quarta-feira, 23 de março de 2011

Um recado para marcas que criam personagens

Faz tempo que recebi de alguém esse link, com várias fotos de personagens da cultura pop feitos de Lego. Na foto abaixo você vê o Wolverine, mas clicando tem muito mais, de Pulp Fiction à Star Wars. Um deleite nerd. Um deleite para quem brincou de Lego na infância. Um deleite para quem aprecia arte. Mas também uma baita metáfora...



Cada pecinha de Lego que você vê aí em baixo não significa nada isoladamente. Juntas ela formam um personagem, nesse caso o Wolverine, um super-herói mau humorado, violento, misterioso, quase invencível etc. Todos esses conceitos e significados não estão nas peças, juntas ou separadas, nem na tinta usada para imprimir a revista em quadrinhos, onde o personagem nasceu.

Tudo isso está na sua cabeça, na minha cabeça e em quem mais algum dia já teve contato com a história do Wolverine. Sim, porque um personagem não tem determinadas características por si só. Para ser violento é preciso bater em alguém. Para ser misterioso é preciso guardar um segredo. Para ser super-herói o universo tem que estar cheio de pessoas comuns.

Onde quero chegar é que ninguém alcança o patamar de ícone sem uma grande história por trás, como é o caso de quase todos os personagens dessa coleção. É uma grande lição para publicitários que criam personagens completamente estáticos e esperam, em vão, que o público se envolva.

Desculpa aí, mas sem contexto esses personagens significam nada.

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