quinta-feira, 30 de julho de 2015

Curso de STORYTELLING e TRANSMÍDIA - Foz do Iguaçu - 8/8

ATENÇÃO IGUAÇUENSES E GALERA DA REGIÃO!

No dia 8 de agosto, sábado, ministrarei, pela primeira vez em Foz do Iguaçu, o curso que já levei a mais de 15 cidades e 10 estados diferentes.

Vamos entender como profissionais de comunicação, executivos de marketing, empreendedores e jornalistas podem se beneficiar das mesmas técnicas utilizadas por escritores, roteiristas e diretores de cinema para capturar a atenção do público e transmitir mensagens.

O curso acontece das 9h00 às 18h00, no Hotel Bella Italia, com promoção da ClickFoz.

Para mais detalhes e inscrições, clique aqui: http://www.eventick.com.br/storytellingfoz

terça-feira, 21 de julho de 2015

Robert McKee responde: é possível usar o storytelling no marketing?


Perguntam para o mestre Robert McKee se é possível usar o storytelling no marketing.

Sugiro dar o "play" no vídeo abaixo porque a resposta dele é boa. Mas vou adiantar aqui dois trechinhos.

Ele diz que, quando alguém vai ao bar encontrar os amigos, contar histórias é natural. Elas simplesmente aparecem. Diferentemente disso, no meio corporativo, fazer bullet points não é natural, dar o atributos emocionais a objetos não é natural e por aí vai.

Mais para frente ele comenta que listar fatos é a coisa fácil a se fazer, e precisa de pouco talento. Já contar uma história (ou "dramatizar dados", como ele se refere nesse trecho) requer algum talento, tempo pra processar e, além disso, envolve algum risco. Mas a segunda técnica é muito mais eficiente do que a primeira.

E não é que o velhinho tem razão? :)

domingo, 19 de julho de 2015

Uma regra simples para fazer conteúdo que valha a pena (traduzido)

Algumas semanas atrás publiquei aqui um texto retirado do blog do Umair Haique, um economista de Oxford que palpita sobre quase tudo. Era um texto que servia para um monte de coisas e, principalmente, como um "guia" para produção de conteúdo.

Por falta de tempo republiquei em inglês mesmo, sugerindo que algum leitor do blog fizesse a tradução. E não é que deu certo?

A Luísa Onofre viu, e pediu para a sua amiga Débora Schisler, sócia da Seven Idiomas, traduzir. Ai vai bio dela:

A Débora tem mestrado em linguística aplicada na PUC-SP e é uma professora e educadora muito experiente. Começou sua carreira na Associação Alumni, fundou a Seven Idiomas e hoje em dia dirige cursos e exames de professores na empresa. Além disso é líder do grupo Cambridge English, aqui no Brasil, que faz exames de proficiência em Inglês.

Chique né? Então fiquem com o texto traduzido.


As coisas que mais valem a pena fazer nem sempre são são fáceis, simples ou estão dentro da nossa zona de conforto. E isso você já sabe. Então, como saber se realmente compensam?

Aqui vai uma regra fácil: as coisas que valem a pena são paradoxos. Nos deixam tristes e felizes. Provocam dores e sorrisos. Nos fazem sonhar, enquanto nos fazem sofrer. Nos deixam agradecidos, enquanto também nos ensinam o significado da solidão.

Portanto, elas correspondem a um todo que faz parte de nós e não apenas porque contemos um turbilhão de sentimentos. Dessa forma, devemos vive-las para poder conhece-las de fato. As coisas nunca são meramente boas ou ruins, são relativas à perspectiva – afinal, uma característica não existe sem a outra. E isso se aplica a nós mesmos.

Você vê o homem na foto? Flutuando livremente no espaço, acima da Terra? Ele não sente apenas medo. Aposto que também sente s0lidão, terror, assombro, admiração, surpresa, paz, graça e compaixão. Essa experiência multidimensional é o que as coisas que valem a pena exaltam, não somente para nós, mas em nós. É por isso que elas são consideradas valiosas, enriquecedoras, inesquecíveis e notáveis.

Vou dar uma dica de ouro. Se o que você está fazendo não te movimenta como um todo, então não vale o sacrifício. Se faz com que você se sinta incompleto e unidimensional - ao invés de te fazer sentir conflitante, intrigado e dividido -, escolha algo diferente.

Porque é nessa tensão que tudo que há de melhor em você – perseverança, empatia, paixão , imaginação e garra – vai aflorar e emergir.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Tribo indígena desenvolve videogame sobre sua própria história no Acre


E se eu te falasse que uma tribo indígena do Acre está desenvolvendo um videogame enquanto escrevo esse post?

Bem, não é a tribo sozinha. Também há programadores, artistas e antropólogos envolvidos no projeto. Mas os índios da comunidade Huni Kuin estão ajudando no desenvolvimento.

