sexta-feira, 15 de maio de 2015

Curso de Storytelling e Transmídia - SANTOS - 20/06

No final de 2013 estive em Santos dando um curso para o TIP, que significa Treinamento, Inovação e Pesquisa. Trata-se de uma plataforma / escola / espaço localizado em Santos, que tem a missão de trazer tudo o que há de mais inovador para a cidade.

É com muita felicidade que agora, 2 anos depois, venho anunciar a segunda edição do curso. Estou muito feliz de poder voltar para uma cidade tão simpática, onde já tive uma ótima experiência.

O curso ocorrerá na versão intensiva, com 8 horas de duração, em 20 de junho, sábado.

Para mais informações, como programa e valores, clique aqui. Corra antes que as vagas acabem!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

5 dicas para usar storytelling no marketing e publicidade

Confesso que tenho dois pés atrás com posts que listam coisas, do tipo "10 dicas para sei lá o que", "20 coisas que você não pode perder", "30 tendências para sei lá quando" e por aí vai. A vida é mais complexa que isso e tem muita gente que começa a se achar especialista em um assunto depois de ler algo assim.

Mas, por outro lado, posts assim são mais rápidos e gostosos de ler e, se bem escritos, podem funcionar como um empurrão inicial para leigos. Por essas e outras resolvi fazer uma lista com 5 dicas úteis para quem quer usar storytelling, mas, por favor, usem com muito bom senso e moderação. Para aqueles que estiverem realmente interessados, repetirei aqui as sábias palavras do ET Bilu: "busquem conhecimento".


1) Entenda o que é (e o que não é)




Sabe o seu plano de marketing? Ele tem uma caixinha para TV, outra para promoção, uma para mídias sociais e por aí vai. Então, storytelling NÃO é uma dessas caixinhas justamente porque não se trata de uma ferramenta, mas sim de uma "tecnologia", que pode ser aplicada nas ferramentas existentes.

Storytelling é basicamente contar histórias, que por sua vez é a arte de ordenar fatos em um tipo de sequência que é capaz de entreter e transmitir conhecimento ao mesmo tempo. Essa tecnologia é bastante usada no cinema, TV, literatura, teatro e, mais recentemente, também na indústria dos videogames. Esse pessoal sabe entreter. O desafio dos publicitários que querem usar storytelling é aprender a entreter e, ao mesmo tempo, transmitir uma mensagem.


2) Entenda para o que serve



Nos últimos anos storytelling virou a buzz word do momento no mundo do marketing e da publicidade. Se você quer usar isso porque leu em uma revista e achou bonito, you are doing it wrong. Criar uma história é um processo complexo e que exige um grande investimento de tempo, bem cada vez mais escasso em nossa sociedade. Aliás, o motivo para o storytelling estar tão em voga é justamente esse.

Na realidade em que vivemos, onde a informação é abundante, o resultado é que a atenção das pessoas é cada vez mais escassa. Se você tem aquela sensação de que está impossível acompanhar tudo que acontece, é justamente disso que eu estou falando.

Quanto mais a mídia, as marcas e até seus amigos lutam por um espacinho da sua atenção, mais seletivo você fica e, no final do dia, acabará desenvolvendo a habilidade de olhar só para aquilo que realmente importa. Nesse sentido nós, seres humanos, contamos histórias há milhares de anos. Não há alguém que não consuma histórias de uma forma ou de outra (cinema, novela, literatura, bar com amigos etc.). É como se o nosso cerébro, depois de anos de evolução, estivesse melhor adaptado à receber informações por essa tecnologia.

Em outras palavras, contar uma boa história é o caminho mais curto para conseguir a atenção de alguém. O problema é que quando você (como marca, empresa, profissional etc.) se propõe a contar uma boa história, você deixa de concorrer com propagandas tradicionais e passa a concorrer com escritores, roteiristas e por aí vai. É preciso estar pronto para esse desafio!


3) Histórias são sobre pessoas e seus sentimentos



Qualquer relato um pouco mais interessante pode ser considerado uma história? NÃO! Para ser uma história faz-se necessário alguns elementos que veremos adiante, e o primeiro deles é um personagem.

