mais politicamente correto, distribuição gratuita de conteúdo. :)

Agora foi Neil Gaiman, autor de alguns dos mais importantes quadrinhos das últimas décadas, que no começo achava ruim ver seus livros sendo copiados por aí (sobretudo na internet), mas começou a ver tudo com outros olhos quando percebeu que as vendas só aumentavam nos lugares onde a pirataria rolava solta.

Para ele a questão não está em deixar de vender algo para alguém que normalmente pagaria pelo produto. É claro que isso ocorre também, mas o "crime compensa" na medida em que a pirataria acaba sendo uma forma de mais pessoas conhecerem o autor, sendo que uma parte delas estará disposta a consumir a obra pelas vias legais. No fundo, Gaiman enxerga a pirataria como uma poderosa ferramenta de divulgação, coisa que Paulo Coelho já percebeu faz tempo.

Mas sempre haverá aqueles que apontam para o fato de que isso só tende a dar certo com quem já tem sucesso e uma boa base estabelecida de fãs, ou seja, massa crítica. Esse raciocínio não está totalmente errado, mas o buraco é mais embaixo.


Essa estratégia de distribuição gratuita só pode dar certo quando o conteúdo é bom e relevante. Em outras palavras, a obra (seja um livro, quadrinhos, filme etc.) precisa despertar aquela sensação de surpresa e maravilhamento quando estiver na mão das pessoas, gerando aquela coceira que só passa quando comentamos sobre isso para alguém, ou seja, quando a experiência é dividida com outros e multiplicada nas redes sociais (online e offline).

Você até pode não gostar dos dois autores citados aqui, Gaiman e Coelho, mas o ponto é que milhões no mundo todo consomem seus livros. E isso tem muito mais a ver com o fato de que suas histórias tocam as pessoas do que sorte, bons agentes e boas campanhas de divulgação (embora isso também conte, é claro).

Em outras palavras, eles não produzem histórias relevantes porque têm sucesso. A relação é inversa. E se estivessem começando agora aposto que em pouco tempo construiriam as mesmas reputação e fortuna. Provavelmente até maiores.

A questão que fica é: suas histórias são boas o suficiente a ponto de tocar as pessoas? Se não forem tenho duas dicas.
1) Não perca tempo tentando contá-las.
2) Se mesmo assim você quiser, trate de colocar o maior número possível de obstáculos entre a história e o público, pois nesse caso pirataria é anti-marketing.

achei o vídeo no Contém Conteúdo
achei o infográfico no Pitoca de Arroz

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O mundo aos olhos de uma criança de 9 anos

A partir de hoje começo a republicar aqui, de forma mais sistemática, os meus melhores posts no Update or Die. Eventualmente vou fazer atualizações e novos comentários. Acho que essa é uma forma de reciclar idéias antigas e contemplar a "audiência rotativa" da internet.


Esse, por acaso, foi o meu primeiro post lá. O original está aqui.

Pretendia fazer um post inaugural maior, recheado de dados e teorias, cheio de pompa, mas acabei não resistindo ao sorriso das crianças. Acabei optando por uma estréia bem mais curta, e meio brega, mas muito interessante.
No video abaixo você ouve a opinião de crianças de 9 anos sobre assuntos que estiveram em voga nessa década, desde Britney Spears até 11 de setembro e terrorismo.
Sim, tem muito do que você já deve esperar, como gente creditando aos Jonas Brothers o título de maior celebridade. Mas é impressionante ver a influência que Michael Jackson, mesmo em outra dimensão, ainda exerce nesse público.
Mais chocante é ouvir os pimpolhos falando com qual idade começaram a usar computadores e gadgets afins, e entender a noção que eles têm de conceitos complexos, como o terrorismo.
Está curioso? Então assista o video logo abaixo.

The decade according to 9-year-olds from allison louie-garcia on Vimeo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Planejamento do Bem

No começo desse ano o Carlos Henrique Vilela me convidou para escrever um artigo para o Unplanned (antigo CHMKT, que mudou recentemente e está muito bacana). A pergunta que eu deveria responder era simples: 

Se você pudesse mudar a forma como as agência utilizam o planejamento, qual seria ela?

