quinta-feira, 31 de março de 2011

O poder destrutivo das histórias

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie começou a ler desde muito cedo, segundo ela desde os 4 anos. Como lia principalmente histórias americanas e inglesas, quando se tornou escritora seus personagens eram loiros de olhos azuis e brincavam na neve, ou seja, muito distantes da realidade de seu país.

Mais tarde ela veio estudar no Estados Unidos e foi discriminada pois colegas e professores não enxergavam a "verdadeira África" em suas histórias. Para falar a verdade ela mesma não sabia direito o que seria essa África idealizada, já que era de uma família de classe média e, portanto, não viveu a fome, a guerra, a miséria e todas essas coisas que costumamos pensar sobre esse continente.

Sim, é fato que elas existem, mas um continente inteiro, ou mesmo um país, nunca é feito de só uma história. Mas, mesmo assim, essa era a única história africana que as pessoas ao seu redor conheciam. Pior do que isso, era a única história que estavam preparados para ouvir. Quando Chimamanda resolveu escrever sobre sua própria realidade, a de uma família nigeriana relativamente abastada, foi um choque.

Estou sempre aqui falando sobre o poder das histórias, sobre como elas são uma ferramenta para entreter e compartilhar conhecimento etc. Mas sempre há o outro lado da moeda. Nesse caso, é o poder destrutivo das histórias. Invista alguns minutos da sua vida assistindo a palestra da escritora para o TED, logo abaixo...









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