quarta-feira, 9 de julho de 2014

Workshop de Storytelling em Londrina!

Atenção pessoal de LONDRINA E REGIÃO:

No dia 11 DE AGOSTO acontece, pela primeira vez na cidade, o WORKSHOP DE STORYTELLING.

Horário: 8h30 às 18h00.
Local: SESI Londrina (Rua Deputado Fernando Ferrari, 160)
Inscrições GRATUITAS e limitas!

Mais informações aqui e inscrições nesse link.

O evento faz parte do 2º Open Forum de Criatividade na Indústria, promovido pela Cifal.

Vejo vocês por lá!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Celebridades brasileiras que usaram o storytelling a seu favor (ou não)

Talvez você seja novo demais para ter visto alguma dessas preciosidades nas bancas de jornal, mas houve uma época em que celebridades da TV brasileira lançavam suas próprias revistas em quadrinhos como forma de fidelizar um público mais infantil.

Esses dias encontrei um link do BuzzFeed que faz um resgate bem legal dessa época. Querem alguns exemplos?

Gugu viajando no tempo.


Faustão vivendo altas aventuras.


E os Trapalhões fazendo paródias de filmes. Essa eu tinha em casa. Lembro de comprar na banca e tudo mais. E na época gostava bastante.


No link do BuzzFeed ainda tem Angélica, Ana Maria Braga, Xuxa e até Leandro e Leonardo! Clica lá.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Jornada do Herói: um passo a passo ilustrado

Quer entender melhor o que é essa tal de Jornada do Herói?

O vídeo abaixo dá o passo a passo de uma forma bem simples, só com ilustrações e narração.



(alguém me passou esse vídeo tempos atrás, mas, infelizmente, não lembro quem foi para dar os créditos)

Há outros posts sobre esse assunto nesse blog:
Referências sobre Campbell e a Jornada do Herói
A Jornada do Herói para Videogames
Uma Animação que Explica a Jornada do Herói


segunda-feira, 24 de março de 2014

Lego: fabricante de brinquedos educativos ou produtora de conteúdo?

post originalmente publicado no Facebook em 24/03/2014


Alguns anos atrás, vendo o declínio de seu negócio como brinquedo, a LEGO resolveu licenciar todo tipo de universo ficcional, de Star Wars à Harry Potter, mudando completamente a percepção da marca.

Pessoalmente não vejo muita graça em reviver uma história que já conheço, só que com o visual de LEGO, mas agora entendo que isso, dentro da estratégia deles, isso é o de menos.

Associando à marca à tantos personagens legais:

1) eles deixam de ser percebidos como brinquedos educativos e passam a ser percebidos como ícones pop

2) isso, paradoxalmente, aumenta a percepção de que a criança pode transformar os LEGOs dele em QUALQUER COISA, ou seja, o brinquedo dá asas à imaginação

3) além de fabricante de brinquedos, eles também viraram uma produtora de conteúdo

Ainda não vi o LEGO: THE MOVIE, mas estou assistindo o LEGO: MARVEL MAXIMUM OVERLOAD, curta metragem de 22 minutos com os super-heróis da Marvel, que tem no Netflix. Em uma das cenas, seguindo a tradição de todo filme grande da Marvel, surge um boneco LEGO do Stan Lee (criador dos personagens) fazendo uma ponta no filme.

Pra mim essa é a prova definitiva de que eles realmente sabem brincar de entretenimento.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Orange conta uma história para o Dia dos Namorados


A Orange, empresa francesa de telecomunicações que está presente em vários países, lançou essa belíssima história em vídeo para comemorar o dia dos namorados desse ano. Cheia de poesia e, ao mesmo tempo, completamente conectada com o negócio da empresa.

dica do Chico Bela


Orange - The Flower from Troublemakers.tv on Vimeo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mitt

texto originalmente postado no Facebook - para acompanhar a discussão clique aqui


Acabei de assistir MITT, documentário produzido pela Netflix (e disponível por lá) sobre Mitt Romney tentando se eleger presidente dos Estados Unidos.

Se você curte política, assista. É bem interessante porque registra as conversas mais íntimas entre Romney e sua família, nos momentos bons e ruins da campanha.

Conforme o filme passa você vai vendo que, independentemente da gente concordar ou não com suas ideias, ele parece ser um cara legal e honesto, que está tentando presidir seu país porque acredita poder fazer melhor.

Mas o momento mais interessante fica para o final. Derrotado pelo Obama (não é spoiler, todo mundo sabe o que aconteceu) ele está discutindo o discurso de derrota com a esposa e filhos quando alguém sugere que seu adversário seria uma aberração.

Nesse momento Mitt fica visivelmente perturbado e, quase chorando, diz que Obama não é uma aberração, e que o povo americano o elegeu porque está buscando o que acha melhor, ou seja, taxar os mais ricos e garantir mais benefícios, resultando em dívidas cada vez maiores para o país. Aí ele continua falando que hoje essa é uma tendência em todos os países do mundo, mas que ele enxerga aí, de coração, um problema no médio prazo: o país quebrar.

Cair no maniqueísmo de tratar Obama como um inimigo a ser abatido seria bem fácil, ainda mais em um momento de derrota. Mas é aí que Romney prova ser um cara bacana.