Só que eu resolvi ir bem a fundo e acabei saindo um pouco do briefing. De qualquer forma o exercício de pensar sobre isso foi essencial para que eu começasse a formar uma nova visão de mundo sobre planejamento, comunicação em geral e mundo corporativo.

Pretendo voltar nesse assunto em breve, mas por enquanto vou republicar aqui o que escrevi em março.

A resposta está logo abaixo. Para acessar o link original clique aqui.


Para responder isso acho que é preciso dar alguns passos para trás, só alguns, e nos perguntarmos qual o sentido da existência humana e o que raios estamos fazendo nesse planeta. Veja bem, não quero entrar nos pormenores da religião, da filosofia ou da ciência (nem tenho autoridade para falar dessas coisas), mas acho justo pensar que, não importa no que você acredite, é consenso que estamos tendo uma experiência nessa realidade e que, já que não há outra saída, seria legal trabalharmos para torná-la um pouco melhor.
Aí vem a segunda pergunta. Nesse contexto, para que existem as empresas? Por mais que você ache bonito visitar feiras de artesanato, se nossa civilização ainda estivesse fazendo as coisas desse jeito o que você consome não teria um mínimo de padrão, seu poder de compra seria bem menor e pode esquecer todas as facilidades tecnológicas. E nem estou falando do iPhone. Imagine uma realidade sem trem, telefone ou até mesmo energia elétrica.
Critique o quanto quiser o capitalismo e a industrialização do mundo, mas tudo isso também trouxe enormes benefícios. E, como um contraponto à economia planejada pelo Estado, pense nas empresas como células independentes desse “organismo vivo” chamado sociedade humana. Dessa forma, o mercado acaba sendo um ambiente bastante darwinista, onde as empresas mais competentes e inovadoras sobrevivem (vulgo competição), empurrando a sociedade pra frente, e as nem tão competentes assim acabam desaparecendo.
Um dos vários pilares que determinam a sobrevivência ou não de uma empresa é justamente aquele no qual os planejadores e publicitários em geral trabalham: a comunicação. No começo era só uma questão de se tornar conhecida frente aos concorrentes. Agora o objetivo é mais intangível, pois a diferenciação vem aliada de valores, sentido da existência etc. Mas, ainda assim, no frigir dos ovos, as empresas só querem sobreviver e multiplicar, igual aos seres humanos que trabalham nela.
O problema é que, no lugar de uma relação simbiótica saudável entre pessoas e empresas, as últimas começaram a agir como vírus, tendo sua existência como um fim em si mesmo que, eventualmente, poderia até levar à extinção da outra parte (todos nós).
Você aí, planejador lendo esse post, também tem responsabilidade nisso. O planejamento nasceu como uma disciplina dentro das agências cujo objetivo era, muito resumidamente, entender e representar o consumidor. Falando assim até parece que é uma função nobre, pois representar, ao menos na tradição democrática, está muito ligado à idéia de defender. Mas sabemos que não é bem o caso.
Nesse modelo empresas e agências encaram o consumidor como um problema a ser resolvido para fechar uma equação comercial. O planejador é aquele que abre o cabeça do coitado (ou seja, de nós mesmos) e fuça daqui e dali até encontrar uma brecha, um bug no sistema, algo que faça ele querer mais uma marca do que a outra. Planejadores são hackers do espírito humano. Na maior parte das vezes, hackers do mal.
Esse modelo é ultrapassado não porque seja ineficiente. Pelo contrário, hackeando a cabeça das pessoas conseguimos êxito em vender mais de coisas que no fundo ninguém precisava. Isso garantiu que as empresas ganhassem e distribuíssem mais dinheiro, que por sua vez possibilitou à sociedade compensar os desajustes consumindo coisas. Levante a mão quem, em um momento de crise, nunca comprou algo que não precisava. Muitas vezes é mais potente que anti-depressivo.
Esse modelo é ultrapassado porque, aos poucos, a sociedade humana vai tomando consciência de si mesma e demanda outro tipo de atitude. Nunca as pessoas de todo o planeta estiveram tão conectadas e envolvidas na torcida por uma causa local, como está acontecendo agora com o processo de democratização dos países árabes. O cara sofre lá do outro lado do mundo e isso reverbera aqui, seja por uma foto, um vídeo ou um tweet. Mas nem precisamos ir tão longe, o mesmo acontece se alguém é lesado por uma empresa.
Na onda do sobreviver e multiplicar, de repente percebemos o óbvio. Cada aspecto de nossa sociedade, incluindo empresas, produtos e marcas, deveriam ter como objetivo final a melhoria da nossa existência. E as agências podem contribuir com isso encarando o planejamento não mais como um hacker do consumidor, mas sim como um Representante (com r maiúsculo mesmo) das pessoas.
Fica o desafio para que, no próximo briefing, antes de começar pelo problema de comunicação, você faça a seguinte pergunta: qual o sentido disso na existência humana?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quando a ficção invade o mundo real



