segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma regra simples para fazer conteúdo que valha a pena

O texto abaixo foi retirado do blog do Umair Haique, um economista de Oxford que palpita sobre quase tudo. Não sei exatamente qual teria sido sua intenção original, mas sei que o texto se aplica perfeitamente à produção de conteúdo para marcas.

Até por isso tomei a liberdade de mudar um pouquinho o título desse post, baseado no original: "A Simple Rule For Doing Worthy Stuff". Também coloquei uma imagem aqui parecida com a qual ele se refere no texto. Não é exatamente a mesma, mas passa a ideia.

Esse é o tipo de texto para ler e ficar remoendo pelo resto da semana. Curtinho e poderoso. Aproveitem!

The things most worth doing aren’t easy, simple, or comfortable. That much you know. So what are they?

Here’s a simple rule. They’re paradoxes. They make us hurt while they make us smile. They make us laugh while they make us ache. They make us dream while they make us suffer. They leave us awed with gratitude while they teach us what loneliness means.

That is, they hold within them a fullness. Of us. Not just in the sense of that we “contain multitudes”. But in the truer sense that we must live the truth of a thing to know it. And the truth of a thing is not merely the good in it, or the bad in it — but the bad in the good, and the good in the bad. Even our own very selves.

See the guy in the picture? Floating free in space, above the glimmering earth? He doesn’t just feel awe. I’d bet he feels awe, fear, loneliness, terror, astonishment, surprise, peace, grace, compassion. That’s multidimensionality of experience is what worthy things produce not just for us — but in us. That’s why they feel worthy, enriching, unforgettable, remarkable.

So here’s a simple rule of thumb. If it doesn’t evoke all of you, it probably isn’t worth doing. If it just makes you feel one way — if it’s one-dimensional — instead of making you feel conflicted, puzzled, torn — choose something else.

Because it’s in that tension that all which is great within you — perseverance, empathy, passion, imagination, struggle — will emerge.


PS: Se algum leitor quiser traduzir, eu me comprometo a republicar a versão em português. Isso já aconteceu em outros posts. :)

dica do Daniel Souza

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Remake de Final Fantasy VII faz ações da Square Enix bombarem!

Quem acompanha o mundo dos videogames já deve estar sabendo que ontem foi anunciado o remake de Final Fantasy VII para Playstation 4, notícia que causou um grande alvoroço em jogadores do mundo todo.

Para quem não conhece, Final Fantasy VII é um jogo de RPG lançado originalmente em 1997 para o primeiro Playstation. Um clássico, sucesso absoluto na época e ainda hoje reverenciado por muitos jogadores. Mais do que inovações tecnológicas, Final Fantasy VII trouxe uma narrativa mais rebuscada para jogos desse tipo, contando uma história que foi capaz de arrancar lágrimas de muitos marmanjos.

Veja o trailer do remake anunciado:



Um remake era esperado há anos pela comunidade de jogadores e, quando finalmente aconteceu, adivinhem qual foi o resultado para as ações da empresa. Segundo a Bloomberg, o preço da ação chegou a seu maior valor desde 2008!

No gráfico abaixo vocês podem ver o que acontecia ontem, por volta das 10 da manhã.


Mais uma prova irrefutável de como boas histórias se traduzem em valores para as empresas. :)

o gráfico veio da comunidade Mrhappy Gaming, e a notícia da Ligia Muraro

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Lego de The Big Bang Theory mostra o futuro da indústria de brinquedos


Você já entrou em uma loja de brinquedo ultimamente? Eu não tenho filhos, mas, mesmo assim, entro de vez em quando. Pela nostalgia, sabe?

Na minha época de criança lembro de muitos brinquedos licenciados com personagens da TV ou dos quadrinhos, mas também havia uma infinidade de genéricos. Bonecos, carrinhos e outras coisas que não faziam parte de nenhuma franquia. Eles simplesmente estavam lá, como brinquedos, e a cabia à criança imaginar as aventuras.

Hoje em dia as lojas de brinquedos tem cada vez menos produtos desse tipo. Tudo é Marvel. Tudo é Star Wars. Tudo é Angry Birds. Tudo faz parte de alguma grande franquia. E eu não tenho nada contra isso.