Toda história precisa de um personagem, pelo menos um, para desempenhar o papel de protagonista. É por meio dos olhos do protagonista que o público se ambienta naquele mundo ficcional e cria empatia.

E pouco importa esse personagem é humano, extra-terrestre ou robô, o importante é que ele tenha sentimentos de uma pessoa, a ponto de conseguir a identificação do público. Um exemplo? Wall-e. É um robô que não fala, mas que age e sente como se fosse um de nós, e isso já basta.

Esqueça a idéia de transformar um produto ou uma marca em um personagem. Desculpem o jeito como vou falar isso, mas as pessoas da vida real (ou seja, seus clientes) estão cagando para CNPJs. A gente chora, ri, ama e odeia os CPFs, e é disso que as histórias tratam.



4) Histórias são sobre eventos extraordinários


Em brainstormings de agências e empresas para criação de histórias a primeira idéia que normalmente surge é "vamos mostrar um dia típico da família Silva". A menos que a Família Silva seja a versão brasileira dos Excêntricos Tenenbaums, isso não vai dar certo.

Sobre quais dias da sua vida você fala para seus amigos no bar? Aquele dia típico onde nada aconteceu, ou aquele dia onde aconteceram coisas extraordinárias? Pois é. Intuitivamente a maioria das pessoas sabe muito bem contar histórias e cativar seus públicos. A gente já sabe que tipo de coisa captura a atenção das pessoas, mas, quando levamos isso para o marketing e a publicidade, as vezes é preciso abandonar um pouco o que você aprendeu com Kotler e companhia. O storytelling segue uma lógica própria.

Já tem um personagem para gerar empatia? Ótimo. Agora faça algo totalmente fora da rotina acontecer em sua vida para que as pessoas comecem a prestar atenção nisso.



5) Histórias mostram do que as pessoas são feitas


O escritor americano Kurt Vonnegut escreveu uma lista com 8 regras para escrever uma história curta, e a sexta é essa aqui: Seja sádico. Não importa quão simpáticos e inocentes sejam seus personagens principais, faça coisas terríveis acontecer com eles para que o leitor perceba do que eles são feitos.

Ok, não precisamos exagerar. Mas o ponto é que toda história é sobre um personagem tentando vencer obstáculos para conquistar um objetivo que decorre de uma quebra de rotina (esse é o máximo que consigo resumir para chegar na essência da coisa).

Sem esses obstáculos (que convencionou-se chamar de "conflito") as histórias ou ficam chatas ou se resolvem rapidamente, e não é isso que a gente quer, certo? Lembrem-se que o objetivo é capturar e manter a atenção das pessoas. Para isso é preciso sempre haver uma dúvida se o personagem vai conseguir chegar lá ou não. Aquela sensação de "Oh meu deus! E agora?".

Aliás, lembre-se das histórias pessoais que você compartilha com seus amigos no bar. Certamente você tem alguma na manga com uma loooonga sequência de tropeços, trapalhadas e dificuldades, até chegar em um final feliz (ou não). Essas não são só as melhores de serem contadas, mas também as de serem ouvidas. São essas histórias que você vai querer compartilhar com outros amigos, em outros bares: "Vocês não vão acreditar. Eu tenho um amigo que outro dia me contou que...".

Se sua marca, empresa ou cliente contar uma história realmente boa, é assim que seus consumidores vão reagir.


Quer saber mais sobre o assunto?



Daqui alguns dias começa mais uma edição do Workshop de Storytelling e Transmídia da FIAP Shift.

As vagas estão acabando, mas ainda dá para se inscrever!

Quando? 28 de fevereiro e 7 de março (dois sábados seguidos)
Que horas? As aulas vão das 9h às 16h (total 12 horas)
Programa do curso e inscrição? clique aqui

A FIAP é uma das mais inovadoras instituições de ensino de São Paulo, sendo a responsável por trazer ao Brasil cursos bacanudos da Singularity University e da Hyper Island.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Curso STORYTELLING e TRANSMÍDIA na AmCham Brasília - 20 e 21/jan



Amigos de Brasília,

Recebi um convite bem legal da AmCham de Brasília para montar um curso de Storytelling e Transmídia em Brasília. É a primeira vez que abro uma turma na capital do Brasil desde que passei a morar aqui.