Aí está uma palestra bem legal do mestre Henry Jenkins, o "papa" da transmídia, para o TEDxNYED. Ele fala basicamente sobre novas mídias, cultura da participação e a relação dessas coisas com engajamento cívico.

O mais importante, na minha humilde opinião, é a sacada de que as histórias ficcionais, muitas vezes funcionam como uma camada de significado que se sobrepõe à realidade, podendo torná-la mais divertida e interessante para as pessoas.

Vamos ser honestos, assuntos como política e eleições são chatos para a maioria das pessoas. Mas quando um grupo de palestinos usam a metáfora do Avatar para fazer um protesto, aí as coisas começam a ficar um pouco mais interessantes.

No vídeo Jenkins fala de muitos outros exemplos onde a cultura pop ajuda a sociedade a entender melhor sobre um determinado assunto ou notícia. Trazendo isso para a realidade brasileira atual não tem como não pensar nos memes bem humorados do Twitter, que toda semana ajudam a espalhar notícias (importantes ou não).

Nessa linha vou terminar o post com uma provocação: talvez as marcas que licenciam personagens ficcionais tenham um campo de possibilidades para trabalhar esse tipo de investimento muito maior do que simplesmente estampá-los nas embalagens. De repente falta um estímulo para que as pessoas remixem esses elementos como o Obama fez na campanha de 2008.

o vídeo veio da Sparksheet, onde o Jenkins também deu uma entrevista sobre o cenário transmídia no Brasil

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cartas a um jovem Planner

Volta e meia recebo no Linked In e em outras redes mensagens de planners em começo de carreira, saindo ou recém saídos da faculdade, pedindo dicas e indicações de emprego.

Nem sempre posso ajudar, mas geralmente fico lisonjeado com esse tipo de coisa. No mínimo significa que estou fazendo alguma coisa certa na vida né?

Certa vez apareceu na minha caixa um jovem planner que dizia mais ou menos assim:

"Acabei de voltar do exterior, onde fiz o curso XPTO (um curso de grife) e estou procurando emprego. Tem alguma vaga aí na sua agência? Você pode me indicar em outros lugares?"

Abaixo copio a minha resposta (omitindo nomes, é claro), que, no fundo, acho que pode servir como um bom guia para iniciantes nesta profissão. Aliás, para outras profissões também.

Fulano, tudo bom?


Recebi sua mensagem. Na agência que eu trabalho agora infelizmente não há vagas abertas. Mas a primeira dica que eu posso te dar é que, na minha humilde opinião, sua abordagem de "me dá uma ajuda aí" não funciona.


Somos planners e uma das nossas principais funções é entender o ser humano, certo? Então, como um ser humano vê um pedido de ajuda de um desconhecido?


Não me leve a mal. Você me parece ser um cara legal. Investiu na carreira. Foi até o exterior fazer um curso e agora quer achar seu espaço aqui, nada mais justo.