E, se a gente pensar bem, essa fala mostra um ângulo bem interessante sobre o embate esquerda versus direita. Há várias formas de enxergar o que significam essas duas forças sociais, mas, para Romney, a esquerda é o curto prazo e a direita é o longo prazo. Faz sentido. E as duas coisas são igualmente necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Qual o melhor filme já feito em cada país europeu e latino-americano?

Agora não sei qual veio primeiro, mas, depois de ter publicado aquele infográfico com o melhor filme já feito em cada estado dos Estados Unidos, também encontrei esses outros dois, com os melhores filmes já feitos em cada país Europeu e da América Latina.

Mais uma vez, isso abre uma boa discussão sobre histórias que vendem lugares. O quanto governos deveriam estimular a criação de histórias que se passem em seus territórios?


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Qual o melhor filme já feito em cada estado americano

Alguém teve a brilhante ideia de fazer o cruzamento entre filmes que se passam em estados americanos específicos e as avaliações do IMDB, produzindo, a partir disso, o mapa abaixo.

Detalhe para Fargo, que se passa entre dois estados e, aparentemente, é o melhor filme dos dois. Também é curioso notar que alguém estados são representados por clássicos incontestáveis, enquanto outros possuem filmes totalmente desconhecidos. Em outras palavras, alguns lugares inspiram histórias memoráveis, outros não. Isso deveria ser uma preocupação das respectivas secretarias de turismo, não acham?

Seria bem legal alguém fazer isso com o mapa do Brasil e, eventualmente, até com o mapa múndi mesmo.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Qual a maior propaganda da Apple de todos os tempos?


Muitos vão dizer que é 1984, uma superprodução com direção do Ridley Scott e tudo mais. Custou uma fortuna e foi ao ar uma única vez, como é de praxe na tradição americana dos comerciais veiculados no intervalo do Super Bowl. Nesse caso, na final de 1984.



Outro falariam que é a clássica Think Different, praticamente um manifesto da marca. Ousado na época e, a julgar pelo estado das coisas, ainda mais ousado para os tempos de hoje. Um comercial, sem dúvida, brilhante.



Mas eu tenho uma opinião diferente. Pra mim, a maior propaganda da Apple de todos os tempos é o discurso do Steve Jobs, já em seus últimos anos de vida, para os formandos de Stanford.



Empresas com bons discursos e campanhas milionárias a gente encontra com alguma facilidade. É claro que essas coisas são legais e ajudam a tornar marcas mais conhecidas, mas, efetivamente, não adianta falar e não fazer. Em outras palavras, na propaganda a mentira tem perna curta.

Quantas vezes você já viu alguma campanha falando de coisas maravilhosas e, de fato ou metaforicamente, revirou os olhos? "Puuuuf...até parece!" - aposto que comentou isso com quem estava ao lado, ou, no mínimo, pensou.

Estou bem longe de ser um applemaníaco (inclusive tenho um PC), mas não dá para negar que os produtos da Apple são acima da média e, mais do que isso, seu fundador, dono e guru, enquanto vivo, realmente viveu e colocou em prática aquilo que acreditava e, depois, de alguma forma, isso foi transmitido para os valores da empresa.

Já devo ter escrito isso em algum lugar desse blog, mas, pra mim, a Apple é um grande product placement na vida do Steve Jobs. Quando alguém compra um Mac ou um iPhone, ele está comprando sua história, sua filosofia de vida, e a marca acaba sendo só uma expressão disso, um detalhe.

Steve Jobs não foi só um gênio da computação, mas também um gênio do marketing. E uma de suas grandes sacadas, na minha humilde opinião, foi justamente escancarar e explorar as partes mais controversas de sua vida pessoal. Afinal, todo mundo sabe que ele foi adotado, que abandonou a faculdade, que teve uma fase hippie loucona etc. Quando 10 em 10 CEOs do mundo dos negócios fariam questão de esconder esse tipo de coisa, Steve Jobs soube, como ninguém, transformar suas fraquezas em fortalezas. Fazendo isso, passou de presidente para mito.

Enquanto Steve Jobs levava sua experiência mais pessoal para dentro da marca que criou, seus concorrentes faziam discursos bem construídos, mas vazios. E foi, justamente por estar ancorada em significados reais, que a Apple pôde fazer campanhas tão memoráveis e verdadeiras, como as duas primeiras que selecionei. Mas nada disso teria sido possível sem a história de vida de Steve Jobs por trás.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

35 anos e solteira: divida suas próprias experiências e vire referência para o mundo


Esse curta da diretora argentina Paula Schargorodsky foi publicado recentemente pelo New York Times e, a partir daí, viralizou rapidamente pela internet.

Além de ser muito bem feito e da história ser boa, creio que ele toca as pessoas devido ao momento que a sociedade ocidental vive, de pessoas se casando cada vez mais tarde (as vezes não se casando nunca), e não tendo muitos modelos nos quais se basear para esse tipo de escolha.

Em outras palavras, todo mundo se sente perdido, e quando uma cineasta resolve dividir sua experiência com o mundo, booooom, ela vira referência imediata.

Ah, esse é outro detalhe interessante. O curta é autobiográfico. A personagem da história é ela mesma. E as imagens são de seu arquivo próprio. Diz a diretora, nesse artigo do La Nacion, que começou a filmar trechos de sua vida em 2002, quando terminou um relacionamento, mas não sabia exatamente porque. 10 anos depois ela resolve montar o curta a partir desses trechos e aí a coisa explode.

Curtas autobiográficos com toques de documentário e reality show. Será que isso vai virar uma escola? Eu aposto que sim.