Serão 2 aulas nos dias 20 e 21 de janeiro, terça e quarta-feira respectivamente. Cada aula terá duração de 4 horas, das 18h00 às 22h00.

O valor da inscrição é de R$500,00 para associados AmCham e R$1.000,00 para não associados.

Para mais informações e inscrições, acesse o site do evento.

Para baixar o programa do curso, clique aqui.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Curta com Amor, case do Iguatemi Brasília

Muito bacana esse case que a Liz Campos, que foi minha aluna em Brasília, compartilhou.

Tenho visto cada vez mais shoppings fazendo promoções e campanhas que, de alguma forma, envolvem storytelling. Um outro clássico é esse aqui, do Shopping Parque D. Pedro.


Videocase - Curta Com Amor para o Iguatemi Brasília from Moringa Digital on Vimeo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Curso de Storytelling e Transmídia - Goiânia 11/10

Nesse próximo sábado, 11 de outubro, estarei em Goiânia para ministrar o Curso de Storytelling e Transmídia. É minha primeira vez na cidade e estou bastante feliz pela oportunidade! :)

Para mais informações e inscrições acesse o link: http://www.torodeparpite.com.br/curso-storytelling-transmidia/.


domingo, 5 de outubro de 2014

Storytelling: o que os publicitários têm a aprender com escritores e roteiristas? #SMWSP2014

A minha palestra na Social Media Week São Paulo, que aconteceu em 22 de setembro no MIS, foi gravada e já está no ar para vocês assistirem.

Mas tem uma pegadinha. O vídeo só começa de verdade depois de 20 minutos. Então avancem na barra e sejam felizes.

O link para o vídeo é esse aqui.

sábado, 27 de setembro de 2014

O último convite do Orkut

No final dos meus cursos de storytelling eu normalmente proponho que os alunos criem uma história a partir de um problema de comunicação que pode ser desde aumentar as vendas de um produto, conscientizar as pessoas sobre uma causa, divulgar um novo serviço etc.

Na minha última turma do DIGICORP, pós-graduação em comunicação digital da ECA-USP, o Gustavo Miller escreveu uma história para estimular as pessoas a entrarem no Orkut para fazer o backup de suas contas utilizando o serviço Takeout.

Nada mais propício do que publicar essa história aqui, poucas horas antes da rede sair for do ar para sempre. Fica como minha homenagem. :)


Há 10 anos eu queria apenas ter um milhão de amigos...

Quando meu pai, um engenheiro turco de nome engraçado começou a me programar, acho que nem ele tinha ideia do que estava criando. Era para ser um projeto pessoal, daquelas brincadeiras que fazem sucesso no meio da galera nerd da repartição. Vocês conhecem essa empresa, um tal de Google...

Quem imaginava quem em 2004 a internet seria assim tão democrática? Ninguém sabia o que eram redes sociais, apenas sites de amizade! O que fazia sucesso no celular daquela época era o jogo da cobrinha e as pessoas só trocavam mensagens de texto pelo computador. Mas os emoticons, hoje mais conhecidos por emojis, já existiam!

Eu comecei a minha aventura nos Estados Unidos, mas não dei muito certo por lá. Quem resolveu me abraçar foi esse país tropical, irreverente como as camisas de verão do meu pai, onde as pessoas guardam feijão no pote de sorvete e colocam areia com gosto de bacon no prato de comida.

Vocês, brasileiros, gostaram desse negócio da necessidade de um convite para me conhecerem. Teve gente que até pagou por um! Foi uma atitude arrogante minha na época, admito, mas funcionou. Todo mundo batia na minha porta e entrava na maior camaradagem. Era divertido ver o quanto vocês se divertiam com a brincadeira de categorizar seus amigos em “sexy”, confiável” ou “legal” – tinha de dar até três gelinhos de cubo nesse último, lembram?

E as frases inspiradoras que vocês colocavam em seus perfis? E os “testimonials” bregas, que deviam ser apagados, mas vocês esqueciam e deixavam no ar? Isso sem falar das comunidades, que tinham os nomes mais geniais. Minha predileta era aquela “não fui eu, foi meu eu-lírico”. Isso não é demais?