Mas eu não te conheço. Não sei nada de você (até agora), a não ser que é um cara esforçado. Mas isso não é o suficiente para eu te colocar no radar e eventualmente te indicar. Se fosse o contrário você pensaria o mesmo.


Agora, se você tivesse me enviado uma mensagem contando um pouco mais sobre sua visão de mundo e da profissão, propondo uma troca de idéias e experiências, ou seja, me dando alguma coisa original, aí quem sabe minha reação poderia ser diferente. E se eu tivesse uma vaga podia ter ficado interessado por você.


Cara, a partir daqui você pode ter duas opiniões.


1) Me achar um escroto esnobe que não está a fim de ajudar e passar a me ignorar.


2) Entender que se eu não estivesse a fim de ajudar eu nem teria escrito uma resposta desse tamanho. Teria feito nada ou, na pior das hipóteses, te enchido de esperança falando que seu CV estava guardado aqui quando, no fundo, não estaria.


Abraço,

Só recebi um "Obrigado" e nunca mais soube dessa pessoa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Efeito Libélula: conte histórias e fortaleça as relações

Tive a honra de escrever um artigo para a Revista da HSM, edição Julho/Agosto, e de brinde veio uma entrevista para o site, que originou o editorial copiado logo abaixo. 


O artigo só está disponível na edição impressa, que ainda deve estar a venda em bancas especializadas e livrarias, e o link original do editorial é esse aqui.



Excesso de informações na web provoca escassez de atenção do consumidor. Inovar com Storytelling é uma das principais apostas 


A quantidade diária de informações produzidas na internet é tão crescente que, se não há sensibilidade e estratégias para atraírem os consumidores, os fatos se perdem na mesma velocidade como são criados. Hoje, as pessoas saem do papel de telespectador, à espera da informação, para entrar num formato onde participam, criticam, constroem e respondem. 


Estar presente nas redes sociais não é garantia de obter a atenção dos clientes e ter sucesso com seu produto ou serviço. As empresas precisam se perguntar o que têm para falar e aí nasce o Storytelling: saber contar uma história, criar um propósito, sensibilizar e entrar no radar das pessoas. A edição da Revista HSM, de Julho/Agosto 2011, traz uma reportagem especial com os autores do livro ‘The Dragonfly Effect’ (‘Efeito da Libélula’), que explicam como provocar o interesse da audiência contando uma boa história com base nas quatro asas da libélula (foco, atenção, envolvimento e gerar a ação).


Aqui no Brasil, o Portal HSM conversou com alguns especialistas brasileiros para saber como o mercado nacional têm evoluído neste tema e também quais são as percepções do livro ‘Efeito da Libélula’. Para José Cláudio Terra, especialista em desenvolver Soluções Estratégicas de Gestão do Conhecimento e presidente da empresa TerraForum, as empresas que constroem relações verdadeiras com seus consumidores verão resultados mais positivos nas redes sociais. As organizações que dizem o que pensam, enfrentam situações de frente, se colocam ao lado do consumidor, e não acima, e aquelas que geram cotidianamente pequenos impactos positivos também terão bons resultados. O errado é aderir às redes sociais só porque todo mundo está participando.


“Nossa experiência diz que a força motriz está em planejar bem qual será o papel das redes sociais em seu mix de comunicação, adaptar sua estratégia a esse ambiente, e saber que não existe receita de bolo pronta, você vai aprender falando e, principalmente, ouvindo”, afirma Terra.


O especialista no uso de Storytelling como ferramenta de comunicação, Bruno Scartozzoni, da Talk Estratégias Digitais, lembra que a quantidade de informações produzida na internet em apenas 60 segundos é monstruosa: quase 100 mil twits enviados, mais de 25 horas de vídeos carregados no YouTube e mais de meio milhão de comentários feitos no Facebook, sem citar o que acontece em outras mídias e redes sociais. 


“Excesso de informação gera escassez de atenção, um bem que hoje em dia acaba sendo mais valioso que dinheiro”, afirma Scartozzoni, que também é professor do curso Inovação em Storytelling, da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo (ESPM-SP).