Aliás, essa nem é a primeira vez que escrevo sobre o assunto. Falei sobre a Lego como produtora de conteúdo aqui e usando a Lego como metáfora aqui. Então vou falar sobre a Lego uma terceira vez.

Ontem saiu no Brasil Post a notícia de que a empresa estaria lançando, lá fora, uma caixa com o cenário de Big Bang Theory. A gente sabe que a Lego tem se associado com todos os tipos de franquias, de Simpsons à Harry Potter, e que isso é considerado um dos principais pilares para que a empresa tenha se tornado o maior fabricante de brinquedos do mundo.

Mas e daí? Daí que a associação com Big Bang Theory ainda me causa um certo estranhamento. Franquias como Marvel, Star Wars, Harry Potter etc. pressupõe algum tipo de ação e muita fantasia. Herói contra vilão. Magia pra cá, super-poderes pra lá. Tudo que uma criança precisa para se divertir.

Já Big Bang Theory é outra história. Uma sitcom de tons mais realistas onde, a princípio, nada além de diálogos engraçados acontece.

Em primeiro lugar, não tenho dúvida nenhuma de que vai vender, e muito. Talvez venda mais para os jovens pais do que para os filhos, mas, de um jeito ou de outro, será um sucesso.

Mas, ainda assim, entendo que essa notícia dê o tom de como será a indústria de brinquedos daqui pra frente. Uma sede cada vez maior por associar produtos à franquias, na lógica de que qualquer franquia será melhor do que algo genérico.

No fundo, isso mostra que brinquedos são feitos por algo que vai além das peças físicas. Brinquedos dependem cada vez mais de histórias associadas, além das histórias que as crianças podem imaginar. Ter um seriado ou um filme na TV, ajuda bastante nessa imaginação e aumenta o valor agregado.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Funcionários versus JBS: conteúdo também é arma de guerrilha


Imagine que você está se sentindo prejudicado de alguma forma e precisa chamar a atenção da opinião pública para pressionar seu adversário. O que fazer?

Um protesto na rua?
Um post no Facebook contando o que está acontecendo?
Um abaixo-assinado no Avaaz ou site semelhante?

Todas essas alternativas sempre são válidas. Mas os funcionários da JBS (gigante da carne, dona da Seara e da Friboi), que estavam insatisfeito com algumas políticas da empresa, foram além e apostaram no conteúdo.

Mais especificamente, em um vídeo parodiando e ironizando a famosa propaganda do Tony Ramos. Em outras palavras, eles usar o humor como arma para, logo depois, chegarem na mensagem principal. Você começa assistindo pela brincadeira, pela curiosidade (e também porque é um pouco mal feito) e, quando menos percebe, está recebendo as informações que eles queriam te passar.

Qual a novidade disso? Nenhuma. Já vi muitas ONGs e clientes decepcionados usando técnicas parecidas para chamar a atenção. Mas, pelo que eu me lembro, nunca tinha visto isso sendo aplicado por funcionários de uma própria empresa, sindicatos e afins.

Se a moda pegar, os alvos (empresas) terão arranjado uma bela dor de cabeça. Não quero entrar no mérito sobre quem está certo, até porque não conheço o caso de perto, mas, independentemente disso, qualquer empresa se sente acuada contra a opinião pública.

E qual a lição que fica aqui? Que qualquer um, qualquer um mesmo, pode utilizar conteúdo bem pensado a seu favor. Principalmente quando não se tem muito orçamento disponível.

Basta a história ser boa.



(para saber mais, leia a matéria do El País)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Noveleiros, uma retrospectiva dos personagens das novelas da Globo




A Globo lançou recentemente o projeto #noveleiros, que tenta dar uma linguagem mais pop e moderna ao seu principal produto (as novelas), além de fazer um resgate histórico dos personagens que mais marcaram. Em outras palavras, a emissora está valorizando aquilo que de melhor produziu nas últimas décadas. Super legítimo.

Segundo a matéria da PropMark ainda não se sabe muito bem qual será a extensão disso, já que o projeto nasceu na área de inovação e tem um caráter experimental. Já o artigo da própria Globo cita a venda de produtos temáticos e download de material digital.