Mas o que eu mais gostava mesmo era o lance do “só add com scrap”. Rapaz, como eu me divertia com quem escrevia isso na descrição perfil, em caixa alta, com um monte de desenhos de peixes e corações formados pela organização de caracteres de texto.

A diversão era tanta que não percebi o momento que vocês começaram a parar de ficar comigo... Como imaginar que seria trocado por esse tal Facebook, mais sem graça que dançar com a irmã? Eu deixava vocês usarem GIFs, baixar música ilegal e não ficava pagando de fiscalizador e defensor da moral, como esse Zuckerberg. Aprontou comigo? Eu deixava na cadeia (de mentirinha), mas era por pouco tempo.

Eu tinha minhas limitações e vários problemas de segurança, OK, mas venham cá: não é melhor um mundo sem feed de notícias? Um mundo sem algoritmos, sem termos como “impulsionar publicação” e sem convites para milhares de joguinhos? Quando sua mãe queria falar contigo no Orkut, ela tinha de enviar um “scrap” e dava tempo de você ler e apagar rapidinho a mensagem. Nesse Facebook não: o mundo inteiro lê, compartilha e curte a vergonha alheia de ter a sua mãe nas redes sociais. Dureza.

Vejam, não quero ser nostálgico nem mal-humorado. Sou muito grato por esses dez anos que vivi com vocês, juntos ou separados, e tenho muito orgulho das conexões que surgiram a partir de mim. Quantos casais eu formei? Quantas amizades não surgiram por conta de mim? Quantas vezes não rompemos os limites da zoeira? Isso não é demais?

Se tem uma coisa que escutei muito na última década é que os brasileiros não têm memória e não valorizam o passado. Como assim, se até hoje sou assunto de mesa de bar? Isso quando não me citam por aí em forma de verbo: “orkutizar”. Falem mal, mas falem de mim, certo?

Sei que não deu para sair no auge como o “Seinfeld” fez no final dos anos 90, afinal, na internet a ascensão e a queda andam próximas demais e a Lei de Moore é pesada. Mesmo assim eu queria um último ato, um último suspiro: o Google vai me desligar no dia 30 de setembro e essa será a data que constará na minha lápide: “Orkut: 24-1-2004 / 30-9-2014”.

Pois é, vou morrer. Só que não tenho um corpo físico para ser enterrado ou cremado, apenas milhares de números codificados. Após essa data irei sumir e se alguém tentar me acessar vai acabar caindo naquela página de “erro”. Se pudesse, eu guardaria tudo o que vocês criaram dentro de um enorme HD externo, com terabytes até dizer chega, mas hoje existe essa tal de nuvem, e confesso que prefiro ser lembrado no céu, não debaixo da terra.

Por isso, se há dez anos eu exigia um convite para que vocês me conhecessem, hoje eu é quem faço um convite: vamos guardar com carinho a nossa história, a nossa memória. O Google criou um tal de Takeout, um serviço que faz o backup de suas fotos, scraps, atividades, testimonials, enfim, tudo o que existe em seus perfis. OK, deve ter muita coisa embaraçadora por ali, mas e daí?

Vamos guardar aquelas imagens vergonhosas de vocês com roupas estranhas ou cortes de cabelo desastrosos. Vamos guardar aqueles textos melosos escritos para amigos que nem são mais seus amigos. Vamos guardar aqueles testimonials pelo simples fato de serem testimonials.

Enfim, é isso. “Live fast, die young”. Não estou triste, mas muito feliz por tudo o que vivemos e compartilhamos. Eu queria apenas ter um milhão de amigos há dez anos e consegui ter 40 milhões só de brasileiros. Quem nesse mundo teve tantos amigos assim?

Isso não é demais?

domingo, 21 de setembro de 2014

Story Charts: Esqueletos de Filmes

Esse post foi originalmente publicado pelo Wagner Brenner no Update or Die, em 16 de setembro de 2014. Estou copiando aqui porque o conteúdo é bom demais para se perder pela internet. Mas visitem o post original também. :)


Como você sabe, a única coisa que não muda…é a mudança.

Tudo muda o tempo todo no mundo, como diria o Lulu Santos. Muda tanto que, pessoalmente, prefiro chamar de impermanência. E toda e qualquer história, em filmes por exemplo, tem sempre alguma coisa mudando (tirando “Duna” que que é parado do começo ao fim).