Estar presente nessas mídias não é nenhuma garantia. Antes disso, as empresas devem se perguntar o que elas têm para falar e aí entra o Storytelling: contar uma história é basicamente reorganizar fatos de modo que eles ganhem um sentido, um propósito, aumentando a possibilidade de entrar no radar das pessoas.


“Essa estrutura de história, com começo, meio e fim, girando em torno de um conflito, é usada pela humanidade há pelo menos 30 mil anos para transmitir conhecimento e significar fatos. Aristóteles foi um dos primeiros a decifrar essa estrutura que até hoje é utilizada por escritores, roteiristas de cinema e qualquer um que conte histórias. Mas nem é preciso ir tão longe”, informa Scartozzoni.


‘Efeito Libélula’


revista HSM, de Julho/Agosto 2011, traz entrevista com os autores do livro ‘O Efeito da Libélula’, Jennifer Aaker e Andy Smith. Segundo a professora de Marketing e o especialista em Estratégias, boas histórias despertam atenção e permitem trabalhar as mídias sociais de maneira mais eficaz.


“Por muito tempo nossa sociedade entendeu razão e emoção como coisas separadas e independentes. Hoje já se sabe, graças à neurociência e à psicologia moderna, que no fundo a razão está envolvida pela emoção. O segredo desse livro está em propor para as empresas algumas ferramentas que vão ao encontro deste novo paradigma, chamando atenção para o lado mais subjetivo da comunicação”, diz o brasileiro Scartozzoni.


Para contar uma história, de acordo com ele, não é necessário falar de aspectos sociais, no sentido de uma causa ligada, por exemplo, à pobreza ou ao meio ambiente. “Algumas marcas fazem isso, e fazem bem, mas quando isso acontece é porque geralmente partiu de uma vontade genuína surgida na criação ou desenvolvimento da empresa.”


Por outro lado, em sua análise, histórias estão sempre ligadas aos sentimentos e verdades humanas. “Nunca são sobre fatos, mas sim sobre pessoas. Os fatos estão lá apenas para mostrar como os personagens reagem a eles. Portanto, mesmo uma marca que tenha como causa o meio ambiente, no fundo está contando uma história sobre pessoas que lutam contra o status quo para garantirem sua própria sobrevivência.”


Quanto mais a empresa direcionar o seu propósito em personagens, melhor. Neste caso, pode ser o próprio dono, os funcionários que fazem o dia a dia das atividades ou até mesmo personagens fictícios. “A Coca-Cola, por exemplo, criou um universo fantástico para contextualizar o que acontecia dentro de sua vending machine e materializou isso na campanha Happiness Factory. É óbvio que não era real, mas era verossímil, e os consumidores acreditaram na história.”


Na análise de José Cláudio Terra, da TerraForum, ‘O Efeito da Libélula’ discute o potencial das mídias sociais de mobilizar escolhas e pessoas. Isso quer dizer mobilizá-las a comprar a mais nova tecnologia ou unirem-se em prol de uma causa comum. O livro, segundo ele, traça esses paralelos com frequência e destaca que não são necessárias grandes ideias para se provocar mudanças, mas, sim, pequenas iniciativas bem coordenadas. “A libélula é um símbolo da transformação, mudança e renascimento, bem como o único inseto que pode voar em qualquer direção sempre com suas quatro asas batendo sincronizadamente”, destaca Terra.


As quatro etapas, de acordo com o consultor e professor, se resumem a “ter foco”, “ganhar a atenção”, “engajar” e “agir”. Todas devem acontecer em sincronia como as asas da libélula para excelência e resultados. 


“Acreditamos nessas etapas como ferramentas para construir uma estratégia nas mídias sociais, mas é importante que as empresas as vejam como parte da estratégia, não como o todo ou como um passo a passo. Nem todo negócio precisa, necessariamente, de engajamento, afinal, as redes sociais podem apenas complementar uma comunicação, por exemplo. Grosso modo, ter foco é fundamental em qualquer estratégia, inclusive nas redes sociais”, destaca.