A obra se chama Huni Kuin: os caminhos da jiboia e, pelo que dá para entender do vídeo, trata-se de um jogo de plataforma de 5 fases, onde cada fase conta uma antiga história da tribo.

De acordo com um dos idealizadores, o jogo fica pronto ainda no segundo semestre de 2015, e poderá ser baixado gratuitamente pela internet.

O objetivo desse projeto é levar um pouco da cultura dos Huni Kuin para a sociedade brasileira, através de uma mídia moderna.

Eu achei fantástico. E, se a gente for pensar bem, outros jogos de franquias mais populares já fazem esse trabalho para outras culturas. Por exemplo, God of War e a cultura grega. Assassin´s Creed e diversos períodos históricos. Civilization e as culturas das diversas civilizações.

Nesse sentido, dá para substituir um livro por um videogame? Ainda não. Mas com certeza é mais divertido e vai atingir muito mais gente.


Videogame Huni Kuin: os caminhos da jiboia from Beya Xinã Bena on Vimeo.

achado via Ricardo Bitencourt

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Uma regra simples para fazer conteúdo que valha a pena

O texto abaixo foi retirado do blog do Umair Haique, um economista de Oxford que palpita sobre quase tudo. Não sei exatamente qual teria sido sua intenção original, mas sei que o texto se aplica perfeitamente à produção de conteúdo para marcas.

Até por isso tomei a liberdade de mudar um pouquinho o título desse post, baseado no original: "A Simple Rule For Doing Worthy Stuff". Também coloquei uma imagem aqui parecida com a qual ele se refere no texto. Não é exatamente a mesma, mas passa a ideia.

Esse é o tipo de texto para ler e ficar remoendo pelo resto da semana. Curtinho e poderoso. Aproveitem!

The things most worth doing aren’t easy, simple, or comfortable. That much you know. So what are they?

Here’s a simple rule. They’re paradoxes. They make us hurt while they make us smile. They make us laugh while they make us ache. They make us dream while they make us suffer. They leave us awed with gratitude while they teach us what loneliness means.

That is, they hold within them a fullness. Of us. Not just in the sense of that we “contain multitudes”. But in the truer sense that we must live the truth of a thing to know it. And the truth of a thing is not merely the good in it, or the bad in it — but the bad in the good, and the good in the bad. Even our own very selves.

See the guy in the picture? Floating free in space, above the glimmering earth? He doesn’t just feel awe. I’d bet he feels awe, fear, loneliness, terror, astonishment, surprise, peace, grace, compassion. That’s multidimensionality of experience is what worthy things produce not just for us — but in us. That’s why they feel worthy, enriching, unforgettable, remarkable.

So here’s a simple rule of thumb. If it doesn’t evoke all of you, it probably isn’t worth doing. If it just makes you feel one way — if it’s one-dimensional — instead of making you feel conflicted, puzzled, torn — choose something else.

Because it’s in that tension that all which is great within you — perseverance, empathy, passion, imagination, struggle — will emerge.


PS: Se algum leitor quiser traduzir, eu me comprometo a republicar a versão em português. Isso já aconteceu em outros posts. :)

dica do Daniel Souza

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Remake de Final Fantasy VII faz ações da Square Enix bombarem!

Quem acompanha o mundo dos videogames já deve estar sabendo que ontem foi anunciado o remake de Final Fantasy VII para Playstation 4, notícia que causou um grande alvoroço em jogadores do mundo todo.

Para quem não conhece, Final Fantasy VII é um jogo de RPG lançado originalmente em 1997 para o primeiro Playstation. Um clássico, sucesso absoluto na época e ainda hoje reverenciado por muitos jogadores. Mais do que inovações tecnológicas, Final Fantasy VII trouxe uma narrativa mais rebuscada para jogos desse tipo, contando uma história que foi capaz de arrancar lágrimas de muitos marmanjos.

Veja o trailer do remake anunciado:



Um remake era esperado há anos pela comunidade de jogadores e, quando finalmente aconteceu, adivinhem qual foi o resultado para as ações da empresa. Segundo a Bloomberg, o preço da ação chegou a seu maior valor desde 2008!

No gráfico abaixo vocês podem ver o que acontecia ontem, por volta das 10 da manhã.


Mais uma prova irrefutável de como boas histórias se traduzem em valores para as empresas. :)

o gráfico veio da comunidade Mrhappy Gaming, e a notícia da Ligia Muraro

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Lego de The Big Bang Theory mostra o futuro da indústria de brinquedos


Você já entrou em uma loja de brinquedo ultimamente? Eu não tenho filhos, mas, mesmo assim, entro de vez em quando. Pela nostalgia, sabe?

Na minha época de criança lembro de muitos brinquedos licenciados com personagens da TV ou dos quadrinhos, mas também havia uma infinidade de genéricos. Bonecos, carrinhos e outras coisas que não faziam parte de nenhuma franquia. Eles simplesmente estavam lá, como brinquedos, e a cabia à criança imaginar as aventuras.