Story Charts é um site com gráficos que resumem a estrutura e dinâmica dos grandes filmes do cinema, criados pelos próprios leitores. Para quem curte estudar cinema, fazer roteiros ou trabalhar o “storytelling” de pessoas empresas e marcas, é um exercício muito legal. Logo de cara, o filme é resumido espartanamente em uma ou duas palavras. Titanic é “o amor vence medo”. Apocalipse Now é o “horror da guerra”. Tudo com função acadêmica mesmo, jornalístico e telegráfico, nada de assinaturas açucaradas dos cartazes.

COMO LEIO ESSES GRÁFICOS?


Os gráficos dividem os filmes em plots, ou, as histórias dentro da história.

Bolinhas são pontos de virada, alguma coisa importante acontece e o plot toma outra direção. Cada plot se movimenta em 2 eixos: tempo e valor. O valor é uma medida proposta por Robert McKee que dá uma nota positiva ou negativa para uma determinada experiência humana. Por exemplo, quando o pai do Nemo perdeu seu filho foi negativo. Quando se reencontraram foi positivo. Ou seja, é o eixo que fala se a coisa ficou boa ou ruim. Mais ou menos isso.

A última bolinha da direita é a resolução de cada plot, o final de cada um.

Cada plot também mostra as mudanças que vão acontecendo, que podem ser internas, externas ou de relacionamento.

Pronto! Agora que você aprendeu a ler os charts, você já pode se divertir no site. E contribuir, criando um desses gráficos para algum filme que ainda não esteja por lá.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como abraçar histórias reais?


Fiquei com essa aba aberta no meu navegador durante meses, desde a Copa, e só consegui dar play (e fechá-la) hoje. Belíssima a campanha da Coca-Cola argentina sobre o famoso abraço de 1978, entre dois jogadores da seleção e um torcedor que perdeu os braços em um acidente.



Campanhas feitas a partir de histórias de vida reais não são exatamente uma novidade, mas desconfio que tenham ficado mais populares de uns tempos para cá. Histórias, reais ou não, tem esse poder de capturar a atenção e engajar as pessoas.

O que me chama a atenção quanto isso é a necessidade das marcas (e agências) estarem continuamente abertas à receberem essas histórias, como uma grande esponja ou pára-raios (escolha a melhor metáfora). Mas será que estão?

Como uma marca capta essas histórias reais que eventualmente podem ser absorvidas por uma campanha? A burocracia do SAC, com certeza, não é uma boa ferramenta pra isso. Concursos culturais do tipo "conte sua história" são limitadas por um curto período de captação. O marketing das empresas costumam ficar distantes demais do público. A criação das agências pode enxergar isso como uma concorrência à seus brilhantes insights.

Desconfio que a melhor resposta esteja nas mídias sociais. Marcas que se relacionam bem com seus consumidores podem facilmente capturar essas histórias que são naturalmente contadas. Aliás, muitas já fazem, mas poucas tem a noção do potencial para que sejam transformadas em algo mais: conteúdo.

The Irresistible Power of Storytelling as a Strategic Business Tool

Esse é um dos melhores posts que já li sobre o assunto. Foi escrito por Harrison Monarth e publicado no blog da Harvard Business Review. Dei um copy/paste aqui para garantir que o conteúdo não será perdido, mesmo que o post original saia do ar. Boa leitura! :)

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It’s not often that you hear Budweiser and Shakespeare mentioned in the same breath. But according to new research from Johns Hopkins University, the Bard’s deft application of storytelling techniques featured prominently in the beer company’s Super Bowl commercial.

In “Puppy Love,” a perfectly adorable yellow lab becomes inseparable friends with a Clydesdale. Sneaking out of his pen, the pup and the horse “talk” in the stables and cavort on an idyllic farm –until someone comes to adopt the dog. The distressed puppy whines and places his paws against the window of the car set to take him to his new home. All seems lost until the Clydesdale rallies the other horses to stop the vehicle from leaving. Reunited, the two commence frolicking in the horse pasture and, we assume, live happily ever after.