O passo do engajamento é, de fato, o mais complexo, mas também o mais poderoso. De acordo com Terra, empresas que têm foco em disponibilizar conteúdo pertinente e na troca de conhecimento, sem dúvida, conseguem criar uma relação de benefícios mútuos, premissa para engajamentos de longo prazo. E, finalmente agir, que é alma de qualquer negócio.


Discutir valores e essência
“Empresas precisam, além de se preocupar com as histórias que contam, se preocupar em alinhar o contexto que criam para si nas redes sociais aos seus valores como marca, as promessas que fazem como instituição. Em todos os cases de sucesso que tivemos com nossos clientes, a empresa não abria mão de quem era na essência e se propunha a discutir, extensamente, qual o papel que cada rede social teria na construção desse diálogo online. Se não houvesse um papel claro, não participava”, destaca Terra.


Isso significa, de acordo com Terra, discutir coisas que, aparentemente, são simples: se a empresa terá um papel ativo na geração de discussões; se será tímida ou arrojada; que tipo de linguagem é mais adequado ao seu perfil e assim por diante. “É importante ressaltar que são detalhes como esses que tornam uma empresa humana aos olhos do público, e que a torna crível nas redes sociais. Uma empresa que participa das mídias sociais, muitas vezes, não possui, como na TV ou nos meios impressos, uma imagem que personifique quem ela é.” 


Por outro lado, de acordo com o empresário, nas redes sociais, uma marca impacta o consumidor com uma frequência muito maior do que em qualquer outro meio. Nesse cenário não deve haver ruído ou credibilidade que pode sofrer abalos. As redes sociais, muitas vezes, são usadas com o objetivo de amplificar relacionamentos. “Usamos na TerraForum o termo B2N, ou Business To Network, para refletir esse efeito em rede que toda empresa almeja”, afirma.


A base para relacionamentos verdadeiros, considerados mobilizadores, porém, está em acrescentar valor às redes. “Por que não existem pessoas comentando sobre um banner no UOL? Porque é só um banner. Pessoas não se relacionam com um banner, mas pessoas gostam de histórias sobre elas e sobre os seus. Por isso, seu conteúdo deve ser relevante, ter empatia e incentivar a troca com os usuários. De novo, voltamos às bases das relações humanas, as pessoas precisam ter interesses comuns”, analisa.


Cases
No Brasil, a empresa Tecnisa, segundo Terra, é referência no uso das ferramentas digitais. As mídias sociais são uma parte apenas de sua estratégia online. Motivo pelo qual, segundo ele, mereceu um gerente dedicado para essa atividade que hoje tem foco em comunicar os lançamentos, ofertas e estreitar o relacionamento com aquelas pessoas interessadas em um novo imóvel. “Como o site é bastante vendedor, precisamos encontrar formas de incentivar a visitação. O segredo é aproveitar o tempo em que o internauta está conectado”, reforça Romeo Busarello, diretor de Marketing da Tecnica.


Para Terra, outro case de sucesso é o Twittão do Abreu Imóveis. Em fevereiro de 2010, a empresa realizou um evento inédito para promover as vendas. O Twittão Abreu foi o primeiro feirão imobiliário feito exclusivamente para o Twitter, onde a empresa ofereceu 500 ofertas que iam desde imóveis do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ até residências de alto padrão. “Em apenas 12 horas, tempo que durou o feirão, a Abreu Imóveis conseguiu movimentar 13 milhões de reais. Um resultado excelente a um custo de execução próximo do zero. O resultado foi tão satisfatório que, três meses depois, três subsidiárias do mesmo grupo realizaram uma campanha parecida em São Paulo.”


Como um dos cases internacionais de destaque, Terra comenta as ações realizadas três anos da Starbucks. “Utilizando ferramentas de colaboração, a rede de cafeterias reverteu um quadro ruim nos negócios, promoveu a interação com seu público, alavancou vendas e se tornou referência em relacionamento digital com o consumidor. O cliente Starbucks tem a oportunidade de influenciar e opinar sobre o que acha que deve ser melhorado na rede”, comenta Terra.