Mas, a julgar pelo primeiro vídeo, que brinca com versões animadas dos personagens, já dá para imaginar o que mais pode vir por aí.
 

Vou chutar alguns possíveis desdobramentos aqui:

- Séries em animação feitas a partir de personagens de novelas que fizeram sucesso no passado. Imagine uma de Vamp, por exemplo. Caberia direitinho.

- Venda de bonecos tipo toy art.

- Games online.

- Uma grande história ou game crossover, juntando vários desses personagens. E vocês, o que vislumbram a partir dessa iniciativa?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A influência de Sideways no mercado de vinhos


Vocês se lembram daquele filme Sideways - entre umas e outras? Se não, vou tentar resumir sem muitos spoilers. Dois amigos partem por uma viagem pelos vinhedos da Califórnia. Um é expert em enologia, e o outro só quer se divertir antes do casamento. Pronto.

O filme é de 2004 e teve um bom sucesso na época. Mas esse post não é exatamente sobre isso.

Alguns dias atrás li um artigo bem interessante da Vox sobre avaliação de vinhos. Ele mostra uma série de estudos e pesquisas sobre a influência do rótulo na avaliação de um vinho. Explicando com outras palavras, se a pessoa sabe quanto o vinho custa, há uma tendência a avaliá-lo melhor. Mas quando perde-se esse fator, a avaliação muda completamente.

Em resumo, o preço de um vinho influencia a percepção dos consumidores sobre sua qualidade.

E o que Sideways tem a ver com isso?

No vídeo que acompanha o artigo há um dado bem interessante. A partir do lançamento do filme o mercado de Pinot Noir disparou, enquanto o de Merlot estagnou. Para quem não se lembra, eram justamente essas uvas que o protagonista do filme mais elogiava e criticava, respectivamente.

Eis uma prova real da influência das histórias no consumo.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Zing 8 - A Vida É Transmídia


No final de março eu fui convidado pelo Alexandre Maron e pela Luciana Obniski a participar do Zing!, uma série de podcasts que a dupla está fazendo sobre assuntos relacionados à cultura pop.

Participei do oitavo episódio, cujo assunto foi transmídia.

Para ouvir basta dar play aqui embaixo, ou então acessar esse link para fazer download ou assinar no iTunes.

Para conhecer melhor o programa e ouvir outras edições, clique aqui.

Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas - ESPM Sul


Boa notícia para porto alegrenses e gaúchos em geral!

No dia 27 de junho estarei em Porto Alegre para ministrar uma das aulas do Curso de Storytelling e Transmídia para Marcas, que chega em sua terceira edição na ESPM Sul.

Esse é um dos cursos mais completos do país sobre o tema, e tive novamente a honra de ser convidada pela coordenadora e professora Sheron Neves para contribuir.

Ao todo são 6 aulas aos sábados, começando em 13 de junho. Estarei presente no terceiro encontro.

Mais informações e inscrições nesse link. Corra enquanto dá tempo!

terça-feira, 2 de junho de 2015

O Boticário - uma história sobre um casal separado


Estava aqui fazendo uma pesquisa sobre a nova campanha do Boticário, que está gerando a maior polêmica (desnecessária) por mostrar casais gays, quando encontrei essa outra, um pouco mais antiga, que falava sobre casais separados.

Resolvi postá-la aqui porque trata-se de uma campanha com estrutura de história. E que história!

Está esperando o que? Dá play logo. :)



domingo, 31 de maio de 2015

Hangout com o pessoal do Carlotas


Carlotas é uma ONG que tem como objetivo levar conceitos de inclusão e auto-estima para crianças, usando para isso produtos culturais como animações, quadrinhos, oficinas etc. É um projeto MUITO LEGAL, que vem ganhando cada vez mais reconhecimento.

Periodicamente eles organizam hangouts com profissionais relacionados às atividades da ONG e, na última sexta-feira, tive a honra de participar de uma dessas conversas. O papo foi sobre storytelling como ferramenta para o trabalho que eles desenvolvem.

A gravação está disponível aí embaixo. Basta dar play. São cerca de 30 minutos de uma conversa fluída e divertida.