Forget the fact that Anheuser-Busch’s 60-second spot (which cost north of $4 million) aired close to the end of a lopsided championship game that was over before halftime. The Budweiser ad scored top honors in USA Today’s Ad Meter and Hulu’s Ad Zone for being the most popular among viewers. How did it not get lost amid the tantalizing displays of shiny vehicles, CGI tricks, and David Beckham’s six pack?

The irresistible power of classic storytelling.

If Keith Quesenberry were a betting man, he would have cleaned up. The researcher at Johns Hopkins predicted that the Budweiser spot would be a winner after conducting a two-year analysis of 108 Super Bowl commercials. In a paper that will be published in the Fall 2014 issue of The Journal of Marketing Theory and Practice, Quesenberry and research partner Michael Coolsen focused on brands’ use of specific strategies to sell products, such as featuring cute animals or sexy celebrities. But they also coded the commercials for plot development.

They found that, regardless of the content of the ad, the structure of that content predicted its success. “People are attracted to stories,” Quesenberry tells me, “because we’re social creatures and we relate to other people.”

It’s no surprise. We humans have been communicating through stories for upwards of 20,000 years, back when our flat screens were cave walls.

“Especially in the Super Bowl, those 30-second ads are almost like mini movies,” he says. Quesenberry found that the ads that told a more complete story using Freytag’s Pyramid — http://en.wikipedia.org/wiki/Dramatic_structure a dramatic structure that can be traced back to Aristotle — were the most popular.



Shakespeare had mastered this structure, arranging his plays in five acts to include an exposition, rising action, climax, falling action, and a dénouement—or final outcome. The “Best Buds” story also uses these elements to great effect. The more of the acts each version of the ad had, the better it performed.

Storytelling evokes a strong neurological response. Neuroeconomist Paul Zak’s research indicates that our brains produce the stress hormone cortisol during the tense moments in a story, which allows us to focus, while the cute factor of the animals releases oxytocin, the feel-good chemical that promotes connection and empathy. Other neurological research tells us that a happy ending to a story triggers the limbic system, our brain’s reward center, to release dopamine which makes us feel more hopeful and optimistic.

In one experiment after participants watched an emotionally charged movie about a father and son, Zak asked study participants to donate money to a stranger. With both oxytocin and cortisol in play, those who had the higher amounts of oxytocin were much more likely to give money to someone they’d never met.

The implications for advertisers, who’d also like to part people from their money, are clear. But advertisers aren’t the only ones tapping into the trust-inducing power of storytelling.

Strategic storytelling has also been enlisted to change attitudes and behaviors. Two studies from the health care industry show its power: Penn State College of Medicine researchers found that medical students ’ attitudes about dementia patients, who are perceived as difficult to treat, improved substantially after students participated in storytelling exercises that made them more sympathetic to their patients’ conditions. And a University of Massachusetts Medical School study found that a storytelling approach has also been effective in convincing populations at risk for hypertension to change their behavior and reduce their blood pressure.

The most successful storytellers often focus listeners’ minds on a single important idea and they take no longer than a 30-second Superbowl spot to forge an emotional connection.

Widely recognized as the leading trial lawyer of his time, Moe Levine often used the “whole man” theory to successfully influence juries to empathize with his clients.

Seeking compensation for a client who had lost both arms in an accident, Levine surprised the court and jury, who were accustomed to long closing arguments, by painting a brief and emotionally devastating picture instead:

As you know, about an hour ago we broke for lunch. I saw the bailiff come and take you all as a group to have lunch in the jury room. Then I saw the defense attorney, Mr. Horowitz. He and his client decided to go to lunch together. The judge and court clerk went to lunch. So, I turned to my client, Harold, and said “Why don’t you and I go to lunch together?” We went across the street to that little restaurant and had lunch. (Significant pause.) Ladies and gentlemen, I just had lunch with my client. He has no arms. He has to eat like a dog. Thank you very much.

Levine reportedly won one of the largest settlements in the history of the state of New York.

Storytelling may seem like an old-fashioned tool, today — and it is. That’s exactly what makes it so powerful. Life happens in the narratives we tell one another. A story can go where quantitative analysis is denied admission: our hearts. Data can persuade people, but it doesn’t inspire them to act; to do that, you need to wrap your vision in a story that fires the imagination and stirs the soul.