Para o especialista no uso de Storytelling como ferramenta de comunicação, Bruno Scartozzoni, um case nacional bastante recente foi a Vivo criando um clipe para a música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana. A letra conta uma história de amor cheia de “verdades humanas”. 


“Eduardo é um moleque que ainda nem entrou na faculdade e Mônica, com alguns anos a mais, já está encaminhada na carreira de médica. Eles se conhecem, se envolvem, vencem a improbabilidade de dar certo e seguem na vida com todos os altos e baixos, se amando e brigando, passando por momentos mágicos e barras pesadas. O que a Vivo fez foi basicamente repensar a história imaginando como celulares poderiam ter participado desse romance. A partir daí filmaram um clipe e lançaram nas redes sociais como uma homenagem da marca ao dia dos namorados. O sucesso foi estrondoso, sendo um dos assuntos mais comentados da semana. E tudo isso sem que a peça aparecesse na TV”, afirma Bruno.


Sobre um exemplo de sucesso no âmbito internacional, o professor da ESPM recorda-se de uma recente notícia que despertou a sua atenção: a criadora do Harry Potter, JK Rowling, anunciou que a saga do bruxo continuará na internet por meio do site pottermore.com. Nesse site ela venderá os livros em versão ebook e audiobooks (sem a intermediação das livrarias) e, além disso, haverá uma plataforma para que fãs criem suas próprias histórias dentro desse universo ficcional.
A própria autora prometeu participar ativamente do site, revelando segredos e dando pistas de coisas que não foram publicadas. “Isso claramente faz parte de uma estratégia transmídia que se utiliza das redes sociais e da co-criação para deixar a comunidade de fãs mais ativa do que nunca, dando combustível para que a chama do produto Harry Potter não se apague junto com o fim da saga no cinema, analisa Scartozzoni.


Reflexão
Apesar de as empresas acreditarem muito no potencial das redes sociais, Terra nota que sua utilização tem sido feita de forma limitada. “Muito temos ouvido falar sobre como chamar atenção do consumidor e gerar conteúdo. Mas ainda não resolvemos problemas mais simples e cotidianos do consumidor, ainda não temos serviços de atendimento que funcionem da maneira ideal, e ouvidorias que, de fato, escutem.
Os canais que se propõem a se comunicar com o consumidor, aparentemente, não estão tendo sucesso. Vale olhar as redes sociais como uma ferramenta que complementa essa comunicação. O que vale para o SAC deveria valer para as redes sociais, não? Como integrar esses mundos? Como fazer com que um canal, fortaleça o outro? Acreditamos que aí está uma boa discussão para o presente desse futuro”, finaliza.


Portal HSM
27/06/2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Usando mind mapping para criar uma história

Criar uma história não é uma tarefa fácil. Ou melhor: criar uma boa história, capaz de capturar a atenção do público, fazer rir ou fazer chorar, não é uma tarefa fácil.

Por isso achei bem interessante esse vídeo do Alessio Bernardelli, sobre o uso técnicas de mind mapping na construção de histórias. Uma dica valiosa para quem tem dificuldade em organizar as idéias.

Storytelling e Redes, minha palestra na CIRS2

No primeiro semestre tive a ótima experiência de falar sobre storytelling e redes sociais na CIRS2 (Conferência Internacional de Redes Sociais 2a edição), evento que aconteceu junto com a CICI 2011 (Conferência Internacional de Cidades Inovadoras).

A proposta desse painel era fazer palestras no mesmo formato do TED, ou seja, 15 minutos para passar a mensagem.  Teria sido um desafio hercúleo se eu já não tivesse participado do Pecha Kucha Night vol. 6 no ano passado, evento que tem como proposta dar apenas 6 minutos e 20 slides para cada palestrante!