Hoje em dia as lojas de brinquedos tem cada vez menos produtos desse tipo. Tudo é Marvel. Tudo é Star Wars. Tudo é Angry Birds. Tudo faz parte de alguma grande franquia. E eu não tenho nada contra isso.

Aliás, essa nem é a primeira vez que escrevo sobre o assunto. Falei sobre a Lego como produtora de conteúdo aqui e usando a Lego como metáfora aqui. Então vou falar sobre a Lego uma terceira vez.

Ontem saiu no Brasil Post a notícia de que a empresa estaria lançando, lá fora, uma caixa com o cenário de Big Bang Theory. A gente sabe que a Lego tem se associado com todos os tipos de franquias, de Simpsons à Harry Potter, e que isso é considerado um dos principais pilares para que a empresa tenha se tornado o maior fabricante de brinquedos do mundo.

Mas e daí? Daí que a associação com Big Bang Theory ainda me causa um certo estranhamento. Franquias como Marvel, Star Wars, Harry Potter etc. pressupõe algum tipo de ação e muita fantasia. Herói contra vilão. Magia pra cá, super-poderes pra lá. Tudo que uma criança precisa para se divertir.

Já Big Bang Theory é outra história. Uma sitcom de tons mais realistas onde, a princípio, nada além de diálogos engraçados acontece.

Em primeiro lugar, não tenho dúvida nenhuma de que vai vender, e muito. Talvez venda mais para os jovens pais do que para os filhos, mas, de um jeito ou de outro, será um sucesso.

Mas, ainda assim, entendo que essa notícia dê o tom de como será a indústria de brinquedos daqui pra frente. Uma sede cada vez maior por associar produtos à franquias, na lógica de que qualquer franquia será melhor do que algo genérico.

No fundo, isso mostra que brinquedos são feitos por algo que vai além das peças físicas. Brinquedos dependem cada vez mais de histórias associadas, além das histórias que as crianças podem imaginar. Ter um seriado ou um filme na TV, ajuda bastante nessa imaginação e aumenta o valor agregado.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Funcionários versus JBS: conteúdo também é arma de guerrilha


Imagine que você está se sentindo prejudicado de alguma forma e precisa chamar a atenção da opinião pública para pressionar seu adversário. O que fazer?

Um protesto na rua?
Um post no Facebook contando o que está acontecendo?
Um abaixo-assinado no Avaaz ou site semelhante?

Todas essas alternativas sempre são válidas. Mas os funcionários da JBS (gigante da carne, dona da Seara e da Friboi), que estavam insatisfeito com algumas políticas da empresa, foram além e apostaram no conteúdo.

Mais especificamente, em um vídeo parodiando e ironizando a famosa propaganda do Tony Ramos. Em outras palavras, eles usar o humor como arma para, logo depois, chegarem na mensagem principal. Você começa assistindo pela brincadeira, pela curiosidade (e também porque é um pouco mal feito) e, quando menos percebe, está recebendo as informações que eles queriam te passar.

Qual a novidade disso? Nenhuma. Já vi muitas ONGs e clientes decepcionados usando técnicas parecidas para chamar a atenção. Mas, pelo que eu me lembro, nunca tinha visto isso sendo aplicado por funcionários de uma própria empresa, sindicatos e afins.

Se a moda pegar, os alvos (empresas) terão arranjado uma bela dor de cabeça. Não quero entrar no mérito sobre quem está certo, até porque não conheço o caso de perto, mas, independentemente disso, qualquer empresa se sente acuada contra a opinião pública.

E qual a lição que fica aqui? Que qualquer um, qualquer um mesmo, pode utilizar conteúdo bem pensado a seu favor. Principalmente quando não se tem muito orçamento disponível.

Basta a história ser boa.



(para saber mais, leia a matéria do El País)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Noveleiros, uma retrospectiva dos personagens das novelas da Globo




A Globo lançou recentemente o projeto #noveleiros, que tenta dar uma linguagem mais pop e moderna ao seu principal produto (as novelas), além de fazer um resgate histórico dos personagens que mais marcaram. Em outras palavras, a emissora está valorizando aquilo que de melhor produziu nas últimas décadas. Super legítimo.

Segundo a matéria da PropMark ainda não se sabe muito bem qual será a extensão disso, já que o projeto nasceu na área de inovação e tem um caráter experimental. Já o artigo da própria Globo cita a venda de produtos temáticos e download de material digital.

Mas, a julgar pelo primeiro vídeo, que brinca com versões animadas dos personagens, já dá para imaginar o que mais pode vir por aí.
 

Vou chutar alguns possíveis desdobramentos aqui:

- Séries em animação feitas a partir de personagens de novelas que fizeram sucesso no passado. Imagine uma de Vamp, por exemplo. Caberia direitinho.

- Venda de bonecos tipo toy art.

- Games online.

- Uma grande história ou game crossover, juntando vários desses personagens. E vocês, o que vislumbram a partir dessa iniciativa?