Enfim, a palestra foi filmada e está aí embaixo. Como eu odeio me ver ou me ouvir em gravações desse tipo não sei se ficou bom ou não. Dê play por sua conta e risco. :)





E na tradição de deixar anotado em algum lugar, tive a felicidade de assistir, no mesmo evento, a palestra do Nicholas Christakis, que fala sobre a influência das redes nos grupos. Nada muito diferente da palestra que ele fez pro TED, mas pelo menos pude sentar ao lado dele na salinha dos palestrantes. :)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Storytelling > Transmídia, minha palestra no Social Media Brasil

Não estranhem as notícias velhas nesse blog. Fiquei um tempinho sem postar por aqui e agora tenho que dar alguns recados de coisas que aconteceram faz tempo.

Participei da mesa de Transmídia que aconteceu na edição 2011 do Social Media Brasil, um dos principais eventos do mercado, junto com o Maurício Mota e o Marcelo Páscoa. Cada um falou uns 15 minutos e depois abriram para perguntas do público.

Para quem tiver curiosidade os slides da minha apresentação estão aí embaixo, mas provavelmente não fazem tanto sentido assim sem a parte do discurso.


E só para deixar registrado em algum lugar tive a sorte de assistir duas palestras muito boas, uma com a gringa Flourish Klink, sobre comunidades de fãs (ela mesma é a dona da maior comunidade de fãs de Harry Potter do mundo), e outra com o indiano carioca Dhaval Chadha, sobre a internet das coisas. Oportunamente voltarei a falar sobre esses dois assuntos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística

A frase que dá título ao post é do ditador soviético Joseph Stalin, um cara que entendia muito bem de mortes, tragédias e estatísticas.

Ela é perfeita para ilustrar o vídeo que publico logo abaixo, um trecho de 9 minutos da animação Barefoot Gen, adaptação de um mangá com o mesmo nome cuja história se baseia na experiência do próprio autor, Keiji Nakazawa, um sobrevivente da bomba de Hiroshima.

Esse trecho corresponde exatamente ao momento em que a bomba é lançada e todos os terríveis efeitos subsequentes. Já assisti um documentário sobre isso no History Channel e sei que, descontando o fato de que se trata de uma animação, não há nada de fantasioso aí. E mesmo sendo uma animação já digo que as cenas são fortes.

Mas, imagens à parte, o que toca aqui não é tanto a surpresa, a destruição e as pessoas sendo desintegradas. Tampouco os olhos saltando para fora dos corpos (deve haver uma explicação científica para isso, mas prefiro nem saber).

O que toca de verdade é ver tudo isso através dos olhos do protagonista, o próprio autor, uma criança que não tem a menor idéia do que está acontecendo e que, antes mesmo de poder respirar, é colocado frente a um dilema impossível. Uma tragédia particular que humaniza o problema, tornando a estatística irrelevante.

Quantos exatamente morreram em Hiroshima? Sei lá. Só sei que se alguém passou por isso, e mesmo que tivesse sido só ele, já basta para entender que esse triste episódio nunca deveria ter acontecido.



Post relacionado: Como eu Compreendi o Medo Nuclear na Cultura Pop Japonesa

PS: Achei esse vídeo no Facebook de alguém que resolveu postá-lo devido ao aniversário de 66 anos da bomba, que aconteceu no último sábado. Como não lembro quem foi infelizmente não posso dar os créditos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Storytelling no Programa Redes Sociais

Há pouco mais de um mês fui convidado pelo Tagil Ramos para falar sobre storytelling no programa Redes Sociais, que ele apresenta toda quarta-feira às 13h00 na ClicTV, canal de TV online que faz parte do UOL.

Nesse dia também participou o Marcelo Salgado, um dos responsáveis pelo bom trabalho de mídias sociais do Bradesco.

Apesar da pouca experiência com câmeras acho que me saí bem. Queria ter publicado isso antes, mas sofro com a falta crônica de tempo. Enfim, ainda bem que na internet não tem dessas de "perder o programa". Se você ainda não assistiu é só dar play aí embaixo.